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quinta-feira, 21 de maio de 2026

SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 


Ministério da Saúde anunciou protocolo inédito que prevê uso do teste FIT para homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas. Exame é menos invasivo e pode ampliar diagnóstico precoce no país.
Câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030 — Foto: Adobe Stock 


Câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030 — Foto: Adobe Stock



O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS).



A partir da medida, o chamado Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.



O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda em Lyon, na França.



Segundo a Pasta, a estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, considerada hoje o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.





A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 53,8 mil novos casos por ano no país entre 2026 e 2028

Como funciona o exame



O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.



Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.



O paciente recebe um kit para coleta em casa e precisa retirar uma pequena amostra das fezes com uma haste própria, colocada em um tubo coletor. Depois, o material é enviado para análise laboratorial.





Entre as principais vantagens do exame estão:

não exige preparo intestinal;
não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
pode ser feito com apenas uma amostra;
é menos invasivo;
tem maior adesão da população.



Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.



O oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, afirma que o exame já é utilizado em programas internacionais de rastreamento e ajuda a reduzir a mortalidade por câncer de intestino ao ampliar o diagnóstico precoce.



Segundo ele, o FIT também é mais conveniente e mais barato para rastreamento populacional do que a realização de colonoscopia em toda a população assintomática.



Fonte: G1

 

 

Açaí Nova Cruz

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