Meia da Seleção, Lucas Paquetá diz que terminar fase de grupos na primeira colocação é prioridade para evitar viagem ao México e check-outs no hotel em Basking Ridge e no CT em Morristown
Em coletiva, Lucas Paquetá também falou sobre aprendizados nos últimos anos; parceria com Neymar; e a evolução da equipe no Mundial - (crédito: Mauro Pimentel/AFP)
Ninguém na Seleção Brasileira parece disposto a trocar de endereço. Entre o conforto e a privacidade do hotel em Basking Ridge, a estrutura de ponta do Centro de Treinamento do New York Red Bulls, em Morristown, e a rotina construída ao longo da Copa do Mundo, a delegação encontrou o cenário ideal para trabalhar com a blindagem necessária. Lucas Paquetá deixou isso evidente ontem em entrevista coletiva. Para o Brasil, terminar a fase de grupos na liderança da chave C é inegociável.
A liderança garante a permanência em território americano até o fim do torneio. O primeiro lugar do Grupo C leva a Seleção a Houston, ao MetLife Stadium, a Miami e a Atlanta antes de uma eventual final em Nova Jersey. A segunda colocação exige um desvio para Monterrey, no México, além de escalas posteriores em Houston, Boston e Dallas. A Confederação Brasileira de Futebol tem planos B e C traçados, que mudariam o QG do Brasil.
"Nosso objetivo é passar em primeiro. Estamos trabalhando para isso. É uma logística que favorece, na viagem, tempo de descanso, de recuperação", compartilha Paquetá.
A preocupação da Seleção não se resume a aeroportos, hotéis ou centros de treinamento. Terminar em primeiro também permite evitar um confronto precoce contra o líder do Grupo F, atualmente ocupado pela Holanda. Em 2010, na África do Sul, a Laranja foi algoz da Amarelinha nas quartas de final.
No cenário projetado hoje, o Brasil enfrentaria o Japão na fase de 16 avos de final. A segunda colocação colocaria a equipe no caminho dos neerlandeses logo na abertura do mata-mata.
A boa notícia para a Seleção é que a situação está sob controle. Brasil e Marrocos somam quatro pontos, mas a equipe de Carlo Ancelotti leva vantagem no saldo de gols: 3 x 1. Ou seja, depende apenas de si para terminar na primeira colocação. Uma vitória sobre a Escócia garante a liderança, contando que os marroquinos não revertam o critério de desempate.
A Escócia, porém, não chega a Miami na condição de figurante. Em seis partidas disputadas neste ano, venceu três e perdeu as outras três, sempre por margem mínima. Os números reforçam o alerta emitido por Lucas Paquetá. "Todas as equipes da Copa são seleções que você precisa respeitar, estudar e se preparar para enfrentar. Temos muito respeito, mas sabendo que precisamos colocar em prática o nosso jogo e alcançar os nossos objetivos", comentou o meia. Os europeus têm três pontos somados e seguem com chance de classificação.
Em meio aos cálculos sobre cruzamentos, viagens e classificação, Paquetá também destacou a importância do ambiente criado pela Seleção. Amigo de Vinicius Júnior desde as categorias de base do Flamengo, o meia vê na convivência diária um dos pontos fortes do grupo brasileiro.
"A gente tem uma amizade bonita, de muito tempo. Vi o Vini muito novinho, criamos esse laço desde o Flamengo. Tenho um respeito enorme por ele. Estar com ele aqui e vivendo mais uma Copa do Mundo é especial demais para nós", destacou.
Fonte: Correio Braziliense