Em resposta ao quadro, o secretário de Assistência Social, Sidney Rocha, rebateu as críticas direcionadas à sua pasta. Segundo o secretário, o município não tem sido omisso. Sid destacou que a secretaria já realizou intervenções anteriores, chegando inclusive a internar o indivíduo em questão para tratamento.
terça-feira, 2 de junho de 2026 . 12:59
Saúde Mental e Alcoolismo em Pauta: Secretário de Assistência Social de Macajuba Responde a Críticas após Vídeo Viral
Entenda abono extraordinário sancionado na BA para profissionais da educação da rede estadual
Benefício será pago no dia 9 de junho para mais de 80 mil trabalhadores. Dinheiro sairá de recursos dos precatórios do Fundef.
Governador Jerônimo Rodrigues sanciona lei que cria abono extraordinário para profissionais da educação da rede estadual — Foto: Joá Souza/GOVBA
O abono extraordinário sancionado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) será destinado a profissionais da educação básica da rede estadual.
Ao todo, 80 mil servidores receberão o dinheiro no dia 9 de junho. O pagamento, de caráter excepcional e válido apenas para 2026, foi autorizado na sexta-feira (30).
Os recursos sairão dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) — valores devidos pela União ao Estado. Ao todo, serão usados 20% do montante.
Entenda abaixo os detalhes do pagamento:
•Quem tem direito
•Qual o valor
•Abono regular também será pago
1. Quem tem direito
Segundo o Governo da Bahia, terão direito ao abono os profissionais que constavam na folha de pagamento de abril deste ano.
A lista inclui servidores efetivos, ocupantes de cargos comissionados, contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e aposentados da categoria.
2. Qual o valor
O valor do pagamento do abono extraordinário varia de profissional para profissional, pois será proporcional à carga horária da pessoa beneficiada.
A estimativa do governo é que servidores com jornada de 20 horas semanais recebam, em média, R$ 721,18. Já aqueles com carga horária de 40 horas deverão receber R$ 1.442,37.
3. Abono regular também será pago
Além do novo abono extraordinário, o Estado também confirmou para o dia 9 de junho o pagamento do abono regular dos precatórios do Fundef.
Esse benefício é destinado a professores, coordenadores pedagógicos, diretores e secretários escolares que atuaram na rede pública estadual entre janeiro de 1998 e dezembro de 2006, incluindo servidores ativos e inativos.
Fonte: G1 Bahia
Palmeiras reage após polêmicas com VAR e eleva o tom contra “falsas narrativas”
Clube se manifesta após vitória sobre a Chapecoense, questiona critérios da arbitragem, cita lances de outras rodadas e critica conteúdos produzidos nas redes sociais
(Reprodução)
O Palmeiras publicou uma nota oficial nesta segunda-feira (1º/6) para contestar as críticas surgidas após a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o clube utilizou os áudios e imagens do VAR disponibilizados pela CBF para defender as decisões tomadas durante a partida e rebater o que classificou como “falsas narrativas” construídas após o resultado obtido no Allianz Parque.
A principal discussão envolve o lance ocorrido nos acréscimos da partida. A Chapecoense chegou a balançar as redes com Ítalo e empatar o confronto, mas o gol acabou invalidado após revisão da arbitragem. Na avaliação apresentada pelo Palmeiras, tanto o árbitro de campo quanto a equipe do VAR identificaram uma infração sobre Murilo antes da conclusão da jogada.
“Divulgados pela CBF, os vídeos dos lances revisados pelo VAR no jogo entre Palmeiras e Chapecoense são esclarecedores e desconstroem as falsas narrativas surgiras após mais uma vitória alviverde. Na jogada do gol anulado, tanto o árbitro de campo quanto o árbitro de vídeo concordam que o zagueiro Murilo, do Palmeiras, foi empurrado pelas costas; somente se discute se a infração cometida pelo atleta da Chapecoense interfere ou não na disputa de bola”, afirmou o clube.
O Verdão também questionou a marcação do pênalti assinalado para a equipe catarinense nos minutos finais da partida. Na cobrança, Bolasie acertou o travessão e desperdiçou a oportunidade de empatar o jogo. Na nota, o clube argumenta que a própria comunicação do VAR levantou dúvidas sobre a existência de imagens conclusivas para justificar a revisão do lance.
“Já no lance do pênalti para a equipe catarinense, o VAR afirma não haver ‘uma imagem que comprove que a falta foi dentro da área’. Ora, se não há imagem conclusiva, por que foi recomendada a revisão?”, questionou o Palmeiras.
O comunicado também ampliou a discussão para outros episódios recentes envolvendo a arbitragem. O clube comparou o lance do pênalti marcado para a Chapecoense a uma jogada envolvendo o atacante Sosa no clássico contra o Corinthians e afirmou que a falta de uniformidade nos critérios tem prejudicado a equipe ao longo da competição.
“Cabe lembrar que a penalidade foi quase idêntica àquela sofrida pelo atacante Sosa no último Derby, em infração sonegada pelo VAR que poderia ter nos rendido mais 2 pontos”, destacou o texto.
Outro ponto abordado foi a expulsão de Allan durante a partida contra a Chapecoense. O Palmeiras citou uma decisão tomada pelo mesmo árbitro em confronto anterior diante do Athletico-PR para sustentar o argumento de que situações semelhantes receberam punições diferentes.
“A esta falta de critério, soma-se a expulsão de ontem de Allan pelo mesmo árbitro que, no jogo entre Palmeiras e Athletico-PR, em lance similar envolvendo o lateral palestrino Arthur, exibiu somente um amarelo ao adversário”, escreveu o clube.
Na reta final da nota, o Palmeiras ainda mencionou outro episódio envolvendo o Remo e voltou a afirmar que decisões recentes da arbitragem impactaram diretamente sua campanha. Em seguida, direcionou uma mensagem aos torcedores e criticou conteúdos produzidos por parte da imprensa e influenciadores.
“Por fim, sugerimos à Família Palmeiras que não se deixe enganar por narrativas falsas, criadas por influenciadores e pseudojornalistas que se utilizam de desequilíbrio e insinuações em busca de audiência e engajamento. Erros acontecem a favor e contra todos os times”, constata.
O comunicado foi encerrado com um apelo direto à torcida: “Não consuma conteúdos de quem quer o mal do Palmeiras. Segue o líder!”. A vitória manteve o clube na liderança do Campeonato Brasileiro.
Fonte: Portal Léo Dias
Deficit dos Correios supera R$ 3 bilhões no primeiro trimestre
Prejuízo representa alta de 83,02% em relação ao observado no mesmo período do ano passado, quando houve um deficit de R$ 1,725 bilhão
Plano apresentado pela empresa prevê superavit apenas em 2027 - (crédito: Divulgação/Correios)
Os Correios registraram resultado líquido negativo de R$ 3,158 bilhões nos três primeiros meses de 2026, conforme balanço publicado ontem pela estatal. O prejuízo representa alta de 83,02% em relação ao observado no mesmo período do ano anterior, quando houve um deficit de R$ 1,725 bilhão.
As despesas gerais e administrativas, bem como as despesas financeiras, foram os fatores que impulsionaram o saldo negativo no primeiro trimestre.
Foram gastos R$ 2,26 bilhões na conta que engloba, por exemplo, custo com pessoal e contratação de serviços advocatícios. Um fator de forte pressão foi o demonstrativo das contingências, já que a estatal está envolvida em processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal. O total do primeiro trimestre de 2025, referente às despesas gerais e administrativas, foi de R$ 1,22 bilhão.
Em outra frente, as despesas financeiras passaram de R$ 282,9 milhões para R$ 985 milhões, no mesmo período de comparação. Elas foram puxadas especialmente por encargos do financiamento da dívida interna, como juros e IOF. Houve reconhecimento de juros e multas de tributos incidentes sobre impostos de importação no período de 2025 e no primeiro trimestre de 2026.
Em 2025, o rombo total dos Correios somou R$ 8,5 bilhões, a pior marca da história da empresa, e a expectativa, no momento, é de que 2026 supere o recorde. A estatal espera, contudo, atingir um superavit em 2027.
Os Correios enfrentam dificuldades e perda de receitas desde o avanço de grandes companhias de logística e vendas, como a gigante americana Amazon, e pela queda da demanda pelos serviços postais tradicionais, como o envio de cartas.
De acordo com o balanço, nos três primeiros meses do ano foram arrecadados R$ 2,2 bilhões em encomendas (queda de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025), R$ 156 milhões em postagens internacionais (-60,3%), R$ 1,2 bilhão em cartas e documentos ( 11,4%), e R$ 465 milhões em outras receitas ( 48%).
Plano de recuperação
Para viabilizar a liquidez no curto prazo, os Correios anunciaram em novembro passado uma operação de crédito com aporte de até R$ 20 bilhões. O Tesouro Nacional aprovou um empréstimo inferior, de até R$ 12 bilhões, aos Correios. Uma capitalização adicional de até R$ 8 bilhões segue em tratativa.
O plano inclui, em seus eixos principais, o corte de despesas administrativas e de pessoal — incluindo um Programa de Demissão Voluntária (PDV) — otimização de ativos, como venda de imóveis, e a captação de recursos.
De acordo com a estatal, desde janeiro, 3.181 funcionários dos Correios aderiram ao PDV, o que representa mais de 30% do contingente elegível.
Já sobre os imóveis, a empresa afirma que possui 138 construções ociosas que serão arrematadas em leilões, com retorno esperado de mais de R$ 13 milhões.
Apesar disso, o plano apresentado pela estatal é alvo de questionamentos. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu dar ciência ao governo federal sobre a possível violação de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com a ausência de verificação "própria e independente" das premissas financeiras que embasaram o plano de reestruturação dos Correios.
Também foi comunicado que houve insuficiência da análise sobre a capacidade de pagamento da estatal para fins de concessão de garantia da União e operação de crédito no valor de R$ 12 bilhões.
Segundo a Corte de Contas, esse segundo ponto "afronta" o dispositivo que trata da capacidade de pagamento de empresas estatais em operações de crédito, previsto no decreto 11.907/2024.
O TCU também alertou o Poder Executivo Federal que há ampliação "da exposição" da União com a ausência de avaliação externa sobre as premissas de receitas, despesas e fluxos de caixa que fundamentam os planos de equilíbrio econômico-financeiro de estatais.
Fonte: Correio Braziliense (Com informações da Agência Estado)
Preço do gás de cozinha sobe quase 10% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 10 mais caro
Reajuste passou a valer nesta segunda-feira (1º) após aumento aplicado pela refinaria de Mataripe.
O valor do gás de cozinha teve reajuste de 9,59% nesta segunda-feira (1º), segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás).
De acordo com a entidade, o aumento foi aplicado pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. Com isso, o valor do botijão pode ficar, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final.
"O aumento vai ter um impacto significativo, porque o gás vai aumentar entre R$ 8 e R$ 10. O consumidor já vai sentir o peso a partir de hoje", disse o diretor do SindRevGás, Robério Souza.
O preço médio do botijão em Salvador e na região metropolitana era de R$ 145 e, com o reajuste, pode variar entre R$ 155 e R$ 158.
"Se comparar, o gás está quase 30% mais caro do que o consumidor pagava em dezembro de 2025", afirmou o diretor do SindRevGás.
A TV Bahia entrou em contato com a Acelen e aguarda posicionamento da empresa.
Dedê vende botijões de gás no subúrbio de Salvador por R$ 130 para retirada no local e por R$ 140 com entrega em domicílio. Ele estima um aumento de R$ 10 já a partir desta segunda-feira.
"O consumidor reclama bastante, mas a situação também está muito apertada para a gente. É difícil manter", contou Dedê.
Uma das reclamações dos revendedores é que, com o "Gás do Povo", programa federal voltado ao acesso gratuito à recarga de botijões de até 13 kg para famílias de baixa renda, e os sucessivos aumentos no valor do gás, a categoria ficou sem margem de lucro.
"A rede revendedora vê isso com muita preocupação, porque não existe margem de lucro. A gente entende que é um projeto social, mas o revendedor não pode ter prejuízo nessa operação. Muitos não aderiram e outros já pensam em não renovar quando o contrato acabar. É impossível trabalhar nesses moldes financeiros", analisou Robério Souza.
"Eu recebo em torno de R$ 106,39 por botijão ofertado no programa. Praticamente não existe margem de lucro. Quando começou, ainda havia uma margem pequena, mas agora, com o aumento, ela desapareceu", pontuou Dedê.
Preço do gás de cozinha sobe quase 10% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 10 mais caro — Foto: Reprodução EPTV
Veja abaixo o histórico de aumentos no ano:
2 de janeiro: O valor do gás de cozinha teve um reajuste de 2,38%.
15 de abril: O valor do gás de cozinha teve um reajuste de mais de 15%.
Fonte: G1 Globo / Bahia
Policial civil mata esposa e comete suicídio em Araci, na Bahia
Foto: Reprodução
Um caso de feminicídio seguido de suicídio chocou moradores do município de Araci, na região sisaleira da Bahia, na madrugada do domingo (31).
De acordo com informações da Polícia Civil, o investigador Jefferson de Araújo Costa, de 54 anos, lotado na Delegacia Territorial de Araci e integrante da turma de 2000 da corporação, teria efetuado disparos de arma de fogo contra a própria esposa, identificada como Deuziana de Oliveira da Silva, de 34 anos. Em seguida, ele teria tirado a própria vida.
O caso aconteceu no Restaurante Sabor da Terra, localizado na Praça Tanque da Nação, na zona urbana da cidade. A Polícia Militar foi acionada após uma denúncia informar que um homem e uma mulher estavam caídos no interior do estabelecimento, aparentemente vítimas de disparos de arma de fogo.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o casal sem sinais vitais. A área foi isolada para o trabalho das equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsáveis pela perícia e remoção dos corpos.
Segundo os levantamentos iniciais, há indícios de que Jefferson matou a companheira e, logo depois, cometeu suicídio. A motivação do crime ainda é desconhecida e será investigada.
A Delegacia Territorial de Araci instaurou procedimento investigativo para apurar todas as circunstâncias do caso. Laudos periciais e depoimentos de testemunhas deverão auxiliar na elucidação dos fatos.
Fonte: Alô Juca
segunda-feira, 1 de junho de 2026 . 20:36
Jovem com Síndrome de Down emociona ao dirigir pela 1ª vez o seu carro BYD: “Carro à altura”
Primeira pessoa com Síndrome de Down a tirar habilitação em Goiás relata primeiro passeio de BYD ao lado da namorada
(Reprodução Instagram jvdepaiva)
João Vitor de Paiva, a primeira pessoa com Síndrome de Down a conquistar a carteira de habilitação no estado de Goiás, usou as redes sociais para compartilhar um momento especial ao volante de um BYD. O jovem emocionou os seguidores ao relatar a primeira vez em que dirigiu o próprio carro para encontrar a namorada e destacou as qualidades do modelo SUV da montadora chinesa.
“Depois da limusine com motorista, chegou o dia tão esperado: eu dirigi o MEU carro para a minha namorada pela primeira vez. Tem momentos na vida que merecem um carro à altura. E o meu me permitiu viver isso ao lado dela, transformando tudo em memória que vou guardar para sempre. Obrigado, BYD, por fazer parte de mais um capítulo da minha história e dos meus momentos mais especiais”, escreveu.
João Vitor tornou-se o primeiro motorista com Síndrome de Down a obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Goiás, em março de 2026, durante uma ação promovida pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO). A conquista teve grande repercussão e foi celebrada como um marco de inclusão e representatividade.
Além da habilitação, ele acumula outras realizações importantes. João Vitor é ativista da UNICEF e também entrou para a história ao se tornar a primeira pessoa com Síndrome de Down formada em Educação Física pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).
Fonte: Portal Léo Dias
Moradores do Paó e Cancela Preta cobram melhorias em estradas ; Prefeitura de Macajuba garante início das obras
As condições das estradas rurais de Macajuba voltaram a ser alvo de reclamações nesta semana. Motoristas e moradores que dependem diariamente das vias que ligam as regiões do Paó e da Cancela Preta afirmam que o tráfego no local continua sendo um grande desafio.
Proibição do PMMA abre exceção para pacientes com HIV; especialista explica o motivo
Para esclarecer os motivos da exceção e os impactos da medida, o portal LeoDias ouviu o cirurgião plástico Dr. Gustavo Merheb, que detalhou a relação entre a lipodistrofia associada ao HIV e o uso do PMMA
Anvisa mantém permissão de uso de PMMA (Foto: Reprodução/CFM)
A decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de proibir o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) por médicos em procedimentos estéticos e reparadores em todo o país trouxe uma exceção que gerou questionamentos. Apesar da restrição, a substância continuará autorizada para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, desde que o procedimento seja realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para esclarecer os motivos da exceção e os impactos da medida, o portal LeoDias ouviu o cirurgião plástico Dr. Gustavo Merheb, que detalhou a relação entre a lipodistrofia associada ao HIV e o uso do PMMA.
O que é a lipodistrofia associada ao HIV?
Segundo o especialista, a condição está relacionada às alterações na distribuição da gordura corporal observadas em pacientes que convivem com o vírus, especialmente aqueles submetidos a tratamentos mais antigos.
“A lipodistrofia associada ao HIV é uma síndrome caracterizada por alterações na distribuição da gordura corporal, tanto pela infecção em si quanto pelo tratamento com a terapia antirretroviral, geralmente associados a coquetéis antirretrovirais antigos. Desta forma, tratamentos antigos geram pacientes estigmatizados com doenças crônicas. Isto não é comum hoje em dia”, iniciou o especialista.
Essas alterações físicas podem ser bastante marcantes e afetar diretamente a qualidade de vida dos pacientes.
“Alterações físicas mais comuns: perda de gordura facial; perda de gordura dos membros e glúteos; aumento de gordura abdominal; aparecimento de giba. Esta alteração (perda) significativa da gordura facial gerava pacientes estigmatizados que não conseguiam ter direito à privacidade de seu diagnóstico”, explicou.
Por que o CFM manteve uma exceção para pacientes com HIV?
De acordo com o cirurgião plástico, a autorização foi mantida porque muitos pacientes afetados pela lipodistrofia carregam marcas permanentes da doença, o que justifica o caráter reparador do tratamento.
“Pelo fato de pacientes HIV positivos em terapia antirretroviral apresentarem estigmas da doença de forma indelével, permaneceu autorizado o uso do PMMA para este fim, em ambiente adequado (hospitalar) por profissionais médicos. É importante salientar que a autorização prévia para uso do PMMA era a mesma, fins reparadores e nunca cosméticos. O PMMA nunca teve seu uso amplo e irrestrito para fins estéticos autorizado neste país”, enfatizou.
No entanto, o médico pondera que os avanços terapêuticos reduziram significativamente os casos mais graves de lipodistrofia observados nas décadas passadas.
“Da forma como vejo, pacientes HIV positivos em uso de terapias antirretrovirais não possuem gordura corporal em quantidade suficiente para que seja feita sua colheita, tratamento e uso em volumes adequados no rosto. Pessoalmente discordo desta liberação para uso atual, visto que o boom do PMMA para fins reparadores em pacientes HIV positivos foi por volta dos anos 90/2000. Atualmente, a terapia instituída não produz mais esse tipo de face estigmatizada! Uma coisa é importante que seja colocada: o uso irregular do PMMA para fins cosméticos sempre usou como base a liberação para fins reparadores do HIV. Nunca uma fiscalização adequada foi feita! Sob pretexto de uso reparador, o PMMA foi utilizado amplamente para fins estéticos”, esclareceu.
Benefícios para os pacientes
O principal objetivo do tratamento é restaurar características faciais perdidas em decorrência da doença ou dos tratamentos utilizados no passado.
“A recuperação de um volume facial adequado e recuperação da autoestima e privacidade de seu diagnóstico”, explicou.
Questionado sobre as evidências e vantagens do produto nesses casos específicos, o especialista destacou que não existe uma solução perfeita para esse tipo de reconstrução.
“Da forma como vejo, não existe o preenchedor ideal. O ácido hialurônico, preenchedor de grande qualidade, além de muito caro, não é feito para utilização subcutânea ou intramuscular em grandes quantidades, é absorvível, sendo necessários quase retoques anuais. O PMMA seria uma saída de preço acessível e possível de ser feito em camadas mais profundas, além do fato de não ser absorvido, mantendo resultados duradouros. Seria ótimo se não fossem suas graves complicações, que podem aparecer em qualquer momento da vida. Em algum momento a Anvisa chegou à conclusão de que os riscos inerentes à sua aplicação valeriam a pena frente a seus resultados. Uma observação que é muito importante, a quantidade aplicada na face é muito menor do que a quantidade aplicada nos glúteos, por exemplo, diminuindo muito a chance de complicações.”
Por que o tratamento deve ser feito em hospitais credenciados pelo SUS?
A nova resolução determina que os procedimentos sejam realizados exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS. Para o médico, a exigência é adequada diante do perfil dos pacientes.
“Por que é um procedimento realizado em pacientes imunodeprimidos. Esse tipo de cuidado é o que devemos esperar de uma política decente de saúde pública.”
Merheb também destacou quais medidas devem ser adotadas para aumentar a segurança do procedimento.
“Nada diferente do que precisamos adotar para qualquer tipo de tratamento invasivo em qualquer paciente, com objetivo estético ou reparador! Seleção criteriosa dos pacientes; avaliação clínica e infectológica prévia; uso de microcânulas e técnicas atraumáticas; aplicação em planos anatômicos específicos; utilização de pequenos volumes por sessão; sessões seriadas e progressivas; rastreabilidade do produto; acompanhamento prolongado; realização do procedimento por profissionais experientes. No final das contas, a boa prática médica deveria ser universal.”
Riscos menores e benefícios clínicos
Segundo o cirurgião plástico, tanto os benefícios clínicos quanto a menor quantidade utilizada ajudam a justificar a manutenção da autorização nesses casos.
“Os dois. Segundo a Anvisa, o benefício clínico justifica o tratamento e, quanto menos o volume utilizado, menos a chance de complicações! Estamos falando de alguns mililitros do produto numa face contra 200-300-400 ml por nádega!”
Existem alternativas ao PMMA?
Embora existam outros recursos disponíveis para o tratamento da lipodistrofia, o especialista destaca que eles costumam apresentar limitações.
“Estimuladores de colágeno como o ácido poliláctico, Sculptra, hidroxiapatita de cálcio, Radiesse, ácido hialurônico, enxerto de gordura autóloga; tratamentos caros, de resultados questionáveis e que precisam de aplicações anuais. Os resultados podem ser frustrantes.”
Por fim, Merheb afirma que os pacientes que realmente se enquadram na indicação prevista pela resolução estão se tornando cada vez mais raros.
“Pacientes que se encaixem nos parâmetros para o uso deste produto, para simplificar, são aqueles pacientes estigmatizados pela doença e pelo tratamento! Como disse no início, isto é cada vez mais incomum, fazendo-nos questionar a real necessidade de um produto tão problemático e que deixa muito a desejar nos quesitos qualidade e integração biológica”, finalizou.
Fonte: Portal Léo Dias
Secretaria de Obras atende pedido de morador e instala mata-burro no povoado de Malhada Nova
Equipe da Prefeitura realizou a intervenção após cobrança da comunidade veiculada no Deixa Comigo Macajuba, garantindo mais segurança e mobilidade na região.
Seleção Brasileira viaja aos EUA nesta segunda (1); saiba detalhes
Delegação deixa o Rio de Janeiro rumo a Nova Jersey, cidade que servirá como base da equipe durante a Copa do Mundo de 2026
Seleção Brasileira antes do amistoso contra o Panamá, no Maracanã • Divulgação/CBF
Um dia após a vitória sobre o Panamá, no Maracanã, a Seleção Brasileira viaja para Nova Jersey, nos Estados Unidos, cidade que servirá como base da delegação durante a Copa do Mundo de 2026.
Os jogadores se reapresentam às 16h (de Brasília) desta segunda-feira (1) no Hotel Hilton Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em seguida, o grupo seguirá para a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) antes de decolar rumo aos EUA.
A saída para o Aeroporto Internacional Tom Jobim está prevista para as 20h, enquanto o voo para Nova Jersey tem embarque programado para as 22h.
Em território norte-americano, a delegação ficará hospedada no The Ridge Hotel, na região de Basking Ridge.
A escolha foi estratégica: o local está a cerca de 15 minutos do Columbia Park Training Facility, centro de treinamento que será utilizado pela Seleção durante o torneio, e a aproximadamente 30 minutos do MetLife Stadium, onde o Brasil fará a estreia contra o Marrocos, no dia 13 de junho.
Antes do primeiro compromisso no Mundial, porém, a equipe comandada por Carlo Ancelotti viajará para Cleveland, onde disputará o último amistoso preparatório contra o Egito, em 6 de junho.
A Seleção Brasileira integra o Grupo C da competição, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti.
Cronograma da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (1):
16h — Reapresentação dos atletas no Hotel Hilton Barra
17h30 — Saída da delegação rumo à sede da CBF
18h — Chegada à sede da CBF
20h — Saída para o Aeroporto Internacional Tom Jobim
22h — Embarque para os Estados Unidos
Fonte: CNN Brasil
Devinho Novais confirma data do show em Macajuba
O "Boyzinho" incluiu a cidade em sua agenda oficial de 2026. Com a confirmação, o sábado de São João promete ser um dos mais movimentados da história do município.
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Com três propostas em jogo, Senado decidirá rumo do fim da escala 6x1
Além do texto aprovado pela Câmara na semana passada, senadores avaliam propostas da oposição e do PT, em disputa que pode alterar prazo e formato da transição. A definição sobre qual proposta ganhará maior tração depende também do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
Plenário do Senado Federal • Foto: Andressa Anholete/Agência Senad
Com três propostas em jogo, o Senado já é o palco da próxima disputa sobre o fim da escala trabalhista 6x1. Após a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) articulada pela esquerda na Câmara dos Deputados, que agora deverá ser analisada pelos senadores, líderes governistas e da oposição travam uma corrida para definir qual texto terá prioridade na tramitação e servirá de base para o avanço do tema na Casa.
Além da proposta governista aprovada pelos deputados, os senadores têm à disposição uma PEC alternativa apresentada pela oposição na semana passada e um texto mais antigo sobre o tema, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), tida como mais difícil de deslanchar.
A definição sobre qual proposta ganhará tração caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em articulação com os principais líderes partidários da Casa, nos próximos dias. A decisão deve influenciar não só o ritmo da análise, mas também o formato final da nova escala e jornada trabalhista a ser aprovada pelos senadores.
Até este domingo (31), a PEC aprovada pela Câmara na última quarta (27), ainda não havia sido encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A perspectiva é que ela ande no Senado, mas sem a mesma rapidez da Câmara.
Alcolumbre mantém uma relação mais distante há meses de Lula, que se agravou com a rejeição do Senado à indicação presidencial de Jorge Messias ao Supremo. No entanto, a vontade do governo é ensaiar uma reaproximação aos poucos. Um dos articuladores neste sentido tem sido o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE).
A proposta da oposição, por sua vez, foi apresentada oficialmente na quinta (28) e já foi despachada à comissão no mesmo dia. A outra PEC, de Paulo Paim, passou pela CCJ e aguarda deliberação do plenário desde dezembro do ano passado.
O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou à CNN que pretende priorizar a proposta aprovada pela Câmara, sob o argumento de que o texto foi amplamente debatido e recebeu apoio expressivo dos deputados. Ainda assim, ele disse considerar a PEC de Paulo Paim como a iniciativa pioneira sobre o tema e que, se possível, deveria ter a preferência.
Otto Alencar disse que já cobrou Alcolumbre para que paute essa PEC pronta para o plenário. No entanto, até o momento, o presidente do Senado não tem se comprometido com um calendário de análise nem dado declarações públicas sobre o assunto.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto avalia que a ampla votação obtida na Câmara fortaleceu o governo e aumenta a pressão para que o Senado avance rapidamente com a proposta recém-saída da Câmara. A expectativa de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é concluir a tramitação ainda antes do recesso parlamentar de julho.
Da forma como veio da Câmara, o texto propõe a redução da jornada de 44 horas para 40 horas por semana, em até 14 meses após a promulgação da medida. O fim da escala 6x1 e os dois dias de descanso semanais para os trabalhadores passam a valer 60 dias depois que a PEC for aprovada nas duas Casas.
O Senado inclusive já aprovou a realização de uma sessão temática para discutir o assunto de forma mais ampla, mas ainda não há previsão de data.
A oposição, por sua vez, pretende usar sua PEC alternativa como instrumento de negociação. Parlamentares ligados ao setor produtivo defendem ampliar o período de transição para as novas regras e flexibilizar a definição das jornadas por meio de acordos entre empregados e empregadores, além da remuneração por hora trabalhada.
Também há a possibilidade de tentar fundir parte das propostas durante a tramitação, ampliando o espaço para mudanças no texto que veio da Câmara. Essa iniciativa contraria a vontade do governo de justamente reduzir o tempo de implementação da medida.
Além disso, essa estratégia ampliaria a margem de negociação dos opositores para aumentar o tempo da transição e atender a pedidos do empresariado.
Fonte: CNN Brasil

















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