Bastante conhecida na cidade por seu trabalho no Salão Drika Hair e em projeto social com crianças do Jiu-Jitsu, profissional usou as redes sociais para alertar sobre crimes contra a honra e processar envolvidos.
A cabeleireira Adriana Vasconcelos, figura amplamente conhecida e respeitada em Macajuba, utilizou suas redes sociais para fazer um desabafo contundente. Em um vídeo publicado recentemente, Adriana revelou que está sendo vítima de uma enxurrada de comentários maldosos que vêm repercutindo intensamente pelas ruas da cidade.
Além de gerir o Salão de Beleza Drika Hair, a profissional desempenha um papel fundamental na comunidade ao atuar diretamente com as crianças do Jiu-Jitsu, por meio de uma iniciativa da Prefeitura de Macajuba. O desgaste provocado pelos boatos levou a cabeleireira a vir a público para cobrar respeito e alertar a população sobre as consequências legais dos crimes contra a honra.
O que diz a lei: Entenda a diferença entre Calúnia, Difamação e Injúria
O caso serve de alerta para a população, já que espalhar boatos e ofensas não é apenas falta de ética, mas crime previsto no Código Penal Brasileiro (CPB). Entenda a diferença jurídica entre as três condutas:
1. Calúnia (Artigo 138 do CPB)
- O que é: Acusar alguém falsamente de ter cometido um crime.
- Exemplo: Dizer publicamente que uma pessoa roubou ou furtou algo, sabendo que isso é mentira.
- Foco: Ataca a reputação e a imagem pública da vítima (honra objetiva).
2. Difamação (Artigo 139 do CPB)
- O que é: Atribuir a alguém um fato que ofenda a sua reputação, mesmo que esse fato não seja crime.
- Exemplo: Espalhar o boato de que alguém está se relacionando com outra pessoa apenas por interesse financeiro.
- Foco: Não importa se a fofoca é verdadeira ou falsa; se prejudica a reputação da pessoa, configura crime.
3. Injúria (Artigo 140 do CPB)
- O que é: Ofender a dignidade, o decoro ou o valor próprio de alguém diretamente.
- Exemplo: Xingamentos e ofensas pessoais que ferem o amor-próprio da vítima (honra subjetiva).
- Atenção: A injúria pode se tornar ainda mais grave (injúria qualificada) se envolver elementos de raça, cor, etnia, religião, origem, ou a condição de pessoa idosa ou com deficiência.
Consequências no bolso e na polícia
Quem compartilha boatos, cria mentiras ou ataca a honra de terceiros nas redes sociais ou nas ruas de Macajuba pode enfrentar sérios problemas. Os responsáveis por esses atos estão sujeitos a:
- Procedimento policial: Abertura de boletim de ocorrência e investigação.
- Processo criminal: Julgamento na esfera penal, com penas que mudam conforme o crime.
- Processo cível: Obrigação de pagar indenizações financeiras por danos morais e reparação de imagem.
Para evitar responder a processos judiciais e manter a harmonia na comunidade, o melhor caminho continua sendo o velho conselho popular: boca fechada não entra mosca.
Assista ao pronunciamento na íntegra:
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