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sábado, 8 de agosto de 2026

Band Bahia realiza tradicional debate entre candidatos ao Governo da Bahia para mais de 300 cidades neste domingo (9)




Crédito da foto:
Divulgação Band Bahia

Em cadeia de rádios com alcance de mais de 12 milhões de pessoas, além da TV e YouTube, emissora promove cobertura especial com pré-debate, confronto entre os candidatos e análises em tempo real da Sala Digital, em parceria com o Google

A Band Bahia realiza, neste domingo (9), um dos momentos mais aguardados da campanha eleitoral de 2026: o tradicional debate entre os candidatos ao Governo do Estado. Esse ano, além da TV e YouTube Oficial da Band Bahia, a transmissão será feita em cadeia de rádios para mais de 300 municípios baianos, com alcance potencial de mais de 12 milhões de pessoas, reforçando o compromisso do Grupo Bandeirantes com a informação, a democracia e o fortalecimento do debate público.

O confronto terá início às 20h e será mediado pela jornalista Carolina Rosa. Participam do debate os candidatos ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL), que apresentarão suas propostas e discutirão temas centrais para o futuro da Bahia diante dos eleitores. Seguindo as regras vigentes nos debates promovidos por emissoras de rádio e televisão, a legislação eleitoral garante a participação dos candidatos cujos partidos ou federações tenham representação de, pelo menos, cinco parlamentares no Congresso Nacional. Ainda assim, os demais candidatos terão participação garantida nas sabatinas que serão realizadas pela emissora, posteriormente.

A cobertura especial começa três horas antes, às 17h, com um amplo pré-debate apresentado pelos jornalistas Maria Lorena Alves, Victor Pinto e Luís Filipe Veloso. A programação mostrará toda a movimentação nos estúdios da Band Bahia, a chegada das caravanas dos candidatos, os bastidores da preparação para o confronto e análises sobre o cenário político.

Um dos destaques da cobertura será a Sala Digital, iniciativa desenvolvida em parceria entre o Grupo Bandeirantes e o Google, que acompanhará, em tempo real, os assuntos mais pesquisados pelos baianos relacionados ao debate, aos candidatos e às propostas apresentadas durante o programa. A ferramenta permitirá identificar os temas que despertam maior interesse dos eleitores na internet e enriquecerá a análise jornalística ao longo da transmissão.

Após o encerramento do confronto, a programação especial continua com o pós-debate. Victor Pinto e Luís Filipe Veloso retornam ao ar para analisar os principais momentos do confronto, repercutir o desempenho dos candidatos, destacar os assuntos que dominaram as discussões e apresentar a reação do público nas plataformas digitais, novamente com o apoio dos dados da Sala Digital.

Reconhecido como um dos mais tradicionais eventos do calendário eleitoral brasileiro, o debate que tem direção de Zuleica Andrade representa uma importante oportunidade para que os eleitores conheçam e comparem as propostas dos candidatos em um ambiente de confronto direto de ideias, contribuindo para uma escolha mais consciente nas urnas.

Feminicídios seguem em alta 20 anos após Lei Maria da Penha

 Marco no enfrentamento da violência contra as mulheres está em vigor há duas décadas, mas distância entre legislação e realidade persiste.

A reportagem é de Simone Machado, publicada por DW, 05-08-2026.

Quando a farmacêutica bioquímica cearense Maria da Penha Maia Fernandes sobreviveu a duas tentativas de assassinato cometidas pelo então marido, na década de 1980, seu caso se transformou em símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil.

Após quase duas décadas de espera por uma condenação definitiva de seu agressor e uma denúncia do país à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o Congresso aprovou, em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha, considerada um marco no enfrentamento da violência contra as mulheres.

"Foi uma verdadeira mudança de paradigma. Antes dela, a violência doméstica era frequentemente tratada como uma questão privada, familiar ou uma infração de menor gravidade. A legislação deixou claro que a violência contra a mulher é uma violação aos direitos humanos e uma responsabilidade do Estado. Entre os principais avanços podemos destacar o reconhecimento dos cinco tipos de violência: física, sexual, psicológica, patrimonial e moral", explica Ana Paula Caliman, advogada criminalista.

Vinte anos depois, porém, o cenário ainda preocupa. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios desde que o crime passou a ser contabilizado separadamente, em 2015.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados no dia 23 de julho apontam que o país registrou 1.571 feminicídios no ano passado, ou seja, quatro mulheres foram mortas por dia. O número é 4% maior em relação aos 1.504 crimes desse tipo registrados em 2024.

Feminicídios no Brasil

As tentativas de feminicídio também aumentaram, em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior. Isso significa que para cada feminicídio consumado registrado no país houve quase três tentativas.

feminicídio é entendido como o assassinato de mulheres em razão da condição do sexo feminino, seja em contexto de violência doméstica e familiar, seja por menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Lei Maria da Penha falhou?

Lei Maria da Penha surgiu justamente com o objetivo de assegurar às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança e ao acesso à Justiça, e é reconhecida como uma das mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica. Apesar disso, os indicadores mostram que o país ainda enfrenta dificuldades para proteger as vítimas antes que a violência termine em morte.

O aumento contínuo dos casos de feminicídio reacende o debate sobre os limites da legislação: afinal, a Lei Maria da Penha falhou ou o problema está na forma como ela é aplicada?

Especialistas ouvidos pela DW afirmam que a resposta passa por uma combinação de fatores. A legislação criou instrumentos importantes para responsabilizar agressores e oferecer proteção às vítimas, mas sua efetividade depende de uma estrutura pública que ainda não funciona por completo no país, mesmo após duas décadas.

"A lei introduziu na sociedade uma oportunidade de construção de uma consciência acerca dos impactos que as violências contra as mulheres têm, sobretudo no âmbito familiar. Ela é uma lei muito mais completa, não apenas punitiva, e exige um esforço coordenado de diversas frentes", comenta Fernanda Emy Matsuda, professora do Departamento de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e doutora em Sociologia.

A lei prevê atuação integrada entre Justiça, saúde e assistência social; produção de estatísticas; educação nas escolas; medidas protetivas; e políticas de prevenção.

Por que os feminicídios continuam aumentando?

Os números mostram um paradoxo. Ao mesmo tempo em que cresceram as denúncias e os pedidos de medidas protetivas, também aumentaram os registros de feminicídio.

Parte desse crescimento pode ser explicada por uma melhora na classificação dos crimes, já que muitos homicídios de mulheres anteriormente não eram identificados como feminicídios. Mas não é só isso.

Matsuda explica que o Brasil ainda convive com elevados índices de violência de gênero, sustentados por desigualdades históricas, relações marcadas pelo controle masculino e uma cultura que naturaliza comportamentos abusivos.

Praticamente oito em cada dez feminicídios de 2025 foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em muitos casos, as vítimas já haviam sofrido agressões anteriores, registrado boletins de ocorrência ou solicitado medidas protetivas.

Para Matsuda, é inegável que a legislação é avançada, mas sua eficácia foi comprometida porque o Brasil tem priorizado o aumento das punições, enquanto deixa de implementar plenamente a rede de proteção, prevenção e assistência prevista na própria lei.

"Hoje a gente tem uma aposta na estratégia criminalizadora e que nunca vai funcionar sozinha. Ninguém pensa em não cometer um crime porque a pena é de 20 ou 40 anos. A punição é importante, mas ela não muda um cenário de violência", diz a professora.

"Assim, a gente tem uma descaracterização desta lei e uma desconstrução daquele projeto que era muito mais complexo. Um projeto que apostava no engajamento da sociedade e dos diversos setores do poder público para reduzir a violência contra a mulher", acrescenta.

Em 2024, a lei 14.994 aumentou para 20 a 40 anos de reclusão a pena para o crime de feminicídio. Antes disso, a punição era de 12 a 30 anos.

A distância entre a lei e a realidade

Na prática, a aplicação da Lei Maria da Penha varia significativamente entre os estados e municípios brasileiros.

Em seu artigo 12, a lei diz que os estados e o Distrito Federal deverão dar prioridade, no âmbito da Polícia Civil "à criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), de Núcleos Investigativos de Feminicídio e de equipes especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher".

No entanto, o país conta com cerca de 700 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, segundo dados das polícias civis dos estados e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Número bem inferior aos mais de 5,5 mil municípios que há no país.

Nas cidades onde não há delegacia especializada, a mulher precisa procurar uma delegacia comum, onde muitas vezes faltam profissionais capacitados para lidar com casos de violência doméstica.

Quando a medida protetiva não basta

As medidas protetivas são consideradas um instrumento importante da Lei Maria da Penha. Elas podem determinar o afastamento do agressor, proibir contato com a vítima, restringir a aproximação e, em determinadas situações, autorizar sua prisão.

O problema é que a eficácia dessas decisões depende de fiscalização. E esse é um dos principais problemas, segundo a advogada Sueli Amoedo, especialista em Direito das Mulheres. Não há equipes suficientes para monitorar o cumprimento das medidas, fazendo com que grande parte dessas mulheres continuem a ser perseguidas pelo agressor, sem qualquer acompanhamento policial.

Neste ano foi sancionada a lei 15.383, que estabelece que agressores que colocarem em risco a vida de mulheres e crianças, em casos de violência doméstica, deverão usar tornozeleira eletrônica de imediato. No entanto, a fiscalização ainda é falha.

"Apesar de existir na lei esses mecanismos de proteção à vítima, ainda há lacunas. Como fiscalizar as tornozeleiras eletrônicas ou se a medida protetiva está sendo cumprida? Não há efetivo humano e falta investimento do Estado para que a lei seja cumprida", enfatiza Amoedo, que também é líder nacional jurídica do Projeto Justiceiras. A iniciativa oferece acolhimento e apoio multidisciplinar gratuitos para mulheres vítimas de violência.

No último ano, 132.025 medidas foram descumpridas, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, alta de 16,7% em relação a 2024, com 112.695 casos de descumprimento.

O ciclo da violência dificulta a denúncia

Outro desafio, segundo os especialistas, está relacionado ao próprio ciclo em que está inserida a violência doméstica.

Isso porque a agressão costuma ocorrer de forma gradual, alternando episódios de violência psicológica, física, patrimonial, moral e sexual com períodos de aparente reconciliação. Esse ciclo dificulta que muitas mulheres rompam o relacionamento logo após as primeiras agressões.

Além disso, fatores econômicos, dependência financeira, presença de filhos, medo de represálias e ausência de rede de apoio fazem com que muitas vítimas permaneçam com o agressor por anos.

Há ainda casos em que mulheres desistem da denúncia por receio de perder a única fonte de renda da família ou por acreditarem que o companheiro mudará de comportamento.

Esses fatores mostram que o enfrentamento da violência doméstica vai além da atuação policial e exige políticas públicas voltadas para autonomia financeira, assistência social e apoio psicológico às vítimas.

"O mercado de trabalho ainda é machista e preconceituoso com a mulher, fazendo com que ela fique vulnerável financeiramente. E isso abre portas para que ela fique mais sujeita a sofrer violência dentro de casa", acrescenta Matsuda.

O que ainda precisa avançar

Ao completar 20 anos, a Lei Maria da Penha permanece como um dos principais instrumentos de proteção das mulheres brasileiras.

Mas sua real efetividade depende da consolidação de políticas públicas capazes de transformar direitos previstos no papel em proteção concreta.

"O que falta para que a Lei Maria da Penha se torne eficiente é que os agentes aplicadores da lei possam aplicá-la de forma rigorosa, eficiente e perene. Que a lei possa ter um engajamento de competência profissional mais alinhado com a letra da lei e também uma melhor integração das forças de enfrentamento à violência. Então, é um esforço essencialmente humano e de orçamento", diz Regina Célia, vice-presidente do Instituto Maria da Penha.

Outras demandas são a expansão das delegacias especializadas, funcionamento ininterrupto dos serviços de atendimento, fortalecimento das casas de acolhimento, ampliação das patrulhas Maria da Penha, monitoramento eletrônico efetivo de agressores, capacitação permanente e ampliação de efetivo de policiais e profissionais da Justiça. Além de investimento em programas de prevenção nas escolas.

"A prevenção e a educação assumem cada vez mais um papel fundamental. É necessário desenvolver nas escolas programas de educação para igualdade de gênero desde a infância, se não as próximas gerações vão chegar na idade adulta com o mesmo viés de comportamento patriarcal, machista e desrespeitoso. O comportamento violento se instala na fase da adolescência, seja de a menina aceitar os pequenos atos abusivos que depois vão evoluir gradativamente para violências mais graves, como os meninos passam a exercer esses atos", diz João Francisco de Carvalho Pinto Santos, presidente do Bem Me Quer Mulher, programa de enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil.



Fonte: Instituto Humanitas Unisinos

Cuidar dos Animais e Proteger a Comunidade: Comerciante de Nova Cruz Alerta para o Risco de Cães Soltos nas Ruas

 O comerciante Tiago Apolo, proprietário da Padaria Cantinho do Pão, gravou um vídeo apelando por atenção dos vereadores e autoridades locais após o registro de incidentes na comunidade.



O aumento excessivo no número de cães abandonados nas ruas do Distrito de Nova Cruz, em Macajuba, virou motivo de grande preocupação para os moradores e comerciantes locais. Diante do cenário, o comerciante Tiago Apolo, proprietário da Padaria Cantinho do Pão, gravou um vídeo manifesto cobrando uma postura firme e urgente das autoridades públicas e dos vereadores do município.
Na gravação, Tiago destaca que a situação atingiu um ponto crítico, gerando riscos iminentes para toda a população, em especial para as crianças, além de expor os próprios animais a situações de maus-tratos e vulnerabilidade.
Riscos à segurança e à saúde pública
De acordo com o comerciante, a presença massiva de animais soltos sem qualquer tipo de controle sanitário ou monitoramento acende um alerta vermelho para a saúde pública local.
  • Perigo para crianças: O fluxo constante de animais em áreas de grande movimento aumenta o risco de ataques a pedestres e crianças que brincam ou circulam pelas calçadas.
  • Segurança dos animais: Os cães sofrem com a fome, doenças e correm risco constante de serem atropelados nas vias do distrito.
  • Falta de assistência: A ausência de um programa municipal de castração e acolhimento agrava a reprodução desordenada.
Alerta repercutido na mídia local
Durante o seu desabafo, Tiago Apolo chamou a atenção dos vereadores de Macajuba para que legislem e cobrem ações práticas do Poder Executivo. Ele relembrou que o problema não é isolado e citou fatos recentes veiculados pelo blog Deixa Comigo Macajuba, que frequentemente expõe incidentes, acidentes de trânsito e problemas de saúde pública causados pelo abandono de animais na região.
Até o fechamento desta matéria, o espaço segue aberto para o posicionamento da Prefeitura Municipal de Macajuba, da Secretaria de Saúde e dos representantes do Poder Legislativo sobre quais medidas serão adotadas para sanar o problema no Distrito de Nova Cruz.
Vídeo:


Deixa Comigo Macajuba 15 anos O Blog do Povo Macajubense.

Campos de futebol de Malhada Nova e Santa Luzia recebem manutenção

 Os campos de futebol dos povoados de Malhada Nova e Santa Luzia receberam uma importante ação de manutenção e limpeza nesta semana. A intervenção aconteceu após uma forte cobrança por parte dos desportistas locais, que exigiam condições dignas para a prática do futebol nas comunidades.

 O setor de esportes da Prefeitura de Macajuba atendeu ao chamado, enviando equipes para realizar a limpeza.




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Impasse no atendimento médico na Unidade de Saúde de Nova Cruz gera divergência entre pais e profissional

 

Uma divergência durante um atendimento médico na Unidade de Saúde de Nova Cruz, na última quinta-feira (7), gerou reclamações por parte de familiares de um paciente de 8 anos. O caso envolve Ediomario, da Fazenda Primavera, e o médico plantonista, Dr. Omar.

O relato do pai
De acordo com Ediomario, sua esposa levou o filho do casal, de 8 anos, à unidade de saúde para a aplicação de um medicamento por via intravenosa (na veia). O pai alega que a criança acabou se assustando por já estar traumatizada com procedimentos médicos.
Ainda segundo o relato de Ediomario, o médico de plantão teria tratado o garoto mal diante da reação de medo e, em seguida, ordenado que a mãe levasse o filho para receber o atendimento na sede do município, em Macajuba.
A versão do médico
Procurado pela reportagem do Deixa Comigo Macajuba, o médico Dr. Omar apresentou uma versão diferente sobre o ocorrido. O profissional afirmou que tentou brincar com a criança para acalmá-la, justamente por notar que o menino estava assustado e traumatizado.
Segundo o médico, a mãe da criança teria se exaltado com a abordagem e declarado que o filho costumava tomar aquela medicação em Macajuba. Diante do posicionamento da mãe, o Dr. Omar informou que orientou e encaminhou a família para que seguisse com o procedimento na sede do município.
Deixa Comigo Macajuba – 15 anos: O Blog do Povo Macajubense.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Macajuba registra 94 casos de violência contra a mulher em 2025; ameaças lideram estatísticas

 


Os crimes de violência doméstica e familiar continuam desafiando as autoridades locais. Dados oficiais recentes da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) revelam que, ao longo do ano de 2025, o município de Macajuba registrou 94 vítimas de crimes enquadrados na Lei Maria da Penha e legislações correlatas.

O cenário acende um alerta para a necessidade de fortalecimento das redes de apoio e proteção à mulher na região.
Ameaça e lesão corporal concentram maioria dos registros
O detalhamento do relatório anual mostra que a violência psicológica e a agressão física física direta são os principais motivos de denúncia na cidade. Juntos, os crimes de ameaça e lesão corporal respondem por mais de 87% de todas as ocorrências notificadas em 2025.
Confira os dados consolidados de janeiro a dezembro de 2025 em Macajuba:
  • Ameaça: 59 casos
  • Lesão Corporal Dolosa: 23 casos
  • Injúria: 5 casos
  • Difamação: 4 casos
  • Importunação Sexual: 3 casos
  • Feminicídio: 0 casos
  • Tentativa de Feminicídio: 0 casos
  • Estupro: 0 casos
Embora o município não tenha registrado casos consumados ou tentados de feminicídio e estupro no ano passado, o alto volume de ameaças e lesões corporais preocupa, pois são crimes frequentemente apontados por especialistas como estágios anteriores a crimes letais.
Ano de 2026 inicia com ritmo acelerado de denúncias
A tendência de alta se confirmou logo no início do ano seguinte. No relatório consolidado de janeiro de 2026, Macajuba já computou 10 novas vítimas em apenas 30 dias. O padrão das ocorrências segue o mesmo perfil verificado no ano anterior:
  • Ameaça: 5 casos
  • Lesão Corporal Dolosa: 4 casos
  • Injúria: 1 caso
O panorama na Bahia: 4º lugar em feminicídios no país
A realidade de Macajuba reflete um problema crônico enfrentado em escala estadual. Em 2025, o estado da Bahia registrou 103 ocorrências de feminicídio, o que colocou o território baiano na trágica 4ª posição nacional em assassinatos de mulheres por razões de gênero.
Pesquisas de institutos nacionais e do Judiciário ajudam a traçar o perfil desse tipo de violência no estado:
  • Prevalência: Dados do DataSenado indicam que cerca de 27% das mulheres baianas relatam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica ou familiar ao menos uma vez na vida.
  • Perfil da agressão: Um estudo do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) aponta que as agressões ocorrem majoritariamente no período da noite.
  • Gatilhos e dinâmica: O levantamento do TJBA mostra que 44,21% dos casos têm forte associação com processos de separação e envolvem violência física combinada com psicológica.
Como denunciar
Canais de atendimento funcionam 24 horas por dia e garantem o anonimato da denunciante:
  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180
  • Polícia Militar (Emergência): Ligue 190
  • Delegacias Territoriais ou Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM                                                                                                                                                            Deixa Comigo Macajuba 15 anos O Blog do Povo Macajubense

Açaí Nova Cruz

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