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terça-feira, 1 de novembro de 2022

Quais as vantagens da água mineral em lata, como a de William Bonner?

William Bonner foi acusado de abrir uma cerveja durante a apuração das Eleições de 2022
Imagem: Reprodução/TV Globo




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Na noite de ontem (30), durante a apuração das eleições, o apresentador da TV Globo William Bonner acabou virando alvo de piadas e memes na internet quando abriu uma lata de bebida ao vivo.

Era água, mas muita gente nas redes sociais achou que era cerveja. Mais tarde, Bonner teve de se explicar: "Gente, a água aqui é latinha. Vocês acham que eu ia beber outra coisa durante uma apuração? Pelo amor de Deus", disse.

O brasileiro está acostumado a comprar e consumir garrafinhas de plástico quando quer beber água na rua, mas algumas marcas já vendem água em lata no mercado brasileiro, como Minalba e Ambev AMA. Até mesmo o surfista Pedro Scooby criou a sua própria marca de água enlatada. 
E o mais importante: muitos ainda não sabem que as latinhas de alumínio são mais sustentáveis para o planeta do que as garrafas PET e ainda geram mais emprego e renda à cadeia de reciclagem.



Segundo estudo de 2022 do Instituto Internacional do Alumínio feito em cinco mercados - Brasil, Estados Unidos, Europa, China e Japão -, as latas de alumínio têm 71% de índice de reciclagem, enquanto as garrafas PET tem índice de 40%. 

Cada nova lata feita a partir da coleta e reciclagem contém 33% de material reciclado, enquanto a garrafa de plástico tem apenas 7%; e 98% das embalagens de alumínio recicladas transformam-se em produtos infinitamente recicláveis, enquanto esse índice é de 20% para o plástico.







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Água mineral em lata? William Bonner chamou a atenção do público abrindo uma ao vivo


As latinhas também remuneram bem melhor os profissionais de coleta. Segundo a associação sem fins lucrativos Cempre, o alumínio vale oito vezes mais do que o vidro e catorze vezes mais do que o papelão para o mercado de reciclados.

No Brasil, 97,4% das latinhas são recicladas e retornam às prateleiras em até 60 dias, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). Já o plástico e as garrafas PET encontram uma situação bem menos sustentável.


As garrafinhas de plástico também são as maiores vilãs dos oceanos. Segundo a Ocean Conservancy, um grupo sem fins lucrativos de defesa ambiental, as garrafas plásticas são o terceiro tipo de resíduo mais comumente encontrado nas praias do mundo, atrás somente das bitucas de cigarro e das embalagens plásticas de alimentos. E, segundo estudo de 2020 da agência científica nacional da Austrália, CSIRO, o fundo dos oceanos abriga 14 milhões de toneladas de microplástico.





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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Torres manda reforçar efetivo da PRF em estradas bloqueadas


Em seu perfil no Twitter, ministro da Justiça disse que as paralisações estão sendo monitoradas pelo governo.


Torres (foto) disse que o governo federal monitoradas"minuto a minuto" as paralisações nas estradas.


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, mandou reforçar o efetivo da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em estradas bloqueadas ou interditadas por manifestações contra a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)


Nesta 2ª feira (31.out.2022), às 20h33, ao menos 25 rodovias estão paralisadas com protestos. Em seu perfil no Twitter, Torres afirmou que os bloqueios são monitorados “minuto a minuto” pelo governo federal.





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Segundo o levantamento divulgado pela Polícia, apenas o Amapá não teve ocorrências registradas. Foram registrados bloqueios nos seguintes Estados:


●Amazonas; 

●Espírito Santo;
 
●Minas Gerais; 

●Paraná; 

●Rio de Janeiro;
 
●Roraima;
 
●Rio Grande do Sul; 

●São Paulo


O diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), Carlos Alberto Litti Dahmer, afirmou que o país está vivenciando “uma ação antidemocrática de alguns segmentos que não representam a categoria dos caminhoneiros autônomos”.



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Jair Bolsonaro é o primeiro presidente a não conseguir se reeleger

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Desde quando a reeleição foi aprovada, no ano de 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), nenhum presidente havia ficado sem se reeleger



Bolsonaro ao longo deste domingo (30/10): expectativa no último dia de campanha
BRUNA PRADO / POOL / AFP



Campanha pautada em conservadorismo


Alavancado pela onda antipetista, Bolsonaro, à época no PSL, foi eleito presidente em 2018 com 57,7 milhões de votos (55,13% do eleitorado), batendo Fernando Haddad (PT), que teve 47 milhões de votos (44,87%). O mote principal foi a promessa de combate à corrupção, alimentada pela Operação Lava-Jato.

Com pouco tempo de propaganda de rádio e TV e sem recursos, Bolsonaro fez das redes sociais sua principal plataforma e, por meio delas, propagandeou seus ideais conservadores — defendidos até hoje — como a pauta antiaborto, contra a legalização da maconha, de combate ao que chama de “ideologia de gênero” e a favor do armamento da população civil.



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Atentado marcou corrida eleitoral


Em Juiz de Fora (MG), a pouco menos de um mês das eleições, o então candidato foi vítima de um atentado à faca, que deu novo rumo à candidatura e fez com que Bolsonaro escalasse nas pesquisas até a vitória em segundo turno.


Capitão reformado do Exército, Bolsonaro foi vereador no Rio de Janeiro e deputado federal ao longo de 27 anos, em mandatos sucessivos, em que priorizou a defesa de interesses corporativos de militares, a redução da maioridade penal, o direito à legítima defesa e o excludente de ilicitude a policiais. Também encampou a defesa do voto impresso no Brasil, levantando suspeitas — nunca comprovadas — sobre a inviolabilidade dos votos na urna eletrônica.

Nascido em Glicério, no interior de São Paulo, em 21 de março de 1955, Jair Messias Bolsonaro foi registrado em Campinas. Ele é descendente de imigrantes italianos, que chegaram ao Brasil depois da II Guerra Mundial. Filho de Percy Geraldo Bolsonaro e de Olinda Bonturi Bolsonaro, o presidente é casado com Michelle Bolsonaro, com quem teve sua quinta filha, Laura.

Bolsonaro também é pai do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de Jair Renan, a quem costuma se referir como 01, 02, 03 e 04, respectivamente.


Histórico de polêmicas


Bolsonaro coleciona um extenso histórico de declarações polêmicas relacionadas ao machismo, à homofobia e ao racismo. Em 2014, atacou a parlamentar Maria do Rosário (PT-RS) ao dizer que ela “não merece (ser estuprada) porque ela é muito ruim, porque é muito feia” e que “jamais a estupraria”. Durante o pico da pandemia de covid-19, que já vitimou mais de 686 mil brasileiros, pregou contra a vacinação, disse que a doença era uma “gripezinha”, negou “ser coveiro”, defendeu medicamentos sem eficácia comprovada e postergou a compra de vacinas.

Para atrair o eleitor mais pobre, Bolsonaro aumentou nos últimos meses o valor do Auxílio Brasil, do vale-gás e criou subsídios para caminhoneiros e taxistas. Também baixou artificialmente os impostos sobre combustíveis para domar a inflação, mas não conseguiu reduzir a rejeição ao seu nome, acima de 50% do eleitorado.

No 7 de Setembro de 2021, fez pesadas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes, ameaçando não cumprir mais decisões da Suprema Corte. Dois dias depois, precisou baixar a temperatura política e divulgou uma carta de recuo, escrita com ajuda do ex-presidente Michel Temer.

Na reta final da campanha entre o primeiro e segundo turno das eleições deste ano, Bolsonaro não se afastou das polêmicas. O presidente acusou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não realizar inserções em rádios. Sem apoio, Bolsonaro recuou nos ataques ao órgão.

Na última sexta-feira (28/10), Bolsonaro participou do debate na Rede Globo. Na ocasião, prometeu aumentar o salário mínimo em 2023 para R$ 1.400. A ocasião também ficou marcada por trocas de farpas com o então oponente, Lula.



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Jovem macajubense lança música em ritmo de João Gomes

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O artista Léo Reis “faz sua primeira música em ritmo de piseiro, cantor que cantava trap , decidiu mudar para o ritmo mais romântico,  o nome também mudou de  Leo Bueno MC , para Leo Reis. Segundo Leo a mudança de ritmo também “devido a falta de oportunidade para cantar trap , decidiu mudar para o piseiro "

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Ele diz que não achava oportunidade em sua cidade para o ritmo que ele cantava, então agora fica a expetativa de uma oportunidade nessa nova trajetória"

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O jovem pede a cada um de vocês do fundo coração que compartilhe sua música que a qualquer momento pode ser um rit de virada do ano "

 

Leo Reis acordei 💜

(prod.frankbeat)

Confira o vídeo:



Deixa Comigo Macajuba 11 anos O Blog do Povo Macajubense.

 

 




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Jogador de futebol é morto a tiros durante comemoração do resultado do 2º turno das eleições na Bahia, diz assessoria de time

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Felipe Rocha de Sá Nunes tinha 19 anos e atuava no Juazeirense — Foto: Divulgação/Juazeirense


Um jogador de futebol foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira (31), durante a comemoração do resultado do segundo turno das eleições, em Juazeiro, no norte da Bahia, conforme assessoria do Juazeirense, time em que o jovem atuava.

A vítima foi identificada como Felipe Rocha de Sá Nunes, de 19 anos, e fazia parte da equipe sub-20 do time. Conforme informações iniciais da Polícia Civil, após ser baleado, o jovem foi socorrido para o Hospital de Traumas na cidade de Petrolina, em Pernambuco, mas não resistiu.

As guias de perícia e remoção do corpo foram expedidas. A autoria e motivação do crime são investigadas pela Delegacia de Homicídios da cidade.

Em uma rede social, o Juazeirense lamentou a morte do jogador e afirmou que Felipe Rocha era um jovem promissor e cheio de sonhos.


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"LUTO 🖤 Nos despedimos de Felipinho, craque de bola que fazia parte da equipe Sub-20 do Cancão de Fogo. Que Deus dê o descanso eterno e o conforto aos amigos e familiares do jovem atleta. #LUTO #RIPFELIPINHO", escreveu a assessoria do time.



Em uma rede social, o Juazeirense lamentou a morte do jogador — Foto: Reprodução/Redes Sociais


Fonte: g1 Bahia.



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PM e irmão teriam sido mortos por traficantes após discussão de trânsito

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Testemunhas que presenciaram o policial militar Maurício Carmo de Jesus sendo assassinado na companhia do irmão no bairro Cosme de Farias, em Salvador, dizem que os responsáveis pelos crimes são traficantes. Os dois teriam sido mortos por criminosos por conta de um pequeno acidente de trânsito que aconteceu na noite do último domingo (30), no final de linha do bairro.

De acordo com o relato de uma testemunha, o irmão do PM saiu de casa na companhia da namorada para comprar um cachorro-quente. Ao estacionar o veículo, ele teria batido no carro de um dos suspeitos do crime, que seria um traficante. Durante uma discussão, a vítima foi cercada por outros homens armados.

O PM, que também transitava de carro ao lado da companheira em Cosme de Farias, presenciou o familiar encurralado e desceu do automóvel com uma arma em punho. Ele foi baleado enquanto estava de costas. Além de Maurício e o irmão, uma terceira pessoa também foi atingida e não resistiu aos ferimentos.






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O policial militar foi morto a tiros no domingo (30) na companhia do irmão (Reprodução/Redes sociais)


“Ele [irmão do PM] estava tentando conversar quando, do nada, Maurício passa de carro com a mulher e avista o irmão cercado por um grupo de homens. Ele saiu [do carro] com a arma na mão, mas tinha outros traficantes do outro lado da rua, que atiraram nos dois”, disse uma testemunha ao BNews.

Em nota, a Polícia Militar informou que, por volta das 22h, a 58º Companhia Independente da PM (CIPM) foi acionada após denúncias de disparos de arma de fogo na Rua Engenheiro Hamilton Lopes. No local, a guarnição encontrou as três vítimas feridas.

"Os três foram levados para o Hospital Geral do Estado (HGE) onde não resistiram aos ferimentos. Em seguida, chegaram ao hospital uma mulher e um homem levados por populares, que alegaram que haviam sido atingidos na mesma ocasião. Não há mais dados quanto às circunstâncias do fato, que deverão ser investigadas pela polícia judiciária”, diz trecho do comunicado.


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Dia Mundial do AVC: campanha alerta para sinais e diagnóstico rápido

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Conhecido popularmente como derrame, o acidente vascular cerebral é uma das principais causas de morte ou de incapacidade com sequelas permanentes no Brasil e no mundo.




Conhecido popularmente como derrame, o acidente vascular cerebral (AVC) figura como uma das principais causas de morte ou de incapacidade com sequelas permanentes no Brasil e no mundo. O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido, danificando ou matando células.


No Dia Mundial de Combate ao AVC, lembrado hoje (29), a campanha global intitulada Tempo Precioso propõe aumentar a conscientização sobre os sinais de reconhecimento e os benefícios do acesso rápido a cuidados médicos de emergência, que podem salvar vidas e ampliar as chances de recuperação do paciente..






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“Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa”, destaca o Ministério da Saúde.

O acidente vascular cerebral acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro se entopem ou se rompem, provocando paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea.


Tipos

O AVC pode ser do tipo isquêmico ou hemorrágico. O isquêmico ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. A obstrução pode ser devida a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia, que pode ser dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. O AVC hemorrágico é representa 15% de todos os casos, mas pode causar a morte com mais frequência que o isquêmico.




De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais de alerta para o qualquer tipo de AVC incluem fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental; alteração na fala ou na compreensão; alteração na visão (em um ou em ambos os olhos); alteração do equilíbrio, da coordenação e do andar; dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

Caso qualquer um desses sintomas apareça, a orientação é ligar para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), por meio do telefone 192, ou levar a pessoa imediatamente a um hospital para avaliação clínica.

Fatores de risco

Diversos fatores aumentam a probabilidade de ocorrência de um AVC, incluindo hipertensão; diabetes tipo 2; colesterol alto; sobrepeso; obesidade, tabagismo; uso excessivo de álcool; idade avançada; sedentarismo; uso de drogas ilícitas; e histórico familiar.

As principais causas do AVC hemorrágico são pressão alta descontrolada e ruptura de um aneurisma; hemofilia e outros distúrbios de coagulação do sangue; ferimentos na cabeça e no pescoço; tratamento com radiação para câncer; arritmias cardíacas; doenças das válvulas cardíacas; problemas cardíacos congênitos; vasculite; insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio.



Prevenção

Alguns fatores de risco para o AVC não podem ser modificados, como idade, constituição genética e sexo, já que o quadro atinge mais homens. Outros fatores, entretanto, dependem apenas de hábitos, como não fumar; não consumir álcool; não usar drogas ilícitas; manter alimentação saudável; manter o peso ideal; beber bastante água; praticar atividade física regularmente e manter a pressão e a glicose sob controle.




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Zolpidem: psiquiatras falam dos riscos de remédio que virou moda entre jovens

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Casos de sonambulismo gerados pelo Zolpidem são relatados por quem usa a medicação Destinado para tratamento de curta duração da insônia, segundo bula eletrônica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ou seja, dificuldade para dormir em casos eventuais, transitórios ou crônicos, o hemitartarato de zolpidem virou "moda", principalmente entre jovens.




Segundo a médica psiquiatra e membro da Associação de Psiquiatria do Espírito Santo, Letícia Mameri, o fato é que, mesmo para quem sofre com problemas para dormir, a medicação somente poderá ser usada após prescrição médica, indicando tanto a duração do tratamento, quanto a dosagem.

"A dosagem e a duração do tratamento vão variar, com certeza, de paciente para paciente. Primeiro precisa ser identificado qual tipo de insônia esse paciente tem. É uma insônia muito específica. Eu não prescrevo 'Droga Z'. Eu tenho vários outros mecanismos muito melhores para tratar a insônia, diz.





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Entre os efeitos colaterais descritos na bula da medicação estão: 

- Piora da insônia;

- Pesadelos;

- Nervosismo;

- Confusão;

- Sensação de vertigem;

- Tontura;

- Falta de coordenação dos músculos;

- Dor de cabeça;

- Sonolência durante o dia

- Perda da capacidade de vigília;

- Fraqueza muscular;

- Visão dupla.




A psiquiatra explica que não é praxe falar sobre os feitos colaterais, descritos nas bulas dos medicamentos. "A gente não costuma falar sobre os riscos/efeitos colaterais que estão na bula de remédio para os paciente porque, se você for ler bula, não toma nem dipirona. A dipirona, por exemplo, é proibida nos Estados Unidos. Não se usa lá. Imagina", conta.

Letícia explica ainda que costuma orientar o paciente quando ele mesmo relata alguns desses efeitos. 


"Tirando dor de cabeça, tontura, que são mais simples, esses efeitos qualquer medicação pode dar, mas essas outras coisas que estão aí, isso eu nunca vi. Nenhum paciente relatou que teve isso. Porque às vezes chega paciente aqui, vindo de outro médico, dizendo que já toma", afirmou


A especialista também reforçou a importância do paciente avisar para o médico que o acompanha caso sinta qualquer sintoma que julgue estranho. Com qualquer medicação. "Faço questão, absoluta, de frisar que é necessário isso", destaca.

  Relatos sobre efeitos da medicação nas redes sociais

Nas redes sociais, são inúmeros os relatos de jovens compartilhando suas experiências alucinógenas com o indutor do sono. 



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Mas em meio a comentários de uso indiscriminado, recreativo e em tons despojados, surgem também histórias de pessoas que, mesmo com a indicação do remédio, passaram por situações complicadas.

Entre as mais recentes, o caso de uma mulher que perdeu um dente após usar a medicação para tratamento de insônia. No dia 25 deste mês, ela usou a própria página no Twitter para contar o que viveu e fazer um alerta. Até o início da tarde desta quinta-feira (25), a publicação já soma mais de 15 mil curtidas.


"Tomei zolpidem ontem e tive um surto depois de 2h que ingeri o medicamento. Tô com a cara toda arrebentada, um corte no lábio inferior e também perdi um dente. Não brinquem com os efeitos colaterais desse medicamento", escreveu.

E os relatos não param por aí. No início do mês de agosto desse ano, um estudante realizou uma compra de dois pacotes de viagens para Buenos Aires, na Argentina, no valor de R$ 9,2 mil em meio a alucinações.

O episódio viralizou nas redes sociais com mais de 174 mil curtidas e 5 mil comentários no Twitter. 


'Droga Z' pode levar a quadros de dependência quando usado de maneira errada

A dependência está entre os maiores riscos de quem usa o medicamento. De acordo com Letícia, existem casos bastante emblemáticos.


"Eu atendi uma senhora de oitenta e poucos anos dependente de Zolpidem. Toma 12 comprimidos por noite. Por que a gente fala em dependência? É porque a meia-vida dele é muito curta. Dura muito pouco no organismo. Toda medicação em que a meia-vida é muito curta tem uma tendência de levar a uma dependência maior que a de outras", explica.

Médica psiquiatra há mais de 20 anos, Maria Benedita Reis diz que os riscos do uso sem prescrição da chamada 'Droga Z', como o Zolpidem, por exemplo, são vários. 

"O uso precisa ser racional. Por curto tempo. Por agir no sistema nervoso central, pode levar, por exemplo, a perda de consciência e a perda do senso crítico. O uso precisa ser racional, por curto tempo. Jamais para uso recreativo. É um medicamento que pode desencadear dependência física e psicológica".


Outros riscos apontados pela médica são: queda em idosos, perda de memória e atitudes impulsivas. Segundo Maria Benedita, há relatos de colegas envolvendo pacientes que tiveram atitudes assustadoras.

Um outro ponto importante está relacionado às interações medicamentosas. "Pacientes com epilepsia e que tomam remédio para a doença correm o risco de potencializar o efeito da medicação. É o caso também de medicações para alergia, analgésicos e até remédios para micose e HIV", pontuou.

E vale lembrar: a automedicação é muito perigosa. Qualquer remédio deve ser usado apenas com prescrição médica. Usar medicamentos sem indicação de um profissional pode levar a quadros hemorrágicos, alterações nos rins ou fígado, além da dependência.




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Vitamina D: conheça os 3 sintomas que mostram a falta do composto no corpo

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A maioria das pessoas que não se expõe tempo suficiente a luz solar pode perceber os efeitos na saúde. Um deles é a queda da quantidade de vitamina D no organismo. Essa redução pode ter efeitos no corpo e causar desde problemas nos ossos e no cabelo, até alterações de humor e fadiga diurna.


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As mudanças acontecem pois o composto auxilia na regulação dos níveis de fosfato e cálcio no organismo, o que contribui para a saúde dos ossos, dentes e músculos, por exemplo. Além disso, a vitamina auxilia no sistema imunológico. Por isso, a redução ou deficiência em seus níveis causam uma série de efeitos e mudanças no corpo.




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Fadiga muscular

Um estudo publicado na National Library of Medicine investigou a relação entre fadiga muscular e a vitamina D. Após acompanhar um senhor de 61 anos por mais de três anos, eles concluíram que a fadiga relatada era causada pelos baixos níveis do nutriente no organismo.

Nesse tempo os pesquisadores excluíram outras possibilidades, como depressão, apneia do sono e narcolepsia, que não eram evidentes.

Perda de cabelo

A vitamina D e a queratina — proteína que constrói cabelos unhas e pele — apresentam uma ligação. Isso porque essa vitamina é metaboliza pelos queratinócitos na pele, que por sua vez são responsáveis pela produção da queratina.

Quando há uma deficiência de vitamina, os queratinócitos nos folículos capilares lutam para regular o crescimento do cabelo e começam a cair.

Mudanças de humor

Especialistas afirmam que a redução de vitamina D no organismo podem prejudicar a a função cognitiva do cérebro. Além disso, estudos já apontaram que a deficiência do nutriente tem relação com a depressão e outros transtornos mentais.






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Raiva, ódio e rancor são emoções inimigas do coração; entenda por quê

Imagem: iStock


No último artigo falamos aqui sobre o medo, uma das emoções que podem interferir na saúde do sistema cardiovascular. Porém, em tempos de emoções à flor da pele no país, voltamos a tratar do tema, especialmente para abordar aquelas que andam tão presentes ultimamente, a exemplo da raiva. Você sabe como este tipo de emoção pode afetar o coração e os vasos sanguíneos?

A raiva crônica, ou seja, permanente e presente na rotina, nos coloca em constante modo de "luta ou fuga", influenciando no metabolismo, nos hormônios e no organismo como um todo. Cenário que resulta em numerosas mudanças no ritmo cardíaco, na pressão arterial, no sistema nervoso e na nossa resposta imunológica.






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Alterações que interferem em fatores de risco para problemas no coração, a exemplo de diabetes, hipertensão, colesterol, entre outras condições, e, com o tempo, podem aumentar o risco de eventos e doenças relacionadas ao órgão.

Sempre alerta! 

O fato é que nosso corpo está sempre alerta e pronto para nos proteger de qualquer situação que possa colocar em risco o seu funcionamento. No instante em que detecta uma alteração ou possível ameaça, automaticamente reage. E a raiva pode ser um desses gatilhos.

O responsável por receber as informações externas e traduzi-las é o sistema límbico. A partir daí, um complexo sistema nervoso e humoral é ativado e, uma série de adaptações são feitas para manter ou reequilibrar o funcionamento de vários órgãos, incluindo o coração.



Podemos dizer que a raiva —assim como o ódio e o rancor— é uma forma de estresse para o corpo. E estar sob seu efeito expõe o organismo a níveis insalubres e persistentemente elevados de hormônios, como o cortisol e a adrenalina, que são lançados na circulação e podem causar efeitos adversos.






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Para se ter ideia, segundo um estudo da Harvard School of Public Health, o risco de um infarto do miocárdio ou síndrome coronária aguda aumenta em cerca de cinco vezes nas duas horas seguintes a um ataque de raiva (em relação aos momentos em que não há abalo emocional). 

Também foi constatada uma probabilidade três vezes maior de ter um AVC (acidente vascular cerebral) nessas condições. Sobem ainda as chances de arritmia.

Além disso, aspectos relacionados a este tipo de emoção, como a hostilidade, amargura, irritabilidade e o comportamento agressivo, também têm sido ligados às doenças coronarianas, como a doença arterial coronária. Naqueles com predisposição ou problemas cardiovasculares já diagnosticados os riscos são ainda maiores.


Reações no sistema cardiovascular

 Diante de um ataque de fúria dois processos podem ser ativados: um que envia sinais elétricos ao músculo cardíaco, influenciando no ritmo dos batimentos; outro com a produção de diversas substâncias químicas que impactam nas estruturas do coração e comprometem a integridade dos vasos sanguíneos.

 Os hormônios associados ao estresse gerados pela raiva ou irritação intensa estimulam a vasoconstrição (diminuição do calibre dos vasos). Com o tempo, as artérias têm seu potencial de adaptação reduzido, o que gera aumento da pressão arterial e aceleração dos batimentos cardíacos —o coração passa a bombear sangue de forma mais rápida, o que acaba exigindo trabalho extra do órgão.







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Lula ou Bolsonaro? Arrascaeta foge de polêmica: “Não tenho nada a ver com isso”

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Arrascaeta preferiu não se posicionar em disputa eleitoral deste domingo (30)


Depois do Flamengo parar o Brasil no sábado (29), com a conquista da Copa Libertadores da América, o país se mobilizou neste domingo (30) para as eleições presidenciais. Na disputa entre Lula e Bolsonaro, o meia Arrascaeta preferiu fugir da polêmica. Em publicação nas redes sociais, uruguaio descartou qualquer posicionamento ou envolvimento com um dos candidatos.






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A manifestação de Arrascaeta foi em resposta a internautas. Inicialmente, o perfil “Planeta do Futebol” indicou que o jogador havia brincado sobre a vantagem de Lula na apuração dos votos. Contudo, o uruguaio fez questão de se manifestar e responder: “Não tenho nada a ver com isso. Isso aí é com vocês. Deixa eu comemorar tranquilo”, escreveu o camisa 14.

Na manhã deste domingo (30), o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu os tricampeões da América no Aeroporto Internacional do Galeão. Jogadores como Everton Cebolinha, Fabrício Bruno, Marinho, Thiago Maia, Pablo, Rodinei e Léo Pereira tiraram fotos com o candidato à reeleição. O mandatário do Flamengo, Rodolfo Landim, o vice-presidente de futebol, Marcos Braz, e o técnico Dorival Júnior também apareceram na imagem. No entanto, Arrascaeta, não foi visto perto do político.


Além da foto, ao longo da semana alguns jogadores realizaram publicações nas redes sociais em apoio a Bolsonaro. Léo Pereira e Marinho, por exemplo, escreveram no Instagram mensagens pedindo voto para o candidato à reeleição. No entanto, o suporte dos rubro-negros não surtiu efeito.

Na noite deste domingo (30), Lula foi confirmado como novo presidente do Brasil, para os próximos quatro anos. Em disputa acirrada, o petista retorna ao Palácio do Planalto para o período entre 2023-2026. Será o terceiro mandato do pernambucano de 77 anos, o eleito mais velho da história do país. Já Bolsonaro foi o primeiro presidente a não conseguir a reeleição.



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Atitude inusitada de William Bonner durante cobertura das Eleições 2022 leva web à loucura

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O segundo turno das Eleições 2022, o mais acirrado da história do Brasil na disputa presidencial, teve Lula como vencedor. Mas durante a apuração dos votos, que durou cerca de três horas, William Bonner e Renata Lo Prete ficaram à frente da transmissão da TV Globo por todo o tempo.

Por um momento, no entanto, o jornalista pediu licença para sair de cena. "Me permita, eu vou interromper. Eu vou ali tomar um gole de água e volto. Eu não tomei um gole d'água. Cuida aí desse tema", pediu o marido de Natasha Dantas, com quem mantém um relacionamento discreto.

Mas o que não passou despercebido, apesar de Renata ter continuado a falar sobre o andamento da apuração, foi o barulho de uma latinha sendo aberta, possivelmente pelo comunicador.






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WEB SE DIVERTE COM BARULHO DE LATINHA

"Passando mal que o Bonner abriu uma Skol no meio do expediente", divertiu-se um internauta, citando uma marca de cerveja. "O Bonner já abriu o latão pra comemorar", apontou mais um usuário do Twitter. "O Bonner acabou de abrir um latão ou eu to louco?", questionou um internauta.

"Bonner tá felizinho ne?", observou uma fã. Veja os comentários abaixo!

Vale lembrar, que apesar da expectativa dos internautas, atualmente é possível encontrar águas com e sem gás envasadas em latinhas, conforme o jornalista explicou em seguida.

BONNER SE EXPLICA AO SER AVISADO PELA FILHA QUE VIROU MEME

"As pessoas ouviram o barulho de latinha. Gente, a água é em latinha aqui. Vocês acham mesmo que eu ia mesmo que eu não ia beber água, que ia beber uma outra coisa na apuração?", justificou ele, sendo observado por Renata Lo Prete.

"A internet é imperdoável, estou cheio de memes. A minha filha me mandou um recado, ela está na França e disse que está cheio de meme falando de latinha!", comentou o jornalista citando Laura Bonemer, que se mudou para o país recentemente.

Em seguida, ele abriu uma nova latinha para confirmar o barulho: "É esse o barulho". E a colega confirmou: "Eu atesto. É água e só água."


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‘Estarei sempre do lado do que é certo’, diz Moro após vitória de Lula sobre Bolsonaro

O ex-ministro de Jair Bolsonaro se manifestou nas redes sociais neste domingo 30.




O ex-juiz Sergio Moro, ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, se manifestou nas redes sociais, na noite deste domingo 20, após o anúncio da derrota do aliado. 



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“A democracia é assim. O resultado de uma eleição não pode superar o dever de responsabilidade que temos com o Brasil. Vamos trabalhar pela união dos que querem o bem do País. Estarei sempre do lado do que é certo! Estarei na oposição em 2023, respeitando a vontade dos paranaenses”, publicou Moro. 


O senador eleito, que teceu críticas a Bolsonaro durante a pré-campanha, se reaproximou do ex-capitão no segundo turno.

Nos últimos dias, Moro tem assessorado Jair Bolsonaro nos últimos atos da campanha.  





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Derrotado, Bolsonaro perderá foro privilegiado e deve ter sigilos expostos

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Derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL) perderá em 2023 a prerrogativa de foro por função —por força do cargo, toda e qualquer ação envolvendo o chefe do Executivo precisa ter relação com o mandato e tramitar no STF (Supremo Tribunal Federal). Para isso, ele deve ser denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República). É necessário ainda que a Câmara dos Deputados dê aval a um possível julgamento da Corte.


Com o fim do mandato iniciado em janeiro de 2019 (ele é o primeiro presidente a perder uma tentativa de reeleição), processos em curso que envolvem Bolsonaro podem descer para as instâncias ordinárias, e o atual governante ser julgado pela Justiça comum —o que aumenta as possibilidades de responsabilização penal.







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Além disso, novas ações poderão ser movidas por procuradores ou promotores pelo país, a depender da natureza do crime. Uma eventual ordem de prisão não é descartada. Arquivamento. No entanto, o provável destino da maioria dos processos contra o atual presidente deve ser o arquivamento, a exemplo do que ocorreu com o inquérito sobre possível prevaricação ante denúncias de corrupção na compra de vacinas durante a pandemia da covid-19.


A perda do cargo seria punição natural para muitos dos processos por crime de responsabilidade e que estão em vias de arquivamento no Supremo. Como Lula assumirá o comando do Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2023, a tendência é que as ações não prosperem a partir de então.

Um dos cenários em aberto diz respeito às investigações sob comando do ministro Alexandre de Moraes no âmbito da suposta atuação de milícias digitais contra a democracia.


A decisão sobre o desfecho da apuração, a considerar cenários para o ano que vem (em que Bolsonaro será ex-presidente, sem foro privilegiado), dependerá da decisão do ministro. O capitão reformado do Exército também é investigado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do qual Moraes é presidente. 

O ministro e chefe do TSE pode determinar a continuidade dos processos no âmbito do Supremo ou consentir com a transferência de instância.

 Em 23 de julho, Bolsonaro foi a Vitória (ES) para um evento de campanha com evangélicos. Na ocasião, afirmou que não temia ações na Justiça comum.

"Está na imprensa ameaças à minha pessoa. Se eu perder o mandato, poderei ser preso por até 100 anos pelos ataques à democracia. Eu não dou recado a ninguém. Se querem dar recado a mim, não vai surtir efeito. Vou continuar fazendo a mesma coisa."

Prorrogação. Em 7 de outubro, Moraes prorrogou por mais 90 dias o chamado inquérito das milícias digitais, que apura a existência de uma organização criminosa digital que atuaria contra a democracia.

A investigação foi instaurada pelo ministro em julho de 2020, para dar continuidade às investigações do antigo inquérito dos atos antidemocráticos —arquivado após a PGR (Procuradoria-geral da República) concluir que não havia indícios de crimes contra detentores de foro privilegiado. Foi no âmbito desse novo inquérito que Moraes mandou prender, em agosto, o ex-deputado Roberto Jefferson.


Em maio desse ano, Moraes determinou que esta apuração deve correr em conjunto com o inquérito que apura os ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral. A junção dos dois casos foi um pedido da PGR, que apontou a necessidade da unificação para decidir se apresenta ou não uma denúncia a respeito.




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Ex-ministro envolvido em escândalo do MEC. Um dos processos envolvendo Bolsonaro que pode ser remetido a instâncias inferiores no ano que vem é o que apura eventual interferência do presidente na investigação contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

Ribeiro foi preso em junho desse ano por causa de indícios de irregularidades na distribuição de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Em interceptação telefônica de uma conversa com a filha, o ex-ministro afirmou que Bolsonaro havia tido um "pressentimento" de que a PF realizaria operação de busca e apreensão.


Sigilo de cem anos. Assim que deixar a função de presidente da República, Bolsonaro também terá que lidar com o fim do sigilo de cem anos imposto a vários decretos presidenciais editados durante o mandato. Essa foi uma promessa de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista a uma rádio no interior de São Paulo, em junho deste ano, o petista afirmou:.

 É uma coisa que nós vamos ter que fazer: um decreto, um revogaço desse sigilo que o Bolsonaro está criando para defender os seus amigos.

Na Constituição, a possibilidade aventada por Lula está no parágrafo 4º do artigo 84 que diz que, entre as competências do presidente da República, está a de "sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução"..

Ou seja, Lula, eleito chefe do Executivo, pode modificar o artigo 31 da própria Lei de Acesso à Informação que fala sobre o sigilo de 100 anos. Neste caso, seria preciso apresentar um projeto de lei —que precisaria passar pelo Congresso Nacional— ou baixar uma medida provisória. Outro caminho seria alterar o decreto 7.724, que regulamenta a LAI, por meio de outro decreto.

Entre os assuntos que Bolsonaro impôs sigilo de cem anos estão o seu próprio cartão de vacinação (ele se negou a receber o imunizante contra a covid-19), o acesso dos filhos ao Palácio do Planalto e documentos da vacina Covaxin, entre outros.



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Açaí Nova Cruz

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