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sábado, 16 de agosto de 2025

Acesso à TV e rádio digital alcança mais cidades e salta em mais de 700% no Brasil

Crescimento garante cobertura para regiões urbanas e rurais


Foto: FreePik


Dados divulgados pela Secretaria de Radiodifusão indicam que as solicitações para modernizar retransmissoras de TV analógica cresceram 731% na atual gestão, passando de 122 entre 2019 e 2021 para 1.014 entre 2023 e 2025. O avanço mostra que mais cidades e comunidades estão tendo acesso à TV e ao rádio digital. 

O sinal de TV analógica foi desligado em quase todo o Brasil em 30 de junho. Apenas 74 municípios do Rio Grande do Sul tiveram o prazo prorrogado por causa de problemas climáticos.

As autorizações para retransmissoras digitais de TV subiram 626%, de 155 para 1.126, e as de rádio na Amazônia Legal aumentaram 1.860%, de 25 para 490.

As outorgas para rádios comunitárias cresceram 222%, de 85 para 274, reforçando a expansão do acesso à radiodifusão digital em diversas regiões do país.

Fonte;metro1

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SUS pretende comprar 180 mil equipamentos para unidades básicas de saúde

Compra atende mais de 5 mil municípios do país



Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) vai comprar 180 mil equipamentos para unidades básicas de saúde em mais de 5 mil municípios, por determinação do Ministério da Saúde. A compra será realizada via edital de licitação publicado no dia 4, com abertura das propostas do pregão eletrônico marcada para quinta-feira (21), às 10h, pelo portal compras.gov.br.

Os recursos, estimados em R$ 1,8 bilhão, são do pacote de investimentos do PAC Saúde 2025, por meio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde. A expectativa é que a entrega dos equipamentos comece em novembro.

A agência detalhou que serão comprados 10 mil kits com 18 equipamentos estratégicos cada, incluindo ultrassom portátil, desfibrilador, laser terapêutico, retinógrafo e itens para telessaúde.

Entre maio e junho, a AgSUS promoveu consulta pública com representantes da indústria, gestores e especialistas para aprimorar as especificações técnicas, garantindo maior alinhamento entre as demandas das equipes de saúde e a tecnologia disponível.

Fonte;metro1

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Governador Jerônimo Rodrigues cumpre agenda em Mucugê e reforça compromisso com Barro Alto

Governador Jerônimo Rodrigues cumpre agenda em Mucugê e reforça compromisso com Barro Alto


O município de Mucugê recebeu, nesta semana, a visita do Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, em mais uma importante agenda voltada ao diálogo e fortalecimento das parcerias com os municípios da região. A ocasião representou uma oportunidade valiosa para apresentar demandas, alinhar projetos e discutir investimentos que visam promover o desenvolvimento local e regional.

O prefeito de Barro Alto, Dadê Oliveira, marcou presença. Durante o encontro, foram reafirmados compromissos com diversas áreas, como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento rural, pilares fundamentais para o avanço sustentável das cidades do interior baiano.

A boa notícia é que Barro Alto também está na rota do governador. Em breve, teremos a honra de recebê-lo oficialmente em nosso município. A visita será mais um momento estratégico para estreitar laços com o Governo do Estado e buscar novos investimentos que beneficiem diretamente nossa população.

Seguimos firmes, com responsabilidade e dedicação, trabalhando por um Barro Alto cada vez mais forte, próspero e justo para todos.

Fonte:lidernoticias

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Remédios, receitas e atestados médicos falsos viram negócio nas redes sociais; plataformas lucram com anúncios

Redes clandestinas crescem mais de 20 vezes em sete anos e vendem documentos médicos com dados reais de profissionais sem consentimento. Canais funcionam como marketplaces e usam bots para driblar fiscalização.

— Foto: g1


O pediatra João Batista, de 72 anos, estava no consultório quando recebeu uma carta do Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo questionando uma suposta enxurrada de atestados médicos emitidos por ele. “Disseram que eu tinha dado oito ou nove atestados para a mesma pessoa. Nunca a vi. Nem sei como conseguiram meus dados”, conta.

Não foi a primeira vez. Há seis anos, ele já havia sido vítima do mesmo esquema, que cresce exponencialmente na internet. E João não foi o único. Médicos pelo Brasil têm tido seus dados expostos e utilizados ilegalmente na falsificação de documentos.

Grupos nas redes sociais, em especial no Telegram, vendem medicamentos, receitas, atestados, laudos e até requisições de exames falsos com nomes reais de médicos — muitos deles nem sequer sabem que estão envolvidos.

Crescimento de mais de 20 vezes em sete anos

Um levantamento inédito obtido com exclusividade pelo g1 mostra a dimensão do problema. Segundo dados de Ergon Cugler, pesquisador CNPq do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop/CEAPG/FGV), o número de anúncios sobre medicamentos e documentos médicos falsos cresceu mais de 20 vezes desde 2018 no Telegram — saltando de 686 para mais de 15 mil publicações por ano no Brasil.

Em 2025, até julho, esses conteúdos já foram visualizados quase meio milhão de vezes (segundo dados que podem ser conferidos na própria plataforma, que indica o total de visualizações de cada post de anúncio). Hoje, mais de 27 mil pessoas participam ativamente de comunidades voltadas à comercialização desses documentos.

E não se trata de uma venda artesanal: bots automatizados, perfis falsos e marketplaces organizados facilitam a entrega e reduzem o risco de rastreamento. O pagamento é rápido, e o acesso ao conteúdo, imediato.

Metodologia do levantamento

🔍 O g1 procurou Cugler e solicitou o levantamento dos dados após uma busca rápida nas redes sociais encontrar um mundo de receitas e atestados. Membro do Conselho da Presidência da República e pesquisador do laboratório de estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DesinfoPop/FGV), Ergon Cugler integra a iniciativa de enfrentamento à desinformação em saúde no edital do Ministério da Saúde com o CNPq.

📊 Para levantamento dos dados, o pesquisador utilizou a ferramenta TelegramScrap desenvolvida por ele e disponível no repositório da Universidade de Cornell, em Nova Iorque. A plataforma é pública e já foi utilizada por investigadores italianos para rastrear golpistas e por pesquisadores para identificar células nazistas que radicalizam jovens para o Hezbollah, grupo extremista libanês.

📋 Pela plataforma, ele extraiu todas as publicações feitas nessas comunidades e cruzou os dados separando-os por data e tema.

Telegram se torna 'plataforma oficial' de venda de atestados e receitas falsas. — Foto: g1

O que o 'mercado' ilegal oferece

O g1 localizou vendedores em questão de segundos no Telegram. Eles oferecem três tipos de documentos:

. receitas brancas, usadas para medicamentos comuns sem controle especial;

. receitas azuis, exigidas para psicotrópicos de uso controlado; e

. receitas amarelas, destinadas a entorpecentes e remédios de uso mais restrito — todas anunciadas com carimbos reais para simular autenticidade.

As receitas controladas vêm com nomes e registros de médicos verdadeiros, e o comprador recebe orientações detalhadas para impressão e uso — como evitar farmácias grandes e assinar por cima do carimbo.

“Basta imprimir em folha comum, cortar no tamanho certo e apresentar na farmácia”, diz uma das instruções repassadas pelos vendedores à reportagem.

A recomendação é circular por drogarias até encontrar uma que aceite, o que, eles dizem, costuma acontecer em unidades de menor porte.


Receita falsa obtida pela reportagem é assinada por médica mineira — Foto: g1


Há, ainda, o oferecimento de atestados médicos com os dias de afastamento determinados pelo comprador. Ele escolhe, ainda, o CID (descrição da doença) e a recomendação médica a ser preenchida.

A maior parte desses documentos é assinada por médicos reais, com CRMs que correspondem ao registro médico. Ainda assim, a maioria deles não sabe que os dados têm sido utilizados por um mercado paralelo.

Medicamentos também são vendidos sem necessidade de receita pelos golpistas. Os mais anunciados são:

. remédios tarja-preta (da classe dos opióides, benzodiazepínicos e drogas Z),

. medicamentos abortivos;

. inibidores de apetite (desde que passaram a ser vendidas sob retenção de receita, as canetas emagrecedoras entraram na lista).

print google receitas falsas — Foto: Reprodução



Embora o Telegram concentre a maior parte dos grupos de compra e venda de documentos médicos falsos, Google, Facebook, Instagram, X e TikTok não estão fora do mercado. O Google e a Meta, inclusive, ganham dinheiro com o comércio clandestino: o g1 encontrou anúncios publicitários pagos de documentos médicos falsos nas plataformas de ambas as empresas.

No TikTok, uma simples busca encontra vídeos de pessoas detalhando como conseguiram os documentos –e, nos comentários, vendedores anunciam seus produtos. No X, um cardápio de opções é oferecido aos usuários.

Meta lucra com anúncios no Facebook e Instagram — Foto: g1




Foto: Arte g1/Ergon Cugler

CFM quer automatizar processo de emissão de atestados

Conselheiro do Conselho Federal de Medicina (CFM) e médico do trabalho, Carlos Magno Dalapicola já foi vítima: um atestado de dez dias foi emitido com seu nome e CRM sem seu conhecimento. “Fui à polícia, registrei boletim de ocorrência e comuniquei ao conselho. Mas sei que nem todos os médicos conseguem fazer isso; muitos nem ficam sabendo.”

Segundo ele, a facilidade com que se falsifica documentos médicos no Brasil é alarmante.

Na tentativa de frear a comercialização, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou um sistema que rastreia digitalmente atestados médicos. Segundo Hideraldo Cabeça, diretor da área de tecnologia do conselho, o objetivo é garantir que todo documento médico tenha origem verificada e emissão autenticada por um profissional registrado.

A ideia é simples: ao emitir um atestado, o médico é notificado e pode confirmar ou não a validade do documento. A ferramenta inclui biometria, assinatura digital e integração com plataformas do governo.

A Resolução do CFM que cria a plataforma, entretanto, foi suspensa por decisão do TRF-1, após ação movida pelo Movimento Inovação Digital (MID), uma associação sem fins lucrativos que reúne empresas de tecnologia e inovação — incluindo fornecedoras de soluções digitais para o setor de saúde.

Na ação, o movimento argumenta que a plataforma concentra o controle dos atestados em um único sistema, o que poderia criar um monopólio e obrigar empresas privadas da área a aderirem mediante pagamento, afetando prestadores que já oferecem soluções próprias. Também critica a falta de integração com sistemas do SUS e do setor privado.

O CFM entrou com um pedido para derrubar a liminar, que foi negado pelo juiz. O processo agora tramita em segunda instância, após recurso do Conselho, e já recebeu parecer favorável do Tribunal de Contas da União (TCU). O CFM afirma que o objetivo da plataforma é combater fraudes e que seu uso é gratuito para médicos, pacientes e empresas que validarem atestados.

No TikTok, a divulgação é feita pelos comentários. — Foto: g1


Anvisa cria piloto para emissão de receitas

Desde julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) utiliza um sistema nacional para emissão e controle de números de receitas de medicamentos sujeitos a controle especial. Funciona como um “cartório” digital: cada número é gerado pela Anvisa e vinculado a um médico, permitindo verificar se a receita existe e se foi emitida por um profissional autorizado.

Agora, o órgão testa uma nova etapa, ainda em fase piloto:

. Conexão: Plataforma vai conectar esse sistema diretamente aos programas de prescrição digital usados pelos médicos.

. Autenticação: Quando a receita for emitida de forma eletrônica, a plataforma solicitará automaticamente um número válido à Anvisa.

Checagem: Na farmácia, o atendente poderá checar, em tempo real, se o documento é verdadeiro, se já foi utilizado e confirmar a identidade do prescritor.

Participam dos testes três plataformas — duas privadas e a plataforma de prescrição eletrônica do CFM. A expectativa é que, quando a atualização estiver implantada --a previsão é no fim do ano --, as farmácias consigam fazer essa validação automática para todas as receitas digitais, ampliando a segurança, reduzindo fraudes e permitindo uma vigilância mais eficiente.

“Estamos trabalhando por etapas, com foco em segurança e uso legítimo. A proposta é fechar as pontas do fluxo da prescrição, reduzir fraudes e permitir ações mais eficazes de vigilância”, afirma à reportagem Thiago Brasil Silverio, coordenador do sistema na Anvisa.

Usuários divulgam canais de vendas de receitas e atestados falsos no X. — Foto: g1


O que dizem as plataformas

O g1 acionou o Telegram, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A empresa não tem sede nem representante legal no Brasil, o que dificulta ações judiciais e impede o cumprimento de decisões locais.

“O Telegram funciona como uma rede híbrida. Você digita ‘receita falsa’ ou ‘atestado médico’ e já aparece uma lista de grupos com esse tipo de conteúdo. E o pior: se pagar por uma conta premium, a própria plataforma recomenda canais semelhantes”, afirma o pesquisador responsável pelo levantamento dos dados, Ergon Cugler.
Sob esse esquema, o Telegram lucra com contas que comercializam documentos falsos. Isso acontece porque, ao assinar uma versão paga do aplicativo, o usuário recebe da plataforma centenas de indicações de grupos de mesmo tema.

“A plataforma recebe para permitir que canais ilegais se tornem mais visíveis. É um ciclo vicioso, com lucro, ausência de regulação e impunidade", diz Cugler.

A reportagem também procurou o Google, a Meta e o X, que não responderam aos questionamentos. Já o TikTok afirma que tem “um time robusto de Segurança, que combina tecnologia e trabalho humano (mais de 40 mil profissionais) para localizar e remover qualquer conteúdo ou interação que possa ser relacionada a comportamentos nocivos. Continuamente identificamos e removemos conteúdos e perfis que violam nossas Diretrizes da Comunidade e nossas Políticas de Anúncios”.

Propostas de regulação arquivadas no Congresso

O Brasil não tem obrigatoriedade de representação legal no país por parte de plataformas com grande base de usuários. Alguns projetos de lei, como o engavetado PL das Fake News, tinha entre as propostas a mudança desse cenário.

Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, mudou a interpretação do Marco Civil da Internet, permitindo a responsabilização civil mesmo sem ordem judicial formal.

Ainda assim, nenhuma medida concreta foi aplicada ao Telegram nem a outras plataformas de mídia — o que mantém a internet como um terreno fértil para esquemas de falsificação.

Riscos para a saúde pública

Os especialistas concordam que o avanço desse mercado ilegal representa um risco real para a saúde da população. “Pacientes conseguem medicamentos controlados sem qualquer orientação médica, se automedicam e ficam expostos a efeitos adversos graves”, afirma Dalapicola.

Para o diretor de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina, Marun Cury, o buraco é mais profundo. “É exercício ilegal da medicina. E o pior: a polícia tem tantas prioridades que acaba tratando esse crime como menor, quando na verdade ele coloca vidas em risco.”

Quando alguém usa uma receita falsa para comprar remédio tarja preta, não tem acompanhamento, nem supervisão. Se houver reação, quem responde?”, questiona Cury.

Segundo o médico, a banalização das receitas atinge não apenas a classe médica, mas toda a sociedade. “Esse tipo de fraude mina a confiança nas instituições, enfraquece os sistemas de saúde e abre espaço para riscos reais — inclusive à vida”, diz.


Fonte:/g1.globo


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Como apoiar alguém com depressão: saiba o que ajuda e o que atrapalha

Saber reconhecer sinais e oferecer apoio adequado pode fazer toda a diferença na recuperação de quem enfrenta depressão


A depressão é uma condição de saúde mental que muitas vezes se instala de forma silenciosa, iniciando com mudanças sutis no cotidiano. Alterações no sono, no apetite e na disposição, assim como a perda de interesse por atividades antes prazerosas, podem ser os primeiros sinais da doença.

O que diferencia a depressão de um episódio passageiro de tristeza é a combinação entre a duração e a intensidade dos sintomas, somada aos prejuízos que causam na vida da pessoa.

Quando a tristeza persiste por mais de duas semanas e vem acompanhada de sintomas como desânimo constante, dificuldade para realizar tarefas diárias e pensamentos negativos frequentes, é necessário buscar avaliação médica.

O que fazer para ajudar alguém com depressão

Estar presente sem pressionar é uma das atitudes mais importantes para apoiar quem enfrenta a depressão. Pequenos gestos demonstram preocupação genuína e ajudam a criar um espaço seguro, sem exigir respostas ou mudanças imediatas.

Perguntar como a pessoa está, oferecer companhia para tarefas simples ou simplesmente sentar junto em silêncio, transmitem apoio”, explica a psicóloga Marianne Marchetti, que atende em Santo André (SP).

A psicóloga explica que entender o isolamento como parte do processo de recuperação evita que o cuidador interprete mal o afastamento e pressione a pessoa sem necessidade. Por isso, manter o equilíbrio entre apoio e respeito ao espaço individual é essencial. Isso significa comunicar que você está disponível, manter contato regular e compreender quando a pessoa precisar ficar sozinha.

Erros comuns, como dar conselhos prontos, tentar minimizar o sofrimento alheio, fazer pressão para que a pessoa melhore logo, usar a culpa como incentivo ou fazer comparações, tendem aumentar o afastamento.

A psicóloga reforça que a escuta ativa é a ferramenta mais eficaz para apoiar alguém com depressão. Ouvir atentamente e validar o sofrimento da pessoa não significa resolver os problemas dela, mas mostrar que ela não está sozinha e que seus sentimentos são reconhecidos.

“Frases como ‘eu entendo que está sendo difícil’ ou ‘estou aqui para o que precisar’ validam a dor e mostram empatia”, diz Marianne.

Além disso, a especialista destaca que quem oferece apoio também precisa cuidar de si mesmo. Manter atividades prazerosas, procurar apoio de amigos, familiares ou na terapia e respeitar os próprios limites é essencial para evitar desgaste emocional.

“É importante lembrar que oferecer suporte não significa carregar sozinho a responsabilidade pela recuperação do outro”, aconselha Marianne.

O papel do tratamento na recuperação da depressão

O tratamento da depressão envolve acompanhamento médico, psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos que ajudam a pessoa a recuperar a motivação e a clareza mental. Essas estratégias combinadas permitem que o paciente retome atividades diárias e se beneficie mais das terapias.

A psiquiatra Milliane Rossafa, que atende em Rio Preto (MG), explica que os sinais da doença surgem de forma gradual. Observar essas alterações com atenção é fundamental para que a pessoa busque apoio médico e psicológico antes que os sintomas se intensifiquem e prejudiquem ainda mais a rotina e o bem-estar.

O tratamento medicamentoso, segundo Milliane, atua para corrigir desequilíbrios neuroquímicos, proporcionando energia e clareza mental, o que aumenta a eficácia da psicoterapia e de outras intervenções

“O tratamento medicamentoso ainda carrega estigmas, mas é importante explicar que ele não muda a personalidade, nem é sinal de fraqueza”, diz a psiquiatra.
Em situações mais graves, especialmente quando há risco de suicídio, a prioridade é garantir que a pessoa não fique sozinha. Acionar imediatamente o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188 pode ser uma alternativa.

Ter familiares e amigos que compreendem a doença, oferecem incentivo e respeitam os limites do paciente é decisivo no tratamento. A presença constante, mesmo em silêncio, reforça a sensação de pertencimento e segurança, fundamentais para o enfrentamento da depressão.

Fonte:metropoles


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Bullying: entenda como a violência afeta o cérebro das crianças

O bullying pode acontecer de forma física ou verbal, com prejuízos para o desenvolvimento das crianças


Um comportamento agressivo, intencional e repetitivo, praticado por uma ou mais pessoas contra outra, com a intenção de intimidar ou humilhar. Essa é a descrição do bullying, um problema recorrente na convivência escolar, mas com efeitos que vão além das salas de aula.

O bullying pode ser físico, verbal, psicológica ou até online – chamado de cyberbullying. O conjunto de brincadeiras desagradáveis é uma forma de violência que pode afetar áreas cerebrais importantes no desenvolvimento da criança e deixar sequelas até a fase adulta.

“Estudos mostram que o bullying pode provocar estresse crônico e, consequentemente, ativar áreas cerebrais relacionadas ao estresse e ansiedade, provocando disfunções em áreas como a amígdala, hipocampo, corpo caloso, córtex pré-frontal e ínsula”, explica o neurologista infantil Samuel Borges de Oliveira, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Outra área afetada é o hipotálamo, responsável pela liberação de cortisol, o hormônio do estresse. Em excesso, o cortisol atrapalha outras regiões cerebrais, como o hipocampo – ligado à formação de memórias –, dificultando o aprendizado de novos conteúdos.

A violência psicológica também prejudica o córtex pré-frontal, que fica sobrecarregado devido ao medo e ao estresse causados pelo bullying, afetando o raciocínio lógico e o foco.

Sinais de bullying na infância

. Mudanças bruscas de humor.

. Queda no desempenho escolar.

 . Isolamento social, evitando fazer novas amizades, participar de atividades em grupo ou se expor a novas experiências.


. Queixas físicas recorrentes sem causa aparente, com dores de cabeça e problemas no sono.

. Medo ou receio de ir para a escola.

. Sintomas de ansiedade e depressão.

Sequelas podem ser permanentes

Crianças que sofreram bullying podem se tornar adultos com ansiedade e depressão. Mesmo anos após a violência vivida, essas pessoas podem sofrer com medo constante e preocupação excessiva, inseguranças, baixa autoestima, dificuldade de atenção e em se relacionar com outras pessoas.

O bullying pode causar sequelas permanentes no desenvolvimento das crianças

Reconhecer e agir com rapidez é fundamental para evitar que o sofrimento se torne uma sequela emocional duradoura. O cérebro infantil tem uma grande capacidade de adaptação, ligada à neuroplasticidade do órgão, o que contribui para bons resultados no tratamento, com mais chances de reverter os danos emocionais durante essa fase.

“Quanto mais cedo começar um processo de intervenção, os resultados serão melhores. Mesmo na vida adulta é possível ter mudanças”, afirma a psicóloga Caroline Stefani Martinez, que atua em São Paulo.

Papel da família e escola

A família exerce um papel essencial na prevenção e recuperação do bullying. Um ambiente acolhedor, onde a criança possa se expressar, sem medo de julgamentos, aliado a intervenções terapêuticas, são a chave para a recuperação.


“A família precisa validar os sentimentos das crianças, parar com brincadeiras ou cobranças que reforcem a insegurança. O ambiente familiar é para ser suporte e cuidado e não mais um local de medo”, afirma a psicóloga.

A escola também tem o dever de criar e manter uma cultura de respeito e empatia. Além de palestras de conscientização sobre o tema, a capacitação de professores e funcionários para reconhecer e agir durante uma situação suspeita é fundamental para coibir o bullying.

O combate do bullying de forma coletiva é uma forma de proteger as crianças, deixando-as livres para aprender e ter voz para se expressar, além de diminuir as chances de repercussões emocionas e físicas duradouras no futuro e cria adultos mais equilibrados psicologicamente.

Fonte;metropoles


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Governo federal só destinou 60% dos recursos necessários para manutenção das estradas de terra na Bahia

Dados são do estudo da Conferência Nacional dos Municípios (CNM)

Estrada de terra Crédito: Reprodução

As estradas de terra da rede de transporte rodoviário da Bahia cumprem um papel importante no escoamento da produção agrícola e mobilidade de moradores das áreas rurais. Muitas delas, no entanto, apresentam condições precárias de infraestrutura, o que impacta diretamente a vida econômica e social da população e de produtores. Um estudo da Conferência Nacional dos Municípios (CNM) aponta que os municípios baianos necessitam de R$ 234.630.665 para a manutenção da sua malha vicinal (rural) em 2025, mas o governo federal só destinou 60% deste valor, o que equivale a R$ 141.496.633.

Na Bahia, o levantamento da CNM mapeou 104,7 quilômetros de estradas vicinais. A manutenção de cada quilômetro custa, em média, R$ 13,51 mil. Em convênio estabelecido entre a União e as unidades federativas, entre 1995 e 2025, o governo federal deveria enviar R$ 1,03 bilhão aos municípios baianos anualmente. Apenas 637.158.221 foram liberados neste período.

O problema da falta de infraestrutura da estradas rurais da Bahia é antigo. O produtor rural Odair José Nascimento é dono da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Itororó, no sudoeste baiano, há mais de 10 anos. Segundo ele, as condições das vias de terra do município sempre foram precárias. Os moradores da zona rural levam o dobro do tempo que gastariam para chegar ao centro da cidade se a manutenção fosse feita de forma adequada. Os produtores sofrem diversos prejuízos, especialmente para o escoamento da produção.

“E tudo piora quando chove. Então, a gente fica na mão. O que a gente faz é se reunir, quando a gente pode, para acabar consertando, tapando um buraco ou outro, para melhorar a situação para gente mesmo, mas temos essa dificuldade”, relata. Esse movimento próprio dos produtores e moradores da região gera gastos e interfere no trabalho diário dos envolvidos. Isso porque o grupo arca com os custos do material utilizado no processo de requalificação e, muitas vezes, perde meio turno do expediente.
E, apesar de se reunirem para tentar amenizar a situação, a melhora é passageira. Isso porque a manutenção é feita sem o material especializado. “Fazemos um mutirão quando está bem ruim. A gente gasta com café, com lanche, além da força braçal e do tempo gasto”, continua.

São inúmeros os relatos de prejuízos causados por causa das estradas de terra na Bahia. Nascimento, aliás, conta que ficou um mês com o carro quebrado na oficina após quebrar o motor ao desviar de um buraco na região do Ribeirão de João Dias. “Isso me deu um prejuízo de R$ 5,5 mil. Eu ainda consegui amenizar e consegui pagar um pouco menos, R$ 4 mil. Acabei de pegar o carro”, relata. Segundo ele, outros colega já passaram pela mesma situação.

“O carro já saiu no guincho aqui. Não tem condições de levar o carro (sem guincho). É prejuízo por causa da quebra do carro, da manutenção, porque as frutas acabam machucando durante o transporte. Tudo isso afeta a viabilidade do nosso comércio”, diz. Nascimento é produtor de banana, leite, cacau e hortaliças.

O presidente da Associação dos Produtos de Café da Bahia (Assocafé-BA), João de Araújo, diz que é difícil estimar os prejuízos gerados pela precarização das estradas rurais, mas que municípios menores acabam sofrendo mais. “Além das dificuldades que a gente já tem, da falta de ferrovia, da falta de qualidade das rodovias federais, tem as estradas municipais. E não há como produzir e não circular em estradas que tenham qualidade”, aponta.

Mais de 100 municípios produzem café na Bahia. Por isso, é difícil para a associação promover ações próprias de revitalização das estradas. “Nós temos uma extensão enorme, em muitos municípios. Então, fica mais difícil”, diz. Segundo Araújo, as estradas de terra de Barra da Estiva, Barra do Choça, Cocos, Itamaraju e Piatã são os municípios que apresentam muitas estradas vicinais em condições precárias.

A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) informa que as ações realizadas pelo Governo do Estado em estradas vicinais baianas vêm sendo feitas através de programas com investimento do Banco Mundial.

 “Apesar de serem de responsabilidade das prefeituras, o governo executa as obras em pontos críticos que possam causar a interrupção do tráfego em vias com foco em melhorar o escoamento da produção da agricultura familiar, o acesso ao transporte escolar e ao posto de saúde, o atendimento a comunidades quilombolas e indígenas, além de outras atividades, como turismo e a fabricação de artesanatos”, diz trecho da nota.

De acordo com a pasta estadual, entre os anos de 2016 e 2022, o Programa de Restauração e Manutenção de Rodovias (PREMAR II) executou diversas ações, como a construção de pontes, bueiros e passagens molhadas, em 1.301 pontos críticos de estradas vicinais localizadas em quatros diferentes regiões do território baiano: Bacia do Paramirim, Sisal, Bacia do Jacuípe e Portal do Sertão. Um investimento total de R$ 129 milhões.

Em breve, a Seinfra lançará um novo programa chamado “Pró-Rodovias”, que está em fase de consulta pública, e irá realizar ações em estradas vicinais de mais três regiões, que são: Sertão do São Francisco, Baixo Sul e Chapada Diamantina. Com um investimento de aproximadamente R$ 135 milhões, a previsão é que também sejam feitas as implantações de pontes, bueiros e passagens molhadas em 600 pontos críticos em vias de 51 municípios baianos.

Patrulha Mecanizada

Para realizar a manutenção de estradas vicinais e rodovias o tráfego nas rodovias federais e estaduais, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) criou o projeto Patrulha Mecanizada. Implantado em 2013, o programa já asfaltou 230 quilômetros de rodovias e trabalhou na manutenção de mais seis mil quilômetros, em mais de 50 estradas vicinais do Oeste da Bahia.

A iniciativa é financiada pelo instituto Brasileiro do Algodão (IBA), executada pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), e conta com a parceria dos produtores rurais do Oeste, da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), do Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e das prefeituras municipais.

O Governo do Estado participa através do Prodeagro, que é uma renúncia fiscal aprovada através do Decreto número 14.500 de maio de 2013. Este fundo é gerido por um conselho gestor composto pela Aiba, Abapa, Fundação Bahia, Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia e Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia. Outros parceiros são a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Fundação Bahia e a Codevasp (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Fonte; Correio 24 horas 

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Açaí Nova Cruz

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