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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Mulher de 50 anos é presa por maus tratos contra animais no DF





Duas gatas eram mantidas em condições precárias em "apartamento do terror"


Imóvel estava cheio de fezes, urina e sujeira acumulada | Divulgação/ PCDF

Após denuncias de moradores do prédio onde as gatas viviam sozinhas, a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), cumpriu na tarde desta quinta-feira (11), um mandado de busca e apreensão em Águas Claras (DF), em um local apelidado de “apartamento do terror”.

Lá os policiais civis encontraram duas gatas adultas em condições insalubres, o imóvel estava cheio de fezes, urina e sujeira acumulada. As gatinhas abandonadas não tinham acesso a água e ração.

Uma mulher de 50 anos foi presa em flagrante pela prática de maus-tratos, ela vivia em outro endereço longe das felinas que foram resgatados e levados para atendimento no Hospital Veterinário Público de Brasília (HVEP). Depois foram transferidas para uma clínica particular, onde permanecem aos cuidados de protetores independentes.

Ao SBT News, o delegado Jônatas Silva, responsável pela investigação, informou que a situação já era antiga e que ao ser questionada sobre a situação dos animais, a suposta tutora permaneceu calada.

Fonte: SBT News 


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Clima vai pesar em “Dona de Mim”: trama de Kami com stalker e abuso sexual começa a ir ao ar



Personagem de Giovanna Lancellotti será vítima de violência sexual em sequência que promete chocar o público da novela das sete da Globo

"As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias."


Em "Dona de Mim", Marlon (Humberto Morais) chega apressado e abraça Kami (Giovanna Lancellotti), que está nervosa e com medo (Léo Rosario/Globo)

Prepare-se: a sutileza de “Dona de Mim” vai dar lugar a uma fase bem mais pesada. A partir do dia 13, começa a ser exibida a sequência que mostra Kami (Giovanna Lancellotti) sendo vítima de violência sexual por parte de um stalker — uma trama forte e corajosa, já antecipada com exclusividade pela coluna.

Nos próximos capítulos da novela das sete da Globo, o público verá o início desse pesadelo: Kami, que vinha se destacando como influencer, passa a ser perseguida por um homem que invade sua vida virtual e, depois, sua rotina fora das redes. Ele envia fotos tiradas na porta da fábrica onde ela trabalha, deixando claro que sabe exatamente onde encontrá-la.

Apavorada, Kami procura o namorado e policial Marlon (Humberto Morais) e decide denunciar o caso. Mas até isso se torna um desafio: o depoimento na delegacia deixa a personagem desconfortável pelas perguntas feitas por Jader (Bruno Lamberg), embora a policial Kátia (Amanda Lee) a acolha e aponte o verdadeiro culpado — o assediador.

Essa sequência marca o início de uma escalada de tensão e violência que culmina no episódio mais grave: o abuso sexual que Kami sofre — e a vingança que ela começa a planejar.

A novela das sete promete chocar, provocar discussões e escancarar uma realidade dura: a violência contra mulheres, mesmo em ambientes virtuais, é real, traumática e precisa ser enfrentada.

Fonte: Portal Léo Dias 

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Operação contra fraudes no INSS: PF apreende Ferrari, carro de Fórmula 1 e obras de arte



Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva e está realizando 13 mandados de busca e apreensão em SP e no DF


Veículos apreendidos pela PF na operação. | Divulgação

A Polícia Federal apreendeu, nesta sexta-feira (12), uma Ferrari, uma réplica de carro de Fórmula 1 de coleção, além de relógios de luxo e valores em dinheiro durante a Operação Cambota, deflagrada em São Paulo e no Distrito Federal. Ainda não se sabe a quem pertence os itens apreendidos.

A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Os presos são Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em Brasília, e o empresário Maurício Camisotti, em São Paulo. Ambos tiveram mandados de prisão preventiva expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No total, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão. Além dos veículos, a polícia encontrou relógios de luxo, obras de arte e dinheiro.


Ferrari encontrada pela polícia. | Divulgação/PF

Carro encontrado pela polícia. | Divulgação/PF


Apreensão da PF. | Divulgação

Segundo a corporação, os alvos são investigados por envolvimento em um esquema nacional de descontos associativos não autorizados, ou seja, um esquema de desvio de valores, de aposentadorias e pensões concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão responsável pela concessão e pagamento dos benefícios.

A ação apura os crimes de impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio, além da possível obstrução por parte de alguns investigados.

O SBT tenta contato com as defesas de Antunes e Camisotti.

Fonte: SBT News 

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PM de Ruy Barbosa apreende veículos envolvidos em prática de direção perigosa logo após o fato



Nesta quinta-feira (11) ontem, a policial militar de Ruy Barbosa tomou conhecimento por meio de um vídeo onde dois veículos trafegavam em alta velocidade pelas ruas da cidade de Ruy Barbosa, tal prática é tipificada no código de trânsito brasileiro como direção perigosa.

De imediato assim que foram identificados iniciou-se diligências no sentido de localizar e apreenderam os veículos, onde por volta das 21h da data de ontem a guarnição logrou êxito em apreendê-los retirando os veículos de circulação, aplicando a penalidade cabível na infração de trânsito e seus condutores ficando à disposição da polícia civil para adoção das medidas cabíveis. 

O Capitão PM Geslan, comandante da companhia ressalta que essa foi mais uma resposta rápida da PM de Ruy barbosa que contou com o apoio da população denunciando e fornecendo informações, participe você também! Sua identidade será mantida em sigilo e assim seguimos mantendo uma Ruy Barbosa mais segura e pacífica. 

Disk denuncia (75) 99991-1911





Fonte: Polícia Militar 

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Bolsonaro recebe pena de 27 anos de prisão por crime de tentativa de golpe de Estado

Após a votação que definiu a condenação, ministros fizeram a dosimetria das penas

Jair Bolsonaro Crédito: Vinícius Schmidt/ METRÓPOLES

Com o fim da votação que decidiu pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus pelos de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) entraram na fase da dosimetria das penas.

Veja como ficou:

Jair Bolsonaro: 27 anos e 3 meses, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e seus meses de detenção, além 124 dias/multa, cada dia/multa no valor de dois salários mínimos. Inicialmente o cumprimento da pena em regime fechado.

Mauro Cid: 2 anos de reclusão no regime aberto.

Walter Braga Netto: 26 anos, sendo 24 anos de reclusão e 2 anos de detenção, além de 100 dias/multa, cada dia/multa no valor de um salário mínimo. Inicialmente o cumprimento da pena em regime fechado.

Anderson Torres: 24 anos, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 100 dias/multa, cada dia/multa no valor de um salário mínimo. Inicialmente o cumprimento da pena em regime fechado.

Almir Garnier Santos: 24 anos, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, e 100 dias/multa, cada dia/multa no valor de um salário mínimo. Inicialmente o cumprimento da pena em regime fechado.

Augusto Heleno: 21 anos, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão, 2 anos e 1 mês de detenção, além de 84 dias/multa, cada dia/multa no valor de um salário mínimo. Inicialmente o cumprimento da pena em regime fechado.

[Matéria em atualização]

Veja imagens da sessão desta quinta (11) do julgamento de Bolsonaro

Imagens do julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, nesta quinta-feira (11) por Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagens do julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, nesta quinta-feira (11) por Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagens do julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, nesta quinta-feira (11) por Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte: Correio24horas 

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🔴 AO VIVO 🔴 SESSÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE MACAJUBA


Assista aqui ao vivo aqui a sessão desta quinta-feira,11 de setembro de 2025



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Natural de Macajuba, Vereador no interior de MG grava vídeo em homenagem ao aniversário de Célio Pai Vei


O macajubense Ciro, que realizava shows de eventos em Macajuba e é atual Vereador na cidade de Poté no interior de Minas Gerais.

Na cidade, que fica a 30 km de Teófilo Otoni, Ciro é chamado de Ciro da Farmácia, gravou um vídeo nesta quinta-feira (11) homenageando seu primo Célio Pai Vei, que é atual Presidente da Câmara Municipal de Macajuba, as belas palavras de Ciro no vídeo repercutiu:

Veja o vídeo:



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'Mal feito para o bem continua sendo mal', '8 de janeiro não foi acontecimento banal', 'ficamos 2 mil anos caladas': as frases do voto de Cármen Lúcia



Ministra foi a quarta a votar na retomada do julgamento da chamada trama golpista nesta quinta-feira (11). Com o voto de Cármen Lúcia, STF formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por todos os crimes.



'O mal feito para o bem continua sendo mal', diz Cármen Lúcia citando Victor Hugo ao votar no julgamento da trama golpista


A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia apresentou nesta quinta-feira (11) seu voto no julgamento da trama golpista.

Em um discurso marcado por citações literárias, críticas ao autoritarismo e observações sobre o papel das mulheres, a magistrada reforçou que os atos de 8 de janeiro de 2023 foram planejados e tinham como objetivo enfraquecer as instituições.

Com o voto da ministra Cármen Lúcia nesta quinta, a Primeira Turma do STF formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por todos os crimes dos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República na Trama Golpista.

Os ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino já haviam votado nesse sentido. Ainda falta a manifestação do presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.

Veja as principais frases da ministra ao longo do julgamento:

'O mal feito para o bem continua sendo mal'
Ao abrir seu voto, Cármen Lúcia citou Victor Hugo para criticar a tentativa de justificar atos ilegais em nome de supostos objetivos maiores.

A ministra lembrou que o escritor francês se opôs ao golpe de Estado de Napoleão III e registrou, no livro História de um Crime, a resposta de um personagem que rejeita participar da derrubada do governo: “o mal feito para o bem continua sendo mal”.

Segundo a ministra, o diálogo narrado por Hugo mostra que mesmo um golpe que alcança êxito continua sendo condenável, porque se transforma em exemplo a ser repetido.

“Principalmente quando ele tem sucesso. Porque então ele se torna um exemplo e vai se repetir”, disse a magistrada, reproduzindo a passagem.

Cármen Lúcia usou a citação para contextualizar os ataques de 8 de janeiro de 2023, afirmando que não há justificativa para práticas que atentem contra a democracia.

Para ela, os réus da trama golpista buscaram enfraquecer o Estado de Direito sob o argumento de defender o país, mas “a Constituição não abriga atalhos autoritários, mesmo quando travestidos de bem”.

'O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal'

Ao analisar os ataques às sedes dos Três Poderes, Cármen Lúcia rejeitou a ideia de que o episódio possa ser visto como algo trivial.

“O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram para passear”, afirmou.

Para a ministra, o episódio foi resultado de um “conjunto inédito e infame” de acontecimentos que se estendeu por meses, inflamando e instigando a prática de crimes.

Segundo Cármen, não se tratou de um ato espontâneo, mas de uma ofensiva planejada para tentar romper a ordem democrática. Ela destacou que a mobilização envolveu estratégias diversas e prolongadas, que visavam enfraquecer as instituições e desestabilizar o país.

“Todos os empreendimentos que espalham os seus tentáculos de objetivos autoritários são ações plurais, pensadas, executadas com racionalidade”, disse a ministra.

Para ela, o julgamento da trama golpista não apenas responsabiliza indivíduos, mas afirma que a democracia não pode ser reduzida a um episódio “banal” da vida política.

'Nessa ação pulsa o Brasil que me dói'

Cármen Lúcia afirmou que o julgamento da trama golpista é mais do que a análise de crimes atribuídos a Jair Bolsonaro e outros sete réus: para ela, trata-se de um encontro simbólico entre o passado, o presente e o futuro do país.

Ao usar a expressão “o Brasil que dói”, a ministra destacou que o processo expõe feridas históricas que ainda não cicatrizaram, como as rupturas institucionais que interromperam o desenvolvimento democrático brasileiro ao longo do tempo.

A ministra ressaltou que a análise ocorre em um momento emblemático: 40 anos da redemocratização e próximo ao aniversário da Constituição de 1988.

Para ela, o simbolismo dessas datas reforça a responsabilidade da Corte em julgar de forma justa e firme tentativas de abalar o Estado Democrático de Direito.

“Toda ação penal impõe um julgamento justo, e aqui não é diferente”, disse, lembrando que a função do Supremo é proteger as instituições, independentemente de pressões políticas ou sociais.

Ao lado de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que já haviam votado pela condenação de todos os réus, Cármen reforçou a visão de que a tentativa de golpe não foi apenas um episódio isolado, mas parte de uma ameaça estrutural à democracia.

Seu voto consolidou a maioria para condenar Bolsonaro por organização criminosa e deixou claro que, para além dos indivíduos, o que estava em jogo era a preservação do pacto democrático firmado há quase quatro décadas.

'Sempre votei do mesmo jeito'

Ao reafirmar sua posição sobre a competência do STF para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, Cármen Lúcia destacou a coerência de sua trajetória no tribunal. Para a ministra, não há espaço para revisões de entendimento motivadas por circunstâncias específicas do processo.

“Sempre votei do mesmo jeito. Sempre entendi que a competência era do STF. Não há de novo para mim”, declarou, em um recado direto às defesas que tentam deslocar o julgamento para instâncias inferiores.

A fala da ministra ganhou peso porque veio um dia depois de o ministro Luiz Fux surpreender ao defender a “incompetência absoluta” da Corte para julgar o caso — posição contrária a decisões anteriores do próprio magistrado.

Ao marcar sua divergência, Cármen alertou para o risco de casuísmo caso houvesse mudança repentina no entendimento consolidado desde 2018, quando o STF fixou que o foro privilegiado só valeria para crimes cometidos durante o mandato, mas, em 2023, reforçou que ex-autoridades seguiriam sendo julgadas pela Corte quando as acusações estivessem ligadas ao exercício do cargo.

Para ela, rever essa regra agora comprometeria a segurança jurídica e a credibilidade do tribunal. “Acho que seria casuísmo, gravíssimo, que alguns fossem julgados depois da mudança e fixação das competências que já exercemos inúmeras vezes e voltar atrás nessa matéria”, afirmou.

Dessa forma, Cármen não apenas manteve a linha de sua jurisprudência, como também se posicionou contra qualquer tentativa de relativizar a autoridade do Supremo em casos que envolvem ataques diretos ao Estado Democrático de Direito.

'Nós mulheres ficamos dois mil anos caladas'
A fala de Cármen Lúcia ocorreu em tom bem-humorado após ser interrompida por Flávio Dino, que pediu a palavra para comentar um trecho do livro História de um Crime, de Victor Hugo, citado pela ministra.

Com a réplica espirituosa, ela transformou o episódio em uma mensagem sobre representatividade feminina nos espaços de poder, lembrando que a voz das mulheres foi silenciada ao longo da história.

O diálogo entre os ministros gerou risos e quebrou a tensão da sessão, que julga a chamada trama golpista. Dino agradeceu a “gentileza” da colega e afirmou que apresentou um voto curto justamente para ter tempo de debater com os demais.

Em resposta, Cármen devolveu outra tirada: disse que, no caso do próximo ministro a votar, Cristiano Zanin, a situação seria mais tranquila, porque “não tem nem a aplicação da Lei Maria da Penha”.

'As pessoas querem tanto se mostrar mais do que ser'

A ministra Cármen Lúcia destacou que vivemos em uma sociedade em que a aparência muitas vezes se sobrepõe à essência.

“Estamos em uma sociedade que as pessoas querem tanto se mostrar mais do que ser, que elas querem mostrar que participaram, que elas fazem, que elas dão um golpe”, disse, ao criticar comportamentos que valorizam a exposição em detrimento da responsabilidade e da ética.

Ela comparou a necessidade de se autopromover a hábitos cotidianos como fotografar a comida, ressaltando que a exposição exagerada cria rastros que podem ser analisados e vinculados a ações ilícitas.

Segundo a ministra, muitos atos que poderiam passar despercebidos se tornam evidentes justamente porque os responsáveis querem registrar e compartilhar cada passo, como se fossem meras “maquetes” de um projeto ou plano.

'Brasil só vale a pena porque estamos conseguindo manter o Estado Democrático de Direito

Ao encerrar seu voto, a ministra Cármen Lúcia ressaltou a importância da manutenção do Estado Democrático de Direito como pilar essencial do país.

“Eu acho que o Brasil só vale a pena porque nós estamos conseguindo ainda manter o Estado Democrático de Direito e todos nós, com as nossas compreensões diferentes, estamos resguardando isso”, afirmou, lembrando que o papel dos julgadores é garantir que a Constituição seja efetivamente respeitada.

Para a ministra, a diversidade de opiniões dentro do Supremo não enfraquece, mas fortalece a democracia. Segundo ela, o trabalho da Corte é justamente assegurar que os direitos e deveres previstos na lei sejam cumpridos, independentemente de divergências individuais.

“Só isso, o direito que o Brasil impõe que nós como julgadores façamos valer”, concluiu, agradecendo ao presidente da sessão.

'Não se tem imunidade absoluta contra o vírus do autoritarismo'

Em tom de alerta, Cármen Lúcia afirmou que a democracia nunca está garantida de forma definitiva. Segundo ela, o autoritarismo se espalha quando não é contido.

"Nunca é demais lembrar que, por mais que se cuide da saúde pública e política de uma sociedade estatal, por mais que se cuide da estrutura institucional, por mais que se cuide de produzir instrumentos ou vacinas constitucionais e legais para se imunizar a sociedade e o Estado de aventuras ditatoriais, em nenhum lugar do mundo e, menos ainda aqui, não se tem imunidade absoluta contra o vírus do autoritarismo que se insinua insidioso destilando seu veneno a contaminar as liberdades e direitos humanos", pontuou.

Fonte: G1 Globo




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Açaí Nova Cruz

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