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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Macajuba e demais municípios classificados pela Funasa têm até 15 de outubro para indicar beneficiários de cisternas

Os 498 Municípios classificados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para projeto de implantação de sistemas de captação e armazenamento de água de chuva (cisternas) para consumo humano têm até 15 de outubro para indicar os beneficiários. A medida consta na Portaria 3.454/2025, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 16 de setembro. A relação completa dos Municípios e a quantidade de cisternas destinadas a cada um pode ser consultada aqui. Foram contemplados Municípios de oito Estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A  Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta para o prazo reduzido. Com o envio até 15 de outubro, os Entes locais têm apenas 30 dias corridos para encaminhar as informações, contados a partir da publicação da Portaria. 
A indicação dos beneficiários deve ser formalizada por e-mail à Superintendência Estadual da Funasa, acompanhada dos documentos listados no artigo 12 da portaria. Confira os endereços eletrônicos das superintendências:

●     Suest/BA: coreba.gab@funasa.gov.br

●     Suest/CE: corece.gab@funasa.gov.br

●     Suest/MG: coremg.gab@funasa.gov.br

●     Suest/PB: corepb.gab@funasa.gov.br

●     Suest/PE: corepe.gab@funasa.gov.br

●     Suest/PI: suestpi.gab@funasa.gov.br

●     Suest/RN: corern.gab@funasa.gov.br

●     Suest/SE: corese.gab@funasa.gov.br

A CNM destaca ainda a morosidade da Funasa em publicar os critérios de seleção e convocar os Municípios que inscreveram propostas ainda em 2022. À época, a própria Portaria ressaltava o cenário de crise hídrica e o agravamento da vulnerabilidade em decorrência da pandemia de covid-19, o que reforçava a urgência da ação. Passados três anos, a nova Portaria não apresenta informações sobre a disponibilidade orçamentária e o cronograma de execução, o que gera incerteza quanto ao atendimento efetivo dos Municípios contemplados.

 


Foto: EBC

 

Da Agência CNM de Notícias

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Presidente do Conselho Municipal de Educação - CME de Macajuba participa do VIII Seminário do Projeto Saber Melhor na capital baiana



VIII Seminário do Projeto Saber Melhor

Nos dias 15 e 16 de setembro foi realizado no auditório do Ministério Público da Bahia no Centro Administrativo da Bahia-CAB o VIII Seminário do Projeto Saber Melhor que teve como Tema Central: O Direito à Educação e a Concretização da Gestão Democrática. 

As mesas de Debates e as palestras foram conduzidas pelos promotores de justiça: Dr. Adriano Freire (Promotor de justiça e Coordenador do CEDUC); Dra. Patrícia Camilo (Promotora de Justiça e Gerente do Projeto Saber Melhor); e Dra. Severina Patrícia Fernandes (Promotora de Justiça). Foram abordados subtemas, tais como:

• A atuação do Ministério Público em defesa do Direito à Educação;

• Parceria entre Ministério Público e os Conselhos de Educação;

• Reconhecimento público da atuação dos Promotores de Justiça e Conselhos de Educação em defesa da educação;

Estiveram também presentes a Coordenadora da UNCME Bahia, a Sra. Gilvânia Nascimento e a Professora Dra. Alda Muniz Pepê. 

O nosso município de Macajuba foi representado pela Presidente do Conselho Municipal de Educação - CME, Sra. Valdirene Bastos, a qual recebeu um troféu em reconhecimento da parceria do CME com a UNCME.








Conselho Municipal de Macajuba 
Secretaria de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Turismo 
Prefeitura de Macajuba
Governando para Todos!

Fonte: Ascom

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Quem é a ex-servidora da Hemoba presa por desvio de meio milhão de reais da instituição



Dinheiro deveria ser destinado ao atendimento da saúde da população baiana
Ex-servidora é acusada de fraude na Hemoba Crédito: Reprodução

Uma ex-servidora da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) foi presa na manhã desta quarta-feira (17) por suspeita de desviar mais de R$ 500 mil em recursos públicos que deveriam ser destinados ao atendimento da saúde da população baiana. Trata-se de Simone dos Santos Raulino, que foi exonerada da diretoria financeira da Hemoba em abril deste ano. 

Ela ocupava o cargo de coordenadora II do setor financeiro da Hemoba. A exoneração da servidora foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 3 de abril neste ano, período em que surgiram suspeitas de que Simone dos Santos praticava fraude na instituição. As denúncias contra a ex-servidora foram apresentadas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), que também auxiliou nas investigações.

A investigação aponta que Simone dos Santos Raulino se beneficiou de fraudes em pagamentos realizados pelo sistema interno da instituição, todos feitos por um único usuário vinculado a ela. Além do crime de peculato, foram identificados indícios de inserção de dados falsos em sistema de informações e de lavagem de capitais, diante da movimentação de valores suspeitos em contas bancárias de terceiros ligados à ex-servidora. A mulher está custodiada à disposição da Justiça.

A investigada chegou a ser designada para ocupar o cargo de diretora administrativa e financeira da Hemoba entre os dias 2 e 16 janeiro de 2024 - período em que a diretora Ana Cleide Freitas Marback esteve de férias. 

Simone Raulino foi presa no âmbito da operação Fluxo Vital, que desencadeou a prisão preventiva e o cumprimento do mandado de busca e apreensão contra a investigada. De acordo com a Polícia Civil, o valor desviado ultrapassa R$ 500 mil em recursos públicos. A reportagem não conseguiu contatar a defesa da ex-servidora. O espaço segue aberto. 


Exoneração da ex-servidora acusada de fraude Crédito: Reprodução

Em nota, a Hemoba ressaltou que a servidora não faz mais parte do quadro de funcionários, tendo sido exonerada assim que surgiram suspeitas de fraude. "A instituição reafirma que sempre teve como princípios a ética, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, colaborando integralmente com os órgãos de controle e colocando-se à disposição da Justiça", afirma. 

A Hemoba aderiu recentemente ao Programa Bahia de Integridade Pública, que estabelece um conjunto de medidas voltadas para prevenir, identificar e combater irregularidades, fraudes e corrupção na administração pública.

"Essa iniciativa reforça um compromisso já existente da instituição com a legalidade, a governança e a responsabilidade na gestão. A Hemoba segue firme em sua missão de salvar vidas e de servir, com responsabilidade, à sociedade baiana", completa a instituição. 

Fonte: Correio24horas 


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Macajubense pede por doação de sofá

Uma internauta, que mora em Nova Cruz n Distrito de Macajuba, entrou em contato com a redação do Deixa Comigo Macajuba para fazer um apelo, pedindo quem tiver um sofá para doar para ela, pois o dela não existe mais e não tem condições de comprar.

Quem poder ajudar entrar em contato com Suede, moradora da Rua 2 Irmãos no Distrito de Nova Cruz 74999365494


Deixa Comigo Macajuba 14 anos O Blog do Povo Macajubense.


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Entenda por que Moraes determinou que GSI não faça segurança de Bolsonaro



Ministro apontou falhas na operação de escolta do ex-presidente no último domingo (14), quando ele deixou o hospital após realizar um procedimento médico

O ex-presidente Jair Bolsonaro • 14/09/2025 - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Na última quarta-feira (17), o ministro Alexandre de Moraes determinou que o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) não faça a segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante deslocamentos.

Por lei, ex-presidentes têm o direito vitalício a segurança pessoal, realizada justamente pelo GSI.

No entender do ministro, no entanto, isso não se faz necessário no caso de Bolsonaro, que, em regime domiciliar desde o início de agosto, está sendo monitorado pela PF (Polícia Federal) e pela Polícia Penal.

Saída do hospital

A decisão de Moraes foi tomada poucos dias após ele questionar o deslocamento do ex-presidente, do hospital para sua residência em Brasília, ocorrido no último domingo (14).

"Para se evitar os problemas ocorridos no último domingo, onde (a) o desembarque e embarque foram realizados em local errado, ao ar livre e mediante diversas pessoas, (b) o custodiado permaneceu por longo tempo “assistindo' uma improvisada entrevista coletiva de seu médico", escreveu o ministro.

Explicações da Polícia Penal

Na ocasião, Bolsonaro ficou cerca de seis minutos parado em frente às câmeras enquanto seu médico concedia entrevista coletiva na porta da unidade hospitalar.

Isso levou o magistrado a solicitar à Polícia Penal do DF (Distrito Federal) que apresentasse, em 24 horas, um relatório explicando "o motivo de não ter sido realizado o transporte de imediato após a liberação médica".

Interlocutores de Moraes e de outros ministros do Supremo interpretam, de acordo com apuração da CNN, que Bolsonaro aproveitou a cobertura jornalística do evento e a mobilização de apoiadores na porta do hospital para fazer uma “cena”, que inevitavelmente seria transmitida.

Em resposta, a polícia explicou que a equipe se deparou com uma grande aglomeração de pessoas próximas à viatura.

"DETERMINO que todo o transporte, deslocamento e escolta de JAIR MESSIAS BOLSONARO deverá ser organizado, coordenado e realizado pela Polícia Federal ou Polícia Penal, conforme a necessidade da situação, sem a participação dos agentes do GSI, que permanecerão realizando a segurança dos familiares do custodiado", diz outro trecho do documento.

GSI diz que não faz a segurança de Bolsonaro

Em nota à imprensa, o GSI informou que "não realiza a segurança de ex-presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro".

"Os servidores à disposição dos ex-Presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados administrativamente ao GSI, conforme dispõem a Lei N° 7.474 de 8 de maio de 1986, e o Decreto N° 6.381, de 27 de fevereiro 2008. Informamos ainda, que de acordo com o decreto supramencionado, o GSI oferece a capacitação e a avaliação de servidores e de condutores de veículos, que integram a segurança dos ex-Presidentes da República. (Portaria GSI/PR N° 136, de 2 de setembro de 2024)".

Condenação

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, na última quinta-feira (11), por cinco crimes, incluindo organização criminosa e golpe de Estado.

Bolsonaro está preso em regime domiciliar desde o dia 4 de agosto, após Moraes entender que ele realizou "reiterado descumprimento das medidas cautelares" impostas anteriormente.

Idas ao hospital

Desde que entrou em regime domiciliar, Bolsonaro já foi três vezes ao hospital.

•16 de agosto: realização de exames médicos necessários para dar "seguimento ao tratamento medicamentoso em curso, reavaliar os sintomas de refluxo e soluços refratários, bem como verificar as condições atuais de saúde".

•14 de setembro: realização de cirurgia para remoção de lesões na pele.

•16 de setembro: foi levado às pressas após passar mal, apresentar crise de soluço, vômito e pressão baixa. Após essa internação, também foi revelada a identificação de duas lesões compatíveis com câncer de pele.

Fonte: CNN Brasil 






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Piloto diz que Rueda, do União Brasil, é dono de aviões operados por empresas de voos do PCC




Presidente do União Brasil era citado por funcionários da TAP como o líder do grupo que financiou compra de aeronaves



Antônio Rueda - União Brasil/Reprodução

Um piloto que transportava regularmente a dupla que liderava um mega-esquema de lavagem de dinheiro que atendia ao PCC afirmou em depoimento à Polícia Federal que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, está entre os verdadeiros donos de quatro dos dez jatos executivos operados por uma empresa de táxi aéreo.

Em entrevista exclusiva ao ICL Notícias, Mauro Caputti Mattosinho, 38 anos, disse que Rueda era citado por seu chefe como o líder de um grupo que “tinha muito dinheiro que precisava gastar” na compra de aeronaves, avaliadas em dezenas de milhões de dólares.

“Havia um clima de ‘boom’ de crescimento na empresa. E isso foi justificado como sendo um grupo muito forte, encabeçado pelo Rueda, que vinha com muito dinheiro que precisava gastar. Então, a aquisição de várias aeronaves foi financiada”, diz Mattosinho na entrevista gravada em vídeo.

Rueda nega ser dono das aviões e “repudia com veemência qualquer tentativa de vincular seu nome a pessoas investigadas ou envolvidas com a prática de algum ilícito”, afirmou em nota oficial.

O presidente do União Brasil diz que “já voou em aeronaves particulares em voos fretados por ele ou como convidado”, mas que “nunca participou da compra das aeronaves”. E que costuma realizar seus deslocamentos “em voos comerciais”.


Piloto Mauro Caputti Mattosinho

“A história que contei para vocês eu repeti para a Polícia Federal”, afirmou Mattosinho, na entrevista ao ICL Notícias. A reportagem teve acesso ao depoimento, prestado por ele há 17 dias no aeroporto Catarina, em São Roque (SP), antes de pedir demissão.

Mattosinho entrou na TAP (Taxi Aéreo Piracicaba) em 2023 e saiu há duas semanas, depois de transportar os parentes de Beto Louco para o Uruguai na véspera da mega-operação da PF, da Receita e do Ministério Público de SP, realizada no fim de agosto, que revelou um enorme esquema de lavagem de dinheiro que inclui o uso de fundos de investimento.

O piloto afirma ter transportado ao menos 30 vezes Mohamad Hussein Mourad, mais conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Ambos são apontados como líderes do esquema que atendia ao PCC e estão foragidos da Justiça.



Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco

O piloto, que se diz indignado pelo conteúdo das conversas que presenciou, procurou o ICL Notícias pela primeira vez em novembro do ano passado.

O ICL Notícias e o UOL apuraram que duas aeronaves atribuídas por Mattosinho a Rueda pertencem a fundos de investimentos que têm apenas um controlador, cujo nome não é divulgado.

Uma terceira aeronave está em nome de uma empresa registrada na periferia de Imperatriz (MA). Em entrevista, a única sócia da empresa disse desconhecer a firma e a aeronave.

Na entrevista em vídeo, Mauro Mattosinho reafirmou ter transportado em voo uma sacola de papelão que aparentava conter dinheiro vivo, na mesma data em que Beto Louco mencionou a outros passageiros que teria um encontro com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, conforme revelou o ICL Notícias no dia 1º deste mês.

O senador nega ter “tido proximidade de qualquer espécie” com Beto Louco e também nega ter recebido qualquer valor. Ciro ingressou com processo contra o ICL Notícias, pedindo pagamento de indenização por danos morais.

“O senador tem direito de buscar a Justiça em uma sociedade em pleno exercício do Estado Democrático de Direito. Não o teria em caso de ditaduras, nem armadas e nem ‘de toga’. O ICL não se intimida com tentativas de assédio judicial e reafirma a qualidade de suas práticas jornalísticas”, reagiu Leandro Demori, diretor de jornalismo do ICL Notícias..

O piloto trabalhou de novembro de 2023 até o começo deste mês na empresa Táxi Aéreo Piracicaba, conhecida pela sigla TAP. Ele começou atuando como piloto de voos do Primo e depois passou a atender Beto Louco. Os dois estão foragidos da Justiça.

A TAP é administrada pelo empresário Epaminondas Chenu Madeira. O ICL Notícias teve acesso a conversas de Whatsapp entre Mattosinho e Epaminondas, em que o dono da TAP cita “Beto” e “Moha”, referindo-se a Beto Louco e Mohamed (Primo).



Mauro Caputti Matosinho e Epaminondas Chenu Madeira

“Irmão ta foda a situação Beto e Moha Velho. Eu voltando vamos trocar uma ideia. Pra nós alinhar. Mas os caras lá tão foda. Mas to carregando nas costas sozinho”, escreveu Epaminondas no dia 14 de março de 2025, às 16h50. A reportagem transcreveu a mensagem da maneira como ela foi escrita.

Procurada, a defesa de “Primo” informou que não irá se manifestar. Já o advogado de “Beto Louco”, Celso Vilardi, não retornou os contatos.



A TAP operava cinco aeronaves em 2023 e, neste ano, passou a operar dez, de acordo com Mattosinho.

Em nota, a empresa informou “desconhecer qualquer declaração atribuída a funcionário sobre aquisição de aeronaves” e atuar “em observância à lei”. A empresa afirma que “não tinha conhecimento do envolvimento de investigados na Operação Carbono Oculto até sua deflagração”.

“Por fim, não pode fornecer informações sobre clientes ou passageiros sem autorização destes ou por requisição das autoridades competentes”, acrescentou, em nota.

Aeronaves em nome de terceiros

Mattosinho diz que Rueda viaja constantemente em jatos operados pela mesma empresa, embora ele não fosse o piloto destes voos. Era mencionado como “Ruedinha”, diminutivo de seu nome.

A vida de luxo e as polêmicas que envolvem o político foram relatadas no ano passado em reportagem do UOL.

“[Rueda] É uma pessoa que já fazia negócios com a Táxi Aéreo Piracicaba desde quando eu cheguei lá como funcionário, aproximadamente dois anos atrás. Ele já era um nome que circulava como [sendo] sócio em uma aeronave de pequeno porte”, lembra.

A aeronave à qual ele se refere é o jato bimotor Raytheon 390 Premier, matrícula PR-JRR.

De acordo com os registros da Anac, a aeronave pertence à empresa Fênix Participações, controlada pelo advogado Caio Vieira Rocha, filho do ex-ministro César Asfor Rocha; pelo ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos-CE) e por um dono de concessionárias de Pernambuco.

Falando em nome dos sócios, Vieira Rocha negou que Rueda tenha participação na aeronave ou tenha viajado nela.

”Antonio Rueda não é proprietário da aeronave e nem sócio de nenhuma das 3 empresas sócias da aeronave”, escreveu Vieira Rocha.

Conforme registros oficiais,o jatinho foi comprado pela Fênix por US$ 2,3 milhões (R$ 13 milhões), em 2 de outubro de 2024. A transação foi feita com a RZK Empreendimentos Imobiliários, que havia adquirido a aeronave em 2014.

A RZK pertence a José Ricardo Rezek, que é doador do União Brasil, dentre outros partidos, e próximo a Antônio Rueda. Rezek estava na lista de convidados do aniversário de 50 anos do presidente da legenda este ano. A empresa informou por meio de nota que nunca vendeu nenhuma aeronave a Rueda. “Ele jamais atuou como intermediário em qualquer compra e venda e muito menos participou das negociações. A aeronave citada foi regularmente vendida à Fênix Participações Ltda., em conformidade com todas as normas legais, devidamente registrada na Anac”, acrescentou.

Os outros três jatinhos bimotores que, segundo o piloto, teriam sido adquiridos com participação de Rueda são: um Gulfstream G200, matrícula PS-MRL; um Citation Excel, matrícula PR-LPG; e um CitationJet 2, matrícula PT-FTC.

O Gulfstream G200 e o Citation Excel pertencem a empresas controladas pela Bariloche Participações S/A, empresa com capital social de R$ 110 milhões e controlada por fundos de investimentos geridos pelo banco Genial.

Um único cotista do Viena Fundo de Investimento Multimercado é dono do patrimônio da Bariloche, de acordo com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM). Sua identidade não é divulgada em documentos públicos.

“Rueda não tem relação com a Bariloche Participações S.A., tampouco é ou foi cotista do Viena Fundo de Investimento Multimercado”, informou a assessoria do presidente do União Brasil.

A quarta aeronave citada pelo piloto, o CitationJet, está em nome da Serveg Serviços.

Localizada em imóvel da periferia de Imperatriz (MA), a empresa tem como atividade principal criação de bovinos, mas registra atividades secundárias diversas, que vão de serviços de malote não realizados pelos Correios a limpeza, conforme cadastro na Receita Federal. A firma está em nome de Antonia Viana Silva Soares.

Procurada, ela disse que desconhece as atividades da Serveg. “Não sei o que você está falando, não”, disse ela, desligando o telefone. Em seguida, bloqueou o número de contato da reportagem.

O uso de fundos de investimento para ocultar patrimônio ou para realizar operações de lavagem de dinheiro foi uma das principais descobertas das operações recentes da PF que miraram no PCC e em empresas financeiras sediadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Interesse em aeronave que foi à Grécia

Mattosinho afirmou que o presidente do União Brasil tinha interesse em adquirir uma quinta aeronave, um Gulfstream de Série 550, matrícula PS-FSR, capaz de realizar viagens intercontinentais. A negociação desse modelo de luxo começa a partir de US$ 10 milhões (R$ 54,5 milhões). O piloto não sabe se a transação foi concretizada.

O jatinho foi colocado à venda em julho deste ano, conforme anúncio publicado nas redes sociais de uma empresa que comercializa aeronaves.

No entanto, o site da empresa informava nesta semana que ela não está mais disponível.

A aeronave está registrada em nome do agente de jogadores Luís Fernando Garcia, dono da Elenko Sports. Ele negou ao ICL Notícias que seu jatinho tenha sido vendido e que Rueda tenha realizado viagens nele.

Garcia bloqueou o contato da reportagem no aplicativo. Ele alegou que não responderia aos questionamentos por entender que se trata de negócios particulares.

Em agosto, Rueda reuniu políticos, empresários e artistas para comemorar seus 50 anos na ilha grega Mykonos, que faz parte de um arquipélago no Mar Egeu.

O site de monitoramento global de voos, Adsb Exchange, mostra que o Gulfstream viajou em 31 de julho de Brasília à região de Mykonos, na Grécia. O aniversário de Rueda foi comemorado do dia primeiro ao dia 4 de agosto na ilha.

Ainda segundo o site de monitoramento, a aeronave saiu dia 10 da região em direção ao Brasil, aparecendo próximo a Sorocaba (SP) no dia 11.

O dono da TAP enviou mensagens de Whatsapp a Mattosinhos no dia 6 de agosto, falando sobre o serviço na Grécia, aos quais também tivemos acesso. “Irmão. Tô numa correria absurda com avião lá na Grécia. Pode tocar com Brunão pfv Ta foda aqui. 2 dias varados.

“Acompanhando programação da Grécia”, escreveu Epaminondas ao funcionário.



À reportagem, Rueda disse ter viajado em voo comercial da British Airways para a Grécia, dias antes do voo identificado pela reportagem. E negou ter adquirido a aeronave citada pelo piloto.

Investigado do governo Bolsonaro

A TAP está oficialmente registrada no nome da mãe de Epaminondas Chenu Madeira. O empresário, e também piloto, no entanto, é quem toca os negócios. Ele é sócio de outras duas empresas de táxi aéreo, a ATL Airlines e a Aviação Alta.

Mattosinho afirma que pilotava o bimotor Israel G150, prefixo PR-SMG, que pertence aos donos da Copape Produtos de Petróleo. Primo e Beto Louco ainda seriam sócios ocultos de Epaminondas na compra de outros dois jatinhos.

Documentos públicos mostram que a ATL Airlines e a Aviação Alta são cotistas da Capri Fundo de Investimento em Participações, que tem como representante legal Rogério Garcia Peres, alvo da operação realizada pelo MP-SP contra o esquema do PCC. Ele está foragido.

Advogado, Peres é apontado pela promotoria como “administrador de fundos de investimento, amplamente envolvido com o grupo Mohamad, sócio em postos de combustíveis”.

Ele foi nomeado em 17 de setembro de 2019 pelo Secretário Executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, para exercer o mandato de Conselheiro, representante dos Contribuintes, junto à Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do ministério.

A pasta à época era chefiada por Paulo Guedes.

Segundo o MP-SP, Peres também seria o controlador da Altinvest Gestão e Administração de Recursos de Terceiros, também alvo da operação.

A gestora de fundos aparece como administradora do fundo Capri em um relatório de demonstração financeira de 2024, registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o nome Ruby Capital Gestão e Administração de Recursos de Terceiros.

A reportagem apurou, no entanto, que o CNPJ registrado no documento com este nome é o mesmo da Altinvest.

Mattosinho afirma que o nome da Ruby foi citado por Epaminondas Madeira e por um advogado da TAP, durante um diálogo que mantiveram quando o piloto apresentou sua demissão.

De acordo com o piloto, o advogado de Epaminondas afirmou que o “Ruby estava intacto”, querendo dizer que o fundo não tinha sido identificado pelas operações da PF e do MPSP, o que revelou não ser verdade já que a Altinvest foi alvo da Operação Carbono Oculto.

Fonte: Brasil de Fato / conteúdo originalmente publicado em ICL Notícias 

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Açaí Nova Cruz

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