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Estudo mostra que abandonar o consumo regular da leguminosa eleva em até 20% a chance de obesidade. Feijão faz parte do prato tradicional
Odu Mazza / Getty Images
Enquanto ainda se popularizam dietas que incentivam cortar arroz, feijão ou pão, novos dados mostram que essa estratégia não só é desnecessária, como pode ser prejudicial.
Um levantamento realizado pela startup brasileira Fit Lab, baseado no registro alimentar de 55 mil brasileiros, aponta que quem perde peso com constância mantém no prato exatamente os alimentos que muitos acreditam serem “proibidos”: arroz, feijão e pão. A constatação reforça uma tendência crescente no país — é possível emagrecer sem abrir mão do básico da mesa brasileira.
O cenário global acompanha o movimento. Segundo o relatório Fitness App Market, do Business of Apps, mais de 345 milhões de pessoas recorreram a “aplicativos fitness” no último ano para entender como se exercitar e o que comer — os apps somaram 850 milhões de downloads.
No Brasil, os dados analisados indicam que mesmo nas fases em que mais emagreceram, os usuários continuaram consumindo arroz e feijão todos os dias, sem prejuízo para o processo de perda de peso.
A explicação passa pelo que de fato compõe um prato tradicional. A combinação de 150 g de arroz com 100 g de feijão, vegetais, uma fonte de proteína magra e um fio de azeite soma entre 300 e 400 kcal e entrega proteínas, fibras, vitaminas e minerais essenciais. Especialistas confirmam que arroz e feijão se complementam nutricionalmente, formando uma proteína completa e colaborando para a saciedade.
O feijão, em especial, tem efeito protetor. Um estudo publicado em 2023 pela Faculdade de Medicina da UFMG revelou que quem deixa de consumir a leguminosa tem até 20% mais chance de desenvolver obesidade e 10% mais chance de excesso de peso, em comparação com quem mantém o hábito de comer feijão de cinco a sete vezes por semana.
Isso acontece porque o alimento é rico em fibras e proteínas vegetais, que tornam a digestão mais lenta, estabilizam a glicemia e prolongam a sensação de saciedade. Segundo a nutricionista Tatiane Lourenço, esse é um mecanismo bem conhecido. “As fibras formam um gel no estômago, retardam o esvaziamento gástrico e ajudam a regular a fome ao longo do dia”, explica.
Ela reforça que retirar o feijão da rotina pode levar a escolhas piores. “Muita gente acaba substituindo a leguminosa por alimentos ultraprocessados, que têm menor qualidade nutricional e aumentam o risco de ganho de peso”, afirma.
O levantamento com 55 mil usuários também mostrou que muitos deles comeram cerca de 150 g de arroz e 50 g de pão por dia e, ainda assim, perderam peso — desde que mantivessem o equilíbrio calórico.
Para Renata Ikeda, idealizadora do estudo, a chave está na constância. “Por muito tempo, acreditou-se que emagrecer significava abrir mão do que se gosta. Mas é possível ter resultados sem culpa e sem terrorismo nutricional, apenas entendendo o próprio consumo”, diz.
Os dados reforçam que o problema não é o arroz ou o feijão, mas o excesso de calorias vindas de itens ultraprocessados, bebidas açucaradas e lanches ricos em gordura.
Quando combinados de forma equilibrada, os alimentos tradicionais seguem sendo aliados sólidos da saúde metabólica. Em um país onde essa dupla faz parte da cultura e da memória afetiva, preservar o prato básico pode ser o caminho mais consistente — e mais brasileiro — para alcançar metas reais de peso e bem-estar.
Fonte: Metrópoles
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Presidente afirmou estar “feliz” com decisão de Donald Trump sobre tarifas agrícolas, elogiou Haddad e reforçou que o Brasil precisa de solidez
Lula: "Hoje estou feliz porque o presidente Trump começou a reduzir algumas taxas" | YouTube / Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão do presidente americano Donald Trump de reduzir tarifas que afetavam diretamente produtos brasileiros, ressaltando que esse é o resultado de respeito mútuo e trabalho. Lula falou sobre as negociações para redução das sobretaxas em discurso na abertura do Salão Internacional do Automóvel, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
O Brasil foi um dos países mais taxados pelos Estados Unidos nos últimos meses. Segundo Lula, a relação diplomática entre países foi importante na redução das tarifas.
“Hoje estou feliz porque o presidente Trump começou a reduzir algumas taxas. Essas coisas vão acontecer quando a gente começa a galgar o respeito das pessoas.... Ninguém respeita quem não se respeita. Em política e em economia, não tem mágica, você tem que fazer aquilo que é possível fazer, na hora que é possível fazer, sem pegar ninguém de sobressalto. Tudo tem seu tempo”, disse Lula
O presidente lembrou que à época do anúncio do tarifaço dos Estasdeos Unidos, "todo mundo começou a entrar em crise", mas ele sabia que era preciso esperar a "febre baixar".
"Eu não costuma tomar decisão quando estou com 39 graus de febre. Eu prefiro esperar a febre baixar, porque se não você vai tomar decisão errada", reforçou.
Oscilações da Bolsa “não afetam o trabalhador”, diz presidente
O presidente reforçou que decisões econômicas precisam de previsibilidade e criticou anúncios feitos de maneira intempestiva, que podem gerar instabilidade no mercado financeiro.
Em um tom mais didático, Lula afirmou que trabalhadores comuns não são diretamente impactados pelas variações da Bolsa de Valores.
“Não é preciso comunicar ninguém à meia-noite que o presidente vai fazer um decreto. É melhor comunicar ao meio-dia. Se for feito corretamente, você não tem que ter medo se a Bolsa vai subir ou cair. Quando a Bolsa cai, o trabalhador não perde nada; quando a Bolsa sobe, ele também não perde nada.”
Elogio a Haddad e aprovação da reforma tributária
Ao falar sobre estabilidade institucional, Lula voltou a elogiar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a articulação política que permitiu aprovar a reforma tributária, mesmo com um Congresso majoritariamente oposicionista.
O presidente destacou ainda que a proposta passou em um Congresso majoritariamente oposicionista e, segundo ele, deve baratear investimentos no Brasil.
“O país precisa de solidez, tranquilidade e seriedade. Eu tenho muita sorte. Escolhi o Fernando Haddad, que conseguiu fazer a reforma tributária mais democrática deste país. Tenho só 70 deputados entre 513 e apenas nove senadores entre 81. Mesmo assim, aprovamos a reforma tributária que entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 para baratear o custo dos investimentos no Brasil.”
Revogação de Tarifas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (20) uma ordem executiva que determina a retirada da tarifa de 40% aplicada à importação de determinados produtos agrícolas brasileiros.
No documento, Trump afirma que o monitoramento das circunstâncias permanecerá ativo e que novas medidas poderão ser adotadas, caso consideradas necessárias.
O decreto revoga tarifas sobre algumas commodities agrícolas brasileiras, alimentos básicos e processados, fertilizantes essenciais para a produção agrícola, insumos industriais estratégicos e peças técnicas voltadas ao setor aeronáutico.
O que diz o Itamaraty
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirma que recebeu a decisão com "satisfação" e afirma que o governo brasileiro "reitera sua disposição para continuar o diálogo como meio de solucionar questões entre os dois países, em linha com a tradição de 201 anos de excelentes relações diplomática".
"O Brasil seguirá mantendo negociações com os EUA com vistas à retirada das tarifas adicionais sobre o restante da pauta de comércio bilateral", diz o Itamaraty.
Fonte: SBT NEWS
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