- Em Ruy Barbosa: O vereador avaliou que a disputa local exige líderes que conheçam a realidade das ruas. Ele destacou que a população busca nomes com capacidade de gerar emprego, renda e que mantenham um canal aberto de comunicação com a sociedade.
- No Estado da Bahia: Para a eleição majoritária e proporcional baiana, o emedebista previu um embate acirrado e muito estratégico. Ele pontuou que o peso das alianças partidárias será decisivo e que a região centro-norte precisa consolidar sua representatividade para garantir atenção e recursos do governo estadual.
domingo, 30 de agosto de 2026 . 18:57
Em entrevista, vereador Ney Dias explica apoio a Miguel Pamponet
2ª Grande Cavalgada dos Filhos da Terra acontece neste domingo 6 de setembro
Neste domingo, dia 6 de setembro, acontece a 2ª Grande Cavalgada dos Filhos da Terra.
A concentração e saída estão marcadas para as 10h da manhã, na Rua do Açude, com destino ao Sítio da Margarida, do vice-prefeito João Cintra
Prepare-se para viver o verdadeiro encontro de vaqueiros, amazonas e amigos! 🐎❤️
🎶 GRANDES ATRAÇÕES MUSICAIS:
🎤 Netinho Xodó
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Dia 6 de setembro é dia de cavalgada, amizade e muita vaqueirama!
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O maior encontro de vaqueiros e amazonas da região!
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Jovem de Macajuba aguarda regulação após sofrer fratura grave em acidente de moto
Uma jovem de 28 anos, identificada como Jinqueli Oliveira dos Santos, aguarda transferência hospitalar após sofrer um grave acidente motociclístico. A paciente, que reside no município de Macajuba, deu entrada inicialmente no Hospital Regional de Ruy Barbosa - Santa Casa de Misericórdia, onde foi diagnosticada com uma fratura no planalto tibial do joelho esquerdo.
Ansiedade: especialistas explicam causas, fatores e soluções ao Dr. Kalil
Ao CNN Sinais Vitais, Maria Alice Fontes, neuropsicóloga, e Márcio Bernik, chefe do ambulatório de ansiedade do HCFMUS, apontam desigualdade social, excesso de informação e redes sociais como fatores que agravam a ansiedade em crianças e adolescentes
A ansiedade entre crianças e adolescentes tem crescido de forma preocupante, e especialistas apontam uma combinação de fatores individuais, históricos e ambientais como responsáveis por esse fenômeno. Em conversa com o Dr. Roberto Kalil durante o CNN Sinais Vitais, a neuropsicóloga Maria Alice Fontes e Márcio Bernik, chefe do ambulatório de ansiedade do HCFMUSP, detalharam as principais causas e os elementos que tornam as faixas mais jovens da população especialmente vulneráveis.
Segundo Maria Alice Fontes, a ansiedade resulta da convergência de três grandes dimensões: a vulnerabilidade individual de cada pessoa, a história de vida e o ambiente em que se vive.
"Quando juntam esses três fatores, você pode ter realmente uma incidência maior de ansiedade", afirmou. Ela também destacou que questões estruturais da sociedade, como a desigualdade social, problemas de gênero e a pobreza, contribuem significativamente para o desencadeamento do transtorno.
Excesso de informação e redes sociais
Márcio Bernik ressaltou que as faixas mais jovens da população apresentam índices mais elevados de ansiedade e transtornos mentais em geral do que as gerações mais velhas.
Para ele, parte desse fenômeno pode estar relacionada à crescente obsessão com a saúde mental, "que faz com que as pessoas se virem muito para dentro e se observem mais", levando a uma maior detecção de problemas.
Outro fator apontado é o excesso de exposição a notícias: "Eu hoje, no meu celular, eu sei em segundos que está tendo uma crise na Bolsa de Tóquio, não que isso seja relevante na minha vida, ou que caiu um avião na Tailândia", exemplificou.
As redes sociais também foram apontadas como um fator de risco relevante, especialmente entre meninas.
Márcio Bernik explicou que as mulheres são mais vulneráveis a críticas na sociedade e que existe, na cultura das meninas nas mídias sociais, "uma certa agressividade encoberta entre elas, mesmo entre amigas".
Segundo ele, esse ambiente digital tende a vulnerabilizar ainda mais aquelas que já possuem predisposição à ansiedade, sem que seja, necessariamente, a causa direta dos transtornos de ansiedade.
Cafeína e vulnerabilidade individual
Sobre o consumo de cafeína, Márcio Bernik adotou uma postura cautelosa e ponderada. Para ele, o impacto da substância é dose-dependente e varia conforme a vulnerabilidade de cada indivíduo.
"A cafeína, eu acho que existe uma reação dose dependente. Tem pessoas mais vulneráveis", afirmou, descartando que ela seja necessariamente um vilão universal.
O especialista reforçou que esses fatores externos tendem a agravar quadros em pessoas que já apresentam alguma predisposição, em vez de serem, por si sós, as causas primárias dos transtornos de ansiedade.
Fonte: CNN Brasil
Vasco vence o Cruzeiro sob olhar de Lamacchia e dorme fora do Z4
Tchê Tchê comemora gol do Vasco sobre o Cruzeiro Imagem: Matheus Lima/Vasco
O Vasco venceu o Cruzeiro e respirou um pouco fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. O placar por 3 a 1, hoje, em São Januário significou a primeira vitória no campeonato sob o comando do técnico Pedro Emanuel.
Os gols do jogo foram de Tchê Tchê, Lucas Freitas e David. Felipe Morais descontou para o Cruzeiro.
Para o Vasco, o resultado foi crucial para melhorar o cenário na briga para fugir do Z4. O time chegou a 25 pontos, passando temporariamente Remo, Mirassol e Internacional, que ainda jogam nesta rodada. Por isso, o cruz-maltino pelo menos dorme fora da zona.
O técnico Pedro Emanuel já tinha comandando vitórias importantes do Vasco na Copa do Brasil e na Sul-Americana. Mas vivia uma série de cinco jogos sem vencer no Brasileirão (três derrotas e dois empates). Agora, veio o primeiro resultado positivo no campeonato.
O Cruzeiro pagou o preço de ter poupado o time titular pensando no duelo de terça-feira, contra o rival Atlético-MG, nas quartas de final da Copa do Brasil.
O placar só não foi mais elástico a favor do Vasco porque o goleiro Otávio teve atuação muito boa, sobretudo no primeiro tempo.
O time mineiro parou nos 39 pontos, ficando em quinto.
Na próxima rodada, o Vasco tem pela frente o clássico contra o Fluminense, sábado, às 21h, no Maracanã. Antes, pela Copa do Brasil, o time encara o Vitória, em Salvador, quarta-feira.
Já o Cruzeiro tem como próximo desafio no Brasileiro o Athletico, domingo que vem, às 16h, no Mineirão.
Lamacchia em campo
Antes de a bola rolar, Marcos Lamacchia, candidato a ser o novo dono da SAF do Vasco, apareceu no gramado — já com a nova terceira camisa, que também estreou hoje. Ele já tinha passado pelo campo antes da derrota para o Palmeiras e fez o "tour" pela primeira vez diante da torcida na Colina.
A torcida do Vasco levou uma faixa para a arquibancada com a foto de Marcos e o pai com a camisa do clube, sob a inscrição: "Bem-vindos à Barreira do Vasco".
Ontem, a Justiça publicou o edital de venda da SAF em um passo que representa avanço para desfecho do trâmite para que o enteado de Leila Pereira e herdeiro da Crefisa assuma o controle do futebol vascaíno.
O que deu certo no Vasco
Com a opção de Artur Jorge de usar os reservas no Cruzeiro, o coletivo do Vasco se sobressaiu.
Apesar da torcida ter passado alguns momentos de irritação por decisões equivocadas de Adson, o cenário ficou favorável ao time da casa.
Tanto que o goleiro Otávio fez sete defesas no primeiro tempo, com direito a um voo após cabeçada de Adson já dentro da pequena área.
O que Otávio não conseguiu parar foi o chute de Tchê Tchê, após ganhar disputa com Matheus Henrique e sair de cara para o goleiro. Na comemoração do gol aos 32 minutos do primeiro tempo, o sinal de calma para a torcida do Vasco.
No time de Pedro Emanuel, a atuação de Colidio foi muito boa também, gerando espaços na frente e incomodando a zaga cruzeirense. Um dos reforços da janela atual, o argentino já caiu nas graças da torcida. Assim como Sosa, foi ovacionado pela galera quando saiu na etapa final.
No segundo tempo, a festa ficou completa e mais tranquila para o time da casa com o gol do zagueiro Lucas Freitas, após cruzamento de Lucas Piton.
O detalhe da jogada foi a sagacidade de Cuesta de deixar a bola passar no primeiro poste e desmantelar a defesa cruzeirense.
O Cruzeiro melhorou quando Artur Jorge recorreu a alguns titulares, sobretudo após a entrada de Matheus Pereira. Mas era noite de Vasco, que venceu um adversário que, em tese, seria complicado.
A cereja no bolo vascaíno foi o gol de David, já aos 46 minutos do segundo tempo, com David aproveitando cruzamento de Ramon Rique. 3 a 0.
O baile da Colina ainda teve um gol de Filipe Moraes para o Cruzeiro, já aos 49 minutos do segundo tempo. A confirmação veio com participação do impedimento semiautomático. Mas nada que atrapalhasse a festa dos donos da casa.
Fonte: UOL
Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Augusto Cury à Globo
Candidato à Presidência da República pelo Avante foi entrevistado, neste sábado (29), pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Augusto Cury na bancada para entrevista com Renata Vasconcellos e César Tralli — Foto: Manoella Mello/Globo
O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, foi entrevistado neste sábado (29) pela Globo.
Conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio, a entrevista faz parte de uma série realizada com presidenciáveis. É a primeira vez que as sabatinas com postulantes ao Palácio do Planalto são exibidas após o "Jornal Nacional", e não durante o telejornal.
A emissora convidou os seis mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Augusto Cury. Leia:
"Você sabe, as bets [faturam] R$ 30 milhões – 30 bilhões por mês. No final do ano, R$ 360 [bilhões], R$ 400 bilhões."
— Foto: g1
A declaração é #FAKE: Veja por quê:
Os valores mencionados por Augusto Cury são cerca de dez vezes maiores do que os números reais de receita das bets, tanto na média mensal quanto no valor anual, segundos dados de 2025 da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
Em 2025, as empresas de apostas obtiveram uma receita bruta (valor sem descontos e impostos) de R$ 37 bilhões, o que corresponde a uma média mensal de R$ 3,08 bilhões.
"Sabe quanto as bets pagam de imposto? Pagam 12%."
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
O percentual mencionado pelo candidato está desatualizado. Em 26 de dezembro de 2025, o governo federal sancionou a Lei Complementar 224/2025, que aumenta gradualmente os impostos cobrados sobre as bets no país.
Em 2025, a taxação sobre o rendimento bruto das empresas de apostas era de 12%, conforme estipulado pela Lei das Bets, sancionada em 31 de dezembro de 2023.
A lei complementar definiu que o imposto cobrado passaria para 13% em 2026. O texto também determinou que a taxação subirá para 14% em 2027 e 15% em 2028.
"[A] Cada 1 ponto percentual da taxa Selic, nós pagamos quase R$ 100 bilhões a mais para rolar a dívida federal."
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
Mensalmente, o Banco Central divulga a nota "Estatísticas fiscais”, que mostra o impacto de uma alta de 1 ponto percentual na Selic, mantida por 12 meses, sobre a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) e a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP). A DLSP aponta quanto o setor público — que inclui governos federal, estadual e municipal, mas exclui estatais e o Banco Central — deve depois de descontados os valores que tem a receber. Já a DBGG considera apenas o total das dívidas do governo federal, dos estados e dos municípios.
Segundo a divulgação mais recente, de 31 de julho, o impacto estimado da elevação de 1 ponto percentual da Selic na DBGG seria de R$ 60,6 bilhões, enquanto o impacto na DLSP, de R$ 66,1 bilhões.
Segundo as estimativas apresentadas da edição de 30 de junho do mesmo relatório, uma alta de 1 ponto percentual na Selic, mantida por 12 meses, teria impacto de R$ 59,3 bilhões na dívida bruta. Na dívida líquida, o impacto seria de R$ 65,0 bilhões.
"Sabe quanto tempo demora para ter uma consulta com um oftalmologista [pelo SUS]? 57 dias. Com cardiologista também. Em Brasília, tem dados que são mais de 100 dias."
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
O jornal "O Globo" publicou, em março de 2025, uma reportagem detalhando números do Ministério da Saúde obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI). Eles mostram que pacientes precisaram aguardar, em média, quase dois meses (57 dias) para serem atendidos em 2024 no Sistema Único de Saúde (SUS). Mas o cálculo engloba as 57 especialidades, nas 27 unidades da federação, e não apenas a espera para consultas de oftalmologia.
Ao fazer o recorte do tempo de espera para consultas oftalmológicas no SUS, que representaram a principal demanda do Sistema em 2024, com cerca 175,9 mil solicitações, o tempo de espera salta para 83 dias, quase três meses, considerando a média no país.
No caso do tempo de espera para consultas na especialidade de cardiologia, é possível calcular uma média em torno de 52 dias.
Ao Fato ou Fake, a assessoria de imprensa de Augusto Cury mencionou justamente a reportagem de “O Globo” como fonte dos números citados por ele na entrevista.
Mas o levantamento não tem um dado específico sobre a capital federal. Com relação ao DF, o registro correspondente a 2024 foi de uma média de espera para consultas de oftalmologia de 180,9 dias – e, para cardiologia, de 104,2 dias. Nas duas especialidades, o DF tem uma das filas mais demoradas do país em comparação com outros estados da federação.
"Sabe quantas mulheres morreram [por feminicídio] no ano passado? Foram 1.571."
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 23 de julho deste ano, 3.539 mulheres foram assassinadas em 2025 no Brasil.
O relatório também aponta que, deste total, 1.571 foram vítimas de feminicídio, que ocorre quando o assassinato envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima.
"Um chinês emite quatro vezes mais carbono que um brasileiro; um americano, sete vezes mais."
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM: Veja por quê:
De acordo com os dados mais recentes da Our World In Data, projeto liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, um brasileiro emite, em média, 2,37 toneladas de CO2 por ano. Um chinês emite 7,9 toneladas. E um americano, 14,76 toneladas.
Mas esses dados não incluem o índice “Mudança no Uso da Terra e Florestas”, que considera também as emissões causadas por desmatamento. Considerando esse fator, também com dados da Our World In Data, a relação entre Brasil, China e Estados Unidos muda.
O Brasil tem uma emissão de CO2 per capita de 9,82 toneladas — quase quatro vezes maior do que a registrada sem considerar o desmatamento. Continua sendo menor que o índice per capita dos Estados Unidos, que é de 14,52 toneladas por ano, mas com uma diferença menos expressiva. E supera a emissão per capita da China, que é de 8,43 toneladas por ano.
Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria do candidato Augusto Cury confirmou que a fonte usada para a afirmação foi a Our World in Data.
"Nós temos que dobrar a produção de alimentos do Brasil nos próximos dez anos. Nós produzimos 350 milhões de toneladas, precisamos produzir 700 milhões de toneladas."
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
Os dados mais recentes publicados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), referentes a 2024/2025, apontam que a safra brasileira chegou ao recorde de 350,2 milhões de toneladas.
O volume foi 16,3% maior que o da safra 2023/24, com 49,1 milhões de toneladas colhidas a mais. Milho, soja, arroz e algodão representam, juntos, cerca de 47 milhões de toneladas desse aumento.
O recorde, até então, era o da safra 2022/23, com 324 milhões de toneladas.
Participaram da checagem: Arthur Stabile, Camilla Alcântara, Gabriel de Campos, Gustavo Petró, Jorge Fofano, Mel Trench, Roney Domingos, Victória Cócolo e Vinícius Cassela.
Fonte: G1 Globo
São Paulo vence o RB Bragantino e encerra jejum de dez jogos no Brasileiro
Tricolor, que não vencia um jogo na competição nacional desde abril, voltou a respirar após triunfo dentro de casa
Gustavo Santana celebra seu gol na vitória do São Paulo sobre o RB Bragantino • Rubens Chiri
Alívio no Morumbis. O São Paulo colocou um ponto final no longo jejum e venceu o Red Bull Bragantino por 2 a 1 neste sábado (29), em duelo válido pela 25ª rodada do Brasileiro.
A equipe comandada por Dorival Júnior não vencia na competição há dez jogos. O último triunfo havia sido contra o Mirassol, em casa, no dia 25 de abril, quando o time ainda era comandado pelo técnico Roger Machado.
Neste longo período de sufoco, crise e pressão do torcedor, foram quatro empates e seis derrotas no Brasileirão.
Agora, o Tricolor Paulista sobe na tabela e alcança a 11ª colocação, somando 30 pontos. O Bragantino, por sua vez, se mantém em oitavo lugar com 35 pontos.
Gols e resumo do jogo
Se antes de a bola rolar, a torcida se mostrava apreensiva com a situação da equipe na tabela, o clima de tensão acabou logo aos 12 minutos do primeiro tempo com gol de Luciano.
Após ser derrubado por Pedro Henrique na grande área, Luciano cobrou pênalti no canto direito para estufar as redes de Volpi. Antes do intervalo, o jovem Gustavo Santana ampliou o marcador para o Tricolor, marcando seu primeiro gol entre os profissionais.
A tônica do segundo tempo foi de um São Paulo recuado e apostando nos contra-ataques. Já o Massa Bruta seguia com mais posse de bola e chegou a diminuir o placar aos 44 minutos com Fernando, após cruzamento de Juninho Capixaba.
Apesar da pressão do Bragantino nos acréscimos, o 2 a 1 se manteve no placar, para alívio e festa do torcedor são-paulino.
Próxima rodada
Pela 26ª rodada do Brasileiro, o São Paulo recebe o Atlético-MG no Morumbis, no próximo sábado (05). No mesmo dia, o Bragantino enfrenta o Bahia no interior paulista.
Fonte: CNN Brasil
Cury propõe ministério da IA, drones contra feminicídios e treinar embaixadores para serem influencers
Os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli conduzem nesta semana entrevistas da Globo com os candidatos à Presidência da República, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, defendeu neste sábado (29), em entrevista à Globo, a criação de um Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o uso de drones no combate ao feminicídio e o treinamento de embaixadores e funcionários de representações brasileiras no exterior para atuarem como influenciadores digitais.
As propostas foram apresentadas por Cury ao falar sobre segurança pública, estrutura do governo e política externa.
Augusto Cury na bancada para entrevista com Renata Vasconcellos e César Tralli — Foto: Manoella Mello/Globo
Ministério da IA
Cury afirmou que pretende cortar de oito a dez ministérios para reduzir despesas, mas não especificou quais pastas seriam extintas. Segundo ele, uma “análise criteriosa” ainda seria necessária para definir as mudanças.
Apesar de defender a redução do número de ministérios, o candidato afirmou que seria necessário criar novas estruturas em algumas áreas. Cury propôs um Ministério da Segurança Pública e uma secretaria executiva ou um Ministério da Inteligência Artificial e Robótica.
“Se nós não tivermos uma secretaria executiva ou o Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o Brasil vai ser atropelado e pode ser que haja dezenas de milhões de desempregados, e ninguém fala sobre isso”, disse.
“Sim, nós vamos cortar, mas em algumas áreas nós temos que aumentar, e aumentar de maneira urgente”, acrescentou.
Drones contra feminicídios
Ao falar sobre o combate ao feminicídio, Cury defendeu mudanças na atuação da polícia, com maior uso de tecnologia e uma postura mais proativa das forças de segurança.
Entre as medidas, propôs o uso de drones que seriam acionados pelas delegacias em casos de violência contra a mulher. Segundo o candidato, os equipamentos poderiam chegar ao local antes dos policiais e emitir um alerta sonoro.
“[O drone] se aciona na delegacia, ele sai da delegacia antes do policial e ele faz uma sirene de alerta. E isso pode evitar que o predador, que age rapidamente, possa matá-la ou agredi-la”, afirmou.
Cury também propôs a criação de um aplicativo que permitiria às mulheres acionar diretamente as delegacias. Questionado sobre a falta de infraestrutura adequada de internet em parte do país, reconheceu que a ferramenta não estaria disponível em todas as cidades.
“Se tiver um aplicativo, certamente esse botão de alerta faz com que policiais sejam acionados mais rapidamente para socorrer”, disse.
Influenciadores nas embaixadas
Questionado sobre como conduziria a relação do Brasil com Estados Unidos e China, Cury defendeu a atuação de diplomatas profissionais nos temas mais relevantes, mas não respondeu como posicionaria o país diante das duas potências.
“Nas tarefas mais importantes, para pacificação, tem que ser diplomatas do mais alto nível”, afirmou.
Ao tratar de sua proposta para as embaixadas brasileiras, Cury disse que o Itamaraty é “perito em pacificação”, mas deveria também ser “perito em vender o Brasil lá fora”.
O candidato defendeu “repaginar” as embaixadas e capacitar diplomatas e outros funcionários para atuar como influenciadores, sem aumento de custos.
“Nós, em destaque, deveríamos treinar os embaixadores e também os colaboradores para serem influenciadores para vender melhor o Brasil lá fora, porque o Brasil não é vendido bem lá fora”, disse.
Segundo Cury, o país deveria ser apresentado no exterior como “supermercado do mundo e não como fazenda”. Ele também afirmou que seria necessário melhorar a imagem do agronegócio brasileiro. “O agricultor é vendido lá fora como se fosse um vilão”, afirmou.
Veja a íntegra da entrevista:
Série de entrevistas
A entrevista com Cury é a sexta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); na quarta (26), Renan Santos (Missão); na quinta (27), Lula (PT), e na sexta (28), Lula.
A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República — Foto: Divulgação
O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.
Quem é Augusto Cury
Nasceu em Colina (SP) em 1958. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e concluiu seu doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University em 2013, informa seu site.
Cury dedicou-se à pesquisa sobre as dinâmicas da emoção durante sua carreira. É pós-graduado na PUC de São Paulo e professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
Foi considerado o autor mais lido da última década no Brasil, pela revista "IstoÉ" e pelo jornal "Folha de S. Paulo". Recebeu o prêmio de melhor ficção do ano de 2009 da Academia Chinesa de Literatura pelo livro "O Vendedor de Sonhos", que foi adaptado para o cinema em 2016, com direção de Jayme Monjardim.
Augusto Cury e sua mulher, Suleima Cabrera Farhate Cury — Foto: Manoella Mello/Globo
Veja as principais propostas de Cury, registradas no plano de governo entregue ao TSE:
- Buscar déficit público próximo de zero durante o mandato, reduzindo custos e direcionando recursos para infraestrutura, educação e saúde.
- Adotar o semipresidencialismo, com um primeiro-ministro responsável pela condução do governo e o presidente exercendo funções de Estado.
- Estabelecer mandato de oito anos para ministros do STF, com idade mínima de 50 anos e mudanças nas regras de indicação e composição da Corte.
- Incentivar a criação de 10 milhões de novos empreendedores, com capacitação e acesso facilitado a crédito.
- Ampliar a educação em tempo integral, incorporando gestão da emoção, educação financeira e empreendedorismo ao currículo.
- Criar uma política nacional de inclusão de alunos neurodivergentes, como pessoas com autismo, TDAH e dislexia.
- Combater o feminicídio com botões de pânico, geolocalização e aplicativos de emergência, além de promover igualdade salarial e autoestima feminina.
- Regularizar até 5 milhões de moradias em dez anos em favelas e áreas vulneráveis, combinando titulação, capacitação e crédito.
- Impulsionar a produção no semiárido com irrigação, tecnologia hídrica e mecanização, em parcerias com Israel e China.
- Criar polos de comércio e serviços nas rodovias federais para estimular pequenos negócios, produtores locais e agroturismo.
- Atrair ou instalar 10 mil agroindústrias em oito anos, ampliando o processamento da produção agrícola no Brasil.
- Dobrar o número de cooperados, de 27 milhões para 54 milhões, expandindo cooperativas em diferentes setores.
- Transformar as embaixadas em polos de captação de negócios e promoção das exportações brasileiras.
- Expandir a telemedicina no SUS, com meta de atendimento preliminar em até 30 minutos nos casos compatíveis.
- Criar forças municipais de prevenção na segurança pública, aproveitando 5% dos servidores municipais, sem novas despesas operacionais.
Fonte: G1 Globo
Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Flávio Bolsonaro à Globo
Candidato à Presidência da República pelo PL foi entrevistado, nesta sexta-feira (28), pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Flávio Bolsonaro (PL) na bancada para ser entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli. — Foto: Globo/ Manoella Mello
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, foi entrevistado nesta sexta-feira (28) pela Globo.
Conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio, a entrevista faz parte de uma série realizada com presidenciáveis. É a primeira vez que as sabatinas com postulantes ao Palácio do Planalto são exibidas após o "Jornal Nacional", e não durante o telejornal.
A emissora convidou os seis mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Flávio Bolsonaro. Leia:
"[...] a prestação de contas [do filme ‘Dark horse’, cinebiografia de Jair Bolsonaro, pai de Flávio] foi feita, inclusive na investigação que estava acontecendo na Polícia Civil de São Paulo, por exigência minha, antes dos 30 dias. Inclusive, vi na própria imprensa, foi publicado no site do g1, a prestação de contas estava acontecendo."
— Foto: g1
A declaração é #FAKE: Veja por quê:
Em 13 de maio, o site The Intercept revelou um áudio enviado por Flávio Bolsonaro ao a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para pedir dinheiro para financiar o filme "Dark horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme.
Seis dias depois, o senador e candidato à Presidência afirmou, em entrevista coletiva: "Solicitei à produtora do filme que apresente, dentro de um prazo de 30 dias, um relatório detalhado sobre a utilização e o destino dos recursos empregados na produção do longa-metragem".
Em 15 de junho, o g1 publicou uma reportagem relatando que a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go UP Entertainment, responsável por “Dark horse”, apresentou um laudo alegando que o longa-metragem teria custado R$ 75,1 milhões, sendo que R$ 54 milhões foram gastos no exterior, e R$ 20,9 milhões, no Brasil.
Esse documento, anexado a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que investiga Karina (leia detalhes abaixo), não tem informações sobre a origem dos recursos, notas fiscais, recibos que comprovem os gastos do valor repassado por Vorcaro ou comprovante de transferência bancária.
Contratado pelos próprios advogados da empresária, o perito que assina o laudo afirmou ter elaborado a avaliação por meio de contratos, planilhas financeiras e extratos. Além disso, admitiu não ter acessado o fundo americano Havengate, apontado como o destinatário das transferências feitas por Vorcaro. A Polícia Federal (PF) considera a análise do caminho do dinheiro fundamental para entender a origem e o destino desses valores.
O relatório foi anexado a um inquérito da Polícia Civil de SP envolvendo uma ONG de Karina Fereira. O alvo é um contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital paulista, firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence à empresária e fica no mesmo endereço da Go UP Entertainment. A investigação apura se o dinheiro originalmente destinado à instalação de pontos de wi-fi foi usado na produção de "Dark horse".
Além disso, uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) apura os repasses de Vorcaro para a produção do filme. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça.
"É um patrocínio [dinheiro repassado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro] para um filme privado [‘Dark horse’] sobre o meu pai [Jair Bolsonaro]."
Selo Não é Bem Assim (Horizontal) — Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
Em entrevista à GloboNews em 14 de maio, Flávio Bolsonaro afirmou que recursos pagos por Daniel Vorcaro para bancar o filme "Dark horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, foram para um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador. O dono do Banco Master chegou a dar R$ 61 milhões.
Em 23 de julho, o ministro André Mendonça, o STF, autorizou a abertura de um inquérito para investigar essas transferências de Vorcaro.
A PF apura se parte desse dinheiro acabou sendo usada para bancar a estadia de Eduardo em território americano. O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme, nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.
Os investigdores também buscam saber se o valor foi depositado em troca de algum favor prestado por Flávio Bolsonaro ou por seu grupo político.
Como informou o blog de Andréia Sadi no g1 neste sábado (29), a PF apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos negócios envolvendo Flávio Bolsonaro e o filme. A investigação é saber se houve vantagem indevida envolvendo um agente público (um senador) e um agente privado (um ex-banqueiro).
O artigo 317 do Código Penal descreve o ato de "solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida".
Os investigadores querem saber se houve entrega de dinheiro, qual era a origem dos recursos, quem participou da transação, como o dinheiro circulou e qual foi o destino final.
A investigação também considera relevante o fato de que Vorcaro não queria aparecer como patrocinador de “Dark horse.
“Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos, se não me engano, no momento em que ele [Adriano Magalhães da Nóbrega] era um policial reconhecido, eu conhecia ele dentro do Bope [Batalhão de Elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro]. [Ele] não tinha feito absolutamente nada de errado, não tinha nada contra ele nesta época. Quando ele estava preso, acusado de homicídio, é porque na época tinha uma política dizendo o seguinte: ‘olha, primeiro a gente pune o policial, e depois ele explica se ele é inocente ou não’. Ele estava sendo falsamente acusado de ter cometido homicídio, e, na verdade, foi uma troca de tiros com traficantes. Depois, ficou comprovado que ele tinha trocado tiros com este traficante, e ele foi absolvido.”
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
Em outubro de 2003, na época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro fez a primeira homenagem ao então tenente Adriano da Nóbrega (leia o histórico). Em uma moção de louvor, ele destacou que o militar desenvolvia sua função com "dedicação" e "brilhantismo".
Em junho de 2005, o deputado fez nova homenagem a Adriano, com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O homenageado não compareceu à sessão, porque estava preso, acusado de homicídio (leia mais abaixo).
Em outubro de 2005, quatro dias depois que Adriano foi condenado pelo homicídio em júri popular, o então deputado federal Jair Bolsonaro, pai de Flávio, fez um discurso na Câmara dos Deputados em defesa de Adriano da Nóbrega. Bolsonaro contou que compareceu ao julgamento do PM – segundo ele, um "brilhante oficial".
O jornal “O Globo” teve acesso aos processos em que o ex-capitão Bope foi réu. A defesa chegou a afirmar que ele agiu para revidar um ataque a tiros e que Leandro dos Santos Silva era traficante e portava uma pistola. No entanto, essa versão não foi comprovada nos autos.
Leandro era guardador de carros registrado na CET-Rio e foi assassinado em 27 de novembro de 2003. Adriano da Nóbrega foi preso em janeiro de 2004 e condenado em outubro de 2005 pelo júri em primeira instância a 19 anos de prisão, mas ele recorreu. A sentença foi anulada, e o réu foi absolvido em um novo julgamento, em janeiro de 2007, não sob a alegação de legítima defesa – como seria o caso de uma troca de tiros – mas pela conclusão de que não foi possível confirmar a participação dele no homicídio.
Apontado como chefe do grupo de assassinos profissionais Escritório do Crime e de uma milícia no Rio, Nóbrega foi morto em um confronto com policiais em 2020, na Bahia.
Uma reportagem publicada por "O Globo" em 2021 relatou, dois dias após a morte de Adriano, a uma irmã dele, Tatiana Magalhães da Nóbrega, afirmou em um telefonema que "o jogo do bicho pagou a absolvição dele". Ela não especificou se esse suposto pagamento seria referente ao caso envolvendo o guardador de carros ou o atentado, em setembro de 2008, contra o pecuarista Rogério Mesquita, inimigo de bicheiros.
“Na época ele era um policial exemplar que estava sendo preso, que estava preso injustamente. Foi quando eu conheci os familiares dele, a mãe, principalmente, que participava de movimentos de defesa, né? De de esposas [...] esposas e mulheres de militares e policiais perseguidos injustamente. Então, ela liderava o movimento, como sempre foi minha bandeira defesa dos policiais, dos bons policiais, eu achei por trazer ela pra trabalhar comigo e ela fazia essa. Eu vou, eu vou te responder. E ela fazia essa intermediação, né? Das, das demandas das famílias de policiais militares com o meu gabinete. Trabalhava direitinho, sem problema nenhum. E só que mais uma vez, uma pessoa que estava presa injustamente. Ele foi absolvido depois dessa acusação pela qual ele estava preso, Renata."
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
A esposa de Adriano da Nóbrega, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, foi nomeada para o gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em agosto de 2007, no segundo mandato dele como deputado estadual. Na época, ele já havia sido preso por homicídio em 2004 e condenado em 2005. A sentença foi anulada, e Nóbrega acabou sendo absolvido em janeiro de 2007.
Em setembro de 2008, Adriano da Nóbrega voltou a ser preso, por um atentado ao pecuarista Rogério Mesquita, inimigo de bicheiros.
Em novembro do ano seguinte, a Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu sindicância por suspeita de envolvimento do policial com o jogo do bicho. Em dezembro de 2011, ele foi preso na Operação Tempestade do Deserto, que investigava o atentado contra o pecuarista.
Em agosto de 2012, foi posto em liberdade pela Justiça. Em 2014, acabou absolvido no caso.
Nóbrega consta do inquérito sobre o assassinato do contraventor José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, genro e herdeiro do espólio do também contraventor Waldemir Paes Garcia, o Maninho, ex-presidente do Salgueiro.
O crime foi cometido em setembro de 2011. Cerca de cinco meses antes, o policial militar conciliava o trabalho na corporação com o cargo de chefe da segurança dos pontos de jogo do bicho e máquinas caça-níquel de Zé Personal, até ser demitido da função. As investigações não avançaram, e ele nunca respondeu pelo crime. No entanto, foi expulso da PM, em dezembro de 2013, após responder a um conselho de justificação por ligação com o jogo do bicho.
Em 2015, a mãe de Adriano da Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães, ingressou na Alerj, quando trabalhou para o Partido Progressistas (PP). No ano seguinte, passou para o gabinete de Flávio Bolsonaro, à época deputado estadual pelo próprio PP.
Em 14 de novembro de 2018, foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro a exoneração de Raimunda e de Danielle, então ex-esposa de Adriano da Nóbrega. A saída ocorreu após o surgimento de denúncias de "rachadinhas" no gabinete de Flávio Bolsonaro. O caso foi arquivado em 2021 após a anulação de provas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).
"Inclusive, eu pedia muito que houvesse a [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito] CPMI do Banco Master. Eu já assinei a CPMI."
Selo Fato (Horizontal) — Foto: g1
A declaração é #FATO: Veja por quê:
Desde o começo do escândalo envolvendo o Banco Master, o Congresso recebeu sete pedidos diferentes para criar comissões destinadas a investigar o caso. Uma na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), três no Senado Federal, por parlamentares da base e da oposição, e outros três pedidos para comissões mistas, no Congresso Nacional.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), assinou duas propostas. Uma criada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), em 3 de fevereiro, três meses de terem sido tornados públicos os áudios com conversas entre o candidato à Presidência e Vorcaro. E outra, proposta pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), assinada em 15 de maio, dois dias depois de mensagens do senador pedindo dinheiro ao ex-banqueiro terem sido reveladas.
Em ambos os casos, as assinaturas de apoio foram para pedidos de investigação do caso pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em conjunto.
"É um PIX, que foi ali criado no governo do presidente Bolsonaro."
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
A portaria do Banco Central 97.909, que instituiu o grupo de trabalho para desenvolver uma ferramenta interbancária de pagamento instantâneo (à época, sem o nome de PIX) foi publicada em 3 de maio de 2018, quando Michel Temer era o presidente. Jair Bolsonaro tomou posse meses depois, em 1º de janeiro de 2019.
O comunicado 32.927, divulgado pelo BC em 21 de dezembro de 2018, informou que uma reunião realizada na véspera havia aprovado os requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro.
Em 3 de agosto de 2022, o Fato ou Fake publicou a seguinte checagem: É #FAKE que Bolsonaro foi o criador do PIX. Questionada na ocasião, a assessoria de imprensa do BC enviou uma nota dizendo: "O PIX foi desenvolvido pelo BC ao longo de um processo evolutivo. As especificações, o desenvolvimento do sistema e a construção da marca se deram entre 2019 e 2020, culminando com seu lançamento em novembro de 2020. A agenda evolutiva do PIX é permanente e prevê o lançamento de diversas novas funcionalidades, a serem entregues nos vários anos à frente".
Já Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) afirmou que o sistema de pagamento instantâneo foi criado e implementado pelos analistas e técnicos, servidores concursados do BC.
O PIX começou a funcionar em 16 de novembro de 2020, durante o governo Bolsonaro. Mas, já a partir de 5 de outubro daquele ano, era possível fazer o cadastramento das chaves. Questionado naquela mesma data por um apoiador sobre o sistema, o então presidente respondeu: "Tem um documento aí, da turma do Tarcísio [de Freitas, então ministro de Infraestrutura] esta semana que vai praticamente desregulamentar, desburocratizar tudo sobre aviação civil aí, carteira de habilitação para piloto".
Ao perceber que Bolsonaro não havia entendido a referência, o apoiador disse: "Esse é do Banco Central, para pagamentos". O presidente, então, respondeu: "Não tomei conhecimento, vou conversar esta semana com o Roberto Campos Neto [então presidente do BC]".
“O único representante público, o único agente público brasileiro que foi para os Estados Unidos defender o Brasil [do tarifaço imposto pelo governo americano] foi Flávio Bolsonaro. O governo do Lula não mandou umzinho para fazer a defesa no momento adequado lá fora.”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
Em 2 de abril de 2025, Donald Trump anunciou tarifas adicionais de 10% sobre as importações de produtos brasileiros. Em 6 de agosto, entrou em vigor uma sobretaxa adicional de 40%, assinada no mês anterior, elevando o total para 50%. Apesar disso, o governo americano decidiu deixar quase 700 itens sem a cobrança extra.
Em 6 de outubro, Lula e Trump conversaram por telefone durante cerca de 30 minutos, e o presidente brasileiro pediu ao americano para revogar o tarifaço.
Em 16 de outubro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se na Casa Branca com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. "Reiterei a posição brasileira, transmitida diretamente pelo presidente Lula ao presidente Trump na semana passada, sobre a necessidade de reversão das medidas adotadas pelo governo norte-americano desde julho".
Em 20 de novembro, os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros, como carne bovina e café, totalizando mais de 200 itens.
Em 7 de maio de 2026, Lula esteve pessoalmente nos Estados Unidos para uma reunião com Trump na Casa Branca. Após o encontro, o americano escreveu em uma rede social: “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”.
Lula estava acompanhado das seguintes autoridades: Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Dario Durigan, ministro da Fazenda; Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.
Em 26 de maio de 2026 foi a vez de Flávio Bolsonaro se reunir com Trump na da Casa Branca. Participaram desse encontro o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, e o youtuber Paulo Figueiredo.
Já em 7 de julho, Flávio Bolsonaro discursou em uma das audiências públicas nos Estados Unidos promovida pelo Escritório do Representante de Comércio americano (USTR, na sigla em inglês). A audiência era aberta a interessados que se inscreverem, caso do senador e candidato ganhou o espaço para falar no a presidente, que teve atuação independente e sem relação com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro.
Já o governo federal não enviou representantes para falar pelo Executivo nas audiências. A embaixada brasileira em Washington optou por mandar representantes na condição de observadores. O entendimento do governo foi o de que aquele espaço, de audiências públicas, não era o adequado para negociação real, preferindo conversas técnicas.
O entendimento do governo brasileiro é que este espaço, das audiências públicas, não é o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias.
Em 24 de julho, o governo Trump aplicou um novo tarifaço, agora de 12,5%, sobre produtos brasileiros.
"Foram mais de 32 milhões de pessoas que não foram votar nas eleições de 2022, e ela foi decidida por algo próximo de 2 milhões de votos."
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
Nas eleições presidenciais de 2022, 32,7 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno, segundo dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de abstenção, de 20,9%, foi o mais alto desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não votou.
Já no segundo turno, 32,2 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o que representa 20,59% da população apta a votar, o menor percentual desde 2006. Foi a primeira vez que a abstenção no segundo turno foi menor do que a do primeiro turno.
No 2º turno, Lula teve 60,345.999 votos, enquanto Jair Bolsonaro (PL), 58.206.354). A diferença foi de 2.139.654.
"Organização criminosa armada? Que organização? As pessoas que estavam naquele 8 de janeiro não se conheciam. Nunca se viram na vida."
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
Investigações da Polícia Federal (PF), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e acórdãos do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstraram que os detidos e condenados pelo 8 de Janeiro se organizaram previamente em caravanas rumo à capital federal, conviveram por cerca de dois meses no acampamento do Quartel-Geral do Exército em Brasília e mantêm, em alguns casos, laços de parentesco diretos. Entre os crimes imputados, estão organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Uma reportagem publicada no g1 na época relatou que havia articulações por radicais em aplicativos de mensagem, como o Telegram e o WhatsApp, nos dias prévios ao 8 de Janeiro para convocar e organizar caravanas em diferentes estados com destino à capital federal. Uma fase da Operação Lesa Pátria da PF, deflagrada em agosto de 2023, cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e dez de prisão contra integrantes de um grupo de organizadores dos atos, que se referiam ao 8 de Janeiro como "Festa da Selma".
Segundo relatório da PF obtido pelo g1, o termo era "utilizado para convidar e organizar transporte para as invasões, além de compartilhar coordenadas e instruções detalhadas para a invasão aos prédios públicos".
Os investigadores apontaram ainda que as mensagens recomendavam "não levar idosos e crianças, se preparar para enfrentar a polícia" e defendiam "termos como guerra, ocupar o Congresso e derrubar o governo constituído".
Desde o resultado do 2º turno da eleição de 2022, que confirmou a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro, até os fatos do 8 de Janeiro, começaram a se reunir em um acampamento montado em frente ao Quartel-Geral do Exército, no Setor Militar Urbano de Brasília. Cenas acompanhadas pela TV Globo ao longo de 2 meses mostraram participantes em momentos de reza coletiva, interagindo em eventos para arrecadar dinheiro e comendo churrasco em tendas de alimentação gratuita.
Participaram da checagem: Álvaro Campos, Camilla Alcântara, Carolina Callegari, Clara Simão, Gustavo Petró, Jorge Fofano, Marcelo Parreira, Mel Trench, Roney Domingos e Vinícius Cassela.
Fonte: G1 Globo







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