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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Botafogo quer Luiz Henrique de volta e avalia troca com o Zenit. Saiba mais!

 



Clube carioca apresentou proposta salarial ao atacante e estuda envolver Danilo e o jovem Kadir para viabilizar o retorno


(Luiz Henrique do Botafogo (reprodução)


O Botafogo voltou a negociar a contratação de Luiz Henrique, atualmente no Zenit, e busca uma fórmula para concretizar o retorno do atacante ao clube. O Alvinegro já apresentou uma proposta salarial ao jogador, mas os valores ainda estão abaixo do que o atleta e seu estafe consideram ideais.

Uma das alternativas avaliadas pelo Botafogo é envolver jogadores na negociação com o clube russo. O meio-campista Danilo, que desperta interesse antigo do Zenit, aparece como uma possível peça do acordo. O jovem Kadir, de 19 anos, também é considerado pelo Glorioso para compor a operação.

A eventual inclusão de Danilo, porém, depende da disposição do volante em se transferir para a Rússia. O jogador já havia manifestado preferência por atuar em grandes centros da Europa e resistia a uma mudança para o futebol russo.

O cenário mudou parcialmente nas últimas semanas. Sem uma proposta que atenda às suas expectativas vinda de clubes dos principais mercados europeus, Danilo passou a demonstrar maior abertura para ouvir o projeto do Zenit. Ainda assim, seu estafe espera condições financeiras consideradas atrativas para aceitar a transferência.

A situação torna a negociação mais complexa. Além das questões envolvendo os jogadores, o Zenit também precisa considerar seu limite de atletas estrangeiros no elenco, o que pode dificultar uma operação que envolva mais de um jogador do Botafogo.

Luiz Henrique é um dos nomes mais identificados com a fase recente do Botafogo. O atacante foi protagonista nas campanhas que terminaram com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores de 2024, antes de ser negociado com o Zenit.

Agora, o clube carioca tenta viabilizar seu retorno. A diretoria recebeu sinal verde de Gabriel de Alba, novo investidor do Botafogo, para realizar um investimento significativo pelo atacante. João Paulo Magalhães, presidente do clube associativo, também é favorável à contratação.

A operação, no entanto, ainda está distante de um desfecho. O Botafogo chegou a trabalhar com a expectativa de receber propostas entre 30 milhões e 40 milhões de euros por Danilo, enquanto o Zenit terá de avaliar os valores e os possíveis jogadores envolvidos na negociação.


Passagem pelo Zenit

Luiz Henrique deixou o Botafogo após a temporada histórica de 2024 e foi contratado pelo Zenit. Na atual temporada, o atacante soma cinco partidas pelo clube russo, ainda sem gols ou assistências.

O retorno ao futebol brasileiro voltou a ganhar força nesta janela, e o Botafogo tenta avançar nas conversas antes do fechamento do mercado russo, previsto para setembro.


Fonte: Portal Léo Dias 


TCU libera concessão das BRs 116 e 324 e prevê extinção dos pedágios

 



Tribunal determinou ajustes no edital, mas retirou restrição impedia a Via Bahia de disputar leilão


Pedágios serão substituídos por cobrança automática - Foto: Shirley Stolze | Ag A TARDE


O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a continuidade do processo de concessão das rodovias BR-116 e BR-324, na Bahia, com previsão de adoção do sistema de pedágio eletrônico free flow. A decisão obtida pelo portal A TARDE nesta quinta-feira, 27, condiciona a publicação do edital definitivo à realização de ajustes na modelagem técnica, financeira e jurídica da concessão.

O projeto, denominado Rota 2 de Julho, prevê uma concessão de 30 anos, com investimentos estimados em R$ 14,857 bilhões e custos operacionais de R$ 6,581 bilhões. O sistema alcança cerca de 641,75 quilômetros, incluindo trechos das BR-116 e BR-324 na Bahia.

Uma das principais mudanças previstas é a substituição das tradicionais praças de pedágio pela cobrança eletrônica por livre passagem, extinguindo o espaço físico, mas mantendo as cobranças. A nova concessionária deverá operar 12 pórticos ao longo das rodovias, que farão a identificação dos veículos sem a necessidade de parada.

A inovação central do projeto é a adoção integral da cobrança por livre passagem — em uma tecnologia chamada “free flow” — desde o início do contrato, eliminando as praças de pedágio físicas. Pelo modelo proposto, os motoristas poderão pagar automaticamente por meio de tag ou realizar a quitação posteriormente, pelos canais disponibilizados pela concessionária.


Sistema seria novidade na Bahia - Foto: Ascom | EPR Paraná


No primeiro ano da concessão, a tarifa de referência será de R$ 0,1050 por quilômetro em pista simples e R$ 0,1418 em pista dupla. Os valores devem chegar, no quarto ano, a R$ 0,1266 e R$ 0,1708 por quilômetro, respectivamente. Quem utilizar tag terá desconto de 20%.

Para os motoristas sem dispositivo automático, o projeto prevê prazo de até 30 dias para o pagamento sem juros, multas ou encargos administrativos. Após esse período, a tarifa aumenta e o atraso superior a 30 dias pode caracterizar evasão de pedágio, com aplicação de multa e pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A futura concessionária também deverá manter canais para consulta e pagamento, além de disponibilizar informações sobre tarifas, prazos e formas de quitação. A sinalização nas rodovias deverá informar os valores para usuários com pagamento automático e avulso.


Mais de 300 quilômetros de duplicações

O projeto prevê uma série de intervenções na BR-116/BA. Entre elas estão 306,6 quilômetros de duplicações, 192 quilômetros de faixas adicionais em pista dupla, 65,4 quilômetros de faixas adicionais em pista simples e 37,2 quilômetros de vias marginais.

A BR-324, com 108,6 quilômetros mais o contorno de Feira de Santana, já está totalmente duplicada. A BR-116, por sua vez, possui 506,1 quilômetros mais o anel rodoviário de Vitória da Conquista e é formada, em sua maior parte, por pista simples.

Também estão previstas intervenções de recuperação do pavimento, restauração de pontes, viadutos e passarelas, implantação de sistemas de monitoramento e renovação de equipamentos de operação das rodovias.


ViaBahia poderá disputar nova concessão

A decisão do TCU também retirou uma restrição que poderia impedir a antiga concessionária das rodovias, a ViaBahia — atualmente denominada Concrod Concessionária de Rodovias Ltda. — de participar da nova licitação.

A minuta inicial do edital previa a proibição da participação de empresas que tivessem celebrado, nos cinco anos anteriores, acordos para encerramento consensual de contratos de concessão no âmbito do TCU. A regra atingiria diretamente a antiga concessionária, cujo contrato foi encerrado por meio de acordo homologado pelo Tribunal em 2025.

A empresa contestou a restrição e argumentou que o acordo de encerramento havia sido firmado sem imputação de culpa ou responsabilidade recíprocas. O relator, ministro Odair Cunha, considerou que a manutenção da vedação poderia gerar insegurança jurídica.


Data para leilão

De acordo com a apuração do A TARDE, o acórdão do processo não apresenta uma data exata definida para a realização do leilão. Contudo, o relatório técnico aponta que a assinatura do contrato de concessão está estimada para ocorrer em 2027.


Fonte: A Tarde 

A Olho Nu: Reportagem flagra abandono de estudantes nas ruas e falhas graves de segurança na rede pública de Macajuba

 A suspensão repentina das aulas na Escola Municipal Padre Bernardo Bernardo Stoetinger, localizada no distrito de Nova Cruz, em Macajuba, gerou forte preocupação entre pais e responsáveis nesta sexta-feira, 28 de agosto. Um comunicado oficial emitido pela instituição informou que as atividades foram paralisadas para "preservar as condições de segurança no ambiente escolar, evitando riscos", mas a omissão de detalhes sobre o real motivo e o porquê de o problema não ter sido resolvido durante o fim de semana acendeu um sinal de alerta na comunidade, que cobra transparência da Secretaria de Educação.

A reportagem do Jornal Deixa Comigo Macajuba esteve nas ruas e acompanhou de perto a situação, constatando a olho nu uma série de falhas graves que afetam diretamente a segurança e o bem-estar dos estudantes da rede pública municipal e estadual.
Mistura de idades e risco de acidentes em Nova Cruz
Além do fechamento abrupto, mães de alunos da Escola Padre Bernardo relataram ao jornal outra situação crônica que vem tirando o sono das famílias: a convivência inadequada no espaço físico. Alunos pequenos dividem os mesmos corredores e momentos de circulação com os estudantes maiores do . O fluxo desordenado e as correrias rotineiras criam um ambiente propício para atropelamentos e acidentes físicos graves, sem que haja uma divisão ou monitoramento eficaz para proteger as crianças menores.
Alunos do Estado expostos ao abandono e vulnerabilidade social
O cenário crítico se estende para além do distrito. Na sede do município, estudantes do Colégio Estadual vêm sofrendo com a falta de sincronia no transporte escolar de responsabilidade do município. Em dias de avaliação, quando os alunos são dispensados mais cedo, os jovens ficam completamente ociosos e expostos nas calçadas à espera dos veículos.
A equipe de reportagem flagrou os ônibus escolares abertos e estacionados em becos da cidade, sem qualquer fiscalização ou acompanhamento de monitores. Essa vulnerabilidade deixa adolescentes expostos ao relento e a riscos sociais graves.
O posicionamento da Secretaria de Educação
Procurada pela equipe do Deixa Comigo Macajuba, a Secretaria Municipal de Educação limitou-se a informar que a direção da escola e o chefe do setor de transportes já foram oficialmente comunicados sobre os episódios relatados. Apesar da resposta formal, nenhuma medida prática imediata foi anunciada para solucionar o desalinhamento dos horários dos ônibus ou para reforçar a segurança física e patrimonial dos veículos e dos estudantes que dependem do serviço.
As aulas na Escola Padre Bernardo estão previstas para retornar normalmente na próxima segunda-feira, 31 de agosto, mas a comunidade exige respostas claras sobre quais riscos de segurança motivaram o fechamento e quais providências estruturais serão adotadas pela gestão pública.


Deixa Comigo Macajuba 15 anos o Jornal do Povo Macajubense.

Lula diz que Marcola errou ao pedir dinheiro a lobista, que filho vai pagar se cometeu ilícitos e que deseja 'recuperar território' do crime



Os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli conduzem nesta semana entrevistas da Globo com os candidatos à Presidência da República, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.


O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu nesta quinta-feira (27) entrevista à Globo. Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.


Veja os principais destaques da entrevista com Lula:


Caso Lulinha

O presidente e candidato à reeleição afirmou que o filho dele Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá que responder como qualquer cidadão caso tenha cometido algum ilícito.

Ao ser questionado sobre investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho, o candidato disse que não interferirá nas apurações.

“Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro", disse.

"Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho. Ele sabe que a Marisa [Letícia, ex-primeira-dama] morreu por conta da falsa acusação que foi feita a mim na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito o erro.”


Presidente Lula, que tenta a reeleição — Foto: Globo/ Manoella Mello


Lula disse que o que há contra Lulinha são "ilações" e comparou a situação do filho com a dele próprio.

O petista foi condenado e preso na Lava Jato e, um ano e sete meses depois, deixou a prisão. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações por entender que a competência para julgar os casos era da Justiça Federal do Distrito Federal, e não da 13ª Vara Federal de Curitiba, e por reconhecer que o então juiz Sergio Moro atuou de forma parcial.

"Não me deixo impactar por ilações. Eu conheço muito e já fui vítima disso", disse o presidente.

"Eu tenho certeza que ele vai ser inocente. Vamos esperar o tempo, não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho."

Sobre acusações entre uma suposta relação entre Lulinha e o ex-secretário do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, conhecido como Berger, Lula reforçou que as mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger não configuram necessariamente um sinal de crime, e que não haveria provas concretas de corrupção a funcionários públicos.

"Eu estou dizendo para você que o fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada. Até agora não existe uma prova de um centavo público. Até agora não existe uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro", disse Lula.

Lula foi questionado sobre a relação entre seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a Polícia Federal, Marcola teve despesas pessoais, como boletos, parcelas de financiamento, faturas de cartão, e joias pagas por Roberta.

O presidente respondeu que Marcola errou ao manter esse tipo de relação e disse que o episódio leva suspeitas para dentro do Palácio do Planalto e “gera desconfiança”.

“Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete”, afirmou Lula.

O presidente também chamou a lobista de “pilantra” ao comentar o conteúdo de conversas obtidas durante as investigações. “O que é que uma pilantra pode falar no telefone? Ou o que é que um cara qualquer pode falar no telefone?”, disse.

Lula afirmou, porém, que as mensagens, por si só, não comprovam a prática de crime e defendeu que seja apurado se houve liberação de dinheiro público.

"O que nós precisamos saber é o seguinte: essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela disse que estava atrás?" Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime, aí está o crime", disse.

Lula foi questionado sobre uma mensagem específica de Roberta Luchsinger obtida pela Polícia Federal, na qual a lobista disse que o presidente teria lhe oferecido um cargo e dito que escolhesse onde queria ficar. Em resposta, o candidato ironizou: “Só faltou ela dizer que eu ofereci para ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha da Aeronáutica”.

O presidente disse que isso não aconteceu:

“Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim", disse Lula sobre a lobista Roberta Luchsinger.

O Fato ou Fake, do g1, checou a informação e encontrou ao menos três fotos e um vídeo nos quais Roberta aparece ao lado do presidente Lula.

Um vídeo publicado no Instagram de Roberta em 20 de julho de 2022 exibe uma sequência de ao menos duas fotos nas quais a lobista aparece ao lado de Lula.

Há também imagens nas quais ela posa acompanhada das seguintes pessoas: a primeira-dama Janja; o candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad (PT); o vice na chapa de Haddad, Márcio França (PSB); e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).


Recuperar territórios do crime

O petista afirmou que, em um novo mandato, tem como desejo "recuperar o território" dominado pelos grupos criminosos e que pretende "enfrentar o andar de cima" das facções.

"Qual é o meu desejo? O meu desejo é recuperar o território para o povo. Aquela rua é do povo do Rio, não é do bandido; a escola é do povo, não é do bandido; o bairro é da população."

Lula afirmou que o Brasil "está pronto e preparado" para trabalhar junto com os Estados Unidos para combater o narcotráfico e listou ações feitas pelo governo federal contra o crime organizado.

"Nós aprovamos agora uma lei antifacção, estamos trabalhando a questão do combate ao crime organizado. Por isso eu fui levar ao [Donald] Trump [presidente dos EUA] uma proposta por escrito", disse Lula.

O governo Trump classificou facções criminosas brasileiras como terroristas, o que foi contra a visão do governo Lula por considerar a decisão como uma invasão à soberania brasileira.


Ministério da Segurança Pública

Lula defendeu a PEC da Segurança Pública, que reorganiza as atribuições do governo federal e dos estados. Disse que negocia a proposta com os presidentes da Câmara e do Senado, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente.

"A hora que for aprovar a PEC da Segurança Pública, eu crio o Ministério da Segurança Pública. Por que que eu vou criar o ministério? Porque primeiro eu quero estabelecer qual é a participação de cada ente federal na Segurança Pública. Qual vai ser o papel da União, qual vai ser o papel do estado e qual vai ser o papel do município", disse.


Criminalidade na Bahia

Ainda no contexto da PEC da Segurança Pública e o tempo do PT no poder, Lula foi questionado sobre a violência no estado da Bahia, que hoje tem cinco das 10 cidades mais violentas do Brasil e é governado pelo partido há 20 anos.

O presidente disse que a colocação era “injusta” com a Bahia.

“Nenhum governador do Brasil conseguiu resolver o problema da segurança pública, nenhum conseguiu segurar”, disse.


Escândalo do INSS

O presidente foi questionado sobre o envolvimento de pessoas do governo dele no escândalo de desvio de dinheiro público do INSS. Lula disse que R$ 3 bilhões foram ressarcidos.

"Não tem um aposentado que foi roubado e que não foi devolvido dinheiro", disse Lula.

"Esse dinheiro vai ser ressarcido pelos bens que nós apreendemos de [...] uma quadrilha que foi montada em 2019, inclusive com a participação do ministro da Previdência daquela época. Nós passamos dois anos investigando tanto a CGU quanto a Polícia Federal. Se a gente faz a denúncia antes de a gente ter o processo como um todo, a gente atrapalharia, facilitando os bandidos."

Lula foi questionado sobre a relação com Carlos Lupi (PDT), que pediu demissão do cargo de ministro da Previdência em meio ao escândalo do INSS. Lula e Lupi apareceram juntos em evento de campanha.

“Ele não está condenado. É um cidadão livre. Você acha que pode deixar de conversar com uma pessoa que é sua amiga, que cometeu um erro, sendo que a pessoa está em liberdade e não está condenada? Se ele tivesse cometido, hoje, a Polícia Federal já tivesse acusado, ele já tivesse sido condenado, era uma coisa. Ele não está. Então, vamos aguardar a investigação”, disse Lula.


Fila do INSS

Lula respondeu sobre uma das promessas que fez ao assumir o terceiro mandato: zerar a fila do INSS.

O presidente respondeu que, na próxima semana, irá anunciar que a fila zerou. “A espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal”, disse aos entrevistadores.

O candidato à reeleição disse que “eles desmontaram o Brasil” e a Previdência, em referência ao governo anterior, de Jair Bolsonaro.

“Nós chegamos a 3 milhões de pessoas na fila, e nós vamos entregar agora a fila terminada na Previdência Social.”


Caso Master

Comentando sobre o caso Master e o suposto envolvimento do senador e ex-líder do PT no Senado, Jaques Wagner, Lula justificou que a relação do senador seria com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

O presidente também foi questionado sobre o fato de estar atualmente fazendo campanha para a reeleição de Wagner ao Senado, apesar das investigações.

"As pessoas são inocentes até prova em contrário. (...) Ele é senador da República, candidato à reeleição, é um homem que tem relação comigo há 45 anos, desde o tempo de sindicalista. Eu não posso colocar em dúvida o comportamento e a relação do Wagner comigo por conta de uma ilação", disse.

"Eu tenho confiança que o Wagner é honesto. Se ele cometeu um desvio, vai acontecer com ele o que vai acontecer com qualquer pessoa: vai pagar o preço do erro que cometeu."


Dívida pública

Lula afirmou que, a ele, "não preocupa a dívida pública". No terceiro governo de Lula, houve crescimento da dívida brasileira, que superou 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o presidente, uma das explicações para este aumento é a taxa de juros de 14% ao ano e o déficit fiscal de 2,8% que, nas palavras dele, "herdou" de Jair Bolsonaro (PL).

Lula afirmou que o crescimento do PIB durante seus últimos anos de gestão, acima de 2% ao ano, é parte da solução para o pagamento da dívida. Citou, ainda, dívidas de outros países para sustentar a tese.

"Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair em relação ao PIB. 80% de dívida, em um país, não é muito. Olhe para os Estados Unidos, o Japão, a Itália. Sabe quanto é a dívida dos Estados Unidos? 120% do PIB", disse.


Corte de gastos

Questionado se pretende reduzir gastos obrigatórios e quais seriam os cortes, como defendeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente não especificou quais despesas pretende reduzir, garantiu que o país terá superávit e disse que pretende fazer uma “revolução tecnológica” no país em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa.

“Eu quero voltar a fazer com que esse país dispute com o mundo rico. Esse país vai ter que ser dono dos minerais críticos, das terras raras. [...] É esse o futuro que eu quero para o país e é por isso que eu estou pleiteando o quarto mandato. Eu já acabei com a fome duas vezes. Quando eu voltei agora, esse país estava destruído. O déficit era 2,8%. O último foi 0,8% e, agora, vai ser positivo. Nós vamos fazer superávit.”


Terras raras

Lula mencionou uma reunião que teve com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, em que tratou das terras raras brasileiras.

"Depois da China, possivelmente a gente está num país que tem mais minerais críticos e terras raras, e você percebe que está sendo vendido enquanto a gente não faz a regulação."

"Vamos aprovar a regulação para que a gente não permita que as nossas riquezas sejam vendidas. Se a gente souber extrair, transformar e produzir os materiais que a gente pode fazer bateria, chip, celular aqui dentro do Brasil, a gente vai estar criando um passaporte para dar oportunidade para a juventude brasileira", completou.


Correios

Outro assunto abordado na entrevista foi a crise das estatais e, mais especificamente, dos Correios, que acumulam quatro anos seguidos de prejuízo, em um rombo histórico de R$ 15 bilhões. Lula afirmou que a empresa enfrenta dificuldades há décadas. “Desde 85 o Correio brasileiro vive em crise e alguém quer privatizar os Correios”, disse.

O presidente descartou a venda da estatal e afirmou que pretende recuperá-la. “Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer”, declarou. Lula também disse que, caso seja reeleito, a empresa sairá do déficit.

Para Lula, os Correios têm importância estratégica por estarem presentes em todos os municípios do país. Ele reconheceu, no entanto, que a estatal não conseguiu acompanhar as transformações do mercado de entregas. “Obviamente que os Correios são vítimas de uma crise, que ele não se adaptou a um novo tempo. Não se adaptou, surgiu muita empresa de fazer entrega e o Correio ficou na mesmice.”

Segundo o presidente, a empresa está agora sob uma nova administração, encarregada de “fazer o enxugamento que for necessário”. Lula afirmou ainda que, se preciso, poderá buscar associações com empresas brasileiras ou estrangeiras para ampliar e melhorar os serviços. “A gente quer um Correio prestando serviços junto com qualquer outra empresa.”


Educação

Na área da educação, Lula defendeu as medidas que adotou na sua gestão, como a ampliação das escolas de tempo integral, o pacto pela alfabetização na idade certa, o Pé-de-Meia e a expansão de universidades e institutos federais.

“Se tem uma coisa que eu tenho orgulho é que o Brasil nunca teve um presidente da República que cuidou da educação como eu cuidei”, disse.

Sobre um estudo do Todos Pela Educação segundo o qual seis em cada dez jovens concluem o ensino médio na rede pública sem o aprendizado básico em matemática, Lula destacou que a educação básica é administrada pelos estados e apontou Ceará e Piauí como exemplos de bons resultados.

“A educação básica é administrada pelo estado. O Ceará e o Piauí são dois estados pobres que têm o melhor nível de educação nesse país. Você sabia que 40% dos alunos que passam no vestibular do ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica] são cearenses? Por isso eu levei o ITA para Fortaleza, como premiação”, disse.


Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo

A entrevista com Lula foi a quarta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); e na quarta (26), Renan Santos (Missão).

A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.


Confira a data das próximas entrevistas:

•28 de agosto (sexta-feira): Flávio Bolsonaro (PL)

•29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante)

Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.


O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.


Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República — Foto: Divulgação


Quem é Lula

Luiz Inácio Lula da Silva, que completa 81 anos em outubro, é um dos principais líderes políticos da história do Brasil e tenta, em 2026, chegar ao quarto mandato presidencial. Se for reeleito, poderá completar 16 anos no Palácio do Planalto.

No terceiro mandato, o governo aprovou a reforma tributária, ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda e tirou novamente o Brasil do Mapa da Fome, mas também enfrentou crises como as fraudes no INSS, investigações envolvendo um dos filhos do presidente, dificuldades no Congresso e embates com os Estados Unidos.

Lula em bancada para entrevista com presidenciáveis — Foto: Globo/ Manoella Mello


Nascido em Garanhuns (PE), Lula mudou-se aos 7 anos para São Paulo com a mãe e os irmãos. Trabalhou como engraxate e office boy, formou-se torneiro mecânico pelo Senai e ingressou na indústria metalúrgica. Em São Bernardo do Campo, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ganhou projeção nacional ao liderar greves no fim dos anos 1970, durante a ditadura militar.

Em 1980, participou da fundação do PT. Depois de derrotas nas eleições de 1982, 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente em 2002 e reeleito em 2006, deixando o cargo em 2010 com 87% de aprovação.

Nos dois primeiros mandatos, Lula teve como principais metas a redução da pobreza e da desigualdade social e lançou programas como Fome Zero, Bolsa Família, ProUni, Minha Casa, Minha Vida e PAC. A trajetória política também foi marcada pelo Mensalão e, posteriormente, pela Operação Lava Jato.

Condenado em 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula sempre negou as acusações, foi preso em 2018 e permaneceu 580 dias em Curitiba. Em 2021, o STF anulou as condenações relacionadas à Lava Jato, devolvendo os direitos políticos e tornando-o novamente elegível.

Em 2022, Lula formou uma ampla coalizão contra o bolsonarismo, reunindo antigos adversários, adotou um discurso mais ao centro e venceu Jair Bolsonaro, retornando ao Planalto para o terceiro mandato.

Além das medidas econômicas e sociais, o governo ampliou a estrutura administrativa e recriou ministérios. O mandato, porém, também foi marcado por críticas à estratégia econômica, aumento dos gastos públicos, dificuldades na relação com o Congresso e investigações envolvendo o filho Fábio Luís da Silva.

Em 2026, o PT oficializou a candidatura de Lula à Presidência, tendo Geraldo Alckmin novamente como candidato a vice.


Veja as principais propostas de Lula, registradas no plano de governo entregue ao TSE:


•Fortalecer a democracia brasileira e promover uma reforma política e eleitoral.

•Defender a soberania brasileira e rejeitar tentativas de subordinar o país a interesses estrangeiros ou de reduzir a autonomia nacional.

•Avançar na regulação democrática das redes sociais e plataformas digitais, preservando a liberdade de expressão.

•Democratizar o orçamento público, priorizando recursos para quem mais precisa.

•Promover um debate com a sociedade sobre o sistema de emendas parlamentares e enfrentar o que o programa classifica como uma distorção na elaboração e gestão do orçamento federal.

•Manter o arcabouço fiscal aprovado em 2023.

•Adotar uma política macroeconômica voltada ao crescimento, à redução das desigualdades, à valorização do trabalho, à responsabilidade ambiental e fiscal, à queda dos juros e ao controle da inflação.

•Criar condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e responsabilidade fiscal.

•Manter, aperfeiçoar e ampliar políticas de proteção social, incluindo justiça tributária, valorização do salário mínimo, inclusão produtiva, educação, saúde e programas de transferência de renda.

•Dar continuidade à política de valorização do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social.

•Apoiar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, nos termos aprovados pela Câmara.

•Aprovar a PEC da Segurança Pública proposta pelo Executivo e criar um Ministério da Segurança Pública para coordenar as políticas nacionais da área em articulação com estados e municípios.

•Combater o crime organizado e fortalecer a integração entre os entes federados, a inteligência estatal, a prevenção da violência e a proteção dos direitos civis.

•Valorizar e qualificar os profissionais de segurança pública e fortalecer os mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.

•Ampliar o uso de câmeras corporais, com padrões nacionais para utilização, gestão e preservação das imagens.

•Fortalecer as Forças Armadas e a indústria de defesa, com equipamentos e capacidade para proteger o território e os recursos naturais brasileiros.

•Buscar autonomia estratégica, inovação tecnológica e integração entre defesa e desenvolvimento, combinando persuasão diplomática e capacidade de dissuasão.

•Tornar o Brasil mais independente e ativo na política externa, ampliando a cooperação e a negociação com diferentes regiões e diversificando parcerias estratégicas.

•Fortalecer a integração regional, a América do Sul e o Caribe como zona de paz e o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul.

•Buscar novos acordos comerciais e mercados para bens e serviços brasileiros e defender os interesses do país com base nas normas internacionais e no multilateralismo.


Fonte: G1 Globo 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Assim como Tim Curry, outras duas estrelas de 'Esqueceram de Mim 2' morreram este ano; relembre

 

Fãs dos filmes apontaram a triste coincidência na web e se despediram dos astros: 'Parte da nossa infância foi embora'


Morreu, nesta terça-feira (25), aos 80 anos, o ator Tim Curry, conhecido por papéis em "The Rocky Horror Picture Show" e "Esqueceram de Mim 2". A notícia da morte foi divulgada nesta quarta-feira (26), pelo TMZ. Curry enfrentava problemas de saúde havia mais de uma década e se recuperava de um AVC, sofrido em 2012.



Catherine O'Hara, Tim Curry e Brenda Fricker: estrelas de 'Esqueceram de Mim 2' que morreram em 2026 — Foto: Reprodução/IMDb

Tim Curry em 'Esqueceram de Mim 2' — Foto: Reprodução/IMDb


Na internet, muitos fãs lamentaram a perda do ator, e apontaram uma triste coincidência: ele é o terceiro membro do elenco de "Esqueceram de Mim 2" a falecer em 2026.

A primeira foi Catherine O'Hara, comediante que interpretou Kate McCallister, a mãe de Kevin, nos primeiros filmes da franquia. A atriz canadense também ficou conhecida por papéis em "Bettlejuice: Os Fantasmas se Divertem" e na série "Schitt's Creek". Ela faleceu no dia 30 de janeiro, aos 71 anos.


Catherine O'Hara em "Esqueceram de Mim 2" — Foto: 20th Century Studios


Em 17 de julho, foi a vez de Brenda Fricker nos deixar, aos 81 anos. Conhecida como "a mulher dos pombos" em "Esqueceram de Mim 2", ela chegou a ganhar o Oscar por sua atuação no filme "Meu Pé Esquerdo", de 1989, sendo a primeira atriz irlandesa a conquistar o feito.


Brenda Fricker em 'Esqueceram de Mim 2' — Foto: 20th Century Fox


Em redes sociais como o X, antigo Twitter, muitos fãs lamentaram a despedida tripla e lembraram com carinho dos artistas. "Isso bate forte. Parte da nossa infância foi embora", disse um.

"Esses três foram tão importantes na minha vida e na minha infância, de verdade. E agora ver o Tim Curry morrer quebra meu coração. Não estava pronto para ver nenhum desses três irem embora agora", escreveu outro.

"Três rostos inesquecíveis de 'Esqueceram de Mim' se foram em um ano. Memórias de infância vão bater de forma diferente. Descansem em paz, lendas", publicou ainda mais um.


Fonte: Gshow

Assista ao vivo: Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Macajuba - 20/08/2026

 


Assista ao vivo agora 4ª Sessão Ordinária do Segundo Período da Câmara Municipal de Macajuba - 20/08/2026

Tragédia no Nepal e Tibete: vales em 'V' fizeram com que avalanche ganhasse ainda mais força, como em um funil

 




As causas desse desastre ainda estão sendo investigadas. O Centro Geológico dos EUA explicou que, na verdade, não teve terremoto. É que o deslizamento foi tão forte que os sensores registraram o impacto como se tivesse havido um tremor.


China e Nepal enfrentam a fúria da natureza. Uma avalanche de gelo, pedra e lama provocou uma enxurrada que varreu vilarejos na fronteira entre os dois países. O maior número de vítimas, por enquanto, é no Nepal: são 157 mortos. Na China, na região autônoma do Tibete, são três. Equipes de resgate tentam encontrar mais de 800 desaparecidos, incluindo centenas de turistas estrangeiros.

As pessoas correram o máximo que conseguiram, mas não deu tempo. A avalanche de lama engoliu tudo pelo caminho. Os prédios, ônibus e carros desapareceram embaixo da enxurrada, como uma nuvem, que cobriu vilarejos no Nepal e no Tibete, região autônoma da China.

Tragédia no Nepal e Tibete: vales em 'V' fizeram com que avalanche ganhasse ainda mais força, como em um funil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


O fato de serem vales no formato da letra "V" fez com que a avalanche ganhasse ainda mais força, como em um funil. Por isso, a intensidade da água na onda gigante que desceu pela montanha e levou as casas pelo caminho como se fossem de brinquedo.

Em outra cidadezinha, a água chegou com tanta força que levou a ponte junto. No ônibus, as crianças viram a avalanche avançar sobre o lugar onde vivem. De uma hora para outra, partes dos vilarejos deixaram de existir, levadas pela correnteza de lama. Elas desaguaram no Rio Trishuli. E no caminho do rio cheio de detritos, mais uma ponte foi junto.

Do chão, deu para ver a destruição no Nepal. Os resgatistas - com os pés segurados pela lama - começaram uma corrida contra o tempo para levar vítimas às ambulâncias e aos helicópteros.

Tragédia no Nepal e Tibete: vales em 'V' fizeram com que avalanche ganhasse ainda mais força, como em um funil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


As áreas afetadas ficam na fronteira entre o Nepal e o Tibete, no sudoeste da China. É em pleno Himalaia, a cordilheira mais alta da Terra, onde ficam o Monte Everest e outros dos picos mais altos do mundo.

As causas desse desastre ainda estão sendo investigadas. Em um primeiro momento, o governo do Nepal afirmou que um terremoto tinha provocado o deslizamento de uma geleira nas montanhas. Mas, depois, o Centro Geológico dos Estados Unidos explicou que, na verdade, não teve terremoto. É que o deslizamento foi tão forte que os sensores registraram o impacto como um tremor.

O gelo desceu arrastando pedras e rochas. E é provável que o deslizamento também tenha liberado muita água represada lá no alto das montanhas. Essa primeira enxurrada teria bloqueado o Rio Trishuli. A água foi se acumulando, aumentando a pressão, até romper o bloqueio e descer com ainda mais violência, destruindo tudo pelo caminho.

Tragédia no Nepal e Tibete: vales em 'V' fizeram com que avalanche ganhasse ainda mais força, como em um funil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


Toda essa região está na temporada das monções, quando chove bem mais. O que pode ter aumentado o volume de água nas montanhas e no rio - e contribuído para a dimensão da tragédia.

O aquecimento global também aumenta o risco dos deslizamentos e inundações. Para os cientistas, esse é mais um exemplo de desastre causado pelas mudanças climáticas. Uma pesquisa de março mostrou que a velocidade do derretimento do gelo no Himalaia dobrou desde o ano 2000. É uma ameaça direta à população que vive nos vales dessa região montanhosa.

O Jornal Nacional conversou com um brasileiro que mora em Catmandu, a capital do Nepal, desde 2008.

“Nós estamos em uma época de chuva e essa época aqui, ela é aconselhada pelo governo a não ficar viajando se não for necessário. Há muito deslizamento. Aqui acontece muito isso por ser um país montanhoso, de muitas montanhas. Foi em uma região que essa lama, a gente pode dizer como foi em Brumadinho, veio através do rio, um dos rios principais aqui do Nepal. Eu acho que o trauma, a gente, pela imagem que a gente vê, já fica chocado. Imagina quem estava lá, viu, e sem poder fazer nada”, diz o empresário Vinicius Moreira.

Tragédia no Nepal e Tibete — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


Buscas

Direto para Nova York, o correspondente Felippe Coaglio tem novas informações sobre as buscas por sobreviventes.

"São quase 5h no Nepal, e as equipes de resgate estão virando a madrugada. A polícia afirmou que 466 estrangeiros estão entre os desaparecidos. O maior grupo é de indianos. Muitos participavam de uma peregrinação sagrada do hinduísmo na região onde aconteceu o desastre. Também estão desaparecidos cidadãos dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido. Até agora, não há relatos de brasileiros. O Departamento de Estado americano afirmou que está pronto para enviar assistência humanitária para o Nepal e um satélite da União Europeia está mapeando as áreas afetadas para dar suporte aos socorristas. A ONU já enviou equipes de emergência e suprimentos para as comunidades mais afetadas. No Tibete, são 265 desaparecidos. O acesso a essas áreas já é difícil porque se trata de regiões montanhosas. Mas, agora, ficou ainda pior, porque pontes e estradas foram destruídas", conta Felippe Coaglio.


Fonte: G1 Globo/ Jornal Nacional 



Moradores do Distrito de Nova Cruz sofrem com falta de água e cobram solução urgente da Embasa

 Moradores da Rua 7 de Setembro e de outras localidades do Distrito de Nova Cruz, em Macajuba, enfrentam uma grave crise no abastecimento de água. 


A interrupção constante do serviço, que é essencial, tem obrigado a comunidade a arcar com custos extras para comprar água potável para tarefas básicas do dia a dia.







A população relata que o problema é antigo e que diversas reclamações já foram registradas formalmente, mas nenhuma solução definitiva foi adotada até o momento. De acordo com os residentes, a cobrança pelas tarifas continua chegando regularmente, apesar da ausência do produto nas torneiras.
A situação gerou indignação geral, resultando em pedidos de fiscalização por parte dos órgãos competentes para que a Empresa de Baiana de Saneamento Básicos (Embasa) seja cobrada e normalize o fornecimento.
Na manhã desta quinta-feira (27), prepostos da Embasa estiveram no local para averiguar as queixas. A comunidade aguarda que a visita resulte em providências concretas e imediatas, já que o acesso à água é um direito básico e essencial.
Deixa Comigo Macajuba 15 anos O Jornal do Povo Macajubense

Cão de morador de Nova Cruz apresentou reação após vacina e Secretaria de Saúde de Macajuba acompanha o caso

 Um caso recente chamou a atenção dos moradores do Distrito de Nova Cruz, em Macajuba. O cidadão Val, residente na Rua 2 de Julho, levou a público através do Jornal Deixa Comigo Macajuba que um de seus cachorros apresentou reação adversa após ser vacinado. Diante da repercussão, a Secretária de Saúde do município, Renildes Santana, informou oficialmente que a pasta tomou conhecimento do fato e acompanhou o caso de perto para garantir a assistência necessária.


O episódio acendeu um alerta entre os tutores de pets da região, levantando a dúvida: afinal de contas, o que é a “reação de vacina em cachorros”?
Sabe quando você vai vacinar o seu amigão e ele fica com aquela carinha de triste depois da aplicação? Então, é isso… A “reação” é aquele incômodo natural que fica depois da vacina.
Por que as reações acontecem?
As vacinas são feitas de vírus ou bactérias inativas que estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos para combater as doenças. Com os cães acontece o mesmo processo. Ao aplicar as vacinas, o organismo pode desencadear as mais diversas reações, como a superprodução de anticorpos, o que pode deixar o seu amiguinho com aparência de cansado e mais quietinho.
Por que eles ficam com dores?
Pois é, imagine que a vacina fura a pele do seu amigo e é aplicada de forma subcutânea (debaixo da pele). O líquido da vacina é injetado num lugar onde antes não havia nada. Por isso, ali vai ficar um calombinho que será absorvido pouco a pouco pelo corpo. Além do mais, ao furar a pele do animal, a região naturalmente fica dolorida.
Eu devo me preocupar com as reações?
De forma geral, não. Porém, caso o seu amigo apresente alguma alteração persistente por mais de 24 horas após a aplicação, como:
  • Coceira intensa
  • Edema (inchaço) na face e no pescoço
  • Agitação ou salivação excessiva
  • Vômitos ou tremores
Leve-o ao veterinário imediatamente, pois estes podem ser sinais de uma reação vacinal mais séria. A vacinação continua sendo a forma mais segura de proteger os animais de doenças graves, e o acompanhamento profissional garante que qualquer imprevisto seja resolvido rapidamente.
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Açaí Nova Cruz

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