Publicidade

Publicidade




segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Governo antecipa calendário do Bolsa Família a seis dias do 2º turno; veja as datas


Segundo o governo federal, medida busca reduzir impactos do super El Niño sobre famílias vulneráveis e também valerá em novembro e dezembro; moradores de cidades com emergência reconhecida recebem nesta segunda (19).



O governo federal antecipou os pagamentos do Bolsa Família de outubro e concentrou os depósitos em três datas. A parcela deste mês será a primeira com o piso de R$ 691, anunciado pelo governo em 17 de setembro.


A antecipação foi anunciada nesta segunda-feira (19), seis dias antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Veja quem vai receber antes.



Segundo o governo federal, a mudança busca reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis.


A unificação também será adotada em novembro e dezembro, meses em que o fenômeno climático pode intensificar seus efeitos no país.




A decisão foi tomada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com base em análises sobre o aumento de desastres climáticos e nas previsões para os próximos meses.


Como fica o calendário de pagamentos?





Mesmo com a medida anunciada pelo governo nesta segunda-feira, os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 e 2 recebem nas datas já previstas pelo calendário regular. A mudança acontece a partir da quarta-feira, para aqueles com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.


Veja como ficam os pagamentos:


19/10: pagamentos para NIS com final 1;
20/10: pagamentos para NIS com final 2;
21/10: pagamentos para NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.





Já os beneficiários que vivem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal receberão o benefício de forma unificada nesta segunda-feira (19), independentemente do final do NIS.




Quem pode receber o Bolsa Família?





A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa.


Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.


Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como:


manter crianças e adolescentes na escola;
fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
manter as carteiras de vacinação atualizadas.




Como consultar o benefício




Para receber o Bolsa Família, as famílias precisam manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, atender aos critérios do programa e cumprir as condicionalidades de saúde e educação, como frequência escolar, vacinação das crianças e acompanhamento pré-natal das gestantes.


Os beneficiários podem consultar a situação do pagamento, os extratos e os valores liberados pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem ou pelo Portal Cidadão da Caixa.


Dúvidas sobre regras e cadastros podem ser esclarecidas pelo Disque Social do MDS, no telefone 121. Para informações sobre pagamentos e saques, a Caixa disponibiliza o telefone 111.




Governo cita alta de desastres climáticos para unificar pagamentos do Bolsa Família





Em agosto e setembro de 2026, o governo federal reconheceu 518 situações de emergência ou calamidade pública, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025 (253).


O aumento foi impulsionado por tempestades no Sul e pela alta de casos de estiagem e seca, que passaram de 172 para 239.


Para o último trimestre, a previsão indica menos chuva em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e mais precipitações no Sul e em partes do Sudeste e do Nordeste.


Segundo o governo, a unificação dos pagamentos do Bolsa Família busca ajudar famílias vulneráveis a enfrentar os efeitos de secas, enchentes e interrupções no abastecimento.




A medida já foi adotada em emergências anteriores, como nas enchentes do Rio Grande do Sul, em maio de 2024.

Fonte: g1

Paróquia de Macajuba participa do Dia Nacional da Juventude 2026 em Itaberaba

 Dois ônibus levaram fiéis de Macajuba para o encontro diocesano, que reuniu milhares de jovens em um dia de fé, oração e celebração.



A juventude católica da Paróquia de Macajuba marcou presença no Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2026, realizado no último domingo (18 de outubro), em Itaberaba, na Bahia. Para participar do encontro, a paróquia organizou uma caravana com dois ônibus, levando fiéis para vivenciar esse momento especial de comunhão e espiritualidade.

O evento reuniu mais de 3 mil jovens no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP), com participantes de diversas comunidades da Diocese de Ruy Barbosa.

Com o tema “Vai, jovem, e reconstrói a minha Igreja!”, o encontro promoveu momentos de oração, música, louvor, comunhão e celebração, incentivando os jovens a fortalecerem sua fé e sua participação na vida da Igreja.

O encontro foi realizado sob a orientação do bispo diocesano Dom Estevam, reunindo jovens de diferentes paróquias em uma programação voltada à espiritualidade, à fraternidade e à missão evangelizadora.


A participação da Paróquia de Macajuba, com os dois ônibus de fiéis, destacou o envolvimento da comunidade católica local nesse momento de integração da juventude diocesana.

O DNJ é uma oportunidade para os jovens renovarem sua caminhada de fé, fortalecerem os vínculos comunitários e refletirem sobre seu papel na construção de uma Igreja cada vez mais participativa e missionária.

Deixa Comigo Macajuba — 15 anos de olho nos acontecimentos. O Jornal do Povo Macajubense!

No 1º debate, Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e provocações

 



Candidatos discutiram segurança, economia, saúde e divergiram sobre maioridade penal e relação com os EUA; votação ocorre em 25 de outubro. Debate foi promovido pela Band.



Flávio Bolsonaro e Lula em debate na Band — Foto: Renato Pizzutto/Band


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, participaram na noite deste domingo (18) do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026.

Foi o primeiro confronto direto entre os dois candidatos em um debate nesta eleição.

O encontro, promovido pelo Grupo Bandeirantes, ocorreu uma semana antes da votação que vai definir o próximo presidente da República, marcada para 25 de outubro.

Ao longo de três blocos, Lula e Flávio discutiram segurança pública, economia, saúde, produtividade, relações com os Estados Unidos e redução da maioridade penal. Também trocaram acusações e provocações sobre corrupção e investigações (veja temas discutidos abaixo).

Os dois não participaram do primeiro debate presidencial promovido pela Band, em 23 de agosto, ainda durante o primeiro turno.

Naquele encontro, participaram Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).


➡️Primeiro bloco

No primeiro bloco, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro responderam a perguntas dos apresentadores e, na sequência, participaram de um confronto direto.

Pelas regras apresentadas pela Band, cada candidato teve um banco de 15 minutos para administrar durante o confronto.


1) Segurança pública

A primeira pergunta do debate foi sobre segurança pública. Os candidatos foram questionados sobre o avanço do crime organizado, o domínio de territórios por facções e milícias e a redução da maioridade penal.

Primeiro a responder, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, vai declarar “guerra ao narcoterrorismo” e classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. A classificação faz parte do plano de governo do candidato.

O candidato disse ainda que pretende recuperar territórios dominados pelas organizações criminosas e endurecer o tratamento contra integrantes de facções. Citou a lei antifacção e afirmou que líderes dessas organizações poderão ficar até 80 anos presos.

“Eu vou recuperar cada metro. Eu vou recuperar cada rua. Eu vou recuperar cada bairro. Eu vou recuperar cada cidade. Eu vou recuperar cada território que foi tomado do povo brasileiro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

O senador disse ainda que criminosos serão “presos ou neutralizados pelas nossas polícias” e acusou o atual governo de adotar uma política de desencarceramento.

Lula foi o segundo a falar. Ele afirmou que a segurança pública é responsabilidade dos estados pela Constituição de 1988 e disse que a PEC da Segurança Pública ampliará a participação da União na área.

O presidente afirmou que, se a proposta for aprovada pelo Senado, criará o Ministério da Segurança Pública.

Lula também citou a Lei Antifacção e disse que seu governo pretende combater o crime organizado tanto nos territórios dominados pelas facções quanto entre integrantes de maior poder econômico.

A lei contra facções foi sancionada por Lula em março e ampliou penas e instrumentos de investigação.

O presidente defendeu ainda uma atuação conjunta de União, estados e municípios para recuperar territórios dominados por organizações criminosas e milícias.

“Para o trabalhador e para a comunidade, proteção. Para o bandido, prisão”, afirmou Lula.

Ele encerrou a resposta afirmando que seu governo fez, nos últimos quatro anos, “muito mais” no combate ao crime organizado do que havia sido feito anteriormente no país.


2) Economia


Na segunda pergunta do primeiro bloco, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foram questionados sobre o baixo crescimento da economia brasileira, a dívida pública, os juros, a carga tributária e a recuperação do grau de investimento.

Primeiro a responder, Lula disse que o país precisa estimular o crescimento por meio da circulação de renda e do incentivo aos pequenos negócios.

O presidente citou políticas voltadas aos Microempreendedores Individuais (MEIs) e afirmou que pretende ampliar os incentivos ao setor para gerar emprego e desenvolvimento. O governo anunciou recentemente um pacote de medidas voltadas aos MEIs.

Lula também afirmou que o país está próximo de recuperar o grau de investimento e defendeu investimentos nas economias digital, verde e criativa.

Na sequência, Flávio Bolsonaro questionou a situação econômica das famílias e citou os preços dos alimentos.

“A sua vida melhorou ou piorou? A comida está mais cara ou está mais barata?”, perguntou Flávio Bolsonaro.

O candidato afirmou que o resultado do primeiro turno, no qual terminou à frente de Lula, provocou queda nas taxas de juros futuros.

Flávio Bolsonaro também criticou o crescimento da dívida pública e atribuiu o aumento do endividamento ao que chamou de “gastança” do atual governo.

Ele afirmou que pretende controlar os gastos para abrir espaço no Orçamento e disse que usaria os recursos tanto para reduzir a dívida pública quanto para ajudar famílias endividadas.

O plano econômico do candidato prevê um ajuste fiscal com cortes de gastos, embora parte das medidas ainda não tenha sido detalhada.

“Eu vou ajudar você a pagar a sua dívida. Eu vou ajudar o governo a pagar a própria dívida”, afirmou.

O candidato encerrou a resposta dizendo que pretende combater a corrupção e afirmou que tirar Lula da Presidência seria “o primeiro passo” para controlar o Orçamento.


Confronto direto

No primeiro confronto direto, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre um voto dado pelo então deputado estadual, em 2009, contra a ampliação da licença-maternidade de servidoras.

Flávio afirmou que não tem “absolutamente nada contra as mulheres”, mas não explicou o voto.

Em seguida, Flávio questionou Lula sobre a empresária e lobista Roberta Luchsinger e sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

Roberta e Fábio Luís são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram suspeitas de tráfico de influência em órgãos federais para beneficiar empresários. Roberta nega irregularidades e afirma que sua relação com Lulinha é de amizade.

Em nota divulgada no sábado (17), o Palácio do Planalto afirmou que Lula nunca teve interlocução com Roberta, nunca recebeu demandas dela e não tem conhecimento das supostas tratativas mencionadas pela empresária. Disse ainda que não existe contrato do governo federal com Roberta.

O embate passou então para acusações de corrupção.

Flávio citou o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS e acusou o governo Lula de não proteger os aposentados.

Lula afirmou que o esquema foi descoberto e combatido em seu governo. A Polícia Federal indiciou 48 pessoas na primeira investigação sobre as fraudes.

Lula também cobrou explicações de Flávio sobre o pedido de R$ 134 milhões feito ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme.

Flávio é investigado no inquérito. Na sexta-feira (16), a PF pediu ao ministro André Mendonça, do STF, mais 90 dias para a investigação.

Em entrevista à TV Globo também na sexta, Flávio afirmou que o contrato de R$ 134 milhões “não foi cumprido”. O senador nega irregularidades.

Na sequência, Flávio Bolsonaro voltou à economia, criticou os juros e acusou o presidente de usar o Bolsa Família com objetivo eleitoral.

Lula, por sua vez, retomou a segurança pública e questionou o adversário sobre posições relacionadas à política de armas e a casos de violência no Rio de Janeiro.

Lula também questionou Flávio sobre o fim da escala 6x1 e perguntou se o adversário pretendia propor mudanças na medida. Flávio afirmou que não. O candidato do PL votou a favor do fim da escala 6x1 no Senado, depois de ter se posicionado contra a proposta.

Na reta final do confronto, Lula questionou Flávio sobre sua proximidade com o presidente da Argentina, Javier Milei, e perguntou se pretendia adotar no Brasil o modelo econômico argentino. Flávio não respondeu diretamente e afirmou que governos de direita precisam “consertar” problemas deixados por governos de esquerda.

Flávio afirmou ainda que pretende fazer um “tesouraço” na corrupção do governo Lula.

Flávio Bolsonaro e Lula em debate na Band — Foto: Renato Pizzutto/Band


➡️Segundo bloco

1) Saúde


O segundo bloco começou com uma pergunta sobre saúde. Os candidatos foram questionados sobre as filas para consultas com especialistas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS), além do financiamento necessário para ampliar o atendimento.

Primeiro a responder, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende criar um prontuário eletrônico único, com informações das redes municipal, estadual, federal e privada integradas pelo CPF.

O candidato também defendeu o uso de telemedicina, tecnologia e inteligência artificial para agilizar o atendimento.

Flávio disse ainda que pretende levar ao SUS o que chamou de “padrão Einstein” e voltou a afirmar que, se eleito, escolherá o médico Claudio Luiz Lottenberg para comandar o Ministério da Saúde.

Na sequência, Lula criticou a gestão da saúde no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid e questionou se a proposta de Flávio significaria privatizar o SUS.

O presidente afirmou que seu governo trabalha para recuperar o sistema público de saúde e criticou a escolha de Claudio Luiz Lottenberg.

Lula disse que o adversário não conhece a saúde pública e cobrou a escolha de pessoas com experiência no setor.


2) Saída temporária de presos


No confronto direto do segundo bloco, Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre a saída temporária de presos.

O candidato citou dois crimes cometidos por detentos beneficiados pela medida e perguntou se Lula era favorável à manutenção do benefício.

Lula defendeu a saída temporária para presos com bom comportamento como instrumento de ressocialização, mas afirmou que pessoas que cometeram crimes violentos não devem receber o benefício. O presidente disse que o sistema prisional deve buscar recuperar os presos.

Na sequência, Flávio voltou ao tema da escala 6x1 e afirmou que mudou de posição após ouvir trabalhadores durante a campanha.

Lula respondeu com críticas ao histórico profissional do adversário e disse que pretende continuar aumentando o salário mínimo acima da inflação.


3) Saúde volta ao confronto


Na segunda pergunta do confronto, Lula voltou ao tema da saúde e criticou novamente a gestão do governo Bolsonaro durante a pandemia.

O presidente defendeu o SUS e citou a ampliação do número de médicos e medidas para reduzir o tempo entre diagnóstico e tratamento de câncer.

Flávio reconheceu que a saúde não foi uma área em que o governo de Jair Bolsonaro teve “o melhor resultado”, atribuiu parte das dificuldades à pandemia e afirmou que o ex-presidente “deu o seu melhor”.

Em seguida, voltou a falar de economia e apresentou uma proposta para renegociação de dívidas de pessoas e empresas.


➡️Terceiro bloco

1) Produtividade


O terceiro bloco começou com uma pergunta sobre a baixa produtividade da economia brasileira e as medidas que os candidatos pretendem adotar para aumentar a produção e a renda no país.

Primeiro a responder, Lula afirmou que o aumento da produtividade depende de investimentos das empresas em inovação.

O presidente citou a Nova Indústria Brasil e defendeu investimentos em economia digital, data centers, economia criativa e economia verde, além da formação de profissionais em áreas como engenharia e matemática.

Flávio afirmou que pretende tratar a internet como infraestrutura e conectar escolas, hospitais e aldeias indígenas.

Disse ainda que pretende criar uma plataforma que conecte trabalhadores às áreas de recursos humanos de empresas, além de oferecer capacitação e financiamento por meio da Caixa para pessoas que queiram abrir o próprio negócio.


2) Estados Unidos e terras raras

No confronto direto, Lula questionou Flávio sobre sua relação com os Estados Unidos e perguntou se, em um eventual governo, o candidato entregaria a exploração de terras raras brasileiras aos americanos.

Flávio negou ter atuado para que empresas brasileiras fossem atingidas por tarifas americanas e afirmou que foi aos Estados Unidos para defender empresas e produtos brasileiros.

Lula insistiu no tema e acusou a família Bolsonaro de subordinação aos interesses americanos. Na sequência, propôs que os dois candidatos abram suas contas bancárias e seus sigilos telefônicos para análise antes da eleição.

Flávio afirmou não ter “absolutamente nada a esconder” e defendeu cooperação entre países das Américas contra organizações criminosas e maior atuação das Forças Armadas nas fronteiras.


3) Maioridade penal e segurança pública

Na última rodada do confronto, Flávio defendeu a castração química de estupradores, a redução da maioridade penal e o endurecimento das penas para crimes como roubo de celular.

Flávio apoia uma emenda apresentada pela oposição à PEC da Segurança que prevê reduzir a maioridade penal para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 anos em casos específicos. O senador também assina a proposta.

Lula também passou a defender, nesta reta final da campanha, a redução da maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. O presidente explicitou essa posição na quinta (15), em entrevista à TV Globo.

Lula respondeu citando medidas de seu governo relacionadas ao bloqueio de celulares roubados e voltou à economia.

O presidente defendeu políticas de crédito e renegociação de dívidas e afirmou que o crescimento econômico é a melhor maneira de reduzir o peso da dívida pública. Também citou políticas de educação e inclusão.

Ao fim do confronto, Lula repetiu o desafio para que Flávio abra suas contas bancárias e o conteúdo de seu celular.


Considerações finais

Lula foi o primeiro a fazer as considerações finais. No início, houve interrupções, e os mediadores pediram a Flávio e à plateia que permitissem que o presidente falasse.

Lula agradeceu aos apoiadores e defendeu a continuidade de seu governo. Disse que o Brasil está preparado para crescer mais e citou como prioridades a recuperação da indústria. Também criticou privatizações e defendeu estatais “fortes e produtivas”.

Flávio afirmou, nas considerações finais, que não fará promessas que não puder cumprir e voltou a defender a criação do Ministério da Prosperidade e suas propostas para a segurança pública. Disse que pretende colocar o cidadão no “centro do governo” e pediu votos para o segundo turno.

Após as duas falas, os mediadores encerraram o primeiro debate do segundo turno.


Disputa apertada

O debate ocorreu em meio a uma disputa apertada pela Presidência. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta (15) mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto e Lula com 45%.

Já levantamento Quaest divulgado na quarta (14) apontou Flávio com 46% e Lula com 44%. Nos dois casos, os candidatos estão tecnicamente empatados.

No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com cerca de 2,2 milhões de votos a mais que Lula, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Na reta final da campanha, as duas candidaturas apostam nos próximos debates e na mobilização nas ruas para conquistar votos.

A campanha de Lula pretende destacar medidas de apelo popular, enquanto aliados de Flávio planejam intensificar as respostas aos ataques do presidente e dar mais espaço às propostas do senador.


Presença dos candidatos

A participação de Flávio Bolsonaro chegou a ficar em dúvida. Na terça-feira (13), o senador afirmou que não compareceria ao debate. No dia seguinte, porém, anunciou que participaria depois de Lula confirmar presença.

“Bastou eu falar que não ia no debate, para você [Lula], no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, afirmou Flávio na ocasião.

Lula já havia confirmado que participaria e, em uma publicação nas redes sociais, disse esperar que Flávio comparecesse.


Como foi o debate

O debate foi dividido em três blocos, com perguntas dos apresentadores e momentos de confronto direto entre Lula e Flávio.

No primeiro bloco, os apresentadores fizeram perguntas aos candidatos e, na sequência, os dois participaram de um confronto direto.

No segundo bloco, os candidatos responderam a uma pergunta dos apresentadores e depois fizeram perguntas diretamente um ao outro.

O terceiro bloco seguiu a mesma dinâmica e terminou com as considerações finais dos candidatos.

A mediação foi dos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo. Também participaram jornalistas do Grupo Bandeirantes e de um pool de veículos formado por TV Gazeta, TV Cultura, Jovem Pan e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.


Chegada dos candidatos

Flávio Bolsonaro foi o primeiro candidato a chegar aos estúdios do Grupo Bandeirantes, por volta das 19h26.

Na entrada, afirmou que esperava pelo confronto direto com Luiz Inácio Lula da Silva desde o primeiro turno e disse que pretendia usar o debate para apresentar suas propostas.

O candidato também acusou a campanha do PT de mentir e afirmou que pretendia “esfregar algumas verdades na cara dele”, em referência ao presidente.

Luiz Inácio Lula da Silva chegou depois à sede da Band. Ao falar com jornalistas, disse esperar um debate que esclareça à sociedade as propostas de cada candidato para o país.

“Espero que o debate seja uma aula de civilidade”, afirmou Lula. Segundo o presidente, a sociedade está cansada de provocações. “Eu vim para discutir o Brasil."


Fonte: G1 GLOBO 

 

Quedas e oscilações no fornecimento de energia elétrica marcaram Macajuba no fim de semana

(Max Ribeiro/ Macajuba Acontece)

Moradores de diferentes localidades de Macajuba ,na encosta da Chapada Diamantina, relataram quedas e oscilações constantes no fornecimento de energia elétrica nesta sexta-feira (16).

A instabilidade também afetou o funcionamento da Empresa de Comunicação Deixa Comigo Macajuba, teve atraso nas matérias durante a tarde desta sexta-feira em decorrência dos problemas no fornecimento de energia. A situação acendeu um alerta para os impactos das interrupções no funcionamento de equipamentos e serviços que dependem de alimentação elétrica estável.

Diante das reclamações, a equipe de jornalismo do Deixa Comigo Macajuba está buscando esclarecimentos junto à Neoenergia Coelba para saber o que está provocando as interrupções, quais localidades estão sendo afetadas e que medidas estão sendo adotadas para normalizar o fornecimento.

Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas das oscilações. 

Deixa Comigo Macajuba 15 anos o Jornal do Povo Macajubense.

Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Flávio Bolsonaro à Globo no 2º turno das eleições 2026

 


Candidato à Presidência da República pelo PL foi entrevistado, na última sexta-feira (16), pela jornalista Renata Lo Prete.



Flávio Bolsonaro (PL) já está na bancada para ser entrevistado por Renata Lo Prete. — Foto: Globo/ Manoella Mello


O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi entrevistado na última sexta-feira (16) pela TV Globo.

Conduzida pela jornalista Renata Lo Prete diretamente dos Estúdios Globo, no Rio, e exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, a conversa fez parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026. Após a exibição, a entrevista ficou disponível na íntegra no Globoplay e no g1.

Candidato à reeleição, o presidente Lula (PT), que também disputa o segundo turno da eleição, foi entrevistado na quinta-feira (15). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião com representantes das campanhas.

A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Flávio Bolsonaro. Leia:

"...a produtora do filme ['Dark horse'], cinebiografia de Jair Bolsonaro] aqui no Brasil prestou contas de tudo."




— Foto: g1


A declaração é #FAKE: Veja por quê:

  • Em 13 de maio, o site The Intercept revelou um áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, controlador do Master, para pedir dinheiro para financiar o filme "Dark horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme.
  • Seis dias depois, o senador e candidato à Presidência afirmou, em entrevista coletiva: "Solicitei à produtora do filme que apresente, dentro de um prazo de 30 dias, um relatório detalhado sobre a utilização e o destino dos recursos empregados na produção do longa-metragem".
  • Em 15 de junho, o g1 publicou uma reportagem relatando que a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go UP Entertainment, responsável por "Dark horse", apresentou um laudo alegando que o longa-metragem teria custado R$ 75,1 milhões, sendo que R$ 54 milhões foram gastos no exterior, e R$ 20,9 milhões, no Brasil.
  • Esse documento, anexado a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que investiga Karina (leia detalhes abaixo), não tem informações sobre a origem dos recursos, notas fiscais, recibos que comprovem os gastos do valor repassado por Vorcaro ou comprovante de transferência bancária.
  • Contratado pelos próprios advogados da empresária, o perito que assina o laudo afirmou ter elaborado a avaliação por meio de contratos, planilhas financeiras e extratos. Além disso, admitiu não ter acessado o fundo americano Havengate, apontado como o destinatário das transferências feitas por Vorcaro. A Polícia Federal (PF) considera a análise do caminho do dinheiro fundamental para entender a origem e o destino desses valores.
  • O relatório foi anexado a um inquérito da Polícia Civil de SP envolvendo uma ONG de Karina Fereira. O alvo é um contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital paulista, firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence à empresária e fica no mesmo endereço da Go UP Entertainment. A investigação apura se o dinheiro originalmente destinado à instalação de pontos de wi-fi foi usado na produção de "Dark horse".
  • Além disso, uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção nos repasses de Vorcaro à produção do filme. Flávio Bolsonaro é investigado nesse inquérito, que está sob relatoria do ministro André Mendonça.

"Mais uma vez, eu vou esclarecer quantas vezes forem necessárias: eu estou falando de um pedido de patrocínio privado para um filme privado, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República [...]."

 


— Foto: g1


#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:


  • Em entrevista à GloboNews em 14 de maio, Flávio Bolsonaro afirmou que recursos pagos por Daniel Vorcaro para bancar o filme "Dark horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, foram para um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador. O dono do Banco Master chegou a dar R$ 61 milhões.
  • Em 23 de julho, o ministro André Mendonça, o STF, autorizou a abertura de um inquérito para investigar essas transferências de Vorcaro.
  • A PF apura se parte desse dinheiro acabou sendo usada para bancar a estadia de Eduardo em território americano. O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme, nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.
  • Os investigadores também buscam saber se o valor foi depositado em troca de algum favor prestado por Flávio Bolsonaro ou por seu grupo político.
  • A informação de que Flávio Bolsonaro é investigado pela PF no inquérito aberto para apurar crimes relacionados ao financiamento de "Dark horse" veio à tona em 11 de setembro, após o relator do caso, ministro André Mendonça, levantar o sigilo do caso.
  • O artigo 317 do Código Penal descreve o ato de "solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida".
  • Os investigadores querem saber se houve entrega de dinheiro, qual era a origem dos recursos, quem participou da transação, como o dinheiro circulou e qual foi o destino final.
  • A investigação também considera relevante o fato de que Vorcaro não queria aparecer como patrocinador de "Dark horse".

"Mas [o áudio de Vorcaro falando sobre suposto financimento a documentário sobre Lula] está confirmado pela Polícia Federal."





— Foto: g1


A declaração é #FAKE. Veja por quê:


  • Em 9 de outubro de 2026, uma reportagem da revista "Veja" relatou que Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, teria afirmado, em áudio, que financiou o documentário "Lula" (2024), dirigido por Oliver Stone e produzido em 2022 e 2023. Segundo a revista, a declaração faria parte da proposta de delação do ex-banqueiro.
  • No mesmo dia da publicação, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negaram que Vorcaro fez essa afirmação em depoimento ou apresentou documentos sobre o suposto financiamento ao filme.
  • A defesa do ex-banqueiro também negou a existência de um anexo sobre o tema na proposta de colaboração premiada do cliente, que acabou rejeitada.
  • A PF afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo descrito pela revista nem entregou à instituição documentos ou informações sobre o assunto.
  • Em nota, a PF também declarou ter recebido uma notícia-crime do grupo Prerrogativas com um pedido de investigação do caso. Os advogados pediram uma perícia no áudio atribuído ao banqueiro que inclui acusações contra o presidente, candidato à reeleição. A PF avalia a denúncia feita pela campanha do petista para decidir se abre ou não um inquérito sobre o tema.
  • A PGR também negou as informações. De acordo com o órgão, as negociações foram conduzidas exclusivamente pelos advogados de Vorcaro, sem interlocução direta entre o ex-banqueiro e representantes da Procuradoria: "Não houve depoimento oral do Sr. Vorcaro, justamente por conta da rejeição da proposta, cujos motivos foram expostos à defesa".
  • A defesa do ex-banqueiro também diz que ele não prestou depoimento à PF ou à PGR durante as tratativas. Os advogados afirmam que não confirmam "o conteúdo de qualque rmaterial divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas".

"Hoje, a dívida do Brasil está em R$ 11 trilhões."



— Foto: g1


A declaração é #FATO. Veja por quê:


  • Segundo o Banco Central, em nota publicada em 30 de setembro de 2026, a Dívida Bruta do Governo atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB)
  • O indicador reúne as dívidas do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios. Assim, o valor não se refere exclusivamente à dívida do governo federal.

"Ele [Jair Bolsonaro] foi condenado por associação criminosa armada [no 8 de Janeiro], e não foi encontrada uma arma em lugar nenhum [nos ataques]. [Foi condenado por] depredação de patrimônio público, e ele [estava] a 10 mil quilômetros de distância."


A declaração de Flávio Bolsonaro sobre inexistência de armas é #FAKE.

A declaração de Flávio Bolsonaro sobre as condenações e o local onde seu pai estava no 8 de janeiro é #FATO.

Veja por que a primeira delas é #FAKE:



— Foto: g1


  • O uso de armas brancas e improvisadas por participantes dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro foi comprovado por imagens da perícia feita pela Polícia Civil do Distrito Federal. Elas também são citadas na denúncia da Procuradoria-Geral da República e no relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do 8 de Janeiro, assim como no voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do julgamento da trama golpista.
  • Como relatou uma reportagem publicada pelo g1 em 13 de janeiro de 2023, a Polícia Militar do DF prendeu duas pessoas portando armas improvisadas. Imagens da perícia obtidas pela TV Globo mostraram estacas pontiagudas, entre outros objetos, como máscaras de proteção e luvas. Nos depoimentos, os detidos disseram que pretendiam usar os artefatos caso fossem atacados por "esquerdistas" ou pela polícia.
  • Em 23 de janeiro de 2023, a PGR divulgou uma nota oficializando a denúncia contra cinco manifestantes flagrados em atos de depredação e vandalismo na Câmara dos Deputados. O documento menciona: “Havia, por exemplo, grupos de linha de frente, munidos de armas impróprias (como machados e pedaços de pau); e grupos de retaguarda, que davam suporte e abriam extintores de incêndio para dificultar a atuação dos policiais”.
  • Publicado em 17 de outubro de 2023, o relatório da CPMI do 8 de Janeiro descreve, com base em um relatório elaborado pela Secretaria de Polícia do Senado Federal, o uso de armas brancas e improvisadas. Veja um trecho: "constataram-se em parte dos invasores: o uso de equipamentos de proteção como capacetes, máscaras simples e antigás, coletes/armaduras improvisados etc.; armas potenciais, tais como artefatos explosivos (fogos de artifício), armas brancas (facas, machadinha e canivetes), barras de ferro, estilingue com chumbadas (peso de chumbo para pesca), bolas de gude etc.".
  • Em 26 de março de 2025, ao aceitar a denúncia contra o primeiro núcleo da trama golpista — que incluía o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-ministros de seu governo —, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, descreveu: "As imagens divulgadas, publicamente, por toda a mídia demonstram, claramente, que o acesso à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos 3 Poderes estava bloqueado pela Polícia, que houve confronto, violência, utilização de armas, bombas de efeito moral, ou seja, verdadeiras cenas de batalha campal, com vários policiais agredidos, sendo o símbolo desses policiais agredidos uma policial militar cujo capacete foi arrebentado com uma barra de ferro".


Veja por que a segunda delas é #FATO:



— Foto: g1


  • Jair Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; e deterioração de patrimônio tombado.
  • Segundo a denúncia da PGR, o ex-presidente liderou a organização criminosa que tentou golpe de Estado e analisou e pediu alterações no texto de uma minuta golpista.
  • Ao apresentar as conclusões finais sobre o caso, o procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que a ocorrência dos crimes "é inquestionável, diante das imagens de destruição que marcaram a história nacional”. Também afirmou que “toda a ação progressiva e coordenada acima descrita, executada, com divisão de tarefas, entre julho de 2021 e janeiro de 2023, e fartamente comprovada nos autos, materializa a consolidação de organização criminosa que se uniu, de forma estável e permanente, em torno de um fim comum – um projeto autoritário de poder, violentamente acintoso dos limites impostos pela Constituição".
  • Por 4 votos a 1, a 1ª Turma do STF seguiu a tese da PGR e condenou o Jair Bolsonaro pelos atos de depredação dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, embora estivesse em Orlando, na Flórida, desde 31 de dezembro. A cidade fica a 6 mil km de Brasília.
  • No voto em que rejeitou os embargos de declaração – recurso usado pela defesa do ex-presidente para pedir correções de pontos específicos da condenação –, o relator Alexandre de Moraes acompanhou a manifestação da ministra Cármen Lúcia e afirmou: "Não assiste razão jurídica à defesa, ao afirmar que o réu Jair Messias Bolsonaro não pode ser vinculado aos atos violentos praticados em 8.1.2023 porque teria deixado o país e não mais ocupava o cargo de Presidente da República naquela data. Da análise das provas se mostra objetivo e certo que, até 31.12.2022, Jair Messias Bolsonaro planejou e instigou seus apoiadores para que permanecessem acampados em frente aos Quartéis do Exército e do quartel-general do Exército em Brasília [...]. Os atos de 8 de janeiro foram a exteriorização formal da tentativa final da organização criminosa na busca de seus objetivos antidemocráticos".

"Um governo [do presidente Lula] que é recordista em queimadas na Amazônia. Esse foi o outubro com maior queimada na história da nação brasileira."



— Foto: g1


  • Segundo o Programa de Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia não registrou recordes de queimadas durante o atual governo.
  • Além disso, outubro de 2026 não teve o maior número de focos de incêndio nem se for considerada apenas a Amazônia, nem se forem somados os índices de todos os seis biomas do país (Amazônia, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa).
  • Iniciada em 1998, a série histórica indica que os cinco anos com mais focos na Amazônia são estes: 2004 (218.637); 2005 (213.720); 2007 (186.480); 2003 (174.400); e 2002 (169.261). Neste último, o presidente era Fernando Henrique Cardoso. Nos demais, Lula estava no Planalto.
  • No atual mandato do petista, o ano com mais focos na Amazônia foi 2024, com 140.346, o sétimo maior da série. Em 2023, foram 98.639. Já em 2025, com 43.131, o bioma registrou o menor número de toda a série histórica.
  • Considerando somente outubro de 2026, a Amazônia registrou 9.544 focos entre o dia 1º e o dia 15. O recorde do bioma para o mês ocorreu em 2007, com 28.731 focos. Para superar esse índice, a segunda quinzena deste mês precisa ultrapassar 19,2 mil focos (o dobro do registrado na primeira).
  • Na somatória de todos os seis biomas brasileiros, o Inpe registrou 16.445 focos de calor no Brasil, entre o dia 1º e o dia 15 de outubro. O recorde para o mês ocorreu em 2007, com 67.228 focos, seguido por outubro de 2005, com 65.023. A média histórica para outubro é de 37.427 focos.
  • Até agora, outubro de 2026 somou cerca de um quarto do recorde e está abaixo de todo o mês de outubro de 2025 (28.678).

"Com o presidente Bolsonaro, no primeiro ano de governo, onde houve um recorde, inclusive, de emissões de certificados dos CACs [sigla para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador], a taxa de homicídios caiu 17% no primeiro ano. Isso botou por água abaixo essas teses aí, malucas, de que mais armas nas mãos de cidadãos ordeiros causam mais violência."



— Foto: g1


#NÃOÉBEMASSIM: Veja por quê:


  • De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de certificados de registro de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CAC) chegou a 197.390 em 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro. O número era o maior da série histórica, iniciada em 2005. E continuou aumentando nos anos seguintes: 286.901 (2020), 515.253 (2021) e 673.818 (2022). O levantamento também apontou que “em 2019 as mortes violentas intencionais (MVI) tiveram uma redução de 17,7%, saindo de 57.574 em 2018 para 47.773 em 2019”.
  • Mas especialistas já alertaram que o maior número de armas em circulação, longe de aumentar a segurança, representa um risco à sociedade. Em fevereiro de 2022, na reportagem "Bolsonaro atribui redução de assassinatos à liberação de armas; especialistas apontam distorção dos fatos e que mais armas em circulação são risco à sociedade", o g1 relatou que a redução dos assassinatos no Brasil começou antes do Bolsonaro, segundo pesquisadores do FBSP e do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP).
  • A queda das mortes teve início em 2018, no fim do governo Michel Temer, após um recorde de assassinatos em 2017 provocado por uma guerra entre facções em diversos estados. A redução se manteve em 2019 e foi interrompida em 2020, com elevação de 5% em plena pandemia. A baixa voltou em 2021, com índice 7% inferior ao ano anterior.
  • Tanto o aumento quanto a diminuição são fortemente influenciadas pelas dinâmicas do crime organizado, responsável pela maior parte desse tipo de crime, explicou Bruno Paes Manso, pesquisador do NEV-USP.
  • Entre as reais causas da tendência de diminuição de assassinatos no Brasil, estavam: profissionalização do mercado de drogas brasileiro; maior controle e influência dos governos sobre os criminosos; apaziguamento de conflitos entre facções; criação de programas de focalização e outras políticas públicas; redução do número de jovens na população; e criação do Sistema Único de Segurança Pública SUSP e mudanças nas regras de repasses.
  • "Essa tendência de queda pode ocorrer a despeito do aumento da venda de armas e munições no mercado. As armas e munições legais e ilegais – que são desviadas e ingressam no mercado do crime – não causam, isoladamente, variações nas taxas", disse ele. "Elas tendem a aumentar os homicídios circunstanciais, em bares, boates e no trânsito, por exemplo, e os feminicídios."
  • Diretora do FBSP, Samira Bueno ressaltou que a redução das armas em circulação já ajudou a desacelerar a violência no Brasil: "Diferentes estudos científicos demonstram o papel do controle de armas na desaceleração da violência no Brasil. No Atlas da Violência de 2020 demonstramos que, no período anterior ao Estatuto do Desarmamento (2003), o ritmo de crescimento dos homicídios no Brasil era 6,5 vezes superior ao observado a partir de 2004. Estima-se que, entre 2004 e 2014, a política de controle de armas tenha sido capaz de poupar 135 mil vidas, um legado importante para a compreensão do cenário aqui analisado, e que está em risco em função das medidas recentes de flexibilização do controle de armas por parte do governo federal".
  • "Com a facilitação para aquisição de armas e munições, facilita-se o desvio de armas legais para as mãos de criminosos, prejudica-se a capacidade investigativa das forças policiais e aumenta-se o risco de conflitos, muitas vezes banais, tornarem-se tragédias, como brigas de trânsito", descreveu ela.
  • Procurado pelo Fato ou Fake, Bruno Paes Manso detalhou: "[O número de homicídios] saiu de cerca de 65 mil em 2017, que foi o recorde, para 40 mil. Então, estamos numa tendência de queda que vem desde o último ano do governo Temer [2018]. Claro que são sempre múltiplas causas – é difícil identificar uma única causa. Os registros [de armas de fogo] costumam afetar, principalmente, os casos de homicídios de rua, ligados a briga de trânsito, feminicídios… Porque são casos em que o cara perde a cabeça, está com uma arma no porta-luvas, vai lá e atira. Ou está no bar, alguém pisa no pé, ele encara, perde a cabeça. Esses tipos de homicídio que são repentinos. E, se a pessoa não tivesse uma arma, não aconteceria nada. Mas, com uma arma, ele acaba matando".
  • O pesquisador diz que "no caso de feminicídio, é a mesma coisa".
  • "E, no caso de suicídio com arma de fogo, também. São coisas que acontecem e favorecem a arma de fogo. Só que o que que é o grosso dos homicídios no Brasil? 
  • Não são esses. O grosso dos homicídios, no Brasil, é muito ligado a disputa de crime, a conflitos. E o que aconteceu em São Paulo? Caiu, de 2000 a 2025, 90%, porque tem uma facção que controlou o crime a partir da construção, definição de uma regra, que criou uma regulamentação do crime e fez com que as disputas parassem de ocorrer. Em estados onde essas disputas acontecem, onde tem concorrência, grupos do mesmo tamanho disputando o mercado, os homicídios crescem. Foi o que aconteceu no Nordeste nos últimos anos."

"Um governo [de Lula] que é recordista em assassinatos de mulheres, um governo que é recordista em mulheres que são espancadas."


— Foto: g1


Os dados da declaração são #FATO. Veja por quê:


  • Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado em julho de 2026, o Brasil registrou, em 2025, 1.571 feminicídios. O número representa alta de 4% sobre 2024 (1.504) e é o maior desde 2015, quando esse crime foi tipificado.
  • De acordo com o Código Penal, feminicídio é o assassinato de mulheres por razões que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
  • Em entrevista ao g1, Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do FBSP, afirmou que a alta se explica tanto pela tipificação do crime quanto por sinais consistentes de aumento real. "Se a gente estivesse lidando apenas com a melhoria do registro, a gente ia esperar uma estabilização após alguns anos. Mas o que a gente tem observado é um crescimento que segue de forma contínua ao longo desse período de monitoramento", disse a especialista.
  • Os registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra mulheres somaram 286.270 em 2025 (alta de 2,6% em relação a 2024). É o maior índice desde ao menos 2016, primeiro ano com dado nacional nas edições anteriores do anuário. Segundo o FBSP, isso equivale a pelo menos uma agressão a cada dois minutos.
  • Outros indicadores de violência contra a mulher também subiram em 2025, segundo o levantamento: as tentativas de feminicídio cresceram 6%; os descumprimentos de medida protetiva, 17%; e os casos de perseguição (stalking), 30%.
  • Considerados todos os assassinatos de mulheres, por qualquer motivação, houve queda. Foram 3.539 em 2025 (ou 5,5% a menos que em 2024). Os feminicídios, porém, cresceram e passaram a representar 44,4% dessas mortes, o maior percentual da série.

"Um governo [o terceiro mandato de Lula] que é recordista em pessoas endividadas."





— Foto: g1


A declaração é #FATO. Veja por quê:


  • Entre fevereiro e agosto de 2026, o endividamento dos brasileiros renovou a máxima histórica por sete meses consecutivos. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada desde 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
  • A primeira máxima foi batida em fevereiro, com 80,6% dos consumidores dizendo ter algum tipo de dívida, e avançou até o pico de 82% em julho e agosto. Depois, caiu discretamente, para 81,7% em setembro, segundo dados divulgados neste mês.
  • Logo no início de seu terceiro mandado, Lula herdou um endividamento de 77,9%, registrado em 2022, segundo a mesma pesquisa da CNC. Conforme relatou uma reportagem do "Valor" publicada em 19 de janeiro do ano seguinte, aquele era o maior nível da série até então.
  • O indicador de endividamento mede a parcela de famílias com algum compromisso financeiro a vencer, como cartão de crédito, financiamento, empréstimo pessoal, cheque especial ou carnê de loja. Uma pessoa que parcela uma compra no cartão ou paga um financiamento em dia, por exemplo, entra nessa estatística de endividamento.
  • A taxa não se confunde com inadimplência (dívidas que deixam de ser pagas no prazo determinado). Esta última categoria engloba consumidores com contas vencidas e em atraso. Dessa forma, uma família pode estar endividada e não ser inadimplente, caso esteja pagando as parcelas normalmente.

"Se você pegar o boletim Focus de outubro de 2022, a última eleição do presidente Jair Bolsonaro, a estimativa de taxa de juro era para estar, neste momento, em torno de 7%. Hoje, a taxa de juros está em 14%. São sete pontos percentuais a mais na taxa de juros."



Selo Não é Bem Assim (Horizontal) — Foto: g1


#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:


  • Segundo o Banco Central, a taxa básica de juros vigente nesta sexta-feira (16) é de 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) havia reduzido a Selic para esse patamar no mês anterior, com vigência a partir de 17 de setembro.
  • Os relatórios Focus com os dados de 21 a 28 de outubro de 2022 apresentavam projeções de 11,25% para o fim de 2023, 8% para o fim de 2024 e 7,75% para o fim de 2025. As edições não apresentavam uma projeção para 2026.
  • Além disso, o Focus reúne expectativas de instituições consultadas pelo BC. São previsões sujeitas a mudanças, não uma taxa garantida nem uma promessa do governo anterior. A diferença entre uma projeção antiga e o resultado observado não demonstra, por si só, quanto os juros seriam em outro governo.

"Diferente do Lula, que esqueceu por quatro anos de quem recebe o Bolsa Família, não deu reajuste para ninguém. Faltando 17 dias da eleição, ele lembra que tem que reajustar o Bolsa Família, que foi o Bolsonaro que triplicou o valor, que era R$ 190, em média, e passou para R$ 600."



— Foto: g1


#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:


  • O benefício chegou a R$ 600, em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, mas com participação do Congresso, e não só do Executivo. Segundo a Câmara dos Deputados, o Bolsa Família pagava, em média, cerca de R$ 189 em 2021, antes de ser substituído pelo Auxílio Brasil.
  • A primeira etapa do aumento teve iniciativa de Bolsonaro. De acordo com a Câmara, a Medida Provisória 1.076/2021, editada pelo então presidente, criou um complemento para que as famílias recebessem ao menos R$ 400. Após aprovação do Congresso, a medida deu origem à Lei 14.342/2022, que tornou esse valor permanente.
  • A elevação de R$ 400 para R$ 600, por outro lado, veio por uma emenda aprovada e promulgada pelo Congresso. A Emenda Constitucional 123, de 14 de julho de 2022, estabeleceu um adicional de R$ 200 apenas de agosto a dezembro daquele ano. Por ser uma emenda constitucional, não precisava de sanção de Bolsonaro nem estava sujeita a veto presidencial.
  • Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, em 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno, o governo Lula anunciou uma atualização de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, com pagamentos a partir de 19 de outubro. A pasta informou que esta é a primeira correção pela inflação desde a reformulação do programa, em 2023, e recompõe o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março daquele ano e agosto de 2026.

"A Lei 1.079, que é a lei de impeachment, estabelece lá quais são os crimes de responsabilidade que, se um ministro do Supremo Tribunal Federal incorrer em uma daquelas hipóteses, é obrigação do Senado Federal iniciar um processo de impeachment."



— Foto: g1


#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:


  • A Lei n° 1.079, de fato, estabelece quais são os crimes de responsabilidade aplicáveis a determinadas funções públicas, como o presidente da República, ministros, governadores, o procurador-geral da República ou outros agentes em situações específicas, como ministros de tribunais superiores.
  • O dispositivo estabelece que é competência do Senado Federal processar e julgar um ministro, mas não diz que se trata de uma obrigação.
  • Entre as ações que, segundo a lei, configuram crime de responsabilidade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), estão, por exemplo, exercer atividade político-partidária e proferir julgamento quando, por lei, seja considerado suspeito na causa.
  • Qualquer cidadão, órgão da sociedade civil ou o próprio Procurador-Geral da República pode denunciar um ministro do STF ao Senado Federal. Recebida a denúncia, o presidente do Senado analisa se dará prosseguimento ao caso.
  • Depois, uma comissão de senadores discute se a denúncia deve ou não ser julgada. Se o parecer não for aprovado por maioria no Senado, o caso é arquivado.
  • Se a denúncia avançar, a etapa definitiva de julgamento é realizada em plenário no Senado. O impeachment é decretado se houver aprovação de ao menos dois terços dos senadores.

"Hoje, o golpe que está acontecendo é o do atual presidente. O golpe que ele se vinga, por exemplo, dos moradores… dos motoboys de São Paulo, por causa do prefeito Ricardo Nunes, que é opositor a ele. O que acontece? Numa canetada, ao invés de ele autorizar a Prefeitura a fazer a faixa azul para proteger os motoboys, andarem com segurança nas ruas, ele, por birra com o Ricardo Nunes, fica punindo os motoboys, que merecem trabalhar dignamente. Uma série de coisas que podem ser feitas para essa categoria."




Selo Não é Bem Assim (Horizontal) — Foto: g1



#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:


  • Criada em janeiro de 2022, a faixa azul surgiu como um projeto piloto para organizar o deslocamento de motociclistas, reduzir conflitos com outros veículos e diminuir a gravidade dos acidentes. A implantação da faixa azul depende de autorização federal, porque se trata de uma sinalização experimental, conforme o artigo 80, parágrafo 2º, do Código de Trânsito Brasileiro.
  • A Portaria Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) 217, de 10 de março de 2025, exigiu relatórios trimestrais com acidentes, feridos, mortes e volume de veículos antes e depois da implantação. A avaliação deve abranger toda a via, inclusive as faixas ao lado da marcação azul, e a Senatran pode solicitar dados adicionais.
  • O governo federal já autorizou novos trechos durante a gestão de Ricardo Nunes. Em 11 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo anunciou ter recebido autorização da Senatran para implantar mais 120 quilômetros de Faixa Azul em 28 vias.
  • Em publicação de 30 de abril de 2026, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o Executivo Municipal aguardava autorização para cerca de 80 quilômetros adicionais. Na véspera, a prefeitura havia enviado à Senatran um relatório sobre os resultados do projeto em 233,3 quilômetros de 36 vias.
  • Conforme relatou uma reportagem publicada pelo g1 em 13 de julho de 2026, o projeto estava havia um ano sem novos trechos em São Paulo, por um impasse entre a prefeitura e o governo federal. O período de testes terminou em março. A gestão municipal afirma que, desde então, aguarda uma decisão sobre a continuidade do programa.
  • A prefeitura informou que envia, trimestralmente, informações técnicas à Câmara Temática Nacional de Esforço Legal (CTNL) e à Senatran e que, até o momento, não recebeu pedidos de complementação de dados.
  • Uma reportagem publicada em 8 de outubro de 2026 pelo jornal “O Estado de S. Paulo” tem um posicionamento do Ministério dos Transportes sobre uma declaração de Nunes, na qual o prefeito disse que aguardava desde 2024 a autorização para ampliar o programa e atribuía a demora a motivos políticos.
  • A pasta informou que o pedido estava em avaliação técnica: a coleta de dados terminou em 30 de abril, e a análise do relatório estava em fase de conclusão. O ministério também informou que pediria esclarecimentos sobre a metodologia, os acidentes e mortes e o desempenho da sinalização em diferentes tipos de via, mas não apresentou prazo para decidir sobre a expansão.

"Só os penduricalhos, dos Três Poderes, se você for botar na ponta do lápis, são R$ 24 bilhões por ano."



Selo Fato (Horizontal) — Foto: g1


A declaração é #FATO. Veja por quê:


  • Uma reportagem publicada pelo jornal "O Globo" em 20 de março de 2026 cita a pesquisa “Comparação remuneratória internacional, cenário de redesenho salarial e impacto orçamentário”, do pesquisador Sérgio Guedes-Reis, encomendado pela República.org.
  • "A partir da análise de 25,9 mil contracheques, o estudo estima que, considerando diferentes carreiras jurídicas, ao menos 67 mil servidores receberam acima do teto em 2025. O gasto mínimo com valores que extrapolam o limite constitucional chegou a R$ 24,3 bilhões", diz o texto.
  • Em outra reportagem, de 11 de agosto de 2026, "O Globo" informou que 94% dos R$ 24,3 bilhões pagos acima do teto ficaram concentrados em quatro carreiras: magistratura, Ministério Público, advocacia pública e defensoria pública. Os números constam da Carta do FGV Ibre daquele mês, que mencionava aquele mesmo levantamento de Sérgio Guedes-Reis.
  • A comissão técnica criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2026, com representantes dos três Poderes, chegou a valor compatível para as duas carreiras com maior peso nesses pagamentos. Em nota técnica entregue à Corte, a comissão estimou em R$ 17 bilhões os gastos acima do teto na magistratura e no Ministério Público, com base em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).p
  • Os valores se referem a 2025. Em 25 de março de 2026, o STF decidiu limitar o pagamento dessas verbas no Judiciário e no Ministério Público.

"Ele [Lula] trocou os 27 superintendentes [da Polícia Federal] de toda a federação."




— Foto: g1


A declaração é #FATO: Veja por quê:


  • Em 18 de janeiro de 2023, no primeiro mês de seu terceiro mandato, o presidente Lula (PT) formalizou a troca no comando de 18 de um total de 27 superintendências da Polícia Federal (PF), conforme relatou reportagem publicada à época no "Valor".
  • Ao longo do mandato, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, realizou outras mudanças nas superintendências, e as substituições alteraram 26 comandos regionais, no total.


"O presidente Bolsonaro extinguiu mais de 20 mil cargos em comissão."




 — Foto: g1


A declaração é #FAKE. Veja por quê:


  • Em 13 de março de 2019, o governo do então presidente Jair Bolsonaro anunciou a extinção de 21 mil cargos, funções comissionadas e gratificações do poder Executivo Federal, por meio do decreto n° 9.725, publicado no Diário Oficial da União na mesma data.
  • No entanto, de acordo com detalhamento do decreto obtido pelo jornal "O Globo" junto ao Ministério da Economia e divulgado em reportagem de 25 de março daquele mesmo ano, o corte contemplou apenas 159 cargos comissionados. O restante correspondia à extinção de 17.349 funções e 3.492 gratificações.
  • O levantamento aponta que vários cargos, funções e gratificações que o governo anunciou ter cortado imediatamente no início do ano não estavam sequer ocupados. Do total de 21 mil, 6.587 (ou 31,4%) já estavam vagos quando o decreto foi assinado por Jair Bolsonaro.


"Hoje, vocês sabem que o atual governo tem 39 ministérios."




— Foto: g1


#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:


Lula começou seu terceiro mandato, em 2023, com 37 ministérios.

Em setembro do mesmo ano, o número chegou a 38, com a criação do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

Em maio de 2024, o governo federal estabeleceu a Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, comandada por um titular com status de ministro. A pasta, contudo, foi extinta em setembro daquele mesmo ano.


Participaram da checagem: Camila Silva, Camilla Alcântara, Gustavo Petró, Jorge Fofano, Mariana Assis, Mel Trench, Roney Domingos e Vitória Nascimento.


Fonte: G1 Globo 

Açaí Nova Cruz

Publicidade Google