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terça-feira, 21 de abril de 2020

Em meio à pandemia, residentes ameaçam greve por atraso em bolsa-salário.


Área de atendimento exclusiva do Hospital das Clínicas, em São Paulo, para atendimento de casos do novo coronavírus
© Alexandre Battibugli/VEJASP Área de atendimento exclusiva do Hospital das Clínicas, em São Paulo, para atendimento de casos do novo coronavírus


Profissionais que cumprem o primeiro ano de residência na área da saúde estão cogitando realizar uma greve nacional na próxima sexta-feira, 24, em protesto contra atrasos no pagamento da bolsa-salário em meio à pandemia do 
novo coronavírus. O Ministério da Saúde deveria ter depositado o valor bruto de 3.330,43 reais no último dia 7, mas não efetuou o repasse. Os residentes afirmam que a paralisação será realizada se o pagamento não for feito até a quinta-feira, 23.
Residentes são todos os profissionais que já concluíram a graduação em medicina, mas que estão realizando especializações por meio de programas de pós-graduação lato sensu. Há aproximadamente nove mil residentes com bolsas pagas pelo Ministério da Saúde.

O movimento é articulado pelo Fórum Nacional de Residentes em Saúde (FNRS), a principal entidade representativa dos profissionais. A organização diz que decidiu recorrer à greve porque o Ministério da Saúde tem atrasado os repasses com frequência. O FNRS afirma que não tem um canal de diálogo adequado com a pasta desde abril do ano passado, quando a Coordenação de Residências Multiprofissionais teve os trabalhos suspensos.

O FNRS, que tem em mãos uma lista assinada por 700 residentes que não receberam a bolsa-salário, organiza a greve por meio de reuniões online e de grupos de WhatsApp. Residentes do segundo ano têm sido convocados para aderir à paralisação em solidariedade aos colegas.


“É um descaso que já ocorre há alguns anos. Os ingressantes trabalham com contrato de dedicação exclusiva e sem direito a vale-transporte ou a vale-refeição. Nós decidimos tomar medidas mais drásticas porque, com a pandemia, muitas famílias estão desempregadas e têm no residente a sua única fonte de renda”, diz Átila Tresohlavy, um dos representantes nacionais do FNRS.
Tresohlavy afirma que a paralisação em meio ao combate à Covid-19 seria uma “lástima”, mas que não há outra solução para o impasse. “A falta de investimentos em respiradores mecânicos e a flexibilização de políticas de distanciamento social já afetam a situação da saúde nessa pandemia. Os nossos direitos estão sendo violados. Estamos avisando previamente o ministério, que já atrasa nossas bolsas há duas semanas, que paralisaremos se as obrigações não forem cumpridas”, disse.
VEJA ouviu relatos de residentes que reclamam das condições de trabalho a que estão expostos na crise do coronavírus. Uma residente em psicologia de São Paulo, que pediu para não ser identificada, disse que trabalha 60 horas semanais sem receber adicional insalubridade. Ela também está sem o pagamento da bolsa-salário. “Estamos na linha de frente da pandemia. É uma enorme desvalorização”, afirmou.
O FNRS enviou nesta semana uma carta a diversos setores do Ministério da Saúde, mas não obteve nenhum retorno. A pasta está passando por uma reestruturação após o presidente Jair Bolsonaro ter decidido demitir Luiz Henrique Mandetta. Esta é a primeira semana de trabalho do novo chefe do ministério, o oncologista Nelson Teich. VEJA procurou a pasta para esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
fonte: msn.com

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Teve o auxílio de R$ 600 negado? Saiba o que fazer.


             
O banco disse que os processos em análise estão sendo atualizados com a respostas sobre a liberação ou não do dinheiro depois que a Dataprev analisou os pedidos e repassou as informações ao banco



A Caixa Econômica Federal informou nesta segunda-feira que os trabalhadores informais que tiveram o pedido de auxílio de R$ 600 negado poderá contestar a negativa, pedindo uma reanálise no aplicativo do banco. A plataforma foi atualizada para receber os pedidos. Os trabalhadores inscritos no cadastro único poderão fazer um novo cadastramento. O banco disse que os processos em análise estão sendo atualizados com a respostas sobre a liberação ou não do dinheiro depois que a Dataprev analisou os pedidos e repassou as informações ao banco.

Segundo o vice-presidente de Varejo da Caixa, Paulo Henrique Ângelo, alguns problemas já foram detectados nas inscrições como: erros no cadastramento quando o trabalhador assinalou que era chefe de família, mas não inclui os membros, com informações sobre a data de nascimento e CPF; ou incongruência e divergência de dados.

Ele destacou que algumas situações não permitirão o pagamento do auxílio, entre elas: o solicitante possuir vínculo formal de emprego; ser servidor público; ou ter informado o CPF de uma pessoa já falecida.

- Além disso, o máximo de beneficiários por família é de dois membros, mesmo que o núcleo familiar seja formado por dez pessoas e todas sejam elegíveis. Só duas no máximo poderão receber - informou o vice-presidente.

fonte: Portal Macajuba acontece


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Ex-deputado Gerson Peres morre de Covid-19.



                        © Divulgação

O ex-deputado e ex-vice governador do Pará Gerson Peres morreu aos 88 anos em decorrência de infecção da Covid-19 na manhã desta terça-feira (21) em Belém (PA). As informações são do Diário Online.
Gerson estava internado há uma semana em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Adventista de Belém. O político além de ter a idade avançada era hipertenso, o que pode ter contribuído para o agravamento da doença.

FONTE: msn.com

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Médico que morreu na BA com Covid-19 usava hidroxicloroquina e azitromicina; secretário suspeita que remédios causaram arritmia.

Fábio Vilas Boas diz que médico apresentou melhoras dos sintomas do coronavírus, mas sofreu um mal súbito e morreu. Ele morava em Ilhéus, no sul do estado.


Médico Gilmar Calazans morreu na manhã de segunda-feira (20) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Médico Gilmar Calazans morreu na manhã de segunda-feira (20) — Foto: Reprodução/Redes Sociais


O médico Gilmar Calazans, de 55 anos, primeiro profissional de saúde a morrer em decorrência do coronavírus na Bahia, realizou tratamento com hidroxicloroquina e azitromicina. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (21), pelo secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas.


De acordo com o secretário, o médico era hipertenso e diabético e realizou o tratamento com os medicamentos por quatro dias, na própria casa. Após o período, ele apresentou melhoras dos sintomas do coronavírus, mas sofreu um mal súbito. O uso conjunto de hidroxicloroquina e azitromicina tem a arritmia cardíaca como um dos prováveis efeitos colaterais.


“Médico de 55 anos estava usando hidroxicloroquina para Covid-19. Ele era hipertenso e diabético, vinha em tratamento domiciliar há quatro dias, com a combinação hidroxicloroquina e azitromicina, com melhora clínica, já sem febre ou dispneia, quando apresentou um mal súbito. Levado por familiares, deu entrada na emergência do Hospital da Costa do Cacau em parada cardiorrespiratória. Foi submetido a manobras de reanimação por 45 minutos, permanecendo sem estabilizar o ritmo cardíaco, terminando por evoluir para o óbito”, postou o secretário Fábio Vilas Boas em uma rede social.


"Por ser médico, o paciente conseguiu acesso à hidroxicloroquina e azitromicina, dispensadas com receita médica e vinha em uso domiciliar. Ele era hipertenso e diabético com controle adequado. É sabido que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem levar a arritmias cardíacas graves potencialmente fatais. Seu uso deve ser precedido de avaliação cardiológica e realização de eletrocardiograma".


Fábio Vilas Boas suspeita que o mal súbito teria sido provocado pela utilização dos dois medicamentos.


"Ele estava melhorando da Covid. Para mim o mecanismo de morte é altamente sugestivo de arritmia por efeito adverso da medicação", escreveu.


A morte de Gilmar Calazans ocorreu na manhã da última segunda-feira (20). Ele trabalhava na parte de internamento do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), testou positivo para o novo coronavírus na última quinta-feira (16), quando iniciou o processo de quarentena.



Como tinha um histórico de hipertensão desregulada, ele apresentou um agravamento no quadro de saúde e procurou ajuda na unidade onde trabalhava, mas sequer deu tempo de ser regulado. Em nota, a direção do HRCC, lamentou o falecimento do médico.


Ao todo, 157 profissionais de saúde na Bahia foram infectados pelo coronavírus, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros servidores.


FONTE; G1


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Açaí Nova Cruz

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