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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Deputado bolsonarista morto por covid-19 usou cloroquina.

O deputado estadual fluminense Gil Vianna (PSL-RJ), aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que morreu com a COVID-19 na noite dessa terça-feira, foi tratado com cloroquina. O medicamento, que teve protocolo de uso liberado em amplo aspecto nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, é administrado, junto a outras medicações, no hospital em que o parlamentar estava internado, em Campos dos Goytacazes, no Rio.

Ex-oficial da PM e do Exército, Vianna tinha 54 anos e era aliado a Bolsonaro. A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

Segundo o colunista, a unidade de saúde já utilizava protocolo para medicação com cloroquina para pacientes da COVID-19 em estado grave.

Nesta quarta-feira, o Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu sinal verde para o protocolo de uso da cloroquina também para casos leves da doença. A pauta era prioridade na visão do presidente Jair Bolsonaro desde o início da pandemia no Brasil e foi um dos motivos que causaram as demissões dos médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich do Ministério da Saúde. Hoje o general Eduardo Pazuello comanda a pasta interinamente.

No dia da morte de Gil Vianna e de outros mais de mil brasileiros, nessa terça-feira, Jair Bolsonaro fez piada sobre o uso do medicamento. Em entrevista por rede social, aos risos, o presidente falou que ‘quem é de direita, toma cloroquina; quem é de esquerda, toma Tubaína’. Criticado, Bolsonaro lamentou a perda de tantas vidas já nesta quarta. 

Internação 

 Natural de Campos dos Goytacazes, no Norte do estado, Vianna estava internado desde a semana passada, quando foi diagnosticado com o novo coronavírus.


O deputado fluminense fez o exame ainda no Rio e foi internado em um hospital particular em sua cidade natal, onde havia cumprido mandato como vereador e era pré-candidato à prefeitura municipal. A Alerj decretou luto e suspensão das atividades parlamentares por três dias.
 
Fonte: Correio Brazilinse

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Senado aprova inclusão de morte pela Covid-19 em seguros de vida


BRASÍLIA (Reuters) - O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira projeto que inclui, na cobertura de seguros de vida, mortes decorrentes da Covid-19, assim como determina a cobertura de assistência médica e hospitalar a assegurados infectados pelo novo coronavírus.

Aprovado por 77 votos favoráveis e nenhum contrário, o projeto, que proíbe restrição de cobertura a qualquer doença ou lesão decorrente da emergência de saúde pública, segue para a Câmara dos Deputados.

No substitutivo apresentado em plenário, a relatora da proposta, senadora Leila Barros (PSB-DF), argumenta que várias seguradoras já declararam a disposição de pagar as apólices em caso de morte ou invalidez por infecção da Covid-19.

"Ainda assim, concordamos com a necessidade desse procedimento estar previsto em lei para que seja vedada a possibilidade de exclusão da cobertura do risco em virtude de pandemia em curso", argumentou a senadora.

"Ademais, a previsão legislativa evita a judicialização da matéria, que poderia levar longos anos para que o beneficiário pudesse ter uma resposta estatal."

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)


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Veja os número de casos e mortes por coronavírus no Brasil e na Bahia


O Brasil tem, até o momento, 291.579 casos confirmados de coronavírus, com 18.859 mortes. Já na Bahia, testes já apontaram a contaminação de 11.197 pessoas até o momento. Destas, 362 morreram.



Os casos confirmados ocorreram em 222 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (60,44%). Ao todo, 3.216 pessoas estão recuperadas na Bahia.


Na estado, dos 1.365 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para Covid-19, 688 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 50%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 547 leitos exclusivos para o coronavírus, 327 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 59,8%.


Fonte: Bahia Notícias


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Auxílio emergencial pode ser prorrogado, mas com valor de R$ 200, admite Guedes

Governo deve estudar uma forma de amparar os trabalhadores até a retomada integral da economia, mas pode pagar menos que R$ 600 nesse período.


Diante da possibilidade de que a crise do novo coronavírus dure mais do que o previsto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já admite que talvez seja preciso atender o apelo dos trabalhadores brasileiros e prorrogar o auxílio emergencial de R$ 600. Ele garante, contudo, que o programa não deve ser permanente. Por isso, defende que o auxílio seja reduzido gradualmente e aponta o valor de R$ 200 como um valor possível de ser pago aos trabalhadores por mais ou um dois meses.


Guedes falou sobre a possibilidade de amparar os trabalhadores brasileiros por mais que os três meses previstos inicialmente pelo governo durante uma reunião com empresários do setor de serviços, cuja receita é diretamente afetada pela disponibilidade de renda dos trabalhadores brasileiros, nessa terça-feira (19/05). Porém, deixou claro que a ideia não é fazer do auxilio emergencial um benefício permanente, já que, como vem dizendo a equipe econômica, o governo não tem orçamento para pagar R$ 600 para quase 60 milhões de pessoas por muito tempo.


O que está em estudo pela equipe econômica é, portanto, uma forma de amparar os trabalhadores que hoje dependem do auxílio emergencial durante o período necessário para que o achatamento da curva de contágio do novo coronavírus permita a retomada integral das atividades econômicas e, portanto, o retorno desses brasileiros ao trabalho. É um período que, segundo Guedes, deve durar mais um ou dois meses.


"Ele falou da possibilidade de pensar em uma fórmula de trabalhar essa saída, uma forma de sair dessa situação sem desproteger as pessoas, na medida em que a crise de saúde também vai diminuindo", disse uma fonte que participou da reunião.


Para permitir essa prorrogação, contudo, o governo deve rever os limites do auxílio emergencial. A principal é reduzir o valor do benefício depois do pagamento da terceira parcela dos R$ 600. O tamanho exato dessa redução ainda está em estudo, mas Guedes já citou como um valor factível para o auxílio os R$ 200. Ou seja, a mesma quantia que o governo esperava pagar para os trabalhadores informais antes do projeto de auxílio emergencial ser ampliado pelo Congresso. É um montante que, segundo Guedes, se aproxima dos valores pagos pelo Bolsa Família e poderia caber no orçamento público por mais tempo.


Guedes ainda deixou claro que, apesar de já admitir essa possibilidade de amparar os informais por mais que os três meses previstos inicialmente, não quer aumentar ainda mais o endividamento público. Por isso, está estudando uma forma de viabilizar essa prorrogação sem impactar a dívida pública.


Ele não deu detalhes de como isso seria possível. Mas auxiliares de Guedes têm apontado caminhos para isso. O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, por exemplo, defende que o governo faça um remanejamento orçamentário, tirando dinheiro de programas sociais que são poucos eficientes para aplicá-lo em programas mais efetivos. O secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues, também já falou ser necessário fazer uma revisão do Orçamento.


Os empresários que ouviram esse discurso de Guedes também têm seus palpites de como o governo pode encontrar o orçamento necessário para a prorrogação do auxílio emergencial sem emitir dívidas: emitindo moeda ou vendendo reservas, já que o dólar está alto e o Brasil tem muitas reservas, por exemplo.


Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) também admitiu nesta quarta-feira (20/05) que o Brasil terá um "grande desafio" para manter vivo esse programa de renda mínima, que segundo ele foi um sucesso, sem criar dificuldades fiscais para o governo.


Maia citou, especificamente, os problemas apontados pelo secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que nessa terça-feira (20/05) lembrou que o governo pode ter um déficit primário de R$ 600 bilhões neste ano em virtude dos gastos emergenciais como a pandemia do novo coronavírus. E, por isso, pediu que essas despesas fiquem restritas a este ano. Uma forma de ajudar os trabalhadores nessa situação fiscal restrita, segundo Mansueto, seria priorizar programas como o Bolsa Família ou criar políticas de combate à informalidade.

Balanço


Segundo a Caixa Econômica Federal, cerca de 59 milhões de brasileiros já foram aprovados para receber o auxílio emergencial. A maior parte deles (50,4 milhões) começou a receber a segunda parcela dos R$ 600 nesta semana e deve, portanto, receber a última parcela do benefício daqui a cerca de 30 dias. Já outros 8,3 milhões de brasileiros ainda estão recebendo a primeira parcela do auxílio emergencial e, portanto, devem receber mais R$ 600 daqui a 30 e a 60 dias.

Também há outro grupo, de mais de 5 milhões de brasileiros, que segue em análise pelo governo federal e ainda vai saber se terá acesso ao benefício nos próximos três meses. E novos cadastros podem ser feitos no aplicativo do auxílio emergencial até 3 de julho. Por isso, o número de brasileiros elegíveis aos R$ 600 vai passar dos 60 milhões e o orçamento do programa, que hoje já passa dos R$ 120 bilhões, ainda pode crescer.

Fonte : Correio  Braziliense

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Açaí Nova Cruz

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