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sexta-feira, 10 de abril de 2026

“Canetas emagrecedoras” não resolvem todos os casos de obesidade, afirma médico. Entenda



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Segundo o especialista, pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40, classificados como superobesos ou obesidade grau III, o tratamento exige uma abordagem mais complexa

Aplicação de caneta emagrecedora (Reprodução: Freepik)


O crescimento acelerado da obesidade no Brasil tem acendido um alerta entre especialistas em saúde pública. De acordo com dados recentes do Vigitel, do Ministério da Saúde, cerca de um em cada quatro adultos brasileiros convive com a doença, considerada crônica e multifatorial. Em meio a esse cenário, a busca por soluções rápidas, como as chamadas “canetas emagrecedoras”, tem se intensificado, mas o uso indiscriminado desses medicamentos pode trazer riscos, especialmente em casos mais graves. Ao portal LeoDias, o médico Dr. Marcelo Carneiro, especialista em obesidade e cirurgião bariátrico explicou o por que da medicação não ser a solução para todos os casos de obesidade.

Indicados para auxiliar na perda de peso, os injetáveis têm ganhado popularidade por seus resultados rápidos. No entanto, para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40, classificados como superobesos, o tratamento exige uma abordagem mais complexa. Segundo o médico Marcelo Carneiro, especialista em obesidade e cirurgião bariátrico, o uso dessas medicações deve ser feito com cautela e estratégia.

“Os medicamentos apoiam o tratamento da obesidade, mas não resolvem. Estamos falando de uma doença crônica e, quando em nível crítico, a conduta é ainda mais delicada. Nesses casos, o medicamento pode ser adotado no processo pré-bariátrico, por exemplo, para atingir o peso aceitável para a cirurgia”, explica.

Apesar dos avanços trazidos por substâncias como semaglutida e tirzepatida, o especialista destaca que há limites clínicos para sua eficácia. Em quadros mais avançados, a perda de peso obtida, embora relevante, pode não ser suficiente para controlar doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono.

“Em pacientes com graus mais avançados da doença, a redução obtida, embora relevante, muitas vezes não é suficiente para controlar comorbidades associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono, que são condições comuns em quadros de superobesidade. Nesse caso, a bariátrica continua sendo o tratamento mais eficaz e seguro”, enfatiza Marcelo.

Outro ponto de atenção é o tempo. Para pacientes em estado crítico, atrasar o tratamento adequado pode agravar ainda mais o quadro clínico. O uso das canetas sem orientação médica pode, inclusive, postergar intervenções mais eficazes, como a cirurgia bariátrica.

"Ainda que os resultados dos análogos de GLP-1 apareçam rápido, quando falamos de obesidade em grau crítico o tempo é precioso e a cirurgia bariátrica se torna uma intervenção que impacta diretamente na redução de doenças e na expectativa de vida”, afirma.

Diante disso, especialistas reforçam que o tratamento da obesidade deve ser sempre individualizado e acompanhado por profissionais de saúde. A popularização de soluções consideradas “milagrosas” pode criar expectativas irreais e comprometer a saúde dos pacientes.

“A popularização de soluções rápidas pode gerar falsas expectativas e comprometer a saúde das pessoas. Em um cenário onde a obesidade cresce em ritmo acelerado, disseminar informação correta passa a ser tão essencial quanto o tratamento, especialmente para quem enfrenta os quadros mais sérios da doença”, finaliza Marcelo Carneiro.

Fonte: Portal Léo Dias 

Açaí Nova Cruz

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