quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Alerta: câncer de mama é a doença que mais mata



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Ilustrativa,foto: Internet)


Nesta quinta-feira (5) é o Dia Nacional da Mamografia. O dia serve para alertar a população quanto ao câncer que mais mata mulheres no mundo, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. A estimativa de 2014-2015 do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de 57,1 mil novos casos de câncer no país. Deste total, mais de 10 mil só no Nordeste.


O câncer de mama é a quinta causa de morte de câncer em geral, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

No dia Nacional da Mamografia, o mastologista do Hapvida, Lucas Ramos, alerta para o exame mais indicado de prevenção. “A mamografia comprovadamente reduz a mortalidade, principalmente para as mulheres acima de 50 anos.

A Sociedade Brasileira de Mastologia aconselha que o exame seja feito pela primeira vez aos 35 anos. A partir dos 40, o a mamografia deve ser anual”, explicou.
Já para as mulheres acima de 50 anos a recomendação é realizar o exame mensalmente. “As mulheres que fazem monografia regularmente a partir dos 50 anos têm menor probabilidade de morrer por conta do câncer de mama. É necessário que se faça também o autoexame, apalpando o próprio peito, a procura de nódulo endurecido e indolor, que é o mais comum. A prevenção é essencial, visto que temos cerca de 50 mil novos casos de câncer de mama por ano”, disse o mastologista Lucas Ramos.

A mamografia é o exame mais indicado porque identifica lesões benignas e cânceres, mesmo no estágio inicial da doença.

Previna-se

Em geral, o primeiro sinal do câncer costuma ser a presença do nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. Outros sintomas, porém devem ser considerados, como deformidade e/ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos.

 Realize o autoexame uma vez por mês. Vá até o espelho, erga seus braços, apalpe os seios e as axilas. Se encontrar algum “caroço”, procure seu médico. O hábito é capaz de detectar tumores com mais de 1,5 centímetro. Mas “a mulher precisa ser muito bem orientada para fazer isso”, afirma o médico José Roberto Filassi, chefe do Departamento de Mastologia da USP e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Portanto, consultas regulares a um especialista são importantes: ele fará um exame mais detalhado e dará orientações.

 Previna-se com a mamografia — uma radiografia detalhada, mais eficaz para mulheres com idade superior a 40 ou 50 anos. Alguns médicos defendem que ela seja feita anualmente; outros, de dois em dois anos. O exame identifica nódulos milimétricos, não detectáveis no autoexame.

 Se tiver histórico da doença na família, opte primeiro por uma ultrassonografia antes da mamografia propriamente dita — pois o índice de radiação nesse exame é ínfimo — ou por uma ressonância magnética, método de diagnóstico por imagem que não utiliza radiação e produz imagens de alta definição das mamas.

 Começou a menstruar antes dos 12 anos e passou por menopausa depois dos 55? Fique alerta! Quanto maior o período menstrual, maior a exposição ao estrógeno (hormônio feminino), o que eleva o número de células mamárias e, consequentemente, o risco de tumores.

 Não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos é outro fator de risco: é durante a gravidez que o desenvolvimento da mama se completa. Quando a gravidez é tardia, a mama fica mais suscetível a sofrer alterações celulares.

 A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é considerada fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos. Encontradas nos raios-X, elas possuem energia suficiente para “quebrar” átomos e moléculas. Se esses tipos de exames forem feitos em excesso, podem afetar o material genético das células e até causar anomalias das células, provocando câncer, por exemplo.

As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento do câncer. Os mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama). O tratamento pode, ainda, incluir a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos.

Fonte: Tribuna da Bahia

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