terça-feira, 29 de agosto de 2017

DIA NACIONAL DO VAQUEIRO (29 DE AGOSTO), prefeita de Macajuba divulga homenagem



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(Foto: Divulgação)
O Dia Nacional do Vaqueiro em 29 de agosto de cada ano, é uma comemoração de brasileiros, que foi instituída pela Lei Nº 11.797 de 29 de outubro de 2008, e que teve sua origem no "Dia do Vaqueiro" do Estado brasileiro do Piauí em caráter de manifestação estadual.


Essa data comemorativa de brasileiros nascida no Piauí tem por fim, marcar a data daquela que é considerada como a 1ª passeata de vaqueiros nas Terras Brasilis, que se deu em 29 de agosto de 1944, como parte daquela que é tida como a maior festa de vaqueiros do Brasil, com a participação [sempre crescente] de cerca de mil vaqueiros, que se concentram na cidade brasileira de União-PI em louvor a São Raimundo Nonato.

É também uma homenagem essa gente formada pela fusão de diversas raças, que tem no gado, no cavalo e na música seus grandes companheiros, com suas vestimentas compostas pelo terno ou gibão de couro, pelo chapéu e por suas sandálias feitas do couro do veado capoeiro, enquanto homens do sertão que enfrentam matas espinhosas nas caatingas e serrados brasileiros com seu aboio característico à procura do gado perdido, sendo por suas peculiaridades, figuras representativas da cultura brasileira, especialmente do sertão nordestino do Brasil.

Para conhecimento, no norte e nordeste do Brasil, o vaqueiro é um termo que designa a pessoa responsável por cuidar de um rebanho de gado, de modo análago à concepção norte-americana do cowboy.

Lidar com o gado no Brasil, seja na caatinga ou em outro lugar qualquer, cheio de galhos e espinhos, é muito difícil, por isso o vaqueiro tem que usar uma roupa própria, com condições de enfrentar essa vida, e que funcione como uma couraça ou armadura.

A vestimenta do vaqueiro é caracterizada pela predominância do couro cru e curtido, geralmente, utilizando-se processos primitivos com a remoção de todo o pelo, o que o deixa da cor de ferrugem, flexível e macio. Antigamente era usado o couro de veado catingueiro, mas por conta de essa espécie encontrar-se em extinção, passou a usar-se o couro de carneiro e de bode, que no sul é chamado de pelica.

No Norte e nordeste do Brasil, o Português radicado se transformou no vaqueiro, que faz uso de indumentária própria feita de couro, composta por perneira (calça), gibão (dolmã ou jaqueta de couro, sobretudo), chapéu (de couro de abas largas dobradas no meio), peitoral (avental de couro), luvas e botas também de couro, além de cantil e outros equipamentos de sobrevivência. é que na lida do dia a dia, o couro protege a pele do vaqueiro contra queimaduras vindas do sol, e nas constantes correrias dos cavalos, contra os galhos e espinhos das árvores da caatinga, própria dessa região do Brasil.

O gibão ou dolmã, esse sobretudo, é enfeitado com pespontos e fechado com cordões de couro. O pára-peito ou peitoral é seguro por uma alça que passa pelo pescoço. [por conta do frio, no sul do Brasil, usa-se também um cobertor com um furo no centro, o chamado "poncho".] As perneiras que cobrem as pernas do pé até a virilha, são presas na cintura para que o corpo fique livre para cavalgar. As luvas cobrem as costas das mãos, deixando os dedos livres. E nos pés o vaqueiro usa alpercatas ou botinas. O jaleco parece um bolero, feito de couro de carneiro, sendo usado geralmente em festas. Tem duas frentes: uma para o frio da noite, onde conserva a lã, outra de couro liso para o calor do dia. O chapéu protege o vaqueiro do sol e dos golpes dos espinhos e dos galhos da caatinga e, às vezes, a sua copa é usada para beber água ou comer.
O vaqueiro também usa sempre um par de esporas e nas mãos uma chibata de couro, indicando que, se não está montado poderá fazê-lo a qualquer momento.
A vida dos vaqueiros de hoje não difere da de antigamente, pois o sertanejo não está motorizado. Correr atrás do animal desgarrado com seu cavalo, faz parte do dia a dia dessa gente. Por isso, é bastante comum ver esses homens vestidos de roupa de couro, em correrias por estradas de terras da área rural, atrás das reses, arriscando sua vida na caatinga com seus espinhos, em lugares cheios de surpresas que algumas vezes até provocam a queda dos cavalos.
O trabalho do vaqueiro é árduo e contínuo. Ele passa grande parte do tempo montado a cavalo, percorrendo a fazenda, fiscalizando as pastagens, as cercas e as aguadas [fonte, rio, lagoa ou qualquer manancial existente numa propriedade agrícola].
O maior problema enfrentado pelo vaqueiro é o da água. Às vezes o gado tem que ser levado por dezenas de quilômetros até os bebedouros (rio, riacho, lago). Na época da migração sazonal, o vaqueiro tem que conduzir o gado para lugares distantes na ida e na volta.
Em algumas propriedades a migração sazonal não é necessária, porque existem aguadas nas proximidades. Nessas regiões, como por exemplo no vale do Moxotó em Pernambuco, normalmente os cactos são abundantes. Os restolhos do roçados de algodão, feijão, fava e milho também são usados na alimentação do gado, assim como o caroço de algodão ou os ramos da catingueira, mulungu, jurema e angico, que têm que ser podados pelo vaqueiro. Nos anos mais secos, alguns cactos como o mandacaru e o xique-xique, também precisam ser queimados, antes de servirem para alimentação dos animais. A macambira, no chamado semi-árido, além de ser queimada, ainda deve ser picada, nessa que é uma região caracterizada pela baixa umidade e pequeno volume de chuvas.
Cabe ao vaqueiro ainda, reunir os animais nos currais, além de ferrar o gado, ou seja, utilizar-se de um ferro em brasa para colocar em cada um a marca do seu dono, cuja prática é bastante comum em todos os lugares do Brasil.
uma das principais características do vaqueiro é o aboio, que consiste num canto sem palavras, cantado pelos vaqueiros quando conduzem o gado pelas pastagens ou para o curral. Eles aboiam também, quando precisam orientar um companheiro que se perde numa serra, ou se extravia numa caatinga.

Fontes consultadas:

Fonte: http://datascomemorativas.org/dia-nacional-do-vaqueiro-29-de-agosto/
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 Filomena Tend Tudo, breve em Nova Cruz

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