domingo, 12 de maio de 2024

Ator Paulo César Pereio, nome histórico do cinema brasileiro, morre no Rio aos 83 anos



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Ator Paulo César Pereio — Foto: Reprodução/ GloboNews



O ator Paulo César Pereio morreu na tarde deste domingo (12), no Rio de Janeiro. Ele tinha 83 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Casa São Bernardo, onde ele estava internado.

De acordo com a unidade de saúde, o ator estava em tratamento de uma doença hepática avançada e foi levado ao hospital durante a madrugada, já em estado grave.

Paulo César Pereio nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 19 de outubro de 1940. Tem trabalhos marcantes na TV, teatro e no cinema, onde atuou em mais de 60 filmes. Trabalhou em filmes de cineastas importantes do cinema brasileiro como Glauber Rocha, Hector Babenco, Arnaldo Jabor, Hugo Carvana e Ruy Guerra.

Citando alguns trabalhos, Pereio atuou em “Terra em transe”, de Glauber Rocha. Com Arnaldo Jabor, esteve em “Toda Nudez Será Castigada”, filme baseado na peça de Nelson Rodrigues, e “Eu te amo”.

O ator estava no elenco de Roda Viva, peça de Chico Buarque encenada por Zé Celso Martinez Corrêa no fim dos anos 1960.

O ator foi casado 3 vezes e teve 4 filhos, dois deles com a atriz Cissa Guimarães.

"Eu era uma menina e você me mostrou o mundo e o amor pelo nosso ofício. Fizemos filhos e história, meu amor, e agora temos nossos netos lindos para continuar nosso amor, que será sempre eterno!", disse Cissa Guimarães na portagem de uma rede social.

O ator João Velho, filho dos dois, agradeceu as mensagens de apoio e destacou a importância do pai.

"Morre com ele um pouco da história do cinema, da nossa cultura. Ao mesmo tempo que é um dia de tristeza, também é de celebração, pois o meu pai sempre viveu a vida com muita intensidade", afirmou João.

O corpo de Paulo César Pereio tem previsão de ser sepultado na terça-feira (14), mas não há previsão de local e horário.

Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, o artista afirmou que construiu a própria imagem pública de pessoa controversa.

"Construo este mito, para ser pouco incomodado. É uma espécie de self-art. Pereio, na terceira pessoa, é obra minha. Posso ser considerado no Brasil uma celebridade. As pessoas me reconhecem na rua. Mas posso me dar ao direito de sair sozinho por aí, subir morro, andar na banda podre e na baixa sociedade, tranquilamente. Sei como não ser vítima disso. Conheço atores brasileiros que têm de fingir que são outra pessoa para sair na rua”, destacou o ator.

Sobre a convivência com Nelson Rodrigues, ele reunia histórias.

"Às vezes, Nelson ia ao meu camarim para fumar e tomar cafezinho escondido, porque tinha uma médica não deixava. Mas ela não podia entrar nos camarins e ele podia. Aí ele ia no meu camarim e dizia barbaridades assim: ‘Pereio, todo canalha é magro!’. Respondi: ‘Isso é arbitrário!’. E ele: ‘Em 97% das vezes em que sou arbitrário, eu estou certo’. Ele deu 3% de gorjeta”, disse Pereio.

Pereio afirmou que, ao longo do tempo, se transformou em uma mais tranquila e equilibrada. Principalmente após os 60 anos.

"Não me lembro de ter sido tão equilibrado. O desequilíbrio sempre produz certa ansiedade. Tenho momentos de calmaria que são muito bons. Baboseiras de que “minha infância foi uma coisa muito boa”. A juventude só é boa porque a gente tem tesão e não brochou. Mas serenidade, tranquilidade e a ideia de momentos felizes passei a ter depois dos sessenta anos. E tenho melhorado! Tenho muito orgulho de ter saúde, apesar de tudo o que fiz”, afirmou.


Fonte G1 




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