domingo, 10 de agosto de 2025

'Benção, pai': por que antigo gesto de respeito está sumindo das casas



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Afeto e respeito: como se manifestam sem a bênção tradicional




O gesto da bênção se transforma na modernidade familiar. Crédito: Imagem ilustrativa, gerada por IA


O hábito de pedir a bênção aos pais, um pilar de respeito e afeto para gerações no Brasil, está em declínio. Esse gesto simbólico cede espaço frente às profundas transformações que redefinem o formato e as dinâmicas das famílias atuais.

Pais e filhos por Shutterstock

Pais e Filhos por Reprodução | Freepik

Family with cute little child. Father in a black jacket. Sunset background. por Reprodução | Freepik

Pais e Filhos por Reprodução | Freepik


Pais e Filhos por Reprodução | Freepik

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Pais e Filhos por Reprodução | Freepik

À medida que a concepção de família se modifica, rituais antigos como a bênção se tornam menos frequentes. Essa não é uma perda, mas sim um processo de adaptação cultural e simbólica que acompanha a evolução das relações.

É fundamental compreender que essa mudança não apaga o afeto. Segundo o antropólogo David Stigger, da USP, "a cultura não perde as coisas, ela transforma. Ela realoca, ela reorganiza", sublinhando que as tradições culturais se reconfiguram.

Famílias pluralizadas

As configurações familiares no Brasil transcendem o modelo patriarcal. Hoje, há famílias chefiadas por mães solo, casais homoafetivos e avós que criam netos, mostrando diversidade.

Este panorama influencia a lógica da bênção, anteriormente ligada ao pai ou à mãe. Stigger explicou que hoje "grande parte das famílias brasileiras são encabeçadas por mulheres. Então, o costume de falar 'bênção pai ou benção mãe', ele se desloca".

O simbolismo da partida

A bênção também cumpria um importante papel simbólico: ela assinalava a transição do ambiente seguro do lar para o mundo externo, muitas vezes visto como perigoso.
Era um gesto de cuidado que dava ao indivíduo a força simbólica dos laços familiares. "A bênção geralmente acontece ao sair de casa", destacou David Stigger.

Fronteiras fluidas na era digital

Com o avanço da tecnologia e a comunicação instantânea, as divisões entre o espaço público e o privado tornaram-se mais porosas.

Aplicativos como o WhatsApp conectam as pessoas a todo momento, diminuindo a necessidade de um ritual específico ao sair. "A eficácia simbólica da bênção muitas vezes não se torna tão necessária", observou Stigger.

A família em constante redefinição

Um estudo de Christiane Torres de Azeredo indica que a estrutura familiar sempre passou por alterações. Desde a barbárie até hoje, o modelo evoluiu de coletivo para nuclear e, agora, afetivo.

A Constituição de 1988 consolidou o afeto e a dignidade, substituindo o "pátrio poder" pelo "poder familiar". Isso demonstra uma evolução contínua do conceito de família no país.

Afeto: a essência que permanece

O declínio da bênção tradicional não significa o fim do respeito ou do amor entre pais e filhos. Isso demonstra que esses sentimentos são expressos de novas maneiras.

A cultura familiar é viva e se adapta. A bênção é menos um costume perdido e mais um símbolo que encontrou outras formas de existir e se manifestar nos lares brasileiros.

Fonte: correio 24horas 


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