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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

'Continua orando': esposa de PM morto em operação no Rio mostra última conversa



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

Heber Carvalho da Fonseca foi um dos quatro policiais mortos na terça-feira (28)                                    

Esposa prestou homenagem ao sargento morto em operação Crédito: Reprodução

A esposa do policial militar do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Heber Carvalho da Fonseca, 39, que morreu durante a megaoperação realizada no Rio de Janeiro, Jéssica Michele, compartilhou a última conversa que teve com o companheiro. Em uma rede social, ela mostrou mensagens enviadas pelo marido antes de ser morto, na terça-feira (28). 

“Estou bem. Continua orando”, escreveu o policial, às 10h57. A esposa respondeu dois minutos depois, pedindo que ele continuasse mandando mensagens durante a operação. Ela não teve mais respostas. Às 11h04, Jéssica demonstrou preocupação com as notícias sobre baleados. "Cuidado, pelo amor de Deus. Muitos baleados", enviou para o marido. 

Heber Carvalho foi um dos quatro policiais mortos em operação no Rio

Heber Carvalho foi um dos quatro policiais mortos em operação no Rio por Reprodução

Heber Carvalho foi um dos quatro policiais mortos em operação no Rio por Reprodução

Sem respostas, Jéssica telefonou ao menos três vezes para o marido. Heber Carvalho da Fonseca, ambos lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o militar foi ferido durante a operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha.

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. Heber Carvalho tinha 39 anos e ingressou na Corporação em 2011. Ele deixa esposa, dois filhos e um enteado.

Em nota, o Bope lamentou a morte. "O sargento Heber dedicou sua vida ao cumprimento do dever e deixa um legado de coragem, lealdade e compromisso com a missão policial militar. Sua ausência será sentida por todos que tiveram a honra de conhecê-lo", escreveu. 

Megaoperação 

O número de mortos ligados à megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha pode chegar a 132. Somente entre a noite de terça-feira e (28) a manhã desta quarta (29), moradores já levaram 68 corpos até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, além dos 64 óbitos já confirmados pelas autoridades ontem.

Os corpos foram recolhidos de uma área de mata e colocados pelos moradores na praça, onde equipes da Defesa Civil atuam para fazer a remoção. O cenário ocorre um dia depois da ação policial que já era considerada a mais letal da história do Rio, com os 64 óbitos oficialmente confirmados - segundo a polícia, 60 suspeitos e 4 policiais.

Com o alto volume de cadáveres, o Instituto Médico-Legal (IML) do Rio funcionou de forma restrita nesta quarta, recebendo apenas vítimas da operação. A Polícia Civil informou que outros casos que precisem de necropsia serão direcionados ao IML de Niterói.

A megaoperação deflagrada na terça prendeu mais de 80 pessoas suspeitas de integrar o Comando Vermelho e deixou ao menos nove feridos - seis agentes de segurança (quatro policiais civis e dois militares) e três moradores. De acordo com a polícia, entre os mortos oficialmente contabilizados estão criminosos que vieram de outros estados e se refugiavam nas comunidades.

A ação teve participação de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, com apoio do Ministério Público, dentro do âmbito da Operação Contenção.

Fonte; Correio24horas 

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Açaí Nova Cruz

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