Estado registra casos de intoxicação pela substância desde 1990
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| Autoridades em saúde alertam para o risco de ingestão de metanol Crédito: Biodiesel Brasil/Divulgação |
Após a aparição do primeiro caso de morte suspeita por intoxicação por metanol, a Bahia entrou em estado de alerta para um problema de saúde pública que já se repetiu em outras ocasiões no estado. Em 1999, o episódio ganhou grande repercussão quando 35 pessoas morreram e cerca de 400 ficaram intoxicadas após ingerirem cachaça artesanal adulterada.
Os casos foram registrados em dez municípios do Sudoeste baiano, entre eles Nova Canaã, Dário Meira, Ibicuí, Poções e Itiruçu. Naquele ano, sete amostras da bebida foram recolhidas e analisadas pelo Departamento de Polícia Técnica do Instituto Médico Legal. Os laudos apontaram que a proporção de metanol variava entre 2,85 ml e 20 ml a cada 100 ml de álcool, enquanto o limite aceitável seria de apenas 0,25 ml por 100 ml.
Mortes por ingestão de metanol na Bahia
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| Em 1990, CORREIO noticiou mortes por ingestão de metanol na Bahia por Arquivo/CORREIO |
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| Em 1990, CORREIO noticiou mortes por ingestão de metanol na Bahia por Arquivo/CORREIO |
Em 1990, nove anos antes, 14 pessoas morreram em Santo Amaro, no Recôncavo, após consumirem cachaça contaminada. O comerciante Edvaldo Gomes Sales se entregou à polícia e admitiu ter distribuído o produto, alegando, contudo, que desconhecia sua toxicidade.
Já em 1997, outras 13 mortes ocorreram nos municípios de Lamarão e Serrinha, no Nordeste do estado. De acordo com laudo da Delegacia do Ministério da Agricultura, divulgado em Salvador, a cachaça analisada apresentava 68 vezes mais metanol do que o limite suportado pelo organismo humano.
Fonte: Correio24horas
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