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| Reprodução/ Redes Sociais Allan Michael, de 4 anos e Ágatha Isabelly, de 6 anos |
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completa 21 dias neste sábado (24). Diante da falta de novas pistas, as autoridades decidiram por alterar a estratégia das buscas.
Após as várias mobilizações e buscas em diversas áreas, as autoridades informaram por meio de uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (22), que serão reduzidas e a investigação policial será intensificada.
De acordo com Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes continuarão em prontidão para retomar as buscas em locais específicos caso surjam novos indícios.
“Infelizmente, nós não encontramos as crianças”, afirmou o secretário. Mas complementou dizendo que o trabalho das autoridades ainda não foi dado como encerrado.
“O nosso trabalho não para, a nossa missão é uma missão árdua, mas nós vamos continuar trabalhando para localizar essas duas crianças”.
Marins também afirmou que: “Continuamos com o mesmo propósito, com a mesma dedicação desde o começo, com um único objetivo de localizar essas crianças. Vamos continuar, nós não perdemos a esperança”.
Ele disse que as buscas serão feitas e refeitas de acordo com a necessidade. Além disso, declarou que os trabalhos serão redirecionados.
“Vamos redirecionar os trabalhos, dando enfoque às investigações da Polícia Civil e mantendo também grupos especializados em atividades rurais para o rastreamento, e até mesmo o Exército Brasileiro”, o secretário.
O desaparecimento
As crianças Ághata Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, estão desaparecidas desde a tarde de 4 de janeiro, em Bacabal, Maranhão. Os irmãos sumiram enquanto brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos.
O primo deles, Anderson Kauã, de 7 anos, também havia desaparecido, mas foi encontrado sozinho no dia 7 de janeiro, por carroceiros, em uma estrada no povoado Santa Rosa.
Kauã relatou que havia deixado as duas crianças em uma cabana abandonada, conhecida como "casa caída", enquanto foi buscar ajuda.
Após a localização de Kauã, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), anunciou uma recompensa de R$ 20 mil por informações sobre o paradeiro das crianças desaparecidas.
O menino permaneceu internado recebendo cuidados médicos e apoio psicológico e, após a alta, se juntou às equipes de busca.
Durante as investigações, Kauã guiou os policiais até a cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim, onde cães farejadores indicaram sinais da presença das crianças.
A Marinha passou a usar sonar para realizar uma varredura em um trecho de 3 km do rio, mas as crianças ainda não foram localizadas.
As buscas continuam em uma área de difícil acesso, com 54 km² de vegetação fechada, terreno irregular, açudes e o Rio Mearim.
Fonte: IG
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