Na capital, os atendimentos aumentaram cerca de 28%
Prédio no bairro Cidade Nova, zona central do Rio de Janeiro • Cleber Rodrigues
A rede estadual de saúde do Rio de Janeiro registrou 1.597 atendimentos relacionados ao calor extremo que atinge as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), os atendimentos ocorreram entre os dias 1º e 11 de janeiro e foram registrados nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pela pasta.
Segundo a SES-RJ, os pacientes apresentaram ao menos três sintomas simultâneos associados ao calor, como dor de cabeça, tontura e náuseas. Outros sintomas observados incluem pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, distúrbios visuais, confusão mental, respiração rápida, taquicardia, desidratação, insolação e desequilíbrio hidreletrolítico (alteração nos níveis de água e sais minerais do organismo).
Atendimentos relacionados ao calor também cresceram na capital
Um levantamento do Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS-Rio) aponta que, entre os dias 9 e 11 de janeiro, as unidades de saúde da capital registraram 1.734 atendimentos possivelmente relacionados ao calor. O número representa um aumento de 27,92% em relação à média do mesmo período de anos anteriores.
De acordo com a SMS, as principais causas dos atendimentos foram tontura, vertigem, fraqueza e desmaios. As UPAs de Vila Kennedy, Cidade de Deus e Sepetiba concentraram o maior número de registros. Já os maiores aumentos em relação ao esperado — acima de 50% — foram identificados na UPA Vila Kennedy, no Hospital do Andaraí e no CER Centro.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de seguir as orientações abaixo para reduzir os efeitos do calor:
•Aumentar a ingestão de água ou sucos naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem sentir sede;
•Consumir alimentos leves, como frutas e saladas;
•Utilizar roupas leves e frescas;
•Evitar bebidas alcoólicas e com alto teor de açúcar;
•Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre 10h e 16h;
•Usar protetor solar;
•Proteger crianças com chapéus de abas largas;
•Manter-se informado sobre os níveis de calor por meio das redes sociais e dos sites do Centro de Operações Rio e da Secretaria Municipal de Saúde;
Em caso de mal-estar, tontura ou outros sintomas relacionados ao estresse térmico, procurar uma unidade municipal de saúde.
Fonte: CNN Brasil
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