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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Anvisa suspende fórmula infantil da Nestlé por excesso de selênio



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 


Lotes da fórmula infantil da Nestlé foram recolhidos pela Anvisa após análise indicar níveis elevados de selênio e iodo acima do permitido

Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (12/2), o recolhimento de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino 400 g, fabricada pela Nestlé Brasil, após análises apontarem quantidades de selênio e iodo acima dos limites previstos na legislação sanitária.

A medida inclui suspensão da venda, distribuição, importação, propaganda e uso dos produtos afetados.

Segundo a agência, os níveis identificados desses micronutrientes ultrapassam o padrão permitido para fórmulas destinadas a lactentes e crianças pequenas com necessidades alimentares específicas.

Por se tratar de um público mais sensível, a composição nutricional precisa seguir critérios rigorosos para garantir segurança.

Veja os lotes suspensos pela Anvisa

50310017Y2

51060017Y1

50720017Y1

50710017Y4

50290017Y1

50280017Y2

43510017Y1

43480017Y2

43110017Y2

41730017Y2

Produto é indicado para bebês com restrições alimentares

Alfamino é uma fórmula especial geralmente indicada para bebês com alergia grave à proteína do leite de vaca ou outras condições que exigem alimentação baseada em aminoácidos livres. Esse tipo de produto costuma ser utilizado quando outras opções não são adequadas.

O excesso de minerais como selênio e iodo pode trazer riscos à saúde, principalmente em crianças pequenas, já que o organismo ainda está em desenvolvimento. Por isso, a legislação estabelece limites específicos para esses componentes.

A recomendação é que consumidores verifiquem o número do lote na embalagem e interrompam o uso caso o produto esteja entre os afetados. A orientação também inclui procurar o fabricante para obter informações sobre devolução ou substituição.

Em nota ao Metrópoles, a Nestlé informou que foi “surpreendida pela publicação” da resolução e que está em contato com a Anvisa para prestar esclarecimentos. Segundo a empresa, houve “um erro de conversão na declaração da unidade de medida”, o que teria levado à interpretação de níveis acima do permitido.

A companhia afirma que os valores corretos estariam dentro dos limites previstos na legislação e declarou que seus produtos “atendem estritamente a todos os parâmetros normativos estabelecidos e são seguros para consumo”.

Fonte: Metrópoles 

Açaí Nova Cruz

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