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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Após repercussão, governo derruba aumento de tarifa para produtos eletrônicos; decisão retomou alíquota antiga para smartphones



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 


Tarifas foram zeradas para 105 produtos e 15 produtos terão a alíquota nos patamares anteriores ao aumento; aumento da taxação seria de até 7,2 pontos percentuais.


Governo recuou parcialmente em aumento no imposto de importação – medida atingirá bens de capital e máquinas e equipamentos, mas não produtos de tecnologia da informação. — Foto: Bruno Leão/Sedecti


A maioria dos 105 produtos que voltam a ter a tarifa zerada são bens de capital e itens das áreas de informática e telecomunicações.

💻 Os outros 15 produtos permanecem com alíquota de importação, porém em níveis reduzidos, entre eles notebook.

📈 A elevação na tarifa de alguns desses itens poderia subir de zero para até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Em outros casos, como smartphones, a taxação subiria de 16% para 20%.

A decisão retomou as tarifas anteriores para produtos como:

•notebooks - 16%

•smartphones - 16%

•gabinetes com fonte de alimentação - 10,80%

•placas-mãe - 10,80%

•indicadores ou apontadores (mouse e track-ball, por exemplo) - 10,80%

•mesas digitalizadoras - 10,80%

•unidades de memória de estado sólido (SSD) - 10,80%

O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões neste ano com a medida. Ainda não há dados sobre o impacto da revogação parcial no aumento das tarifas, mas o cumprimento da meta de superávit nas contas governamentais em 2026 ficará mais difícil.

Na estimativa do Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, o aumento no imposto de importação poderia gerar arrecadação de até R$ 20 bilhões neste ano.

O que dizia o governo e importadores

Ao justificar o aumento realizado no início deste mês, agora revertido, o governo informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%.

Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão".

Representantes de importadores, por sua vez, viam impacto na competitividade e na inflação brasileira. Diziam que a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global.

Em nota técnica, o Ministério da Fazenda dizia que o efeito do aumento de tarifas no IPCA deveria "ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva".

Fonte: G1 Globo/ Economia 

Açaí Nova Cruz

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