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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Manifestação em Brasília pede justiça pelo cão Orelha



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O ato aconteceu simultaneamente em 12 cidades do Brasil. Manifestantes pedem a federalização do caso

Tutores de animais pedem justiça pelo cão Orelha - (crédito: Fabrício Di Carvalho)x


Dezenas de pessoas se reuniram em Brasília, na tarde deste domingo (22/2), para uma manifestação por justiça pelo cão Orelha, que foi atacado por um grupo de jovens em Santa Catarina e não resistiu às agressões. O ato começou no parque da 104 do Sudoeste e os manifestantes marcharam até o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), parando também em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

A manifestação aconteceu simultaneamente em 12 cidades do Brasil: São Paulo, Americana-SP, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Goiânia, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Salvador. No ato de Brasília, os manifestantes carregaram cartazes e faixas pedindo justiça por Orelha, mas também pediram justiça por 21 gatos tigrados que teriam sido torturados e mortos pelo psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, no Gama, em 2025.

"Quando a gente fala de justiça por Orelha, é sim pelo cãozinho que foi morto em Santa Catarina, mas Orelha virou um símbolo nacional de uma sociedade que não aceita mais a violência contra os animais. É um símbolo de uma luta de uma sociedade que quer leis cada vez mais rigorosas e punições mais severas", ressaltou a diretora de Proteção e Direitos dos Animais do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e uma das organizadoras do ato de Brasília, Vanessa Negrini, 51 anos.

Coordenador do programa Última Praça e responsável pelo parque da 104 do Sudoeste, Ítalo Araújo, 39 anos, destacou a comoção gerada pela morte de Orelha. "A gente quer a federalização do caso. Queremos que a Polícia Federal investigue em vez da Polícia Civil, porque houve lacunas na investigação que deixaram evidentes alguns favorecimentos", alegou. "Não queremos que haja mais crueldades e também queremos mais políticas públicas para acolher animais abandonados, que acabam ficando muito vulneráveis", completou.

A produtora cultural Teresa Padilha, 70, também se sensibilizou e se juntou ao ato. "Eu tenho um animal que adotei quando estava em situação de rua e hoje é uma das coisas mais importantes da minha vida. Sou cuidadora e fiquei revoltada com a situação do Orelha. É preciso uma conscientização das crianças e jovens quanto à importância de cuidar dos animais, de abraçar essa causa", afirmou.

Fonte: Correio Braziliense 

Açaí Nova Cruz

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