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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

MP-BA endurece combate aos “paredões” e reforça fiscalização contra poluição sonora



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 



O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) expediu uma recomendação oficial com uma série de medidas rigorosas para combater a poluição sonora provocada por sons automotivos — os conhecidos “paredões” — além de equipamentos sonoros em bares, restaurantes e eventos em Itaberaba e municípios da comarca.

O documento é assinado pelo promotor de Justiça Daniel Meireles Aberceb, que alerta: o uso abusivo de aparelhos sonoros pode configurar infrações administrativas, ações civis e até crimes ambientais, com pena de multa, apreensão dos equipamentos e até prisão.

🚗 Proibição de som alto em veículos, em qualquer horário

Segundo o MP, proprietários e condutores devem se abster de utilizar equipamentos sonoros audíveis externamente que perturbem o sossego público — independentemente do horário ou do volume.

A recomendação reforça que não existe “horário liberado” para som alto. Mesmo antes das 22h, se houver perturbação, o responsável pode ser penalizado.

De acordo com as normas do Conselho Nacional de Trânsito, o uso irregular de som automotivo em vias públicas pode resultar em multa, retenção do veículo e outras penalidades.

🍻 Bares e comerciantes também podem ser responsabilizados

O MP orientou proprietários de bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais a coibir o uso de sons automotivos em suas dependências e arredores.

Entre as medidas recomendadas estão:

❌ Não fornecer energia elétrica para alimentar equipamentos sonoros de veículos;

📢 Fixar avisos informando a proibição e as penalidades;

🔊 Respeitar os limites legais de emissão sonora;

🧱 Garantir isolamento acústico adequado quando houver som amplificado.

A Prefeitura de Itaberaba também foi orientada a não conceder alvarás para estabelecimentos que descumprirem normas ambientais e de segurança.

👮‍♂️ Fiscalização mais dura e possibilidade de prisão

A recomendação determina que a Polícia Militar da Bahia e a Polícia Civil da Bahia intensifiquem as ações, incluindo:

🚓 Realização de blitz para identificar veículos com som irregular;

📏 Uso de decibelímetros para medir o volume;

📦 Apreensão de equipamentos;

🏢 Condução de infratores à delegacia;

🚨 Prisão em flagrante em casos de crime ambiental.

Dependendo da gravidade, o responsável poderá responder por crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, com pena de até quatro anos de reclusão, além de multa.

📚 Campanhas educativas e novas leis municipais

O MP também recomendou que entidades como a Câmara de Dirigentes Lojistas orientem empresários sobre os limites legais da propaganda sonora.

Já os vereadores foram orientados a atualizar ou criar leis municipais para regulamentar o uso de som em bares, eventos e atividades comerciais, com participação da população.

🏥 Direito ao sossego e à saúde

Para o Ministério Público, a poluição sonora é uma das formas mais graves de degradação ambiental urbana, afetando diretamente a saúde da população. Entre os impactos citados estão:

Estresse

Insônia

Perda de concentração

Aumento do risco de doenças cardiovasculares

O objetivo das medidas é garantir o direito ao sossego, à saúde e ao meio ambiente equilibrado, destacando que o combate ao barulho excessivo é responsabilidade do poder público, comerciantes e da própria população.

🎙️ COMENTÁRIO – “Não é contra a música, é contra o exagero!”

Olha, vamos falar a verdade do jeito que o povo entende...

Ninguém é contra música, ninguém é contra diversão. O problema é quando o paredão vira abuso.

Tem gente que estaciona na porta da casa dos outros, liga o som no último volume e acha que todo mundo é obrigado a gostar da mesma música, no mesmo horário. E não é assim que funciona.

Tem trabalhador que acorda 4 da manhã.

Tem idoso doente.

Tem criança pequena.

Tem estudante tentando se concentrar.

E quando o grave começa a tremer parede, janela e até o coração da pessoa, não é diversão — é perturbação mesmo.

Grande parte dos paredões incomoda porque não respeita limite. O som é feito para ser ouvido dentro do carro ou num ambiente controlado, não para transformar rua em festa forçada.

Direito de se divertir todo mundo tem.

Mas o direito de descansar também.

Se houver respeito, não precisa de multa.

Mas se virar bagunça, aí a lei vai ter que falar mais alto que o paredão.

Fonte: Ministério Público 


Açaí Nova Cruz

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