Brasil registrou 46 casos da doença, anteriormente conhecida como "varíola dos macacos", em 2026
Feridas da Mpox | Freepik
Dados do Ministério da Saúde apontam que, de 1º de janeiro a 19 de fevereiro de 2026, o Brasil registrou 46 casos confirmados de Mpox, doença anteriormente conhecida como "varíola dos macacos". A maioria, 41 casos, ocorreu no estado de São Paulo.
Um caso é dado como "provável" e outros 98 como suspeitos. Não há óbitos registrados este ano. Desde 2022, a pasta registrou 18 mortes por Mpox no país, de um total de 14.530 casos confirmados e 367 prováveis.
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. É uma doença zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos – principalmente por roedores silvestres infectados. Hoje, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, o contágio acontece principalmente por:
•contato direto com lesões na pele;
•contato com fluidos corporais, como pus e sangue das feridas;
•secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado.
•Também é possível a infecção por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Grupos de risco
Crianças, gestantes e pessoas imunocomprometidas correm risco de apresentar sintomas mais graves e de morte por Mpox. Profissionais de saúde também apresentam risco elevado devido à maior exposição ao vírus.
O vírus pode ser transmitido ao feto ou a um recém-nascido durante o nascimento ou por contato físico precoce. Ainda não se sabe se o Mpox pode ser transmitido pelo leite materno e, por isso, o aleitamento deve ser suspenso caso a mãe teste positivo e o bebê negativo.
Por correrem mais risco que adultos, crianças diagnosticadas com o vírus devem ser monitoradas de perto até que se recuperem.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus e podem chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem poucos dias depois da febre, mas podem aparecer antes.
Os sinais mais comuns são:
•erupções ou lesões na pele;
•febre;
•ínguas (linfonodos inchados);
•dor de cabeça;
•dores no corpo;
•calafrios;
•fraqueza.
Algumas doenças que se manifestam de forma parecida são o sarampo, a herpes e a sífilis. Mas há alguns sinais específicos da Mpox, como a progressão das erupções na pele:
Macular (tom avermelhado em determinada região da pele) → papular (quando as feridas ganham elevações na pele) → vesicular (as bolhas começam a surgir) → pustulosa (lesões se tornam pústulas, com pontas brancas e arredondadas). Depois, as feridas adquirem o caráter de crosta e da descamação
O diagnóstico é realizado por meio do exame de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), podendo também ser utilizado o sequenciamento do material genético presente nas lesões características da enfermidade. A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.
Feridas da Mpox | Reprodução/Journal of Infection
Não há, até o momento, um medicamento específico amplamente disponível para tratar a Mpox. O atendimento é voltado para aliviar os sintomas. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas.
A vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é direcionada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Podem se vacinar:
•pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais;
•profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus;
•pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
Fonte: SBT News




















