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terça-feira, 24 de março de 2026

Abrigo investigado por tortura na Bahia recebeu certificado por políticas de proteção às mulheres



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 

Caso aconteceu em Jequié. Imagem de câmera de segurança mostra momento que a presidente Elma Brito puxa cabelo, dá tapa no rosto, arrasta pelo chão e acorrenta adolescente de 17 anos. Ela foi presa.

Presidente de abrigo presa comemorou certificado por políticas de proteção às mulheres



A Associação Casa das Mulheres, em Jequié, no sudoeste da Bahia, cuja presidente foi presa suspeita de tortura, na segunda-feira (23), foi reconhecido com o Selo Lilás em junho de 2025. A certificação do governo estadual, reconhece e certifica empresas que adotam políticas de igualdade de gênero e atuam na defesa de vítimas contra a discriminação, o assédio e a violência sexual.

Em nota, a Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) informou que convocou uma reunião extraordinária da Comissão avaliadora do Selo Lilás, para julgar a suspensão do direito de uso da marca pela entidade.

De acordo com o órgão, a avaliação toma como base o artigo 14 do edital, que prevê a suspensão do uso da marca caso seja comprovado o envolvimento ou tolerância da empresa com práticas ilegais ou graves falhas éticas.

Elma Vieira Brito, de 51 anos, teve o mandado de prisão temporária cumprido nas primeiras horas de segunda. Uma outra mulher, identificada como Diná Valdelice Carvalho, também foi presa, horas depois, escondida na casa da presidente. Ela aparece em uma das imagens ajudando a presidente durante uma agressão contra uma adolescente.

Os crimes foram flagrados por câmeras de segurança. Nas imagens das câmeras de segurança, uma adolescente é puxada pelos cabelos, recebe um tapa no rosto e é arrastada pelo chão por Elma Brito. Em seguida, Diná Carvalho a segura e a presidente a acorrentada. [Veja no vídeo abaixo].



Presidente de abrigo para vítimas de violência doméstica é presa suspeita de tortura na BA

A agressão durou mais de sete minutos. Não há informações sobre a motivação do crime.

Além dos dois mandados de prisões temporárias, a Polícia Civil também cumpriu quatro de busca e apreensão no município. Foram apreendidos celulares, computadores, documentos e um carro.

A defesa de Elma Brito informou que o processo tramita sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes ou informações específicas sobre os autos. Afirmou ainda que não teve acesso a todos os elementos do processo, o que impossibilita uma análise mais aprofundada sobre o conteúdo que fundamentou a prisão.

A reportagem tentou contato com a defesa de Diná Carvalho, mas não conseguiu.

Elma Brito foi presa nesta segunda-feira (23) — Foto: Reprodução/Redes Sociais


A investigação apura a prática dos crimes de tortura, peculato, estelionato e lavagem de capitais.

A polícia informou que também foram identificados indícios de irregularidades financeiras, incluindo possível desvio de recursos públicos e movimentações consideradas suspeitas, além da instalação de câmeras de monitoramento em um dos quartos, o que configura violação à intimidade das acolhidas.



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A Polícia Civil informou que a Justiça autorizou o afastamento cautelar da diretoria da entidade investigada, a nomeação de interventor judicial para administração provisória da instituição e o acesso a informações da entidade.

A decisão também prevê o encaminhamento das possíveis vítimas à rede de proteção social, com acompanhamento especializado.

Em nota, a Secretaria das Mulheres do Estado informou que repudia qualquer tipo de violência contra as mulheres e acompanha o caso.

Vídeo mostra momento que adolescente é agredida na casa de acolhimento — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Bahia 

Açaí Nova Cruz

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