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segunda-feira, 2 de março de 2026

Fibrose cística: diagnóstico precoce e cuidado integral



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Evento do Correio Braziliense debat tratamento da doença e garantia de acesso ao SUS


Fibrose cística - (crédito: Reprodução/Freepik)


Doença genética rara, crônica, progressiva e sem cura, a fibrose cística afeta cerca de 70 mil pessoas em todo o mundo. Para ampliar a discussão sobre o diagnóstico precoce no país e o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Correio Braziliense promove, na terça-feira, às 9h, mais uma edição do Fórum da Saúde com o tema Da triagem ao cuidado: a fibrose cística no Brasil. O evento será realizado na sede do jornal, em Brasília, e será aberto ao público com transmissão ao vivo nas redes sociais.

O seminário ocorre em parceria com a Vertex Farmacêutica, e reunirá especialistas, representantes de associações e pessoas que convivem com a enfermidade. Entre as convidadas, está Veronica Stasiak, fundadora e diretora executiva do Unidos pela Vida e integrante do Grupo Brasileiro de Estudos em Fibrose Cística. Ela explica que a identificação da doença ocorre nos primeiros dias de vida.

"O teste do pezinho é a primeira forma de identificar se uma criança tem fibrose cística assim que nasce. O exame padrão ouro para confirmar o diagnóstico é o teste do suor, realizado quando há dois resultados alterados na triagem neonatal ou em qualquer fase da vida, caso existam sintomas e não tenha ocorrido detecção precoce", afirma.

A triagem neonatal é feita, preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia após o nascimento, por meio da coleta de sangue do calcanhar para medir a tripsina imunorreativa (TIR), enzima produzida pelo pâncreas. Níveis elevados indicam necessidade de repetição do exame ou encaminhamento imediato para confirmação. O teste do suor, realizado em centros de referência, mede a concentração de cloro; resultados acima dos valores de referência confirmam o diagnóstico.

Desafios

Segundo Stasiak, a alteração genética interfere na condução de uma proteína responsável pelo transporte de sal e água nas células. "A fibrose cística faz com que a secreção do organismo seja mais espessa que o normal. O paciente pode apresentar pneumonia de repetição, tosse persistente, dificuldade para ganhar peso e estatura, diarreia e suor mais salgado", ressalta.

Recém-nascidos com íleo meconial, quadro de obstrução intestinal, também devem ser investigados, pois podem ter resultado inicial falso-negativo na triagem. A inclusão da fibrose cística no teste do pezinho ocorre no Brasil desde 2001, com habilitação gradual dos estados. Embora a legislação contemple a condição, ainda há obstáculos na busca ativa de pessoas que não realizaram o procedimento ao nascer.

Fonte: Correio Braziliense 


Açaí Nova Cruz

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