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sexta-feira, 3 de abril de 2026

11 anos depois: Macajuba revive o silêncio da Quinta-feira Santa que marcou sua história



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 

O dia 2 de abril volta a coincidir com o feriado religioso, trazendo à memória o crime contra o ex-prefeito Fernão Dias que chocou Macajuba em 2015



 O calendário de 2026 reservou um encontro simbólico e melancólico para os moradores de Macajuba, no interior da Bahia. Após exatamente 11 anos, o dia 2 de abril volta a cair em uma Quinta-feira Santa, repetindo a mesma combinação de data e dia da semana em que a cidade viveu um dos episódios mais violentos de sua história política: o assassinato do então prefeito Fernão Dias de Ramalho Sampaio. 

O Crime que Parou a Cidade

Naquela tarde de 2015, o clima de introspecção típico do feriado cristão foi brutalmente interrompido. Fernão Dias foi morto a tiros enquanto dirigia seu veículo no centro da cidade. O crime não foi apenas uma tragédia local; pela audácia e pelo cargo da vítima, a notícia ganhou as manchetes nacionais, sendo classificada por juristas e autoridades como um atentado direto à democracia e às instituições públicas.

Memória e Coincidência

Para a população macajubense, a coincidência das datas em 2026 evoca um sentimento de "déjà vu". "É impossível não lembrar daquele dia. A cidade parou, e o silêncio da Semana Santa se misturou ao choque da perda", relembra um morador que preferiu não se identificar.

Enquanto a pacata cidade do interior baiano segue sua rotina, o 2 de abril permanece gravado como um divisor de águas. Se em 2015 a data foi marcada pelo luto e pela perplexidade, hoje ela serve como um momento de reflexão sobre a paz social e a segurança na política regional.

Legado

Passados 11 anos, o caso Fernão Dias ainda é citado em debates sobre a violência política no Brasil. A coincidência do calendário deste ano reforça a necessidade de preservar a memória histórica de Macajuba, garantindo que o passado não seja esquecido para que o futuro seja trilhado com mais justiça e diálogo.

Quinta-feira Santa em 2 de abril, agora só em 2037, daqui a 11 anos.

 

 A Páscoa ocorre em datas diferentes a cada ano porque ela é baseada no calendário lunar e em fenômenos astronômicos, e não em uma data fixa do nosso calendário solar (o gregoriano). 

 

A regra para definir o domingo de Páscoa foi estabelecida no Concílio de Niceia, no ano 325, e funciona da seguinte forma: 


  • O Equinócio de Primavera: A contagem começa a partir do início da primavera no Hemisfério Norte (outono no Hemisfério Sul), que ocorre por volta de 21 de março.
  • A Primeira Lua Cheia: A Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que acontece depois desse equinócio.
  • Intervalo de Datas: Por causa dessa variação das fases da lua, a Páscoa sempre cairá entre os dias 22 de março e 25 de abril

 

Curiosidades sobre a data:


  • Influência em outras festas: Como a Páscoa é o "centro" do calendário litúrgico, ela define as datas de outras celebrações móveis, como o Carnaval (47 dias antes), a Quarta-feira de Cinzas e o Corpus Christi.
  • Origem Judaica: Essa ligação com a lua vem da Pessach (Páscoa judaica), que também segue o calendário lunar e marca a libertação do povo hebreu do Egito.

Católicos vs. Ortodoxos: Às vezes as datas diferem porque a Igreja Ortodoxa ainda utiliza o calendário juliano para esse cálculo, embora em alguns anos, como em 2025, as datas coincidam. 

Deixa Comigo Macajuba 14 anos O Blog do Povo Macajubense.

Açaí Nova Cruz

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