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terça-feira, 14 de abril de 2026

Quem é o prefeito de Cabedelo, afastado em ação da PF contra facção



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Edvaldo Neto foi afastado do cargo durante operação da PF na Paraíba, deflagrada na manhã desta terça-feira (14)


Edvaldo Neto (Avante) • Reprodução/Redes sociais



O prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (14), durante uma operação da PF (Polícia Federal) que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.

Eleito há apenas dois dias em eleição suplementar, Edvaldo foi afastado após a investigação apontar a atuação de um grupo suspeito de direcionar contratos públicos a empresas fornecedoras de mão de obra ligadas à facção “Tropa do Amigão”, citada pela corporação como braço do CV (Comando Vermelho).

O parlamentar havia assumido a prefeitura interinamente em dezembro, no lugar do cassação do então prefeito André Coutinho (Avante), cassado por abuso de poder e compra de votos.

Antes disso, Neto já ocupava o cargo de forma provisória, após renunciar à presidência da Câmara Municipal.

Carreira

Edvaldo Manoel de Lima Neto (Avante) presidiu a Câmara Municipal de Cabedelo e deixou o cargo para assumir a chefia do Executivo local.

Nas redes sociais, ele destaca passagens pela Prefeitura de Cabedelo e pelo Legislativo municipal, além da reeleição como vereador, com 1.564 votos.

Segundo o partido Avante, ao assumir a administração municipal na semana passada, Edvaldo afirmou que pretendia encaminhar à Câmara um pacote de medidas para proibir a contratação de pessoas ligadas ao crime organizado, incluindo investigados por tráfico de drogas e atuação em organizações criminosas.

O prefeito comemorou a vitória da eleição e compartilhou um vídeo agradecendo os eleitores: "Nada disso seria possível sem vocês".

Operação

Deflagrada na manhã desta terça-feira (14), a operação, batizada de “Cítrico”, é realizada em conjunto pela Polícia Federal, pelo Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e pela Controladoria-Geral da União. São cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como o afastamento do prefeito e de outros servidores públicos.

A ação investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa com atuação no município da Região Metropolitana de João Pessoa.

Edvaldo havia sido eleito no último domingo (12), em eleição suplementar convocada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, após a cassação dos mandatos do então prefeito André Coutinho e da vice-prefeita Camila Holanda.

De acordo com a PF, o esquema envolvia a infiltração de integrantes da organização criminosa na estrutura da prefeitura, além da utilização de contratos administrativos para garantir influência territorial, viabilizar a circulação de recursos públicos e assegurar proteção institucional.

Ainda conforme a investigação, o grupo seria integrado por agentes políticos, empresários e integrantes da organização criminosa, que atuariam de forma estruturada na manutenção de contratos de alto valor e na distribuição de vantagens indevidas.

Os órgãos de controle apontam que os valores sob suspeita podem chegar a R$ 270 milhões. A investigação segue em andamento.


Valores em espécie encontrados na casa do prefeito durante cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão • Polícia Federal


O que diz a defesa

"A defesa do Prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, vem a público esclarecer que recebe com serenidade a decisão que determinou seu afastamento cautelar, medida de natureza provisória que não implica qualquer juízo definitivo de culpa.

Reafirma-se a absoluta tranquilidade quanto à apuração dos fatos, certo de que, no curso regular do processo e sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.

O Prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível with sua trajetória pública.

Cumpre destacar, inclusive, que na data de ontem (13), foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal projeto de lei de caráter “antifacção”, que visa proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa, iniciativa que reforça, de modo inequívoco, o seu compromisso com a legalidade, a probidade administrativa e o enfrentamento firme à criminalidade.

A defesa confia plenamente nas instituições e no restabelecimento da verdade, convicta de que a inocência do gestor será reconhecida ao final."

Fonte: CNN Brasil 

Açaí Nova Cruz

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