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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Vitória sofrida contra o Sporting Cristal? Abel mostrou incômodo com o Corinthians. Tentou justificar o 0 a 0 com dois a mais no clássico. ‘Não foi um jogo. Parecia uma guerra. 22 minutos viraram nove...’



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 


Os suados três pontos contra o time peruano, em pleno Allianz lotado, por 2 a 1, não foram tão representativos para Abel Ferreira. Ele queria desabafar pelo 0 a 0 contra o Corinthians, com seu time com dois jogadores a mais, por expulsões de Matheuzinho e André


Abel Ferreira desabafou quatro dias depois do decepcionante 0 a 0 contra o Corinthians
Cesar Greco/Palmeiras

Um repórter perguntou ao treinador do Palmeiras.

O que ele achou do esquema defensivo do Sporting Cristal.

E o português desandou a falar do Corinthians.

Sim, do Corinthians.

“Para quem teve nove minutos de tempo útil para jogar em Itaquera, sabe disso? Sabes? Ótimo, fico feliz.

“Após a expulsão, faltavam 22 minutos e tivemos nove minutos úteis. Tivemos arremate do Lucas, do Andreas, um quase autogolo no cruzamento do Allan, arremate de fora da área e grande defesa do goleiro adversário e uma situação do Giay de cabeça na área.

“Gostaria de ganhar todos os jogos e de ter a receita mágica. Mas, quando a bola não quer entrar, não vai entrar.”

Sim, ele desabafou pelo 0 a 0 contra o Corinthians.

Sabe que no futebol moderno é inconcebível um time de elite não vencer o outro, tendo dois jogadores a mais, desde os 23 minutos do segundo tempo, como aconteceu no domingo passado, em Itaquera.

O treinador não digeriu o empate em 0 a 0.

Não pôde falar nada no domingo porque estava cumprindo suspensão.

“Foi um jogo, não sei se podemos dizer que foi um jogo, parecia mais uma batalha, uma guerra, do que um jogo de futebol”, destacou.

Abel Ferreira estava diferente na coletiva.

Nitidamente ele sentiu o golpe da suspensão dada pelo STJD.

Sete jogos sem poder comandar o Palmeiras no Brasileiro.

Por expulsões do treinador português.

E ele teve a notícia de que a Conmebol pode suspendê-lo na Libertadores.

Por ironizar, dizer que o VAR da entidade, este ano, está funcionando.

Falando pausadamente, pensando nas palavras, ele se expôs aos jornalistas após a vitória do Palmeiras por 2 a 1 contra o Sporting Cristal, no Allianz.


Árbitro Piero Maza, chileno, confirma o pênalti, discutível, depois de analisar as imagens no VAR Cesar Greco/Palmeiras

Seu time enfrentou o adversário peruano, muito abaixo tecnicamente. E que mostrou estratégia previsível. Ficou se defendendo, esperando contragolpes esporádicos.

Mas a vitória palmeirense veio depois de muito sofrimento. Com o time, outra vez, mostrando afobação para atacar e uma crise enorme de criatividade.

Murilo tinha feito aos 26 minutos, depois de cruzamento de Allan, após escanteio, 1 a 0. O Sporting Cristal conseguiu o empate de forma inesperada. Ávila cruzou da esquerda e González acertou um chute incrível, de primeira, na entrada da área. Indefensável para Carlos Miguel. 1 a 1.

O Palmeiras pressionou, afoito, desesperado. Queria a vitória a fórceps. Faltavam infiltrações, triangulações, dribles. E o time voltou a ter excesso de cruzamentos.

A situação estava complicada.

Até que, aos 34 minutos do segundo tempo, Cuenca dá um leve empurrão em Arthur. Pênalti discutível. Mas foi marcado.

Flaco López cobrou e decidiu a partida.

2 a 1.



Flaco López comemora seu gol de pênalti. Palmeiras sofreu para vencer o fraco Sporting Cristal Cesar Greco/Palmeiras


Os três pontos foram conquistados.

Mas a falta de lucidez e organização ofensiva foram indiscutíveis outra vez.

Abel não admitiu publicamente, como sempre faz, quando seu time não corresponde.

“Entramos muito bem no jogo, com boa dinâmica, chegando na área do adversário. Fomos nós que demos, entre aspas, crença ao nosso adversário, a altura que faz o gol, e um gol fabuloso de primeira, um cruzamento alto, um arremate fantástico, valeu pelo gol bonito.

“Nós que metemos o adversário no jogo.”

Abel Ferreira, desta vez, conseguiu se conter.

Não atacou o STJD pela suspensão de sete jogos que terá de cumprir.

“Acompanhei tudo que se passou dentro daquela sala. Mas vou guardar a opinião de todos, não só da auditora, mas dos outros dois, quem deu quatro e deu dois, quem decidiu manter. Neste assunto, não tenho mais nada a dizer.”

Desta vez, se calar foi a melhor escolha.

Ele não estará no banco contra o Athletico, domingo, no Allianz Parque.

Por quê?

Suspensão...

Fonte: esportes R7 

Açaí Nova Cruz

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