Os suados três pontos contra o time peruano, em pleno Allianz lotado, por 2 a 1, não foram tão representativos para Abel Ferreira. Ele queria desabafar pelo 0 a 0 contra o Corinthians, com seu time com dois jogadores a mais, por expulsões de Matheuzinho e André
Cesar Greco/Palmeiras
Um repórter perguntou ao treinador do Palmeiras.
O que ele achou do esquema defensivo do Sporting Cristal.
E o português desandou a falar do Corinthians.
Sim, do Corinthians.
“Para quem teve nove minutos de tempo útil para jogar em Itaquera, sabe disso? Sabes? Ótimo, fico feliz.
“Após a expulsão, faltavam 22 minutos e tivemos nove minutos úteis. Tivemos arremate do Lucas, do Andreas, um quase autogolo no cruzamento do Allan, arremate de fora da área e grande defesa do goleiro adversário e uma situação do Giay de cabeça na área.
“Gostaria de ganhar todos os jogos e de ter a receita mágica. Mas, quando a bola não quer entrar, não vai entrar.”
Sim, ele desabafou pelo 0 a 0 contra o Corinthians.
Sabe que no futebol moderno é inconcebível um time de elite não vencer o outro, tendo dois jogadores a mais, desde os 23 minutos do segundo tempo, como aconteceu no domingo passado, em Itaquera.
O treinador não digeriu o empate em 0 a 0.
Não pôde falar nada no domingo porque estava cumprindo suspensão.
“Foi um jogo, não sei se podemos dizer que foi um jogo, parecia mais uma batalha, uma guerra, do que um jogo de futebol”, destacou.
Abel Ferreira estava diferente na coletiva.
Nitidamente ele sentiu o golpe da suspensão dada pelo STJD.
Sete jogos sem poder comandar o Palmeiras no Brasileiro.
Por expulsões do treinador português.
E ele teve a notícia de que a Conmebol pode suspendê-lo na Libertadores.
Por ironizar, dizer que o VAR da entidade, este ano, está funcionando.
Falando pausadamente, pensando nas palavras, ele se expôs aos jornalistas após a vitória do Palmeiras por 2 a 1 contra o Sporting Cristal, no Allianz.
Seu time enfrentou o adversário peruano, muito abaixo tecnicamente. E que mostrou estratégia previsível. Ficou se defendendo, esperando contragolpes esporádicos.
Mas a vitória palmeirense veio depois de muito sofrimento. Com o time, outra vez, mostrando afobação para atacar e uma crise enorme de criatividade.
Murilo tinha feito aos 26 minutos, depois de cruzamento de Allan, após escanteio, 1 a 0. O Sporting Cristal conseguiu o empate de forma inesperada. Ávila cruzou da esquerda e González acertou um chute incrível, de primeira, na entrada da área. Indefensável para Carlos Miguel. 1 a 1.
O Palmeiras pressionou, afoito, desesperado. Queria a vitória a fórceps. Faltavam infiltrações, triangulações, dribles. E o time voltou a ter excesso de cruzamentos.
A situação estava complicada.
Até que, aos 34 minutos do segundo tempo, Cuenca dá um leve empurrão em Arthur. Pênalti discutível. Mas foi marcado.
Flaco López cobrou e decidiu a partida.
2 a 1.

















.gif)




