Inteligência artificial é ferramenta, não protagonista
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Luciano Huck apresenta quadro 'Isso é Inacreditável" (Globo)
O quadro “Isso é Inacreditável” estreou no último “Domingão”, apostando na inteligência artificial para recontar histórias reais. À primeira vista, uma ideia interessante.
Mas, na prática, entrega outra coisa. Ao transformar relatos como o do piloto Antonio Sena, que sobreviveu 36 dias na Amazônia, em reconstruções digitais, o programa esvazia justamente o que essas histórias têm de mais forte: a verdade humana.
E é por aí que mora o problema: a televisão sempre viveu de emoção real, de gente de verdade, de narrativa bem contada. Quando troca isso por efeitos e simulações, entra num terreno perigoso, o de parecer artificial até quando não precisa.
A reação, claro, veio rápida. Nas redes sociais, a crítica foi direta: a tecnologia mais atrapalhou do que ajudou. Para muita gente, ficou a sensação de excesso, de recurso usado sem necessidade, quase como um enfeite.
No fim, a discussão é simples. Inteligência artificial é ferramenta, não protagonista. Quando passa desse ponto, deixa de agregar e começa a substituir algo que não deveria: o olhar humano.
E isso, convenhamos, não é avanço.
Fonte: Portal Léo Dias

















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