Daiana Schuinsekel foi presa em um apartamento no Centro de São Paulo; ela alega que filmagens se tratam de conteúdo antigo
Mulher torturava animais e vendia vídeos por 50 euros no Discord • Reprodução
A defesa de Daiana Schuinsekel de Almeida, alvo de um mandado de busca nesta quinta-feira (28) por gravar a tortura de animais e comercializar os vídeos em redes sociais, divulgou uma nota pedindo "parcimônia" ao público devido à repercussão do caso.
Segundo os advogados, os fatos não são recentes e a investigada demonstra um "arrependimento profundo", afirmando ter abandonado a prática há anos. "Por mais repulsa que a conduta da investigada possa causar, a defesa vem pedir parcimônia das pessoas que comentam nas redes sociais", declararam os advogados.
A nota alerta que injúrias, calúnias, difamações e ameaças dirigidas à mulher constituem crimes previstos no ordenamento jurídico brasileiro. A equipe jurídica informou ainda que Daiana está buscando auxílio psicológico enquanto aguarda o andamento do processo judicial, no qual "lhe caberá a devida pena".
Veja a manifestação na íntegra:
"Daiana Schuinsekel, por meio de seus advogados emitem a seguinte nota à imprensa:
A senhora Daiana foi conduzida à Delegacia de Polícia na data de 28 de maio de 2026, quinta-feira, após o deferimento de uma cautelar de busca e apreensão.
Em todo instante, a senhora Daiana foi colaborativa com a Autoridade Policial e os demais Policiais, fornecendo, inclusive, o acesso irrestrito aos seus aparelhos celulares, notebooks e demais aparelhos eletrônicos.
Além disso, prestou esclarecimentos junto à Autoridade Policial, esteve e sempre estará à disposição para a justiça.
Importe salientar que os fatos não são recentes e há arrependimento profundo sobre todo o ocorrido, tendo abandonado tal prática há anos.
Por mais repulsa que a conduta da investigada possa causas, a defesa vêm, pedir parcimónia das pessoas que comentam nas redes sociais, injuriando, caluniando, difamando, ameaçando e frisa-se que, tais práticas são consideradas crime no ordenamento jurídico brasileiro, ao passo que a defesa, enquanto técnica e amparada pela
Constituição Federal do Brasil, tão somente defende o direito da pessoa humana, direito este inalienável.
Neste momento, a investigada busca auxilio psicológico e espera o andamento do processo judicial, seara que lhe caberá a devida pena."
Entenda o caso
Daiana foi alvo de um mandado judicial em seu endereço na Bela Vista. As investigações da 3ª DPPC (Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente) tiveram início após uma denúncia feita por uma ONG da Bulgária.
De acordo com as autoridades, a mulher gravava vídeos nua enquanto pisava e esmagava filhotes de animais, como coelhos e pintinhos, utilizando saltos altos e tênis de plataforma.
O conteúdo de tortura era então vendido para o exterior, através do Discord e de plataformas semelhantes, por quantias que variavam entre 20 e 50 euros. A mulher foi identificada através de uma tatuagem e de marcas visíveis nas pernas durante as gravações.
A CNN Brasil não divulgará os conteúdos por se tratarem de imagens sensíveis.
Na residência da suspeita, a polícia apreendeu os sapatos supostamente utilizados nas sessões de zoosadismo. De acordo com sua defesa, Daiana foi colaborativa durante a operação, fornecendo acesso irrestrito aos seus celulares e notebooks.
A investigada confessou os crimes aos policiais, mas ressaltou se tratar de conteúdos antigos. Como os agentes não encontraram materiais que permitissem uma prisão em flagrante no momento da busca, ela foi liberada após prestar esclarecimentos na delegacia.
A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) confirmou que a mulher responde em liberdade aos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência.
Em resposta ao caso, a plataforma Discord afirmou em nota que mantém políticas rigorosas e sistemas robustos de fiscalização e moderação que proíbem o abuso de animais e outros conteúdos prejudiciais.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
Fonte: CNN Brasil

















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