Mesmo com jogadores reservas, o Corinthians poderia até ter goleado o fraco Peñarol, no Uruguai. Empate em 1 a 1 foi muito injusto. Yuri Alberto entrou aos 27 minutos do segundo tempo. Deu tempo para perder três gols
Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Se Yuri Alberto deseja ser vendido, de novo, para a Europa, tem de aprimorar suas finalizações.
E muito.
Contra o Peñarol, ontem, foi assustador.
Ele entrou aos 27 minutos do segundo tempo, no lugar de Pedro Raul.
O Corinthians jogou com sua equipe reserva diante do clube uruguaio.
Havia a certeza de classificação antecipada no fraco grupo E.
O Peñarol já entrou em campo eliminado.
De titulares, apenas o goleiro Hugo e os zagueiros Gabriel Paulista e Gustavo Henrique.
Os objetivos de Fernando Diniz eram dois.
O primeiro: poupar o time para o Brasileiro.
O Corinthians está na zona do rebaixamento.
Domingo enfrentará o Atlético Mineiro.
E o segundo, dar ritmo aos reservas.
O Peñarol vive grave crise financeira, não há dinheiro para grandes investimentos. Muito menos montar um time competitivo internacionalmente.
“Se tem uma coisa para lamentar no jogo, é a quantidade de gols que a gente perdeu. Dos jogos fora, foi o que mais tivemos chances de vencer”, lastimou Fernando Diniz.
O jogo foi movimentado, mas pobre tecnicamente.
“O time vinha numa sequência desgastante. O campo do Botafogo prejudica muito os jogadores. E tínhamos muito pouco tempo até o jogo contra o Atlético.
“Estávamos classificados e decidi colocar. Todos são titulares. Não dá para falar que o Allan é reserva, o Zakaria estou conhecendo agora também.
“Ele ia jogar contra o Barra, mas teve um probleminha no joelho. Pode jogar em mais de uma posição, nessa que jogou hoje, de dez e segundo volante. Fiquei muito contente com a partida dele“, disse Fernando Diniz, tentando valorizar seus reservas.
Mesmo precisando ganhar para ter remotas chances de classificação, Diego Aguirre sabia bem o fraco material humano que tinha nas mãos.
Até conseguiu sair na frente.
O Corinthians tomou o gol de escanteio, bola desviada por Maxi Olivera, depois da venenosa cobrança de Trindade. Falha coletiva da defesa corintiana. Peñarol 1 a 0.
Diniz organizou seu improvisado time no 4-4-2 básico.
E, aos poucos, o Corinthians foi criando chances.
O ponto negativo acabou sendo Pedro Raul, muito mal no jogo.
Sem ritmo, ele não conseguiu render.
No segundo tempo, Aguirre, mesmo em casa, recuou sua equipe. Buscava ter campo para contragolpes.
Mas o que fez foi atrair o Corinthians para sua área.
Aos 17 minutos, Labyad se aproveitou do rebote do goleiro Aguerre, em chute de Pedro Raul.
1 a 1.
Diniz quis ganhar o jogo.
Se esqueceu um pouco da partida contra o Atlético Mineiro.
E colocou em Yuri Alberto, aos 27 minutos.
O jogador entrou com muita vontade, vibração e afobação.
Ele quer seguir na campanha de valorização para que algum clube europeu resolva comprá-lo.
Fisicamente, ele está em grande estágio.
Pena, no entanto, seu poder de definição.
Duas vezes esteve cara a cara com Aguerre, chutando em cima do goleiro.
E, na terceira vez, bateu para fora.
O empate não traduziu na realidade o que foi a partida.
Mas manteve a invencibilidade do Corinthians na Libertadores.
A classificação em primeiro lugar do grupo E. Jogadores descansados para enfrentar o Atlético Mineiro.
Labyad, além de marcar o primeiro gol com a camisa do Corinthians, pediu a permanência de seu ‘parça’ Memphis Depay, que o indicou ao Corinthians.
“Para o clube dar o próximo passo, acho que é muito importante que ele fique. Nós vemos o que ele fez nos últimos dois anos pelo clube, pelos jogadores, ganhando três troféus, ajudando-os a não serem rebaixados no fim da temporada.
Eu acho que fez um grande trabalho pelo clube, pelo time. Para nós, jogadores, amaríamos se ele ficasse."
Quanto ao primeiro gol com a camisa do Corinthians, o marroquino foi direto.
“Foi uma grande sensação.”
Ele ganhou espaço.
Pedro Raul, não.
Jogou mal de novo e não deverá ficar no segundo semestre.
A aposta de Dorival Júnior não deu certo.
Quanto a Yuri, treino de finalizações.
Urgente.

















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