Narrador Inteligente
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A aplicação dos recursos da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) tem gerado debates e cobranças entre os trabalhadores da cultura no município de Macajuba. Nos últimos dias, fazedores de cultura locais foram a público manifestar insatisfação com o andamento dos processos, apontando atrasos nos pagamentos e questionando a desclassificação de projetos tradicionais da cidade.
Um dos casos de maior repercussão é o de Joildo do Bumba Meu Boi, liderança de uma das manifestações culturais mais antigas do município, que não teve sua proposta aprovada no edital recente.
As reclamações dos artistas locais
As principais queixas da categoria dividem-se em dois pontos centrais:
- Atraso nos repasses: Artistas já aprovados cobram uma data definitiva para o pagamento dos prêmios e subsídios.
- Critérios de desclassificação: Grupos tradicionais alegam falta de clareza ou excesso de burocracia na reprovação de projetos históricos.
Chefe de Cultura justifica regras e anuncia reunião
Em resposta às cobranças, o Chefe de Cultura de Macajuba, Remivaldo Dias (conhecido popularmente como Remy), utilizou o espaço do portal local Deixa Comigo Macajuba para prestar esclarecimentos e detalhar o funcionamento legal dos editais.
De acordo com o gestor, o processo segue rigorosamente as diretrizes e determinações estabelecidas pelo Governo Federal, restando ao município cumprir os prazos e trâmites jurídicos obrigatórios.
Remy explicou os dois cenários questionados pelos artistas:
- Dinâmica dos pagamentos: O gestor esclareceu que o pagamento do lote só pode ser efetuado de forma conjunta. Como alguns dos proponentes aprovados atrasaram a assinatura dos termos de compromisso obrigatórios, o repasse geral acabou retido, pois a legislação impede o pagamento fracionado antes da regularização de todos os contemplados.
- Projetos reprovados: Sobre os fazedores de cultura que não passaram no edital — como o caso de Joildo do Bumba Meu Boi —, Remy destacou que a seleção se baseou em critérios técnicos eliminatórios. O chefe da pasta pontuou que todos os inscritos tiveram o prazo legal para apresentar recursos e contestar as notas. Se, mesmo após a fase de recurso, o projeto permaneceu desclassificado, significa que faltou o cumprimento de exigências essenciais previstas no texto do edital.
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