Senador propõe reformular antigo tratado da América do Norte para blindar produtos brasileiros de taxa de 25%; aplicação das tarifas está prevista para o dia 15
Foto: Reprodução
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu que o Brasil integre uma zona de livre comércio com os países da América do Norte como alternativa à aplicação da tarifa de 25% dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros. Em transmissão realizada nesta quarta-feira (8), o parlamentar afirmou ter proposto a reformulação do antigo modelo do Nafta durante a audiência pública de que participou em Washington sobre o novo tarifaço.
"Olha, ao invés do antigo Nafta, a gente pode cortar essa letrinha N e passar a usar o Afta, que é um acordo de livre comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir (...) A gente tem aqui uma avenida de oportunidades para trazer investimentos americanos para cá. Então, por que a gente não tenta criar essa zona de livre comércio direto com esses três países, México, Estados Unidos e Canadá, também aqui com o Brasil puxando essa fila, né?", disse o senador.
Criado na década de 1990, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) foi encerrado e substituído pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) em 2020, durante a primeira gestão de Donald Trump. O novo tratado, contudo, não impediu o governo americano de aumentar recentemente as tarifas contra os próprios vizinhos do bloco.
Durante a transmissão, Flávio também pediu que a aplicação das novas taxas contra o Brasil, prevista para o próximo dia 15, seja adiada para depois das eleições presidenciais. Seu principal argumento é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria em uma posição desfavorável devido ao seu alinhamento ideológico, cenário que mudaria caso a oposição vencesse o pleito.
“A gente pode ter na Presidência da República alguém que consiga negociar de igual para igual a partir do ano que vem, e foi isso que eu falei", disse Flávio. O senador também aproveitou sua fala de pouco mais de cinco minutos na audiência pública para defender o Pix e criticar a gestão atual. “O que cabia a mim ali era fazer uma defesa técnica, buscando argumentos que possam sensibilizar o governo americano”, concluiu.
Flávio viajou a Washington no final de semana e deverá se encontrar com empresários americanos nos próximos dias. Seu retorno ao Brasil está previsto para sexta-feira, quando cumprirá agenda de campanha no Ceará.
Fonte: SBT News

















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