Narrador Inteligente
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O período dos festejos juninos já chegou ao fim, mas o barulho e o desrespeito continuam tirando o sono dos moradores da Rua Tomé de Souza, em Macajuba. Uma moradora local, que preferiu não se identificar, entrou em contato com a nossa redação para manifestar sua profunda indignação e repulsa diante da atitude irresponsável de vizinhos que continuam soltando bombas juninas, inclusive no final da noite.
Segundo o relato recebido, os episódios mais recentes envolvem o uso de artefatos de alto impacto, conhecidos popularmente como "bombas batom". A prática tem ocorrido em horários inadequados, transformando o que deveria ser um momento de descanso em um cenário de estresse e perigo para a saúde pública local.
Impacto na saúde de idosos, crianças e animais
A situação na Rua Tomé de Souza é agravada pelo perfil dos seus residentes. A via abriga um número significativo de idosos e crianças pequenas, que são os mais afetados pela poluição sonora.
"Aqui na minha rua tem muito idoso e muita criança, inclusive idosos com problemas de pressão. Hoje, uma moça precisou ser levada para o hospital com a pressão altíssima por causa do susto e do barulho", relatou a moradora indignada.
Além dos riscos à saúde humana, os animais de estimação da vizinhança também sofrem graves crises de ansiedade e pânico devido às explosões repetidas.
Deboche e falta de empatia
A denúncia aponta ainda que, ao serem confrontados e questionados pelos vizinhos sobre o incômodo, os responsáveis pelos estouros reagem com deboche. "Eles ficam tirando onda com a cara dos moradores quando a gente pede para parar. Parece que estão soltando por pura pirraça", desabafa.
Embora o argumento comum seja de que os fogos foram comprados com dinheiro próprio, a comunidade relembra que o direito individual não pode sobrepor o bem-estar coletivo. A sugestão dos próprios moradores é direta: quem deseja continuar com as explosões juninas deve se deslocar para a zona rural ou áreas desabitadas, onde o barulho não fira o direito ao sossego alheio.
O que diz a lei?
Ao contrário do que muitos pensam, existem mecanismos legais para coibir esse tipo de abuso. A perturbação do sossego alheio é considerada uma contravenção penal (Artigo 42 do Decreto-Lei nº 3.688/41), passível de multa ou prisão, independentemente do horário em que ocorra — seja de dia ou de madrugada. Além disso, muitos municípios possuem leis específicas que proíbem o uso de fogos de artifício com estampido (barulho alto).
Os moradores que se sentirem lesados podem acionar as autoridades policiais locais através do 190 para registrar o flagrante de perturbação do sossego, ou registrar uma queixa formal na Delegacia de Polícia Civil, apresentando testemunhas ou provas em vídeo do ocorrido.
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