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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Presidente do Conselho do São Paulo é indiciado por falsidade ideológica



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Olten Ayres de Abreu Junior foi investigado por ter inserido informação falsa em documento de reforma do estatuto do Clube São Paulo

Olten Ayres em entrevista coletiva no CT do São Paulo • Foto: Manuella Dal Mas/ CNN


O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, Olten Ayres de Abreu Junior, foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por falsidade ideológica. Ele é suspeito de inserir uma informação falsa em um documento sobre a reforma do estatuto do clube.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), a Polícia Civil de São Paulo, concluiu a investigação do caso por meio da 3ª Delegacia de Crimes Contra a Administração e Lavagem de Capitais, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania).

O dirigente foi indiciado por falsidade ideológica e o caso foi remetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que avaliarão se haverá abertura de ação penal.

A suspeita gira em torno de erros de escrita em um documento do conselho para a reforma estatuária do clube, como o uso do termo "reunião", que poderia configurar declaração falsa ou diferente da que devia ser escrita, e podendo resultar em algum benefício para o investigado.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa de Olten diz que recebe a informação do indiciamento com "tranquilidade" e que aguarda o acesso integral ao relatório, mas ressalta que não praticou falsidade ideológica, não obteve qualquer benefício pessoal ou político com o documento.

A defesa, representada pelo advogado Jair Jaloreto, sustenta que o indiciamento está longe da realidade dos fatos e da teoria do direito penal, apontando o que chamam de "atipicidade material da conduta", afirmando que o documento questionado não é uma exigência legal ou estatutária para o andamento de reformas no clube.

"Tratando-se de uma peça juridicamente dispensável, qualquer imprecisão redacional configura um mero 'falso inócuo', sendo absolutamente incapaz de lesar bens jurídicos, criar obrigações ou fraudar o trâmite institucional", diz a defesa.

Os advogados também destacam que a acusação se baseia em um suposto benefício de uma reforma estatutária que não se concretizou, já que a votação foi interrompida pelo próprio presidente do Conselho.

A defesa ainda alega que o inquérito é "viciado por graves nulidades processuais", incluindo a limitação da defesa, e afirmam estar convictos de que o Ministério Público e o Judiciário reconhecerão a inocência de Olten e promoverão o arquivamento do procedimento.

Fonte: CNN Brasil 

Açaí Nova Cruz

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