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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Sigilo por telefone no Hospital Julieta Sampaio completa um ano sob debate e amparo na LGPD



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 A restrição na prestação de informações médicas por telefone no Hospital Municipal Julieta Sampaio completou um ano neste mês. Implantada pelo diretor médico da unidade, Dr. Lucas, a medida proíbe que servidores informem, via ligação telefônica, o estado de saúde de internados, diagnósticos ou a escala do médico plantonista. Apesar de consolidada pela gestão, a norma ainda divide opiniões e gera críticas entre moradores de Macajuba que enfrentam dificuldades para obter atualizações sobre familiares.

De acordo com a Secretária Municipal de Saúde, Renildes Santana, a restrição não é uma exclusividade local. A gestora esclarece que a medida vem sendo adotada de forma padrão em vários hospitais do país. O principal objetivo é resguardar a segurança institucional, a privacidade dos pacientes e evitar trotes ou vazamentos de dados sensíveis.
Por que a medida é considerada correta?
Juridicamente, a decisão do Hospital Julieta Sampaio está correta e respaldada pela legislação brasileira. O fornecimento de boletins médicos por telefone viola diretrizes federais e éticas de proteção ao cidadão.
  • Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): Conforme a legislação federal brasileira, dados de saúde são classificados como dados pessoais sensíveis. Hospitais públicos e privados têm a obrigação legal de adotar medidas técnicas para impedir o acesso de terceiros não autorizados a essas informações. 
  • Impossibilidade de identificação: Por telefone, o atendente do hospital não tem meios de comprovar se quem está ligando é de fato um parente próximo ou uma pessoa sem autorização.
  • Código de Ética Médica: O Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que o sigilo sobre o prontuário e as condições do paciente é um dever profissional. Revelar o estado de saúde de alguém a uma voz anônima configura infração ética e pode gerar processos por danos morais. 
  • Segurança dos profissionais: Ocultar por telefone quem é o médico plantonista protege a integridade física da equipe contra ameaças ou pressões externas de pessoas que ainda não passaram pela triagem oficial do hospital.
  • Reclamações da comunidade e alternativas
    A principal queixa da população de Macajuba reside na logística. Moradores da zona rural ou pessoas sem meios de transporte alegam que a obrigação de ir presencialmente ao hospital para saber o estado de um parente gera custos e desgaste emocional.
    Para equilibrar o cumprimento da lei e o acolhimento humanizado, especialistas em gestão hospitalar sugerem as seguintes alternativas:
    • Presença do acompanhante: O boletim deve ser repassado diretamente ao acompanhante legal na troca de turnos dentro da unidade.
    • Cadastro de telefone único: No momento do internamento, o hospital pode cadastrar o número do responsável direto para chamadas ativas (o hospital liga para a família em horários predefinidos).
    • Escala pública presencial: Manter o nome do médico plantonista visível em cartazes na recepção do hospital garante a transparência sem expor os dados via canais telefônicos abertos.                                                                                                                                                                    
    • Deixa Comigo Macajuba 15 anos O Blog do Povo Macajubense.

    Açaí Nova Cruz

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