Narrador Inteligente
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Uma família da localidade do Bravo, na zona rural de Macajuba, vive dias de extrema angústia e insegurança. Janete, o esposo e quatro crianças residem em uma habitação que apresenta graves problemas estruturais e risco iminente de desabamento. Sem condições financeiras para arcar com um aluguel, a única fonte de subsistência do núcleo familiar é o benefício do programa Bolsa Família.
Diante do perigo diário a que as crianças estão expostas, um vídeo detalhando as condições precárias do imóvel foi gravado e enviado diretamente a representantes do poder público municipal. Entre os destinatários estão vereadores da bancada local, o secretário de Assistência Social, Sidney Rocha, e o prefeito Luciano de Noé (PSD). No entanto, até o momento, nenhuma das autoridades se manifestou ou enviou assistência ao local.
A omissão do governo municipal diante do caso gerou indignação e levantou questionamentos por parte de moradores sobre a aplicação das políticas habitacionais no município. A principal cobrança gira em torno do "Projeto Viver Melhor", programa que deveria, por diretriz, priorizar justamente famílias em situação de vulnerabilidade extrema e risco habitacional.
A realidade constatada na comunidade do Bravo levanta duas perguntas urgentes para a gestão pública: qual é o verdadeiro critério de seleção adotado pelo Projeto Viver Melhor? E por que um apelo visual tão explícito, envolvendo o bem-estar e a vida de quatro crianças, foi sumariamente ignorado pelas lideranças de Macajuba?
Para os residentes da localidade, a sensação é de que o programa social passou longe de onde a população mais precisa. O espaço segue aberto para que a Prefeitura de Macajuba, a Secretaria de Assistência Social e os vereadores se pronunciem sobre as providências que serão tomadas para garantir a segurança da família de Janete.
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