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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Câncer de mama: o que acontece entre a suspeita, o tratamento e a volta à vida cotidiana?



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 



Bahia deve registrar 4.480 novos casos da doença em 2026


Voltar ao trabalho, retomar a atividade física, lidar com mudanças no corpo e fazer planos para o futuro. Para muitas mulheres, o fim do tratamento do câncer de mama abre uma nova etapa de cuidados. É para essa continuidade que o Grupo HERA — Cuidado Integral da Mama quer chamar atenção no Outubro Rosa de 2026, com o conceito “O câncer de mama faz parte da minha história, mas não é a minha história inteira.”

A discussão ganha dimensão diante das estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA): o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028. Na Bahia, são estimados 4.480 casos em 2026. O câncer de mama representa 30% dos novos casos de câncer entre mulheres no país, desconsiderados os tumores de pele não melanoma.

Para o Grupo HERA, olhar para a história inteira da paciente significa considerar todas as etapas do cuidado: a avaliação individual de risco, a investigação de alterações, a definição do tratamento e o acompanhamento da saúde após as terapias.


O cuidado começa antes do diagnóstico

Nem todas as mulheres têm o mesmo risco de desenvolver câncer de mama. Idade, histórico familiar, alterações genéticas e antecedentes pessoais podem influenciar a avaliação e as orientações de acompanhamento.

Também é importante distinguir o rastreamento, realizado em mulheres sem sinais ou sintomas conforme as recomendações aplicáveis, da investigação de uma alteração suspeita, que exige avaliação oportuna.

“Não existe uma única estratégia de acompanhamento que sirva para todas as mulheres. É preciso considerar fatores de risco, idade, histórico e as características de cada paciente para definir qual é a melhor conduta”, explica Sérgio Calmon, mastologista do Grupo HERA.

Encontrar uma alteração na mama, por sua vez, não significa necessariamente receber um diagnóstico de câncer. A investigação pode envolver exames de imagem e, quando indicada, biópsia. Se a doença for confirmada, começa outra pergunta decisiva: qual é o tipo de câncer daquela paciente?

“Hoje sabemos que câncer de mama não é uma doença única. Existem diferentes subtipos, diferentes comportamentos biológicos e diferentes respostas aos tratamentos. O diagnóstico precisa ir além de dizer que existe um câncer: precisamos caracterizar esse tumor para definir a estratégia terapêutica”, explica Vanessa Dybal, oncologista do Grupo HERA.

Informações como receptores hormonais, HER2, características do tumor e estágio da doença ajudam a orientar as decisões terapêuticas. Por isso, duas mulheres com câncer de mama podem seguir caminhos de tratamento diferentes, que podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo, conforme cada caso.


A vida depois do tratamento também precisa de atenção

A conclusão das terapias é um marco importante, mas não encerra todas as necessidades de saúde da paciente. Conforme o tratamento realizado, o acompanhamento pode incluir cuidados com fadiga, neuropatia, alterações hormonais, saúde óssea e cardiovascular, sexualidade e bem-estar emocional.

Essa etapa também acontece fora do consultório: na volta ao trabalho, na relação com o próprio corpo, na convivência familiar e nos planos que ficaram suspensos durante o tratamento.

“Precisamos falar sobre o que acontece depois porque o tratamento pode terminar, mas a história daquela mulher continua. O acompanhamento médico permanece importante, mas ele precisa estar conectado às necessidades que aparecem nessa nova fase da vida”, afirma Sérgio Calmon.

Ao trazer esse tema para o Outubro Rosa, o Grupo HERA propõe ampliar a conversa para além da descoberta da doença. "O câncer pode ser um capítulo marcante na vida de uma mulher. O cuidado precisa considerar a história inteira", conclui Sérgio Calmon.




Fonte:  @tocacomunicacao

Açaí Nova Cruz

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