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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Editorial: a “banda podre” da campanha eleitoral de 2026 em Macajuba



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria

 


A campanha eleitoral de 2026 em Macajuba deixou, além da disputa nas urnas, uma série de episódios que merecem ser debatidos publicamente. Denúncias, acusações, conflitos políticos e embates que ultrapassaram o espaço institucional marcaram os últimos dias da campanha.

Este editorial reúne relatos e fatos que foram apresentados à reportagem, distinguindo acusações ainda não comprovadas de situações que tiveram manifestação pública dos envolvidos.

Moto com músicas de candidatos gera questionamentos

Durante a campanha, segundo relatos recebidos, uma motocicleta supostamente ligada a prepostos da Prefeitura teria circulado pelo município reproduzindo músicas de candidatos apoiados pelo prefeito Luciano de Noé (PSD), inclusive fora de eventos eleitorais.

Segundo os relatos, denúncias teriam sido feitas à Polícia Militar, mas os denunciantes afirmam que não houve uma resposta que interrompesse a situação.



É importante destacar que a simples circulação de uma motocicleta com propaganda eleitoral não permite concluir, por si só, que houve irregularidade. A legislação eleitoral estabelece regras específicas para propaganda, bens públicos e condutas de agentes públicos, e eventual irregularidade depende das circunstâncias e das provas.

Suspeitas de compra de votos

Outro episódio que chamou atenção envolve suspeitas de compra de votos. Segundo informações que chegaram à reportagem, o vereador Miguel Pamponet (AGIR) teria informado ao prefeito Luciano de Noé que funcionários da Prefeitura estariam tentando vender o voto.

Ainda segundo os relatos, dois funcionários teriam sido afastados após o episódio.

Reuniões com o Prefeito muncipal e funcionários da Prefeitura aconteceram afim de esclarecer e pressionar.

Um deles teria publicado uma fotografia em seu status afirmando que continuava junto com o prefeito e, posteriormente, teria sido acusado de tentar aplicar um golpe envolvendo uma caixa.

Por se tratar de acusações, os fatos precisam ser tratados com cautela e não podem ser apresentados como crimes comprovados sem investigação e decisão das autoridades competentes.

O próprio TSE define captação ilícita de sufrágio como oferta, promessa ou entrega de vantagem pessoal com a finalidade de obter voto. A Corte também ressalta que situações dessa natureza precisam ser demonstradas por elementos de prova.

Câmara Municipal vira palco de embates políticos

A tensão eleitoral também chegou à Câmara Municipal de Macajuba.

Durante uma sessão, ocorreram fortes discussões envolvendo os vereadores Isack Soares (PSD) e Fabrizzia (PT), de um lado, e Sandrinho (PSD, Célio Pai Véi(PSD e Vanessa Azevedo(PSD), do outro, conforme os relatos recebidos.

O ambiente político acabou extrapolando os debates da Câmara. Segundo informações acompanhadas pela reportagem, Allison Santana (MDB) também fez críticas direcionadas a Miguel Pamponet, que não estava presente na sessão.

Posteriormente, as discussões teriam migrado para os status do WhatsApp dos próprios vereadores, com troca de provocações que ultrapassaram o debate estritamente político e entraram no campo pessoal.

Quando o debate político perde o limite

A campanha eleitoral deveria ser, acima de tudo, um momento para apresentar propostas, discutir problemas do município e permitir que o eleitor conheça as posições dos candidatos.

Quando denúncias de possíveis irregularidades, acusações de compra de votos, utilização de estruturas ligadas ao poder público e brigas pessoais passam a ocupar o centro da disputa, o debate sobre propostas acaba ficando em segundo plano.

O TSE estabelece que as regras eleitorais existem justamente para preservar a liberdade do voto, a legitimidade das eleições e a igualdade entre os concorrentes. Entre os ilícitos previstos estão abuso de poder, corrupção, captação ilícita de sufrágio e condutas vedadas a agentes públicos.

O eleitor macajubense tem o direito de saber o que aconteceu, mas também tem direito à informação responsável: denúncia não é condenação, acusação não é prova e disputa política não pode substituir investigação.

A chamada “banda podre” da campanha não deve ser entendida como uma acusação contra todo o processo eleitoral ou contra todos os envolvidos. O termo, neste editorial, se refere aos episódios e comportamentos questionados durante a campanha, que precisam ser esclarecidos pelas autoridades competentes quando houver indícios de irregularidade.

No fim, cabe ao eleitor analisar os fatos, acompanhar as propostas e tirar suas próprias conclusões diante das urnas.

Deixa Comigo Macajuba 15 anos — O Jornal do Povo Macajubense.

Açaí Nova Cruz

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