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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Já aconteceu virada no segundo turno presidencial? Veja o histórico



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O segundo turno das Eleições 2026 opõe o senador Flávio Bolsonaro (PL), líder do primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, ao presidente Luiz Inácio Lula


Eleições 2026


O segundo turno das Eleições 2026 opõe o senador Flávio Bolsonaro (PL), líder do primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que somou 45,16%. Com a decisão marcada para 25 de outubro, em todo o país, Lula tenta um feito inédito na história política brasileira: reverter, na etapa final, uma vantagem construída pelo adversário na primeira fase da disputa presidencial.


A disputa de 2026 entre Flávio e Lula

No primeiro turno de 2026, Flávio Bolsonaro ultrapassou a marca de 56 milhões de votos válidos e assegurou a primeira colocação, enquanto Lula ficou em segundo lugar. A diferença relativamente pequena entre os dois candidatos reforça o clima de acirramento e amplia o peso da busca por alianças e pela conquista do voto dos eleitores que apoiaram outros nomes.

Com a campanha para o segundo turno, as duas chapas concentram esforços em negociações com partidos e lideranças regionais e na tentativa de reduzir a abstenção. Para Lula, o desafio é superar um placar desfavorável e, ao mesmo tempo, manter a coesão de sua base. Para Flávio, a estratégia passa por preservar a dianteira e ampliar a vantagem sobre o atual presidente.


Histórico das eleições presidenciais

Desde a promulgação da Constituição de 1988 e da adoção do sistema de dois turnos, nenhuma eleição presidencial registrou virada entre a primeira e a segunda etapas. Em todas as disputas para presidente levadas ao segundo turno — 1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 — o candidato que liderou na fase inicial confirmou a vitória na rodada decisiva.

Em 2014, Dilma Rousseff (PT) terminou o primeiro turno à frente, com 41,59% dos votos, contra 33,55% de Aécio Neves (PSDB). No segundo turno, manteve a vantagem e foi reeleita com 51,64% contra 48,36%. Já em 2022, Lula apareceu na primeira etapa com 48,43% dos votos, enquanto Jair Bolsonaro (PL) registrou 43,20%. Na decisão, o petista chegou a 50,90% dos votos válidos e voltou ao Palácio do Planalto.

Ao longo da Nova República, viradas ocorreram em disputas estaduais e municipais, mas, no plano nacional, a escrita se mantém: até hoje, nenhum candidato que saiu atrás no primeiro turno conseguiu reverter o quadro na escolha para a Presidência da República.


Fatores decisivos no 2º turno

Para explicar por que a liderança no primeiro turno costuma se repetir no segundo, analistas eleitorais apontam dois elementos centrais: a transferência de votos dos candidatos derrotados e o comportamento do eleitor que se abstém. Em 2026, nomes como Augusto Cury (2,89%), Renan Santos (2,24%) e Ronaldo Caiado (2,18%) somaram parcelas relevantes do eleitorado, agora disputadas voto a voto por Flávio e Lula.

A maneira como esses eleitores migram — se optam por um dos finalistas, se anulam ou se deixam de comparecer — tende a pesar na manutenção ou na quebra da tradição histórica. Outro ponto decisivo é a abstenção: no primeiro turno de 2026, mais de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar, o que corresponde a 21,08% do eleitorado apto.

Além dos ausentes, os cerca de 2,3 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos representam um contingente que pode redefinir a diferença entre os dois candidatos. Se parte desses eleitores for convencida a participar de forma ativa no segundo turno, o equilíbrio da disputa pode aumentar.

A incógnita é se esse movimento será suficiente para permitir a Lula uma virada inédita ou se ampliará a vantagem de Flávio, reforçando o padrão observado desde o início da Nova República.


Fonte: Band. com.br

Açaí Nova Cruz

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