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sábado, 4 de outubro de 2025

A história de São Francisco de Assis, o santo que via irmãos em todas as espécies

 

Pintura do fim do século 13 ilustra São Francisco pregando aos pássaros
Crédito,Domínio Público
Legenda da 

Em 4 de outubro é celebrado o dia de São Francisco de Assis. Um dos santos mais reverenciados da Igreja Católica, ele se tornou símbolo de luta ambiental por meio da popularização da ideia de "irmãos na criação''.

Segundo pesquisadores, a preocupação com a natureza é uma construção muito recente, já que essa não era uma demanda do mundo medieval. Ainda assim, o santo passou a ser associado com a ecologia e os animais diante do respeito que tinha por todos os seres.

"A relação de Francisco com a natureza é fraterna, no sentido de que nós, os animais e as plantas fomos feitos por Deus e somos, portanto, irmãos", afirmou à BBC Brasil o frei Mario Tagliari, reitor do Santuário São Francisco, em São Paulo.

De acordo com a tradição, São Francisco morreu na noite do dia 3 para o dia 4 de outubro de 1226 — e por isso seu dia é celebrada pelos católicos em 4 de outubro.

Quem foi São Francisco?

Nascido em 1181 ou 1182 na cidade de Assis, atual Itália, ele foi batizado como Giovanni di Pietro di Bernardone e era filho de uma família relativamente bem-sucedida.

Seu pai, Pietro di Bernardone dei Moriconi, era um comerciante têxtil que tinha bom tráfego entre a burguesia estabelecida na época. Sua mãe, Pica Bourlemont, era uma mulher de raízes francesas.

Não há consenso sobre o seu apelido Francisco. Provavelmente, era uma referência à França. Para alguns biógrafos, porque desde pequeno o menino tinha encantamento pelo idioma, pela música e pela cultura francesa.

Para outros, seria uma homenagem da família aos parentes franceses da mãe. O que parece não haver dúvidas é que se trata de um nome que foi assumido antes da vida religiosa — ou seja, desde a tenra juventude Giovanni já era chamado de Francesco, em português Francisco, pelos seus amigos.

E teria sido uma juventude bastante agitada. Visto como excêntrico e indisciplinado, Francisco gostava de festas, bebida e não economizava o dinheiro do pai na hora de se divertir.

Por volta dos 23 anos, ele passou a ter uma série de visões místicas. Aos poucos, passou a se desinteressar pelos prazeres mundanos e convenceu-se que o melhor seria adquirir hábitos mais frugais e próximos dos pobres. Depois de um retiro em uma caverna, decidiu que não queria se casar — mas, sim, abraçar a vida religiosa.

Sonhos com mensagens avaliadas por ele como divinas passaram a ser recorrentes. E certa vez ele, ao ouvir os sinos que os leprosos eram obrigados a usar para alertar as pessoas do risco de contágio, em vez de afastar-se, aproximou-se.

A repulsa deu lugar ao cuidado: Francisco deu seu manto ao homem que sentia frio e sentiu um prazer inexplicável ao ver, em seus olhos, a gratidão.

Para os seus biógrafos, esse foi o ponto de virada em sua biografia, quando ele realmente decidiu dedicar-se aos pobres. Em seguida, Francisco pegou o estoque de tecidos do seu pai, vendeu a preços módicos no centro da cidade, e doou todo o dinheiro para a Igreja.

Pietro revoltou-se e descobriu o filho escondido em um celeiro. Levou-o para casa e deixou-o preso, acorrentado, no porão. Com a ajuda da mãe, Francisco conseguiu escapar. E foi procurar abrigo junto ao bispo.

Pintura de Giotto, feita no fim do século 13, ilustra o momento em que São Francisco desfez-se de suas roupas para assumir a vida junto aos pobres
Crédito,Domínio Público

O pai seguiu os passos, pretendendo tirar satisfações não só com o filho, mas também com o líder religioso da região. Para a surpresa de todos, Francisco debateu com o pai, tirou todas as suas vestes e devolveu-as a ele.

Renunciou a qualquer direito que teria como herança e partiu, nu, para uma vida entre os pobres. O bispo teria abençoado o jovem e admirado sua postura.

Isso teria ocorrido provavelmente em 1208. No ano seguinte, Francisco fundaria seu grupo religioso, a Ordem dos Frades Menores, com princípios claros de serviço aos pobres, humildade e uma profunda ligação com a natureza.

Essa postura de Francisco, com boas doses de rebeldia nas condutas para conseguir realizar seus ideais humanitários, faz com que muitos vejam seu papel como o de um verdadeiro reformador dos valores da Igreja Católica.

"Em minha visão, ele foi um homem estupendo que, mesmo antes de [Martinho] Lutero [(1483-1546), que rompeu com a Igreja e fundou o protestantismo] questionou a Igreja. Alguns pesquisadores dizem que ele foi um reformador sem sair da Igreja, pois questionava a riqueza e via a pobreza como algo significativo", afirma o estudioso de hagiologias Thiago Maerki, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo associado da Hagiography Society, dos Estados Unidos.

Igrejinha da Porciúncula, em Assis, que já existia na época de São Francisco e era frequentada por ele. Hoje ela está dentro de uma igreja, protegida
Crédito,Edison Veiga


"Francisco tinha uma postura humilde, era o santo da alegria e fazia tudo pela paz. Pensava nos outros, tinha empatia, se preocupava com aqueles que forem", comenta.

E sua atualidade também reside nesse fato. "A preocupação com os que sofrem é uma pauta contemporânea. Ele falava isso na Idade Média, criticando a miséria, o poder o status do clero que não ligava para os que necessitavam. Foi um santo extremamente complexo", analisa Maerki.

"Suas ideias vão ao encontro daquilo que geralmente se prega no mundo contemporâneo, cada vez mais capitalista, material e do 'eu sem pensar no outro'."

Para o pesquisador, a figura de Francisco de Assis se tornou "extremamente simbólica" justamente porque em uma "época em que muitos defendiam a riqueza, inclusive a hierarquia eclesiástica", ele acabaria, em sua ordem, decretando que os frades tinham de habitar casas mais simples, ter uma vida mais simples. "O hábito franciscano era a roupa das pessoas pobres da época", exemplifica.

"Ele era uma pessoa antissistema, uma pessoa desconcertante. Estava sempre ao lado dos pobres, mas conseguia dialogar e trazer essa vida para o seio da Igreja", analisa o frei Marcelo Toyansk Guimarães, da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Capuchinhos e assessor da Comissão Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

"Ele fez um processo radical de fraternidade com os mais pobres, mudando seu status de vida para ser pobres e isso é sempre significativo."

pobres e isso é sempre significativo."
Quadrinhos com o lema Paz e Bem, dos franciscanos, em lojinha de rua de Assis
Crédito,Edison Veiga

Narrativas

Pesquisar sobre a vida e a obra de São Francisco é mergulhar em uma seara de múltiplas facetas. Por um lado, muitos de seus contemporâneos escreveram sobre ele, com as primeiras hagiografias tendo sido feitas pouco tempo após sua morte, em 1226. Contudo, os primeiros franciscanos também se viram em meio a uma guerra de narrativas.

"A vida de Francisco está envolta em polêmicas e isso perpassa toda sua trajetória", diz Maerki, que dedica toda sua trajetória acadêmica, da graduação ao pós-doutorado, ao estudo de textos sobre São Francisco.

Ele conta que o primeiro relato sobre a vida do santo foi escrito pelo frade Tomás de Celano, que viveu aproximadamente entre 1200 e 1265. "Sua obra se torna uma espécie de legenda oficial da vida de Francisco, mas outras vão surgindo, escritas por outros companheiros de Francisco, inclusive por frades que eram muito próximos a ele e conheciam muito bem a vida dele. São várias hagiografias e escritos que começam a apresentar versões e outras facetas do santo. O que a gente conhece hoje é fruto de uma tradição, uma construção de 'muitos Franciscos'", avalia ele.


Maerki recorda que havia grupos internos dentro da ordem franciscana que "disputavam uma certa narrativa". E, por isso, em 1260, o religioso João Boaventura — depois canonizado como São Boaventura — foi incumbido de "escrever uma nova vida [de São Francisco] para apaziguar os anônimos" e chegar à "biografia oficial". Então houve um decreto que passou a desconsiderar todas as narrativas anteriores — e, acredita-se, muitos textos tenham sido destruídos.

"Acabaram sobrevivendo os que estavam guardados em bibliotecas de outras ordens religiosas, por exemplo, ou que caíram em mãos de particulares que não seguiram o decreto franciscano", comenta Maerki.

Segundo o pesquisador, a versão oficializada foi a que predominou até o século 17, quando estudiosos passaram a resgatar outros relatos antigos sobre Francisco a fim de compor o mosaico de sua vida. No momento, o próprio Maerki está trabalhando em uma biografia de São Francisco escrita originalmente em português, do século 16 — em breve, uma edição da mesma preparada pelo pesquisador brasileiro deve ser lançada em livro. Trata-se da obra 'Crônicas da Ordem dos Frades Menores', escrita pelo franciscano Marcos de Lisboa (1511-1591) em 1557.

"Ele comenta, em uma espécie de prefácio, que andou por praticamente toda a Europa em busca de textos acerca de Francisco de Assis e, com base neles, escreveu", conta. "De certa forma, ele antecipou um caráter científico de construção da história, não queria construir a história baseada em achismos ou naquilo que ouvia falar, não queria depender da tradição oral."

Natureza

Se hoje São Francisco é visto como o santo mais ligado ao meio ambiente, é preciso lembrar que essa noção não encontra eco nos discursos de seu tempo. "Muitas vezes ele é tomado como uma espécie de ícone para a causa ambiental, mas isso é uma construção muito recente", argumenta Maerki.

"Obviamente que essa questão ambiental não era uma preocupação, uma demanda do mundo medieval", salienta. "O que temos nas primeiras legendas sobre São Francisco é justamente esse respeito que ele tinha para com a natureza. Ele chamava toda a natureza de irmã, a lua era irmã, o sol era irmão, os pássaros eram irmãos, a Terra uma grande mãe. Esse respeito, mais tarde, foi interpretado com um viés ecológico."

"Mas essa não foi obviamente uma preocupação de São Francisco nem dos primeiros franciscanos", ressalta.

Susin atenta para o fato de que essa ligação com a natureza está presente na iconografia. "É muito difícil a gente ver uma representação dele sem um passarinho, sem um animal junto", comenta. "A interpretação romântica do século 19 fez isso de forma a colocar o sentimento no centro da espiritualidade, em contraposição à racionalidade mais científica."

"Um dos biógrafos dele diz que ele tirava até a minhoca que estivesse passando no meio de um caminho para que, quando viesse uma cavalaria, ela não fosse pisoteada", diz o frei Mario Tagliari, do Santuário São Francisco.

"Ele pregou aos peixes, aos pássaros. Por isso tornou-se protetor da natureza e padroeiro da ecologia. Mas não de uma ecologia unicamente utilitarista. A relação de Francisco com a natureza é fraterna, no sentido de que nós, os animais e as plantas fomos feitos por Deus e somos, portanto, irmãos."

Em carta apostólica publicada em novembro de 1999, o papa João Paulo 2º. (1920-2005) proclamou São Francisco como "o celestre padroeiro dos cultores da ecologia".

"São Francisco faz um movimento muito forte de integração. Ele abre a ideia de sermos irmãos de toda a criação", explica Guimarães. "Um caminho intenso de ser fraterno. Por isso ele é o santo das relações saudáveis e integradas, convidando-nos a um reajuste nas diversas relações com a sociedade, buscando uma vida com o próximo, com Deus e com toda a criação."


Literatura

Francisco de Assis deixou escritos de punho próprio. Sua obra mais conhecida é o famoso 'Cântico das Criaturas', também chamado de 'Cântico do Irmão Sol'. O texto foi composto originalmente no dialeto da região da Úmbria e é apontado como um dos primeiros registros escritos no idioma italiano.

"Francisco é considerado por muito teóricos como o primeiro poeta italiano e isso não é pouca coisa", lembra Maerki. "Foi um dos primeiros a escrever poesia no vernáculo italiano, no dialeto umbro. Torna-se muito importante para a literatura italiana."

Esse reconhecimento não é algo apenas dos dias atuais. Considerado o maior poeta da língua italiana, Dante Alighieri (1265-1321) dedicou a São Francisco todo o cântico 11 reservada ao paraíso de sua obra-prima, A Divina Comédia.


IgrejaCrédito,Edison Veiga
Legenda da foto,'Francisco tinha uma postura humilde, era o santo da alegria e fazia tudo pela paz. Pensava nos outros, tinha empatia, se preocupava com aqueles que forem

Homenageado pelo antigo papa

Quando, em 13 de março de 2013, o cardeal argentino Jorge Bergoglio foi apresentado à multidão na Praça São Pedro como o papa eleito para suceder Bento 16, houve um momento de expectativa: que nome ele escolheria para ser a marca do seu pontificado?

Pela tradição católica, papas assumem uma nova identidade quando chegam ao poder. Mais do que uma mera formalidade, o nome abraçado também procura, não raras vezes, trazem a mensagem que o líder católico pretende imprimir à sua época.

E Bergoglio se tornou Francisco. O primeiro papa da história da Igreja com este nome. Sem dúvida nenhuma, naquele instante, o argentino estava apresentando sua proposta ao mundo, numa espécie de plano de governo, antecipando o que viria a ser a tônica do seu pontificado.

O pontífice faleceu em 21 de abril e foi substituído, após um conclave de dois dias, por Robert Prevost, dos Estados Unidos, que escolheu o nome Leão 14.

Mas durante seu papado, Francisco foi apontado como uma voz lúcida acerca da necessidade de proteção ecológica, do "cuidado com a casa comum", como ele tanto clama. E num momento de crise da humanidade, ele insistia também na importância do acolhimento e no fundamental da caridade e da inclusão dos mais pobres.

Dessa forma, o papa Francisco ecoou, oito séculos depois, os princípios de São Francisco de Assis.

"A relação de papa Francisco com São Francisco de Assis é muito grande. São Francisco é a fonte de inspiração para o atual papado, pelo modo de conduzir a Igreja hoje. Francisco recupera uma Igreja mais próxima do evangelho, mais próxima de Jesus", avalia o frei Mario Tagliari.

"São Francisco de Assis viveu em comunhão com a Igreja, mas provocou uma grande mudança a partir da radicalidade de viver o Evangelho", pontua ele. "Papa Francisco busca seu nome por causa de São Francisco de Assis."


Papa FranciscoCrédito,EPA
Legenda da foto,Papa Francisco faleceu em 21 de abril e foi substituído, após um conclave de dois dias, por Robert Prevost, dos Estados Unidos, que escolheu o nome Leão 14

Por causa disso, hoje alguns costumam comparar que houve "o Francisco de Assis e agora há o Francisco de Roma", como lembra o teólogo Luiz Carlos Susin, também frade franciscano, professor na Pontifícia Universidade Católica no Rio Grande do Sul e na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana.

"Tudo até hoje mostra que de fato veio de Francisco de Assis a inspiração [para a escolha do nome do atual papa]", comenta Susin.

O frade recorda a homilia de inauguração do atual pontificado para destacar três pontos de conexão entre os dois Franciscos: a busca por uma Igreja mais simples, pobre e despojada; o diálogo ecumênico e o discurso pela paz; e o cuidado com a criação, com o meio ambiente.

Continuidade ao legado de Francisco

O novo papa, Leão 14, parece estar dando continuidade ao trabalho de seu antecessor — e, de certa forma, de São Francisco de Assis — em prol da natureza.

Na última quarta-feira (1/10), o pontífice conclamou católicos e cidadãos do mundo todo a continuarem a defesa ambiental do papa Francisco e a não tratarem isso como uma questão "divisiva".

Leão falou na cerimônia de abertura de uma conferência climática para comemorar o décimo aniversário da "Laudato Si", documento papal inovador sobre a necessidade urgente de proteger a saúde do planeta.

Em sua fala, o papa reforçou que a ecologia integral não pode ser vista separada da justiça social e do cuidado com os mais pobres: "Não se pode amar o Deus que não se vê desprezando suas criaturas". E acrescentou: "Somos uma única família, com um Pai comum; habitamos um mesmo planeta, do qual devemos cuidar juntos".

O pontífice apontou ainda para a importância de que os próximos encontros internacionais – como a COP30, a sessão da FAO sobre segurança alimentar e a Cúpula da Água da ONU em 2026 – escutem "o grito da Terra e o grito dos pobres".

Leão 14 foi convidado pelo Brasil participar da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, que ocorrerá em Belém no mês de novembro.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esteve no Vaticano durante o evento da última semana e formalizou o convite.

*Esta reportagem foi publicada originalmente em outubro de 2022 e atualizada em 4 de outubro de 2025

Fonte;bbcNewsbrasil

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2ª vítima de intoxicação por metanol em SP tinha 46 anos e havia tomado vodca em bar

Marcos Antônio Jorge Junior morreu no último dia 2 de outubro após ser internado em estado grave em um hospital na Zona Leste da capital. Governo estadual confirmou óbito neste sábado (4).


A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou neste sábado (4) a segunda morte por intoxicação causada por bebida adulterada com metanol no estado. A vítima é Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos, que morreu no último dia 2 de outubro após ser internado em estado grave.

Segundo boletim de ocorrência do caso, Marcos bebeu vodca em uma bar da Zona Leste da capital no dia 28 de setembro. Ele estava acompanhado de amigos, mas foi o único a ingerir destilado, enquanto os colegas consumiram cerveja.

Na manhã seguinte, Marcos começou a passar mal, teve náuseas e ficou com a visão turva. Ao longo do dia, os sintomas se agravaram e evoluíram para fortes dores no estômago e vômitos constantes. Ele pediu ajuda à companheira durante a tarde.

Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio, no Tatuapé, onde deu entrada em estado grave por intoxicação. O laudo médico registrou como causas possíveis da morte: “intoxicação por metanol, insuficiência renal aguda, choque distributivo e morte encefálica”.

O corpo de Marcos foi sepultado na tarde deste sábado (4), no Cemitério São Pedro, também na Zona Leste.

A primeira morte confirmada por intoxicação por metanol no Brasil foi a do empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos. Morador de São Paulo, ele passou mal em 12 de setembro e morreu quatro dias depois, em 16 de setembro.

2ª vítima de bebida batizada com metanol em SP — Foto: Reprodução

Casos

Na manhã deste sábado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o país tinha até o momento uma morte, que também ocorreu em São Paulo. Na oportunidade, ele anunciou a compra de antídotos para quem ingeriu a substância.

O governo de São Paulo informou que investiga outras sete mortes com suspeita de intoxicação de metanol. De acordo com a Secretaria da Saúde, ao todo são 162 registros em todo o estado:

. 14 casos confirmados, incluindo dois óbitos — dois homens, de 46 e 54 anos, ambos moradores da capital;

. 148 casos ainda em investigação, com sete mortes suspeitas — quatro na cidade de São Paulo, duas em São Bernardo do Campo e uma em Cajuru.

🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal.

As autoridades não divulgaram oficialmente a identidade das vítimas, mas a TV Globo e o g1 conseguiram localizar alguns dos pacientes. A seguir, conheça as histórias de pessoas que tiveram a vida profundamente afetada após o consumo de bebidas adulteradas.

Radharani Domingos, Bruna Araújo de Souza e Rafael Anjos Martins são vítimas de intoxicação por metanol. — Foto: Montagem/g1/Reprodução

Casos pelo país

Além dos casos registrados e em investigação em São Paulo, o balanço divulgado na manhã de sábado pelo Ministério da Saúde incluía casos sendo apurados em outros estados: são 7 em PE, 4 no MS, 2 na BA, outros 2 em GO, 2 no PA, e 1 caso em DF, RO, MG, MT, ES e PI.

Adega na Zona Sul

No dia 30 de agosto, Rafael Anjos Martins, de 28 anos, comprou duas garrafas de gin, além de gelo de coco e energético, em uma adega localizada na região da Cidade Dutra, na Zona Sul da capital.

Em seguida, ele se reuniu com quatro amigos em casa para confraternizar. Nenhum deles desconfiou da adulteração.


Rafael Anjos Martins, de 28 anos, está em coma desde 1º de setembro após consumir gin em SP — Foto: Arquivo Pessoal

Poucas horas depois do consumo, Rafael começou a passar mal e foi levado às pressas para o hospital. Os médicos realizaram procedimentos para remover a toxina do sangue, mas o metanol já havia atingido o cérebro e o nervo óptico.

Desde então, o jovem está em coma, internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Osasco, respirando com ajuda de aparelhos.

Os amigos, que ingeriram a bebida adulterada em menor quantidade, também sofreram consequências. Nathalia Carozzi Gama contou à TV Globo que a visão foi afetada.

"As coisas estavam com muito contraste e muita falta de ar, com mal-estar, um peso no corpo. Eu fui para o hospital, fizeram o exame e viram que estava com metanol”, relatou.

Bar nos Jardins

Radharani Domingos fala em entrevista ao Fantástico após intoxicação por metanol — Foto: Reprodução

A designer de interiores Radharani Domingos, de 43 anos, perdeu a visão após consumir três caipirinhas feitas com vodca em no bar Ministrão na Alameda Lorena, bairro nobre de São Paulo. O local foi interditado.

“Era uma região nobre, não era nenhum boteco de esquina. Causou um estrago bem grande. Não estou enxergando nada”, disse Radharani ao Fantásrico. No local, a polícia apreendeu cerca de 100 garrafas de bebidas destiladas suspeitas de adulteração.

Segundo a irmã dela, Lalita Domingos, ainda não há previsão de alta. "O oftalmologista entrou com tratamentos para reverter o quadro da visão, mas ela [visão] permanece comprometida. Estamos na expectativa de que algo mude."

Show de pagode

Jovem de São Bernardo é internada após consumir vodca — Foto: Reprodução; e Adobe Stock

No domingo (28), Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, saiu para assistir a um show de pagode com amigos em um bar de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Durante a tarde e a noite, ela consumiu algumas doses de bebida, incluindo um “combo” de vodca com suco de pêssego.

Na manhã seguinte, Bruna começou a sentir sintomas como dor intensa no corpo, falta de ar e visão embaçada. Foi levada a uma UPA da cidade, mas seu quadro se agravou rapidamente e ela precisou ser transferida entubada para o Hospital de Clínicas de São Bernardo, onde permanece em estado grave.

Familiares relatam que o namorado dela também apresentou sintomas e foi internado em outra unidade de saúde. “Ela estava feliz, se divertindo, e agora a gente não sabe como vai ser daqui para frente”, contou um parente.

Whisky em festa


Wesley Pereira, de 31 anos, passou mal após consumir whisky em uma festa. — Foto: Reprodução

O caso de Wesley Pereira, de 31 anos, começou em agosto, quando ele participou de uma festa na Zona Sul da capital paulista. Em determinado momento da comemoração, Wesley consumiu whisky que havia sido levado ao local. Poucas horas depois, passou mal e entrou em coma.

Desde então, ele permanece internado no Hospital do Campo Limpo. Segundo a família, Wesley sofreu uma série de complicações: teve pneumonia por broncoaspiração, um dos rins parou de funcionar e, quando os médicos reduziram a sedação para tentar acordá-lo, ele sofreu um AVC.

“Ele perdeu a visão e a vida dele nunca mais vai ser a mesma”, contou a irmã, Sheilene Pereira Neves. Wesley continua em tratamento intensivo e luta para se recuperar.

Vodca adulterada


Marcelo Lombardi tinha 45 anos e morava na região do Sacomã, na Zona Sul de SP, divisa com o ABC Paulista. — Foto: Reprodução/TV Globo

O advogado e empresário Marcelo Lombardi, de 45 anos, dono de uma imobiliária familiar na região do Sacomã, Zona Sul de São Paulo, morreu após consumir uma garrafa de vodca adulterada. Segundo a família, ele comprou a bebida em uma adega para beber em casa, sem suspeitar de irregularidades.

Na manhã seguinte, Marcelo acordou desorientado, já sem visão, e foi levado ao hospital. O quadro evoluiu para uma parada cardiorrespiratória e falência múltipla dos órgãos. No atestado de óbito, os médicos apontaram o metanol como causa da intoxicação.

Marcelo era casado e morava com a esposa e uma cachorrinha. A irmã relatou ao g1 que ele era o pilar da família. “Perdemos a nossa base”, desabafou.


Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. — Foto: Arte/g1

Fonte:g1.globo

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Poligamia e tabus do sexo, amor e desejo explicados pela Ciência

 O investigador Rui Diogo diz que os humanos têm uma tendência natural para se relacionarem sexualmente com vários parceiros, mas a sociedade inibe a poligamia e cria estereótipos que podem tornar as pessoas mais infelizes.


Doutorado em biologia e antropologia e professor de medicina na Universidade de Howard, em Washington, o investigador português publicou o livro 'Sex, Love & Desire', com o subtítulo 'What science tells us', já à venda nos Estados Unidos e que procura, através da ciência, quebrar mitos relacionados com o sexo, o amor e o desejo.

"No livro procuro a ligação entre o que o nosso corpo quer, biologicamente, naturalmente, e o que a cultura nos quer impor", disse à Lusa a propósito do livro, no qual fala da monogamia, da homossexualidade, do desejo sexual, da intersexualidade, dos meninos que vestem de azul e das meninas de cor-de-rosa.

E fala também dos conflitos entre o que as pessoas realmente desejam e a forma como devem comportar-se com base nos estereótipos e normas sociais predominantes, que leva muitas vezes a insatisfação sexual, mas também a insatisfação com a vida.

"Tanto os estereótipos como os mitos fazem com que as pessoas, e a cultura, tenham de se conformar, não só no sexo, mas na vida em geral, com muitas coisas que poderiam não querer realmente fazer, se pudessem ser livres para isso", disse Rui Diogo à Lusa, lembrando que a poligamia nem sequer é legal em Portugal.

E acrescentou: "A que é que isso leva? Quanto mais estamos fora da natureza, mais fora estamos do que realmente desejamos, com mais normas sociais, mais etiqueta, estereótipos, com mais infelicidade. Porque no fundo estamos a lutar contra nós mesmos, uma guerra contra os nossos desejos e paixões".

Alertando que tal se passa em todas as vertentes, mas especialmente na sexualidade, e que tudo é cada vez mais controlado pelas redes sociais, o investigador admitiu que a luta interna pode levar a níveis cada vez maiores de ansiedade.

Uma das lutas internas prende-se com a monogamia/poligamia. Nas palavras do professor, tendo em consideração o que acontece com outras espécies, sobretudo as mais próximas, como os chimpanzés, e em povos não agrícolas e múltiplas sociedades agrícolas modernas, "os humanos não parecem ser naturalmente monogâmicos".

É a sociedade que os torna monogâmicos, especialmente em sociedades cristãs, como a portuguesa. Noutras sociedades, há outros modelos, como em países muçulmanos onde um homem com várias mulheres ou em partes do Nepal, onde uma mulher pode ter vários maridos, explicou.

Rui Diogo não fala de situações ideais em termos de casamento e dos diferentes tipos de relações entre as pessoas, mas diz que o casamento monogâmico, na atualidade, confere as vantagens de reduzir o ciúme e aumentar o conforto/familiaridade

O "preço a pagar" é que o desejo sexual por outros é geralmente reprimido, ainda que mesmo assim muitas vezes, "devido às tendências naturais", haja situações de infidelidade, ou se recorra à prostituição.

Já numa sociedade poligâmica, o desejo sexual por outro não é reprimido, mas também há um "preço a pagar", os ciúmes se há um envolvimento sentimental, e a falta de familiaridade.

Completamente natural, disse o investigador e autor de duas dezenas de livros, é também a homossexualidade, que está presente na maioria das espécies de mamíferos.

"Em muitas espécies de mamíferos há cerca de 10 a 12% de homossexualidade, e nalgumas ainda mais", afirmou Rui Diogo, cujas investigações sobre a evolução humana o levaram a cerca de 160 países, a zonas remotas da Ásia e de África.

E embora diga sem hesitar as percentagens em relação a outras espécies, é mais cauteloso quanto à espécie humana.

Na verdade, "o que é realmente difícil é saber a percentagem de homossexualidade em diferentes culturas humanas, porque as normas culturais e os tabus fazem com que não se possa saber quem é homossexual, ao contrário de outras espécies, cujos indivíduos homossexuais obviamente não têm razão para esconder que o são

E é ainda na natureza que se apoia para dizer que as mulheres "são bastante mais sexuais do que os homens", contrariando a ideia construída de que é o contrário.

Além disso, estudos mostram claramente que as mulheres têm em geral mais "fluidez sexual", podendo passar mais facilmente, por exemplo, de heterossexuais para bissexuais.


Mas, questionado pela Lusa, não atribui à natureza a tendência conservadora e misógina de alguns jovens do sexo masculino atualmente.

"Esta nova procura de modelos sexuais, aliada a uma maior desinibição e poder de escolha das mulheres, tem levado, junto com as redes sociais, em países como Portugal e outros, a uma resposta 'reacionária' de rapazes ou adultos jovens. É uma reação negativa a mudanças sociais".

Este tema, como outros abordados no livro que o autor gostaria de ver publicado em Portugal, pode suscitar discussões. Mas é importante, avisou, que se discuta com base em dados reais, em factos, e não em estereótipos, falsas crenças ou "factos alternativos".

Fonte:noticiasaominuto

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Por que Alexandre Frota teve mandato de vereador cassado em Cotia

Decisão que atinge ator e ex-deputado federal ocorreu após processo em que ele era réu transitar em julgado

Alexandre Frota.
Créditos: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Alexandre Frota (PDT), vereador em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, recebeu uma péssima notícia nesta sexta-feira (3). O ator teve seu mandato parlamentar cassado. A decisão ocorreu depois do processo por calúnia e difamação em que ele réu transitar em julgado.

Frota foi condenado, em 2018, a dois anos de detenção, no regime inicial aberto, pela 2ª Vara Federal de Osasco, por calúnia e difamação contra o então deputado federal Jean Wyllys, à época no PSOL e, hoje, no PT.

O ex-parlamentar recorreu, mas suas tentativas foram negadas. Com isso, o caso transitou em julgado no final de agosto. A pena definitiva ficou em dois anos e 26 dias de detenção, em regime aberto, mais o pagamento de 175 dias-multa.

O presidente da Câmara de Cotia, Osmar Danilo da Silva (Republicanos), afirmou que a decisão está fundamentada na Constituição e na Lei Orgânica do Município, “em razão da condenação criminal por crime doloso, com sentença definitiva e irrecorrível”.

“Hoje é um dia muito triste. Depois de todo o trabalho que eu fiz pela cidade, a Câmara me cassou”, disse Frota, em entrevista ao Metrópoles.

O advogado do ator, Anthero Mendes Pereira Junior, afirmou que seu cliente ainda não foi formalmente intimado pela Justiça Eleitoral ou pela Câmara em relação à perda do mandato.

“Sobre a decisão, a defesa respeita, porém não concorda, e ingressará com uma revisão criminal buscando absolvição. O vereador está tranquilo e confiante na justiça”, destacou.

Motivação da condenação de Frota

A ação, de 5 de abril de 2017, apontou que Frota postou nas redes sociais uma foto de Wyllys, autor do processo, atribuindo-lhe a fala: “A pedofilia é uma prática normal em diversas espécies de animal (sic), anormal é o seu preconceito”.

A publicação teve quase 10 mil compartilhamentos e mais de 4 mil curtidas, além de cerca de 2 mil comentários. A frase, conforme Jean Wyllys provou, nunca foi proferida por ele.

Fonte:/revistaforum

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Dia Mundial dos Animais

 Dia Mundial dos Animais

O Dia Mundial dos Animais é comemorado todos os anos em 4 de outubro. A data foi instituída em 1931, na cidade de Florença, Itália, durante o Congresso Internacional de Proteção Animal, por ecologistas pioneiros na defesa dos animais. Desde então se tornou uma data para celebrar a vida dos animais em todas as suas formas, e de trazer à lembrança a necessidade de zelar pelo cuidado, saúde e bem-estar desses seres que acompanham a evolução da humanidade desde os seus primórdios.

 O dia 4 de outubro também foi escolhido por coincidir com o dia de São Francisco de Assis, santo padroeiro dos animais. Conhecido por sua relação de respeito com toda a natureza, especialmente com os animais os quais se referia como “irmãos”, São Francisco dedicou-se a amar todas as criaturas e lutou para que os animais fossem tratados com a dignidade que merecem.

Nos dias atuais, essa conscientização precisa ir muito além dos cuidados básicos com os cães e gatos, devendo servir também para que a sociedade comece a olhar para o impacto de suas ações no meio ambiente como um todo, e consequentemente, na vida dos animais que com ela convivem. A preservação da fauna e da flora tornou-se uma questão de sobrevivência para o ser humano, sendo necessário modificar os hábitos e as relações de consumo, ampliar a reutilização e renovação dos recursos naturais e gerenciar o descarte de resíduos no ambiente, para por fim, transformar a relação homem-natureza com o objetivo de que ela seja compatível e sustentável.

Mesmo com a existência da data comemorativa, os direitos dos animais só foram reconhecidos muito tempo depois, em 1978, com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais da Organização das Nações Unidas (ONU). Esse documento convida à reflexão sobre o caminho a ser seguido no que tange à defesa e proteção dos animais. Confira abaixo os seus 14 mandamentos:

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Art. 1º - Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Art. 2º - O homem, como a espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.

Art. 3º - Todo animal tem direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Art. 4º - Todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se; Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.

Art. 5º - Todo animal pertencente a uma espécie ambientada tradicionalmente na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e de liberdade que forem próprias de sua espécie; Toda modificação deste ritmo ou destas condições, que forem impostas pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.

Art. 6º - Todo animal escolhido pelo homem como companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural; Abandonar um animal é ação cruel e degradante.

Art. 7º - Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e intensidade desse trabalho, alimentação reparadora e repouso.

Art. 8º - A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentação médica, científica, comercial ou de qualquer outra modalidade; As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art. 9º - Se um animal for criado para alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor

Art. 10º - Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem; As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal

Art. 11º - Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.

Art. 12º - Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens, constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie; A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Art. 13º - O animal morto deve ser tratado com respeito; As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar ofensa aos direitos do animal.

Art. 14º - Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental;

Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei como os direitos humanos.


Fonte:saopaulo.sp.gov

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SP: Homem não desliga câmera e tem partes íntimas expostas em audiência

  Episódio aconteceu durante audiência na Justiça do Trabalho de São Paulo

Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT15), em Campinas (SP) • CNJ

Um empresário teve seu órgão genital exposto para todos os presentes durante uma audiência na Justiça do Trabalho em São Paulo. Enquanto a magistrada que conduzia a instrução processual falava, o equívoco levou a uma situação descrita por pessoas presentes como "constrangedora"

Em audiência virtual na 11ª vara do Trabalho de Campinas, do TRT da 15ª região, o homem que era parte da empresa reclamada — aquela que é processada — se dirigiu até o banheiro durante a audiência.

Contudo, ele não percebeu que a câmera do celular ainda estava aberta, fazendo com que o evento ficasse marcado por esse momento desconcertante para todos os presentes


Uma pessoa que esteve presente na audiência, afirmou que "não sabia onde colocar a cara" no momento em que a magistrada se manifestou sobre o caso.

De acordo com o relato da testemunha, o empresário foi imediatamente retirado da sala virtual, antes mesmo de ser advertido, e a audiência de instrução seguiu "normalmente".

A CNN entrou em contato com a 11ª vara do Trabalho de Campinas para um posicionamento sobre o caso. Em resposta, o TRF-4 informou que "não se pronuncia sobre processos em andamento".

Fonte: CNN brasil 

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Caixas de ovos estão sendo usadas como armadilhas no combate a escorpiões

 

A cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, enfrenta um crescimento expressivo nos acidentes envolvendo escorpiões. Somente em 2025, o número de ocorrências aumentou mais de 60% em relação ao ano anterior, segundo dados da Vigilância em Saúde Ambiental (Visam). Para enfrentar a situação, foi adotada a estratégia de usar caixas de ovos como armadilhas para monitorar escorpiões.

As armadilhas são instaladas em pontos estratégicos da cidade e funcionam porque simulam esconderijos seguros, locais que os escorpiões procuram naturalmente para se abrigar. Atualmente, mais de 230 unidades já estão sendo monitoradas pela equipe de saúde. 

O coordenador da Visam, Gustavo Grijota, explica que o objetivo das caixas não é apenas capturar os escorpiões, mas também entender os locais de maior risco. Com esses dados, é possível traçar estratégias de controle mais direcionadas e prevenir novos incidentes.


Orientações à população e cuidados necessários

Embora a técnica mostre resultados, a recomendação é que as armadilhas não sejam utilizadas pela população em suas casas. Segundo Grijota, somente equipes treinadas devem manusear esse tipo de material, já que há risco de acidentes caso alguém tente reproduzir o método por conta própria.

Para os moradores, a orientação principal continua sendo a eliminação de possíveis abrigos. Manter quintais e áreas internas organizados, sem entulhos ou materiais acumulados, é essencial para reduzir a presença dos escorpiões. 

Além disso, qualquer ocorrência deve ser comunicada diretamente à Vigilância em Saúde, pelos telefones (11) 4589-6340 e (11) 4589-6350, para que o controle adequado seja feito. Em situações de picada, o encaminhamento imediato a unidades de saúde é fundamental. Crianças devem ser levadas ao Hospital Universitário (HU) e adultos ao Hospital São Vicente de Paulo.

                         Fonte:correiodoestado

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Açaí Nova Cruz

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