“Ele era uma pessoa com muita saúde. Tanto que ainda é difícil de acreditar que ele morreu com essa doença. Cheguei a falar com ele dias antes de ele morrer, e ele disse que estavam passando os riscos. Perder ele assim, tão novo, é uma dor gigante. Estamos de coração partido”, disse a dona de casa Maria Lenilda Fernandes de Lima, de 39 anos, prima do cantor, ao G1.
Em entrevista ao G1, a família do cantor contou que ele ficou internado mais de 20 dias e deixou a esposa e três filhos.
“As pessoas precisam parar de achar que a pandemia é brincadeira e que acabou, porque ainda não acabou. O coronavírus mata, já perdi dois primos para a doença. O Alex era querido demais, vai deixar saudades a todos que já tiveram a oportunidade de conviver com ele”, lamenta a prima.
O ator Jonas Mello foi encontrado morto no apartamento dele, em Santana, Zona Norte de São Paulo, no final da tarde desta quarta-feira (18). Ele tinha 83 anos. A informação foi confirmada à TV Globo pela irmã do artista, Josefina Rodrigues de Mello.
De acordo com Josefina, Jonas passou mal e ligou para um primo. Quando o familiar chegou ao local, Jonas já tinha falecido. Família diz que ele morreu de causas naturais.
Josefina afirma que o irmão levava uma vida saudável e não tinha problemas de saúde. Ultimamente, dedicava-se à dublagem de filmes.
Jonas era solteiro e sem filhos. Deixa, além de Josefina, outras duas irmãs. O corpo deve ser velado a partir das 14h no Cemitério Memorial de Santos, no litoral paulista. O sepultamento está previsto para ocorrer às 18h.
Seu último trabalho na TV foi interpretar um capanga na novela “Flor do Caribe”, da TV Globo, em 2013.
Jonas Mello nasceu em São Paulo, em 20 de outubro de 1937. Iniciou carreira na televisão em 1969, na produção “A cabana do Pai Tomás”, na TV Globo.
Na Record, fez “Os deuses estão mortos”, “Sol amarelo”, “O tempo não apaga”, “O leopardo”, “Vendaval”, “Vidas Marcadas” “Estrela de fogo”, “Por amor e ódio”, “Escrava Isaura” e a minissérie “O desafio de Elias”.
Na Tupi (extinta), Mello trabalhou em “Os inocentes”, “Meu rico português”, “Os apóstolos de Judas”, “Um Sol maior” e “João Brasileiro, o bom baiano”.
Na Globo, participou de “Os gigantes”, “Chega mais”, “Coração alado”, “Baila comigo”, “Terras do sem fim”, “Partido alto”, “O outro”, “Bambolê”, “Pacto de sangue”, “Barriga de aluguel”, “O portador”, “Suave veneno”, “Vila Madalena”, “Araguaia”, “O Astro” e “Salve Jorge”.
Na Cultura, atuou em “O coronel e o lobisomem” e “Paiol velho”.
No SBT fez as novelas “Conflito”, “Acorrentada”, “Jogo do amor” e “Dona Anja”.
Na Bandeirantes, integrou o elenco de “Maçã do amor”.
Na Manchete (extinta), trabalhou em “Dona Beija” e “Mandacaru”.
Na CNT/Gazeta, atuou nas minisséries “Irmã Catarina” e “Ele vive” e as novelas “A última semana” e “Antônio dos milagres”.
No cinema, atuou em “O Cangaceiro” (1997) e “Lula, o filho do Brasil” (2010). Também foi dublador de diversos filmes e desenhos animados.
O velório e o sepultamento serão realizados nesta quinta (19), no cemitério Memorial de Santos. Os horários, no entanto, ainda não foram definidos.