Danilo marca de cabeça 11 anos de brilhar em sua primeira final continental e garante a taça à equipe rubro-negro
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| Danilo foi o autor do único gol da partida Crédito: Conmebol/Divulgação |
O Flamengo é o primeiro clube brasileiro a levantar quatro taças da Libertadores. Em uma final de baixo nível técnico no Monumental de Lima, o time carioca derrotou o Palmeiras por 1 a 0, se vingou da derrota de 2021 e conquistou o tetra continental.
O zagueiro Danilo fez de cabeça o gol que definiu o título rubro-negro, reforçando que tem estrela o jogador de 34 anos. Em 2011, quando era um jovem lateral do Santos, ele também foi à rede na decisão contra o Peñarol.
A taça nas mãos do Flamengo representa o sétimo título de Libertadores seguido para o futebol brasileiro. O Brasil, assim, igualou a Argentina no total de conquistas continentais.
Agora, são 25 títulos para cada país. Depois de anos de sucesso dos times argentinos, o futebol sul-americano vive um momento de domínio de brasileiros. A última vez que um time estrangeiro venceu a Libertadores foi em 2018, quando o River Plate se sagrou campeão em cima do rival Boca Juniors.
Desde 2019, quando a equipe carioca conquistou a América pela segunda vez, ao menos um time brasileiro participa da decisão continental. Nos últimos seis anos, esta foi a quinta vez com uma final 100% brasileira.
A conquista garante ao Flamengo vaga no Intercontinental, com jogos já em dezembro, e no Mundial de 2029. Com a criação do novo Mundial de Clubes, disputado a cada quatro anos, foi mantido o torneio anual da Fifa disputado todo final de ano, mas agora sob o nome Intercontinental. Também enche os cofres do clube, que ganhou US$ 24 milhões (R$ 128 milhões), valor da premiação paga pela Conmebol como prêmio.
Foi mais estudado do que bem jogado o primeiro tempo no Monumental. Muitos amarelos, faltas e pouca bola. O Flamengo achou brechas pelos lados, sobretudo o esquerdo, e foi dominante nos primeiros 20 minutos.
Os cariocas ganharam a maioria os duelos pelo meio e também foram mais combativo no setor por méritos e por inoperância do time paulista, cujo meio de campo não funcionou. Raphael Veiga não produziu e fez mal o seu papel na marcação.
Arrascaeta, Bruno Henrique e Samuel Lino levaram perigo no início. O Palmeiras encontrou bastante dificuldade para marcar e sair da pressão do Flamengo, que usou o lateral Varela solto na direita.
Depois que subiu a marcação, a equipe alviverde melhorou, embora tenha encaixado poucas tramas no ataque. Vitor Roque, de cabeça, assustou. Sozinho muitas vezes, o talentoso e forte atacante brigou, driblou e roubou bolas. Causou algum problema e cavou faltas. O Flamengo foi ao intervalo com todos seus meias amarelados - Pulgar, Jorginho e Arrascaeta.
Pulgar poderia ter sido expulso quando acertou as travas da chuteira na canela de Bruno Fuchs. O árbitro argentino Darío Herrera entendeu que cabia apenas o amarelo.
Não mudou o cenário no segundo tempo até os 20 minutos. Jogo faltoso, brigado. A bola pouco corria e os atletas mais reclamavam que jogavam. Em nível técnico, a final decepcionou. Porém, teve emoção e teve gol.
Se faltava criatividade nas tramas, o caminho para a Glória Eterna foi pelo alto. Quatorze anos depois de marcar na final da Libertadores de 2011, quando era então um jovem lateral-direito do Santos, Danilo, hoje um zagueiro experiente, definiu o título rubro-negro.
Foi de cabeça o gol do defensor de 34 anos que fez explodir a massa rubro-negra no Peru e no Brasil. Subiu sozinho após cobrança de Arrascaeta e direcionou a bola com força no canto direito de Carlos Miguel.
O gol, aos 21 minutos, obrigou o Palmeiras a atacar, o que foi um problema para um time que vive uma crise técnica no momento mais importante do ano. Abel Ferreira encheu o time de atacantes. Nada mudou. Sem criatividade e alguém para por a bola no chão, o time paulista se limitou a esticões, lançamentos e cruzamentos para a área.
Essa estratégia improdutiva para uma equipe que gastou mais de R$ 700 milhões em reforços, até incomodou o Flamengo no fim, mas foi insuficiente para arrancar o empate. O Flamengo ergueu sua quarta taça da Libertadores.
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Khellven (Sosa), Gómez, Murilo (Giay) e Piquerez; Bruno Fuchs, Andreas Pereira; Raphael Veiga (Felipe Anderson [Maurício]) e Allan (Facundo Torres); Flaco López e Vitor Roque. Técnico: Abel Ferreira.
FLAMENGO: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta (Luis Araújo); Samuel Lino (Éverton Cebolinha), Carrascal e Bruno Henrique (Juninho). Técnico: Filipe Luís.
GOL: Danilo, aos 21 do segundo tempo.
ÁRBITRO: Darío Herrera (Argentina)
Fonte: Correip24horas
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