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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Seleção feminina de futebol recebe EUA para dois amistosos no Brasil

 


Duelos estão previstos para 6 e 9 de junho, em São Paulo e Fortaleza



© Lívia Villas Boas/CBF/Direitos Reservados


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, nesta quinta-feira (23), que a seleção feminina será anfitriã dos amistosos contra os Estados Unidos, tetracampeões mundiais, em junho. O primeiro duelo será dia 6, na Neo Química Arena, em São Paulo. Três dias depois, as equipes voltarão a medir forças, desta vez na Arena Castelão, em Fortaleza.

Os estádios estão entre os selecionados para receber jogos da Copa do Mundo Feminina do ano que vem. As brasileiras estão garantidas, por serem o país-sede. Para se classificarem, as estadunidenses terão de alcançar, ao menos, as semifinais do Campeonato da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), em novembro.

As seleções se enfrentaram seis vezes no Brasil, com duas vitórias para cada lado e dois empates. O último jogo foi em 21 de dezembro de 2014, pela final do Torneio Internacional de Brasília, competição amistosa que ainda reuniu China e Argentina. A rede não balançou no Mané Garrincha e o título foi das brasileiras. Uma semana antes, pela fase preliminar do evento, a equipe verde e amarela derrotou os Estados Unidos por 3 a 2, com três gols da atacante Marta.

Os encontros mais recentes - também dois amistosos - ocorreram em abril do ano passado, ambos nos Estados Unidos. No primeiro jogo, em Inglewood, as anfitriãs venceram por 2 a 0. No duelo seguinte, o Brasil ganhou por 2 a 1 em San Jose, no primeiro triunfo sobre as rivais atuando na casa delas.

“Os Estados Unidos têm uma seleção excelente, com muitas opções de atletas de alto nível. Elas são historicamente a seleção mais vencedora e o retrospecto contra o Brasil é muito favorável a elas. Mas nosso trabalho está focado em construir uma nova história e enfrentá-las será mais um passo importante”, destacou o técnico da seleção brasileira, Arthur Elias, em depoimento à CBF.

Entre os dias 11 e 18 de abril, o Brasil recebeu o Fifa Series, torneio amistoso organizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) que reuniu as seleções de Coreia do Sul, Zâmbia e Canadá na Arena Pantanal, em Cuiabá. As brasileiras ficaram com o título após vencerem as três adversárias e chegarem a dez jogos de invencibilidade atuando no país.

Fonte: Agência Brasil 

Assista ao vivo agora Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Macajuba

 


Assista ao vivo agora Sessão Ordinária da Câmara Municipal de  Macajuba nesta quinta-feira,23 de abril de 2026:

Conta de luz: Aneel aprova reajustes que atingem mais de 22 milhões de unidades consumidoras

 


Índices médios variam entre 5% e 15%, a depender da área de atuação de cada distribuidora. Principais fatores que pressionaram reajustes foram custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, em processo periódico previsto nos contratos de concessão.

Os índices médios variam entre 5% e 15%, a depender da área de atuação de cada distribuidora, com impacto sobre mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país.

De forma geral, os principais fatores que pressionaram os reajustes foram os custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia.

Entre as distribuidoras, a CPFL Santa Cruz, com sede em Jaguariúna (SP), registrou o maior aumento, com efeito médio de 15,12% para o consumidor.

A CPFL Santa Cruz atende cerca de 527 mil unidades consumidoras em 45 municípios nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Já a Enel Ceará teve reajuste médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades consumidoras.

Na Bahia, a Coelba registrou alta média de 5,85%, impactando aproximadamente 6,92 milhões de unidades consumidoras.


Conta de luz — Foto: Neoenergia Elektro


Diferimento tarifário

Em alguns casos, os reajustes foram atenuados pelo diferimento tarifário, mecanismo que autoriza o repasse de parte dos custos apenas nos próximos ciclos tarifários.

Com isso, o aumento na conta de luz fica menor no curto prazo, como previsto nos Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret).

Foi o caso da Neoenergia Cosern, sediada em Natal (RN), que atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios. Com o diferimento, o efeito médio para o consumidor ficou em 5,40%.

O mesmo mecanismo foi aplicado à Energisa Sergipe Distribuidora de Energia, que atende mais de 919 mil unidades consumidoras, resultando em um reajuste médio de 6,86%.

Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios paulistas, o efeito médio foi de 12,13%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul teve reajuste médio de 12,11%, atendendo cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras.

Por fim, a Energisa Mato Grosso, que atende mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios, registrou efeito médio de 6,86% para o consumidor.

Conta de luz 

A conta de luz é um dos principais pontos de atenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Projeções recentes da Aneel apontam uma alta média de 8% para este ano, ou seja, acima da inflação. O dado consta no boletim InfoTarifa, publicado trimestralmente pela agência.

O Executivo chegou a vislumbrar uma proposta de empréstimo para conter o impacto dos reajustes, mas a medida já nasceu com divergências dentro do próprio governo e acabou submergindo.

O g1 apurou que o custo do crédito seria, inevitavelmente, repassado aos consumidores com juros nos próximos anos e que, portanto, poderia trazer dor de cabeça futuramente.

Fonte: G1 Globo 


México reconhece 'cachorro caramelo' como raça mexicana e provoca reação de brasileiros nas redes sociais

 


No México, o animal é conhecido como 'perrito amarillo' e ganhou status de raça para ajudar nos índices de adoção.


Na foto, o vira-lata caramelo Will. — Foto: Divulgação/Arteris Intervias



O tradicional cachorro de pelagem amarela, conhecido como "caramelo", foi reconhecido oficialmente como uma raça. A única questão é que o reconhecimento aconteceu no México, onde o cão é chamado de "perrito amarillo" e isso fez brasileiros se irritarem nas redes sociais.

A decisão foi anunciada pela Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México (Propaem), que incluiu o animal na lista de raças nacionais, ao lado do Xoloitzcuintli, o Chihuahua e o Calupoh.

A iniciativa, segundo a instituição, pretende estimular a adoção e reduzir o preconceito contra animais sem pedigree. De acordo com a Propaem, a medida tem como principal objetivo enfrentar o problema do abandono de animais.

Protesto contra o México nas redes sociais. — Foto: Reprodução/X


O México é apontado como um dos países com a maior população de cães e gatos em situação de rua na América Latina, com cerca de 29,7 milhões. O Brasil chega perto, reunindo quase 30 milhões de bichinhos abandonados.

A iniciativa do México causou revolta entre os brasileiros nas redes sociais, que acusam o país latino de roubar "nosso patrimônio".

No Brasil, o "vira-lata caramelo" é um dos cães sem raça definida mais famosos do país. Recentemente apareceu até em filmes, como personagem central das tramas.

Apesar da reação brasileira nas redes, a decisão mexicana foi inspirada por uma campanha realizada no Brasil em 2025, que buscou valorizar o “vira-lata caramelo” como símbolo cultural. A ação também tinha como foco aumentar a adoção de cães sem raça definida, que costumam ter menos chances de encontrar um lar.

Muitos consideram a "raça" genuinamente brasileira. Mas o animal é resultado da mistura de diferentes raças ao longo dos séculos, desde o período colonial, quando cães europeus foram trazidos à América.

Protesto contra o México nas redes sociais. — Foto: Reprodução/X

Protesto contra o México nas redes sociais. — Foto: Reprodução/X

Protesto contra o México nas redes sociais. — Foto: Reprodução/X

Protesto contra o México nas redes sociais. — Foto: Reprodução/X


Protesto contra o México nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Instagram


Fonte: G1 Globo 


Consumo em supermercados cresce 1,92% no primeiro trimestre

 


Páscoa e entrada de recursos na economia estimularam compras em março

© Valter Campanato/Agência Brasil


O consumo dos brasileiros em supermercados registrou alta de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

No mês de março, o consumo foi 6,21% maior que em fevereiro. Já em relação a março do ano passado, o avanço foi de 3,20%.

Todos os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) e abrangem todos os formatos de supermercados.

“O salto de março evidencia tanto a antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, quanto o efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias", avalia a Abras.

A associação descreve que o desempenho também ocorreu devido à entrada de recursos na economia. "Em março, o Bolsa Família contemplou 18,73 milhões de lares, com transferência de R$ 12,77 bilhões. Os recursos do PIS/PASEP injetaram cerca de R$ 2,5 bilhões no segundo lote de pagamento”, diz a entidade.

Cesta de compras mais cara

O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março.

Nos meses anteriores, as variações haviam sido de +0,47%, em fevereiro, e de -0,16%, em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

Entre os produtos básicos, a principal elevação foi do feijão (+15,40%), seguido pelo leite longa vida (+11,74%). No acumulado do trimestre, o feijão subiu 28,11%, enquanto o leite longa vida avançou 6,80%.

Também subiram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).

Em sentido oposto, as principais quedas entre os básicos foram observadas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).

No grupo das proteínas, houve elevação nos ovos (+6,65%) e na carne bovina, tanto no corte do traseiro (+3,01%) quanto no corte do dianteiro (+1,12%). Já frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) registraram queda no mês. No acumulado do trimestre, o corte do traseiro de carne bovina subiu 6,29%.

Entre os alimentos in natura, as maiores altas foram do tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No acumulado do trimestre, as altas chegam a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, evidenciando o impacto relevante da sazonalidade e da dinâmica de oferta.

Uvas em prateleira de supermercado em Brasília - Valter Campanato/Agência Brasil


Limpeza e higiene

Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram para o sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%).

Já na limpeza doméstica, houve elevação no detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%). A única queda do grupo foi registrada no sabão em pó (-0,29%).

Preços por região

Quando analisadas as regiões, a maior alta em março foi registrada no Nordeste (2,49%), com a cesta passando de R$ 720,53 para R$ 738,47.

Veja a variação da cesta de compras por região:

Nordeste (+2,49%), de R$ 720,53 para R$ 738,47;

Sudeste (+2,20%), de R$ 822,76 para R$ 840,86;

Sul (+1,92%), de R$ 871,83 para R$ 888,57;

Centro-Oeste (+1,83%), de R$ 753,20 para R$ 766,96;

Norte (+1,82%), de R$ 875,01 para R$ 890,93.

Expectativa para o segundo trimestre

Segundo a Abras, o segundo trimestre também pode registrar alta no consumo, devido à antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. A expectativa é que sejam pagos R$ 78,2 bilhões, com depósitos a partir de 24 de abril para cerca de 35,2 milhões de segurados.

Além desse recurso, também haverá o pagamento do primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026, que pode somar cerca de R$ 16 bilhões para 9 milhões de contribuintes ao final de maio.

“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, analisou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Para os próximos meses, a Abras ainda enxerga risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta.

“A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para os alimentos”, disse Milan.

Fonte: Agência Brasil 

Saiba mais sobre São Jorge, celebrado neste 23 de abril

 


Santo católico foi abraçado pelo sincretismo religioso


© Fernando Frazão/Agência Brasil


Neste dia 23 de abril, a celebração a São Jorge reúne milhares de fieis pelo país em comemorações tradicionais. A data é feriado no estado do Rio de Janeiro desde 2008 e, desde 2019, o “Santo Guerreiro” se tornou padroeiro oficial do estado. 

São Jorge é considerado padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. Para o catolicismo romano, religião mais numerosa no Brasil, ele representa coragem, proteção, e a ideia de que o bem derrota o mal.

Segundo o Vaticano, o santo foi morto por professar sua fé cristã diante do imperador de Roma, no ano 303.

A tradição cristã conta que ele nasceu na Capadócia, na atual Turquia, por volta do ano 280, e se tornou um soldado no exército do imperador Diocleciano, até que este ordenou uma perseguição aos cristãos.

Conhecido como mártir da Igreja Católica, as histórias sobre São Jorge são envoltas em lendas. A principal delas é a de que ele teria salvado uma princesa e matado um dragão em um pântano na Líbia. 

A representação de São Jorge montado no cavalo, segurando uma lança e matando o dragão, se tornou o ícone sacro mais reconhecível relacionado a sua figura.

No Brasil, a imagem estampa camisetas, tatuagens, templos e casas de oração, em sua maioria, nas cores tradicionais vermelho e branco, ligadas à Cruz de São Jorge. 

Devotos participam de missa católica durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Tradição

São Jorge é um dos santos de maior apelo popular da igreja católica, além de ser cultuado também em outras religiões, como a Igreja Anglicana, e a Ortodoxa. E também marca presença no sincretismo religioso, fenômeno que ocorre quando elementos de diferentes tradições religiosas são combinados em uma única prática ou crença. 

Nas religiões afro-brasileiras, umbanda e candomblé, a figura do santo é frequentemente ligada a Ogum, orixá guerreiro, senhor do ferro e das batalhas. E em algumas regiões, como o caso da Bahia, também pode ser associado a Oxóssi, orixá da caça e da fartura. 

Durante a escravidão, africanos trazidos à força para o Brasil passaram a associar seus orixás a figuras católicas para manter a devoção sem ser importunados pelos escravistas cristãos, dando origem assim ao sincretismo religioso brasileiro. 

No Islã a figura também aparece, sendo comumente fundido com Al-Khidr, uma figura sábia e imortal que realiza milagres e traz proteção.

O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Fernando Frazão/Agência Brasil


Celebração

Alguns eventos marcam a celebração do Dia de São Jorge. No Rio de Janeiro, acontece, ainda no raiar do dia, a famosa “Alvorada de São Jorge”, uma queima de fogos organizada pela Igreja Matriz São Jorge em Quintino, na zona norte da cidade. Além de missas ao longo do dia. 

Venerado pela cultura do samba por relações afro-religiosas, escolas de samba do estado também organizam celebrações.

Ogum é o orixá da agricultura, e o feijão é um de seus alimentos sagrados. Nas festividades de 23 de abril, é comum que espaços de religiosidade sirvam feijoada consagrada ao orixá, costume que, devido ao sincretismo religioso, se espalhou pela cidade. 

Vestígio histórico

Em 1969, sob a liderança do papa Paulo VI, a festa de São Jorge saiu do calendário oficial do Vaticano, e, de festa litúrgica, passou a ser memória facultativa. O motivo seria a falta de registros históricos de peso em torno da sua figura. 

Um texto publicado pela Vatican News, o portal de notícias oficial e multilíngue da Santa Sé, reconhece: “São inúmeras as narrações fantasiosas que nasceram em torno da figura de São Jorge”.

Um registro antigo, epígrafe grega do ano 368, descoberta em Eraclea de Betânia, teria uma das raras referências ao santo, ao falar da “casa ou igreja dos santos e triunfantes mártires, Jorge e companheiros”. 

Acredita-se que seus restos mortais estão na Igreja de São Jorge em Lida, cidade israelense situada perto de Telavive. Já o seu crânio está conservado na igreja de São Jorge em Velabro, em Roma, por desejo do Papa Zacarias. 


*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

Fonte: Agência Brasil 

Estrada do Estaleiro é recuperada após ser mostrada no Deixa Comigo Macajuba.

Após ter sido destaque em nossa reportagem no Deixa Comigo Macajuba, a situação da estrada na localidade do Estaleiro teve um desfecho positivo. A Prefeitura Municipal, através de suas equipes de infraestrutura, realizou os reparos necessários, garantindo melhor trafegabilidade para quem vive e trabalha na região. 

Moradores expressaram gratidão a todos os envolvidos pela agilidade no atendimento à demanda.



Algumas estradas ainda esperam por manutenção.

Deixa Comigo Macajuba 15 anos O Blog do Povo Macajubense.

Pastor conhecido nas redes sociais é investigado por suspeita de injúria homofóbica em hospital de Feira de Santana

 


Moisés Neri dos Santos realizava uma pregação religiosa dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) quando a situação ocorreu.



Pastor conhecido nas redes sociais é investigado por suspeita de injúria homofóbica — Foto: Redes Sociais


O pastor Moisés Neri dos Santos, conhecido nas redes sociais como pastor Moisés, está sendo investigado por suspeita de injúria com conotação homofóbica após uma denúncia registrada dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia.

De acordo com a Polícia Civil (PC), a 1ª Delegacia Territorial (DT) do município instaurou um inquérito na segunda-feira (20) após um jovem de 20 anos relatar que foi alvo de ofensas homofóbicas proferidas pelo suspeito de 55 anos, dentro da unidade de saúde.

O advogado do pastor, Armênio Seixas, informou ao g1 que Moisés realizava uma pregação religiosa dentro da unidade hospitalar quando a situação ocorreu. “Fomos acionados para comparecer ao hospital para acompanhar a situação de que o pastor tinha sido acusado da prática de uma conduta de homofobia contra um jovem que trabalha lá”.

Ainda conforme o advogado, ao chegar ao local, o funcionário já estava acompanhado da polícia, enquanto o pastor aguardava no posto policial da unidade. Os envolvidos foram até a delegacia do bairro Sobradinho para prestar esclarecimentos.

Na delegacia, a vítima, uma testemunha e o pastor foram ouvidos. Ainda de acordo com o advogado, durante o depoimento, o jovem relatou ter se sentido ofendido após o pastor supostamente afirmar que “a homossexualidade seria abominável aos olhos de Deus”.

O advogado afirmou ainda que o pastor nega a prática de qualquer crime e sustenta que não direcionou ofensas a nenhuma pessoa específica, mas, caso tenha feito alguma declaração, teria sido com base em ensinamentos bíblicos e de forma genérica.

Após serem ouvidos, todos os envolvidos foram liberados. “Agora vamos aguardar o decorrer dessa investigação e o encaminhamento para o Judiciário, para que possamos atuar também nessa esfera”, informou o advogado Armênio Seixas.

Conhecido nas redes sociais, o pastor já viralizou com pregações em espaços públicos e privados da cidade e acumula cerca de 234 mil seguidores. Ele também foi candidato a vereador de Feira de Santana (pelo partido Avante), em 2024, e a deputado estadual (pelo Patriota), em 2022, mas não foi eleito.

O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil, que realiza oitivas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

Procurada pelo g1, a direção do Hospital Geral Clériston Andrade informou que tem conhecimento do caso, mas que, até o momento, não pretende se pronunciar.

Fonte: G1 Globo/ Feira de Santana e Região 


Paróquia Santa Luzia promove encontro de preparação para Batismo de Adultos em Macajuba

 


A Paróquia Santa Luzia, em Macajuba, iniciará neste sábado,25 de abril, um encontro voltado à preparação para o Batismo de Adultos, o momento acontecerá às 19:00 horas na Igreja Matriz.

Os interessados em participar do Batismo devem procurar a Secretaria da Paróquia para realizar a inscrição e obter mais informações sobre a documentação necessária e os próximos passos.




Apelo à Segurança: Segundo cachorro cai em buraco em terreno aberto em Nova Cruz

 


Na manhã desta quinta-feira (23), moradores da Rua Sem Saída (acesso pela Popular I), em Nova Cruz, registraram mais um incidente envolvendo a falta de isolamento em um terreno da localidade. Pela segunda vez em pouco tempo, um cachorro caiu em um buraco profundo existente no lote.

O animal teria caído na noite anterior e passou a madrugada latindo. Para tentar ajudar, um morador improvisou uma rampa com madeira para que o cão pudesse subir. "Ele latiu a noite toda, tadinho. Meu esposo colocou essa madeira para ver se ele consegue sair sozinho", relatou uma vizinha, que registrou a situação em vídeo.



Alerta para crianças

A preocupação da comunidade vai além do bem-estar animal. Por ser uma rua onde muitas crianças brincam de bicicleta e correm, o medo é de que uma pessoa acabe sofrendo um acidente grave.
Até o momento, o proprietário do terreno não foi identificado. Os moradores pedem a atenção urgente dos fiscais do Distrito de Nova Cruz para que o dono seja notificado a cercar o local ou aterrar o buraco, evitando uma tragédia maior.
Deixa Comigo Macajuba 15 anos O Blog do Povo Macajubense

'Meu nome está sujo em 5 bancos por causa de bets': a angústia de brasileiros em meio ao endividamento recorde

 

Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas e quase 82 milhões de pessoas estão inadimplentes, um recorde histórico que atormenta o governo em ano de eleição.


Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas e quase 82 milhões de pessoas estão inadimplentes, um recorde histórico que atormenta o governo em ano de eleição — Foto: Getty Images via BBC Brasil


"Minha Santa Edwiges, agracia o pedido que venho fazer a vós, para que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo, para poder fazer outras compras e pagar no final do mês. Amém, amém, que assim seja e a Senhora abençoe e ilumine, amém."

A oração foi publicada no início de abril por uma mãe cearense em uma comunidade virtual que reúne devotos da santa católica protetora dos aflitos e endividados.

A aflição dessa mãe é hoje a de 80,4% das famílias brasileiras, que se encontravam endividadas em março, recorde na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a pesquisa, 29,6% das famílias tinham dívidas em atraso em março e 12,3% não tinham condição de pagar as contas atrasadas naquele mês, com o pagamento de dívidas comprometendo quase um terço da renda familiar (29,6%).

Cartões de crédito (84,9%), crediários do varejo (16%) e empréstimos pessoais (12,6%) representam hoje os principais tipos de dívidas das famílias, segundo o levantamento.

Outra pesquisa, realizada pela Serasa, aponta que 81,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, com valor médio da dívida por pessoa de R$ 6.598,13.

Segundo especialistas, três fatores principais explicam o alto endividamento: a ampliação da oferta de crédito com o aumento do número de pessoas com contas em banco desde a pandemia, as altas taxas de juros e, mais recentemente, a disseminação no país das plataformas de apostas virtuais, conhecidas como bets.

O endividamento elevado virou uma dor de cabeça para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano eleitoral.

A avaliação do governo é de que o peso das dívidas mascara a alta da renda e o desemprego baixo, contribuindo para a avaliação negativa dos brasileiros da economia, mesmo com a inflação controlada e o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo.

Em resposta ao problema, o governo planeja lançar uma segunda versão do programa de renegociação de dívidas Desenrola.

Uma das medidas em estudo é a liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, em um montante que pode chegar a R$ 7 bilhões, segundo informações preliminares.

O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de plataformas de apostas para tentar reduzir o endividamento das famílias. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o novo programa deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas.


'Que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo', pede em oração uma mãe cearense a Santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados — Foto: Getty Images via BBC Brasil


'Recebo 20 ligações de cobrança por dia'

"Que bom que você avisou que ia ligar, porque senão o DDD 11 eu não atenderia normalmente", diz a catarinense Bárbara Helena da Silva, de 31 anos, ao falar por telefone com a reportagem da BBC News Brasil.

"Eu recebo por volta de 20 ligações de cobrança por dia. Descobri que estão ligando até para minha cunhada para cobrar dívida minha. Fiquei triste, porque esse é um problema meu, não queria que respingasse em outras pessoas."

As dívidas de Bárbara são hoje as mais comuns entre os brasileiros: foram três cartões de crédito que levaram a moradora de Florianópolis a se tornar inadimplente.

Ela estima suas dívidas em atraso hoje em mais de R$ 20 mil — originalmente, eram cerca de R$ 10 mil, que dobraram em seis meses, diz ela, por causa dos altos juros dos cartões.

Segundo dados do Banco Central, o juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro — o crédito rotativo é acionado quando a pessoa não paga o valor total da fatura até o vencimento.

Mas, desde 2024, está em vigor uma norma que estabelece um teto para o aumento de uma dívida no cartão de crédito até o dobro do valor original.

Segundo uma pesquisa Datafolha divulgada em 18 de abril, 27% dos entrevistados disseram usar o crédito rotativo com diferentes graus de frequência.

Esta mesma pesquisa mostrou que 67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras e que 21% têm parcelas em atraso.

Juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro, segundo dados do Banco Central — Foto: Getty Images via BBC Brasil


Bárbara conta que, como psicóloga autônoma, sente em primeira mão quando a renda das pessoas está apertada, porque, quando elas perdem poder de compra, o primeiro gasto que cortam é com a saúde mental.

"Fui perdendo clientes, e minha renda foi diminuindo bastante. Aí, tive que optar por pagar o aluguel e as contas de casa ou pagar o cartão de crédito, que tinha várias compras parceladas. Foi meio que inevitável", diz a psicóloga.

Entre as compras parceladas nos seus três cartões — dois de instituições financeiras digitais e um de banco tradicional —, ela cita o computador que usa para trabalhar, uma cadeira de escritório e um aparelho de ar-condicionado.

"São coisas pequenas, mas que a gente não consegue comprar à vista. A gente vai parcelando, vai juntando parcela com parcela, e vira uma grande bola de neve."

Uma sociedade que consome via crédito

O geógrafo Kauê Lopes dos Santos estudou a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo em seu livro recém-lançado Parcelado (Editora Fósforo).

"Do ponto de vista estrutural, temos no Brasil uma sociedade que consome via crédito, via parcelamento", diz Santos, que é professor da Universidade de Campinas (Unicamp).

Ele observa que essa cultura de consumo se fortaleceu particularmente nas últimas três décadas, a partir dos anos 2000.

"Isso vai desde produtos mais caros — e aí temos, sobretudo, os imóveis, já que praticamente todas as classes sociais precisam parcelar a compra de moradia —, mas chega até a situações de parcelamento de compra de alimentos. Então, o espectro do endividamento e do parcelamento é muito grande."

A partir de entrevistas que conduziu com moradores de periferias paulistanas desde 2010, Santos observa que o parcelamento passou a fazer parte do modus operandi da organização do orçamento doméstico, assim como eventuais entradas em situação de inadimplência.

"O que observei nas entrevistas é que a situação de endividamento é tratada com um certo humor, do tipo: 'Mas, também, quem não está parcelando?'", conta o pesquisador.

"Ao mesmo tempo, isso é um dado de tensão dentro do orçamento doméstico, justamente porque as populações de baixa renda são aquelas que têm os menores rendimentos e que muitas vezes trabalham em condições de informalidade, ou seja, em situações de maior vulnerabilidade."

Pagamento de parcelas compromete o orçamento futuro das famílias, no que o geógrafo Kauê Lopes dos Santos chama em seu livro de uma 'alienação do futuro' — Foto: DIVULGAÇÃO/EDITORA FÓSFORO


O professor da Unicamp destaca que o pagamento de parcelas compromete o orçamento das famílias a longo prazo, no que ele chama em seu livro de uma "alienação do futuro".

"Se você tem um rendimento e você sabe que está trabalhando todo mês para pagar aquilo, a possibilidade de você sonhar, de se projetar no cenário no futuro em outro lugar, com outra experiência de vida, ou até mesmo ascender socialmente está comprometida", afirma Santos.

"Porque todo esse parcelamento que você está pagando é um produto da sua renda e do seu trabalho. Aquilo não está sendo utilizado para um projeto pessoal, está sendo utilizado por instituições financeiras e para o pagamento de juros — os mais altos do mundo."

A esse cenário se somaram recentemente as bets, observa o pesquisador. "Isso potencializa a questão do endividamento", afirma.

"É um campo importante de pesquisa, porque o sujeito que está endividado e que vai buscar dinheiro fácil acredita na promessa das bets, se endivida mais ainda, e tem que recorrer ao cheque especial e a outras modalidades de crédito com taxas ainda mais altas."

'O jogo praticamente destruiu minha vida'

Foi o que aconteceu com Nicole, de 21 anos, moradora de um município de pouco mais de 8 mil habitantes no interior da Bahia. A jovem dona de casa afirma que teve seu casamento e sua saúde mental destruídos pelo vício em apostas.

Atualmente, não sabe dizer quanto tem em dívidas, mas estima que sejam mais de R$ 10 mil, em empréstimos bancários que tomou para continuar apostando em bets. Ela preferiu ter seu nome verdadeiro preservado para dar seu relato à BBC News Brasil.

"Tudo começou em 2023. Foi assim: eu estava assistindo o vídeo de uma influenciadora muito famosa nos stories [do Instagram], aí me deparei com ela postando o link de um jogo e acabei clicando", lembra.

"Joguei R$ 10 na época e ganhei R$ 100, aí fiquei eufórica. Daí por diante, o vício só foi crescendo, cada dia mais. Eu não conseguia mais sair."


'Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas', conta baiana de 21 anos, que viu seu casamento acabar devido ao vício — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


"Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas. Então, trouxe para mim muitos problemas, tanto financeiros, como físicos e psicológicos. Esse jogo praticamente destruiu minha vida, meu casamento desabou por conta do vício."

Desempregada e com o Bolsa Família como única fonte de renda, ela diz que não tem perspectiva de pagar a dívida.

"Como não trabalho e, na Bahia, atualmente, é difícil arrumar emprego, não estou pagando, porque são muitas dívidas, não tenho como pagar."

Nicole afirma que ainda não tem candidato a presidente para as eleições de outubro, mas se diz pessimista com os rumos do país.

"O Brasil só vem decepcionando a gente, por vários fatores, como as casas de apostas. Isso já era para ter sido resolvido pelo governo, porque ele está vendo que está destruindo milhares e milhares de pessoas", diz ela.

Uma pesquisa Quaest divulgada em 17 de abril mostrou que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas em bets.

"Já era para o governo ter bloqueado as casas de apostas, mas, infelizmente, a gente vive em um país que é basicamente sem lei."

'Bancos são lenientes para conceder crédito'

Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, observa que um dos fatores relevantes por trás do recorde de endividamento é a falta de critérios das instituições financeiras na concessão de crédito

O caso de Nicole é um exemplo disso: a dona de casa tem no Bolsa Família sua única fonte de renda, mas conseguiu empréstimos com cinco instituições financeiras.

"Existe uma certa leniência dos bancos na concessão do crédito, especialmente modalidades altamente populares, como o rotativo do cartão de crédito, que é praticamente uma linha pré-aprovada de crédito com juros altíssimos", diz Bentes.

Procurada pela BBC News Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) discorda da análise e afirma que "o objetivo principal do sistema bancário é promover acesso responsável ao crédito, com equilíbrio entre inclusão financeira, gestão de risco e proteção ao cliente".

A entidade afirma que a concessão de crédito das instituições a ela associadas segue "critérios rigorosos de análise", a partir da regulamentação estabelecida pelo Banco Central e considerando o perfil de cada consumidor.

No caso específico do rotativo do cartão de crédito, a Febraban aponta que essa é uma "linha emergencial e de curtíssimo prazo". "Seu custo mais elevado está diretamente associado ao maior risco da operação, à ausência de garantias e à maior probabilidade de inadimplência nesse tipo de crédito", diz a nota enviada à reportagem.

Outro fator relevante foi o avanço da bancarização a partir da pandemia, com a multiplicação dos bancos digitais e o uso do Pix possibilitando a inclusão financeira e o acesso a crédito.

Isso foi positivo para a economia como um todo e trouxe maior segurança para milhares de pessoas, que antes recorriam a agiotas quando necessitavam de empréstimos, explica o economista.

No entanto, a combinação de mais pessoas com conta em banco, falta de educação financeira e uma taxa básica de juros que chegou a 15% ao ano (atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano, ainda bastante elevada) foi explosiva para o endividamento.

Neste cenário, tanto Bentes, como Kauê Lopes do Santos, da Unicamp, avaliam que uma nova edição do Desenrola deve apenas promover um alívio temporário, mas não resolver o problema crônico do endividamento.

Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses — Foto: Ministério da Fazenda


Estudo recente da consultoria MB Associados mostra que a primeira versão do programa, encerrada em maio de 2024, "produziu uma redução estatisticamente significativa e economicamente relevante na inadimplência das famı́lias de baixa renda, da ordem de 2 a 3,5 pontos percentuais nas linhas sem garantia" — empréstimos concedidos sem a necessidade de um bem (imóvel ou veículo) para dar segurança ao banco.

"Contudo, o efeito foi inteiramente temporário: dissipou-se em 18 meses após o lançamento, com a inadimplência retornando e, em muitos casos, superando os níveis pré-programa", observa Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, em relatório que apresenta os resultados do estudo.

"Isso sugere que o Desenrola funcionou como uma limpeza pontual de carteira, sem alterar os determinantes estruturais do endividamento."

Para Bentes, da CNC, uma mudança estrutural exigiria promover a educação financeira da população, melhorar a transparência na comunicação dos custos da tomada de crédito, um maior controle por parte das instituições financeiras na concessão de crédito, aumento da competição bancária e, por fim, a redução dos juros básicos da economia.

"O governo precisa dar o exemplo e equilibrar o orçamento dele, porque é o desequilíbrio das contas públicas que joga a Selic a 15%", diz o economista.

O desequilíbrio das contas públicas — quando o governo gasta mais do que arrecada — tende a elevar os juros, porque aumenta a percepção de risco pelos investidores.

Para financiar o déficit, o governo precisa emitir mais dívida, pressionando as taxas para cima. Além disso, há maior incerteza sobre inflação futura, o que leva o Banco Central a manter juros mais altos para controlar a inflação, encarecendo o crédito em toda a economia.

O economista-chefe da CNC observa que é o próprio governo o mais afetado pelo mau humor dos endividados, o que deve ter impactos nas eleições deste ano.

"As decisões relacionadas a eleições tendem a ser multifatoriais, mas é claro que um eleitor com uma dívida, com a corda no pescoço, tende a criticar a situação, (e dizer) 'esse governo que me levou a essa situação'", afirma Bentes.

"Um eleitor menos endividado tende a ter uma decisão mais serena e menos extrema do que o eleitor que está com uma parcela alta da renda comprometida."

Os endividados e as eleições de outubro

O mineiro Otávio, de 39 anos, é um exemplo dessa insatisfação dos endividados com o governo.

Morador de uma cidade de pouco mais de 6 mil habitantes no interior mineiro, onde é dono de uma loja de acessórios de informática e serviço de copiadora, ele também se endividou ao cair no vício das apostas, assim como a baiana Nicole.

Primeiro, queimou toda sua poupança, depois, vendeu seu carro avaliado à época em R$ 35 mil para pagar dívidas, mas diz que acabou gastando 80% do valor da venda do veículo em apostas.

"Aí começou a minha saga: peguei empréstimos, um por cima do outro, gastei com cartão de crédito, foi virando aquela bola de neve", diz Otávio, que teve seu nome real preservado nesta reportagem.

Ele estima ter atualmente cerca de R$ 30 mil em dívidas, mas já ter pedido mais de R$ 100 mil no jogo.

Quase 82 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, segundo dados da Serasa — Foto: Divulgação/Serasa


Otávio avalia que o governo faz pouco para combater o problema do vício em apostas entre a população.

"Se eles estivessem tão preocupados assim, podiam já ter acabado com isso faz tempo, porque faz mais de cinco anos que isso é um problema no Brasil, não é possível."

As apostas foram autorizadas no Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), e regulamentadas em 2023 e 2024, durante o terceiro mandato de Lula.

O pequeno empresário mineiro diz que ainda não escolheu seu candidato para outubro, mas que provavelmente será Flávio Bolsonaro (PL).

"Acho que, para além desse endividamento, o país está todo desequilibrado, a economia, muitas coisas pioraram bastante."

Já a catarinense Bárbara diz que o fato de ela estar inadimplente e de o endividamento no Brasil ser recorde não muda em nada sua intenção de voto em Lula em outubro.

"Eu sei que tudo isso acontece por questões que vão além do que o poder público tem em conta de lidar. Então, tem a questão do sistema financeiro, a questão das crises internacionais que acabam afetando o Brasil", diz a psicóloga.

"Acho que o governo está fazendo um trabalho bom para tentar evitar que isso chegue à população, mas eles não podem fazer tudo e dar conta de tudo."

Apesar das perspectivas políticas distintas, Bárbara, Nicole e Otávio têm em comum não terem ficado sabendo das medidas em estudo pelo governo para reduzir o endividamento dos brasileiros.

Informados pela reportagem da BBC News Brasil sobre elas, todos avaliaram que o relançamento do Desenrola pode ser positivo.

Mas o desconhecimento por parte de pessoas de todo o Brasil, de classes sociais distintas, revela o desafio de comunicação que o governo enfrenta.

Fonte: G1 Globo 



Moradores de Santa Luzia pedem atenção para limpeza e infraestrutura das ruas

 O Povoado de Santa Luzia tem sido alvo de preocupação por parte de seus residentes. O foco principal das reclamações é o estado de conservação das vias, especialmente nas ruas do fundo, onde o acúmulo de resíduos tem atraído animais peçonhentos e roedores, gerando riscos à saúde pública e à segurança da vizinhança.

Além dos problemas estruturais, a comunidade manifestou insatisfação quanto à gestão da fiscalização local. Segundo relatos enviados à nossa redação, há queixas sobre a postura do fiscal Renildo Santos, conhecido como "Dunga". Moradores mencionam um clima de insegurança para realizar cobranças e relatam supostos episódios de tratamento inadequado no ambiente de trabalho.
De acordo com as informações recebidas, a indicação do fiscal teria partido do vereador Paulo de Didico. A população aponta que a atenção tem se concentrado na praça principal, enquanto as áreas periféricas carecem de manutenção regular.

O Outro Lado
Em contato com nossa equipe, o fiscal Renildo Santos afirmou ter ciência dos problemas de limpeza registrados em fotos e vídeos e assegurou que as providências para a retirada do lixo serão tomadas. Sobre as queixas de comportamento, o fiscal negou qualquer tipo de maus-tratos, ressaltando que sua conduta se pauta na cobrança por desempenho e produtividade nos serviços públicos.
O espaço do Deixa Comigo Macajuba segue aberto para que o vereador citado ou a administração municipal possam se manifestar sobre o cronograma de obras e a gestão do povoado.

Deixa Comigo Macajuba 15 anos O Blog do Povo Macajubense.





Moradores de Santa Luzia cobram solução para escuridão; manutenção é prometida para esta quinta (23)

 A falta de iluminação pública na Rua da Quadra "Duas Lapadas" tem gerado revolta e insegurança entre os moradores do Povoado de Santa Luzia. Segundo relatos colhidos pelo blog Deixa Comigo Macajuba, as lâmpadas da localidade estão queimadas há mais de dois meses, deixando a via em completa escuridão.

A comunidade expressa forte insatisfação com a atuação das autoridades locais. Em tom de desabafo, um morador criticou a inércia política: "Fiscal e vereador aqui só têm o nome, não fazem nada", afirmou, cobrando uma postura mais ativa de quem deveria representar os interesses da população.

Resposta do Fiscal e Previsão de Reparo
Em contato com a nossa reportagem, o fiscal do povoado, conhecido como Duga, informou que já está ciente da situação. Segundo ele, a empresa responsável pelo serviço de iluminação pública no município já foi acionada e tem previsão de realizar a manutenção necessária nesta quinta-feira, 23 de abril.
No entanto, a execução do serviço depende das condições climáticas. De acordo com informações da Meteored, a previsão para Macajuba nesta quinta-feira indica tempo nublado com possibilidade de chuva fraca (80% de chance), o que pode influenciar o cronograma, já que o serviço exige tempo estável por questões de segurança.

O blog Deixa Comigo Macajuba, celebrando 15 anos como "O Blog do Povo Macajubense", continuará acompanhando o caso para verificar se o compromisso com os moradores de Santa Luzia será cumprido.

Irmã de Ana Paula detalha conversas com o pai antes da morte: ‘Ele descansou por ter sabido que ela ia ganhar’

 


Durante conversa no Encontro, Cida Renault também revelou como Ana Paula soubre da morte do pai

Gerardo Renault e Ana Paula Renault Crédito: Reprodução | Instagram


A irmã de Ana Paula Renault, Cida Renault revelou detalhes das últimas conversas com o pai, Gerardo Renault, antes de falecer no último domingo (19). De acordo com ela, o pai queria muito que Ana Paula permanecesse no programa e acreditava que a oportunidade de estar no reality era única.

"Papai queria muito. É uma oportunidade de mudar a vida. Acho que ele até descansou exatamente por ter sabido que ela ia ganhar. A gente queria que ela ficasse, para realizar o que meu pai queria, para meu pai ir tranquilamente", disse.

Cida também revelou a preocupação de Gerardo em relação ao futuro da filha. "A preocupação dele era que ela tivesse um custeio, tivesse o apartamento dela, que ela pudesse viver a vida mais tranquilamente", contou.

A irmã de Ana Paula explicou que a família comunicou a morte do pai para a campeã do BBB 26 durante o confinamento através de um vídeo. "Ela ficou no programa por isso, pelo que ele tinha falado. A gente conseguiu mandar esse vídeo para falar para ela o que tinha acontecido, que ele estava tranquilo".

Cida ainda relembrou como o pai reagiu quando o pai reagiu quando Ana Paula recebeu o convite para o BBB 26. "Quando chegou o convite, ele foi o primeiro a incentivá-la. Ela ainda estava com medo, mas ele falou: 'vai que você dá conta, 10 anos depois... não tem como perder, tem que ir, encarar'. Quando ele se foi, já tinha certeza de que ela tinha se encontrado, que ela consegue seguir a vida dela”, finalizou.

Fonte: Correio 24 Horas

Açaí Nova Cruz

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