Atacante do Santos contabilizou 33 erros em partida contra o Novorizontino
CBF aprova postura de Neymar após jogador abrir mão do Carnaval (Raul Baretta/Santos FC)
Neymar registrou 33 perdas de posse de bola em apenas um jogo do Paulistão 2026, sendo a maior marca da competição em uma única partida, segundo dados do Sofascore. O desempenho do atacante aconteceu na derrota do Santos por 2 a 1 para o Novorizontino, pelas quartas de final, e transformou sua atuação no principal destaque da partida.
O duelo, realizado neste domingo (22/2), no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, teve Rômulo abrindo o placar para os donos da casa aos 45 minutos do primeiro tempo, após Neymar errar um passe em cobrança de lateral. Na segunda etapa, Gabriel Bontempo empatou para o Santos, mas nos acréscimos Léo Naldi marcou o gol que classificou o Novorizontino para a semifinal.
Embora o resultado tenha definido a classificação, o número de perdas de posse evidencia um desempenho atípico do camisa 10 do Santos. Especialistas apontam que estatísticas como essa ajudam a identificar padrões de jogo e o impacto individual em partidas decisivas.
O episódio levanta questionamentos sobre a eficiência de Neymar em jogos importantes e reforça a necessidade de equilíbrio entre presença de liderança e controle de jogo para os próximos desafios do Santos no Paulistão, além de questionar se o atleta tem tempo e condição de cravar uma vaga na Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.
Salvador acordou em luto com a triste confirmação da morte do ator Moisés Trindade, de 33 anos. Segundo apurado pela TV Bahia, afiliada a Globo, o artista foi morto a tiros na noite de segunda-feira (23), no bairro da Calçada, em Salvador.
Segundo as informações, o crime foi presenciado por dois filhos dele, além da mãe e do pai. A morte de Moisés Trindade aconteceu por volta das 19h, próximo ao Plano Inclinado. Informações iniciais apuradas pela emissora apontam que Moisés estava na Travessa Bartholomeu quando foi abordado por dois homens, que chegaram ao local em uma motocicleta.
Depois que cometeram o crime, os suspeitos fugiram. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi ao local, mas já encontrou Moisés Trindade morto.
Vale lembrar que, nas redes sociais, Moisés se identificava como ator dos grupos ‘Fatos de favela’ e ‘Pé no chão’, que juntos são acompanhados por mais de 15 mil seguidores. Os perfis produzem conteúdo sobre a rotina nas comunidades e tentam trazer a mensagem de que o crime não compensa.
Além de atuar, o artista tinha um bar, que foi inaugurado em dezembro do ano passado. O crime é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH), que tenta identificar a autoria e motivação do assassinato.
Circunstâncias da morte não foram informados pela família. Sepultamento dele acontecerá às 15h de quarta-feira (25), no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.
Morre desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do TJ-BA, aos 82 anos — Foto: Divulgação
O desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), morreu na madrugada desta terça-feira (24), aos 82 anos.
As circunstâncias da morte não foram informados pela família. O sepultamento dele acontecerá às 15h de quarta-feira (25), no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.
Nascido em Ipirá, a 101 km de Feira de Santana, Carlos Cintra foi concursado e nomeado Promotor de Justiça na Comarca de Ubatã, no sul da Bahia, em abril de 1969. Em seguida, foi promovido para a Comarca de Catu, na Região Metropolitana de Salvador, em setembro de 1974, e para a Comarca da capital, em janeiro de 1978, na Curadoria Geral da Quarta Vara de Assistência Judiciária.
O desembargador também ocupou o cargo de Procurador de Justiça, outubro de 1985, e foi membro do Conselho Superior do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em dezembro de 1987, onde foi chefe de gabinete até janeiro de 1990.
Carlos Cintra também foi eleito Procurador Geral da Justiça, em junho de 1991 e reeleito em 1993. Um ano depois, foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia.
Membro do Conselho da Magistratura entre 1994 e 1995, o desembargador foi presidente do TJ entre 2002 e 2004. Em seguida, Carlos Cintra também foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia por dois anos e vice-presidente por dois mandados, entre 2006-2008, 2010-2012.
Bombeiros atendem ocorrências de desabamento de edificações e deslizamento de terra. Aulas foram suspensas em toda a rede municipal.
Juiz de Fora decreta situação de calamidade por causa da chuva
As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, deixaram 16 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Na madrugada desta terça-feira (24), o município decretou estado de calamidade pública, e as aulas foram suspensas em todas as escolas da rede municipal. O Corpo de Bombeiros também realiza buscas por pelo menos 45 desaparecidos.
Em Ubá, segundo a Prefeitura, 6 pessoas morreram em decorrência da chuva. Na cidade, um rio transbordou na noite de segunda-feira (23), e a Avenida Beira Rio ficou tomada pela água. Ainda não há informação sobre a identidade das vítimas.
Em Matias Barbosa, o prefeito decretou estado de calamidade pública devido à enchente que atingiu diversas regiões do município.
Juiz de Fora
O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira, e há previsão de mais chuva para Juiz de Fora, que fica em uma região de relevo bastante acidentado, com muitos morros, vales e encostas, próxima à divisa com o Rio de Janeiro.
Ainda segundo a prefeitura de Juiz de Fora, este é o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados, o dobro do esperado para o mês.
Um dos bairros mais afetados é o Parque Burnier, onde, conforme os bombeiros, há 17 pessoas desaparecidas, entre elas mais de cinco crianças. Nove pessoas foram resgatadas com vida no local e quatro morreram. Ao todo, 12 casas desabaram.
No Bairro Cerâmica, duas casas desabaram. Cinco pessoas da mesma família estão soterradas. Bombeiros, equipes da Empav, Defesa Civil e Polícia Militar atuam na ocorrência.
O Rio Paraibuna e os córregos transbordaram. Pontes e o mergulhão, que ligam bairros ao Centro, estão fechados, e há também árvores caídas.
Em vídeo publicado nesta madrugada em uma rede social, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), informou ao menos 20 ocorrências de soterramento. Os sobreviventes resgatados foram levados para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), unidade de referência no município.
INFOGRÁFICO: chuva deixa mortos e desaparecidos em Juiz de Fora — Foto: Arte g1
Mais de 40 chamadas emergenciais
De acordo com o tenente Henrique Barcellos, dos bombeiros de Juiz de Fora, foram registradas mais de 40 chamadas emergenciais na madrugada por vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.
"Deslocamos no início da madrugada equipes da equipe do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta à desastres ambientais, mais de 20 militares e cães de busca para reforçar a operação", disse.
Cidades da região também registram fortes chuvas
O Ribeirão Ubá transbordou na noite de segunda-feira, e a Avenida Beira Rio, em Ubá, ficou tomada pela água.
Segundo a prefeitura, foram acumulados 124 milímetros de chuva nas últimas seis horas. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal e da Defesa Civil estão mobilizadas e contabilizam os danos.
A Prefeitura informou à reportagem que há pelo menos 6 mortes no município.
Vídeo mostra desabamento em Ubá após chuva
O prefeito de Matias Barbosa decretou estado de calamidade pública no município em razão da enchente que atingiu diversas regiões da cidade. De acordo com a prefeitura, a medida visa viabilizar o acesso a recursos do governo federal, agilizar ações emergenciais e garantir atendimento às famílias afetadas.
A administração municipal informou ainda que continua mobilizada para prestar assistência à população e que novas informações serão divulgadas pelos canais oficiais.
Mais fotos e vídeos do temporal em MG:
Terra desceu e invadiu prédios e casas no bairro Paineiras, em Juiz de Fora — Foto: Maria Elisa Diniz/TV Integração
Queda de um barranco atinge prédio e casas em Juiz de Fora — Foto: Luiza Sudré/g1
É muito comum ver pais no celular ou conversando perante situações de mal comportamento sem tomar atitudes reais
Pais que veem uma situação socialmente inaceitável e não fazem nada atrapalham o desenvolvimento dos próprios filhos
Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT
Esses dias estávamos voltando da aula e meu filho disse que eu era a mãe mais chata da escola. Quando eu ia argumentar o porquê, ele emendou: “Mas você também é a mãe mais legal e divertida. Como pode isso?”.
Na hora, só consegui dizer que, quando ele crescesse e entendesse por que eu sou tão chata, ele ia me achar ainda mais legal.
Aliás, fica essa dica: ser chata não te deixa menos legal — e eles sabem disso. Ser “chata” é intervir, repreender e explicar toda vez que for preciso pela segurança e pelo desenvolvimento deles.
Já escrevi em outra coluna sobre a importância de dizer “não” quantas vezes for preciso, porque educar é repetir várias vezes o limite até onde a criança pode ir.
Pais que veem uma situação socialmente inaceitável, como destruir coisas gratuitamente ou ter atitudes de violência, e não fazem nada atrapalham o desenvolvimento dos próprios filhos.
A equação é simples: omissão agora, preço alto depois.
O que dizem os especialistas?
De acordo com a neuropsicóloga infantil Cristina Mendes Gigliotti Borsari, coordenadora do Setor de Psicologia do Sabará Hospital Infantil, “a construção de limites na infância não está relacionada à rigidez ou ao autoritarismo, mas à oferta de contorno emocional e segurança psíquica”.
Limites não são barreiras afetivas — são instrumentos de cuidado. Do ponto de vista do desenvolvimento infantil, limites funcionam como estruturas organizadoras. A criança não nasce com a capacidade plena de autocontrole; essa habilidade é construída progressivamente a partir da educação, da orientação e da mediação do adulto.
Segundo Jean Piaget (1896-1980), pai da teoria sobre desenvolvimento cognitivo, o desenvolvimento moral ocorre em etapas, e, inicialmente, a criança depende de referências externas para compreender regras e consequências.
Os pais perderam o controle?
A verdade é que o mundo mudou e, com isso, pais e filhos precisam se adaptar de forma muito rápida. Muita informação, tecnologia agressiva e rotinas exaustivas afetaram as relações e têm suas consequências.
Mudanças nos modelos parentais: gerações anteriores frequentemente associaram limites à rigidez excessiva. Muitos pais atuais, desejando não repetir experiências autoritárias, que muitas vezes vivenciaram de maneira mais punitiva e traumática, acabam migrando para um modelo de parentalidade permissivo.
Culpa e sobrecarga emocional: rotinas intensas de trabalho, pouco tempo disponível para brincar e cuidar do filho, e exaustão física favorecem a flexibilização de regras por cansaço ou compensação afetiva.
Cultura da validação constante: vivemos um momento histórico em que há maior valorização da escuta emocional (o que é positivo), mas que, por vezes, é confundida com ausência de frustração, ou de ensinamento sobre comando de uma parentalidade consciente. No entanto, validar sentimentos não significa validar todos os comportamentos.
Dificuldades na tolerância ao conflito: impor limites gera desconforto imediato — choro, oposição, birras. Muitos adultos têm dificuldade em sustentar essa tensão, especialmente quando desejam ser percebidos como “bons pais”.
Ainda segundo a neuropsicóloga infantil Cristina Mendes Gigliotti Borsar, educar com limites claros, consistentes e acompanhados de afeto é oferecer à criança não apenas regras, mas referências internas que a acompanharão por toda a vida.
Mas como eu faço isso?
Eu costumo seguir quatro diretrizes importantes e que ajudam a me posicionar em situações de conflito. Divido elas com vocês:
•Esteja realmente presente quando acompanhar o seu filho. É importante observá-los em grupo e entender as dinâmicas das amizades;
•Tente repreendê-lo na hora do problema e explique os limites e consequências dos seus atos;
•Não faça ameaças que não irá cumprir. Se você disse que na próxima vez irão embora, por exemplo, e acontecer algum problema de novo, vá. Não cumprir afeta a sua autoridade e passa a mensagem errada para a criança;
•Às vezes, é realmente difícil, mas lembre-se de que ter tônus paternal é fundamental para a educação dos pequenos. Se você não fizer, outros farão de forma menos cautelosa.
A morte de Jorginho (Juliano Cazarré) promete muitos mistérios na novela 'Três Graças'
Jorginho (Juliano Cazarré) será morto por Samira (Fernanda Vasconcellos) na novela Três Graças
Jorginho (Juliano Cazarré) não conseguirá realizar o sonho de ver a neta nascer na novela 'Três Graças', mas deixará a trama como um verdadeiro herói.
Nos próximos capítulos, o ex-traficante provará que mudou ao arriscar a própria vida para salvar a filha, Joélly (Alana Cabral), das mãos de Samira (Fernanda Vasconcellos). A sequência promete tensão do início ao fim.
Tudo começa quando Jorginho consegue desarmar Edilberto (Julio Rocha) e impede que o capanga execute mais uma ordem suja. No entanto, quando parece que ele venceu, a verdadeira ameaça surge de forma silenciosa e cruel.
Samira se aproxima por trás e, sem que ele perceba, injeta uma substância letal em sua jugular. Fria e calculista, a vilã ainda humilha Edilberto, chamando-o de frouxo e demonstrando total desprezo pelo comparsa e amante.
Em uma das cenas mais impactantes da novela, o corpo de Jorginho será abandonado na porta da igreja, enrolado apenas em um cobertor, num gesto que mistura recado e provocação.
Emoção no velório de Jorginho
O enterro será marcado por forte comoção na comunidade. Moradores se reúnem para prestar as últimas homenagens ao homem que, apesar dos erros do passado, buscou redenção.
Bagdá (Xamã) não consegue conter as lágrimas diante do caixão do amigo, enquanto Raul (Paulo Mendes), tomado pela revolta, promete denunciar Samira custe o que custar. O pastor Albérico (Enrique Diaz) faz um discurso emocionado, ressaltando a transformação e o sacrifício de Jorginho.
A presença de Edilberto na cerimônia chama a atenção de Paulinho (Rômulo Estrela). Desconfiado, o policial decide agir em silêncio e instala um rastreador no carro do capanga de Ferette (Murilo Benício). O gesto pode ser o início da queda da vilã.
A morte de Jorginho, além de emocionante, promete desencadear uma nova fase de investigação, vingança e revelações explosivas na trama.
A madrugada desta terça-feira (24) foi de alerta para os moradores de Macajuba, no interior da Bahia. O município foi atingido por um forte temporal caracterizado por intensa atividade elétrica e alto volume de precipitação, confirmando as previsões de instabilidade para a região.
Desde as primeiras horas da madrugada, o céu foi tomado por constantes clarões de raios e o som forte de trovões que assustaram a população. A chuva, que caiu de forma ininterrupta por diversas horas, faz parte de um sistema de baixa pressão que tem provocado alertas de chuvas intensas em mais de 40 cidades baianas, conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Embora não haja registros oficiais de desabrigados até o momento, a força das águas exige atenção redobrada em áreas de risco e pontos baixos da cidade. Dados do Meteored indicam que a probabilidade de chuva permanece alta (80%) ao longo de todo o dia, com acumulados significativos previstos também para o restante da semana.
As autoridades locais recomendam que, em caso de novos temporais com raios:
Evite o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada;
Não estacione veículos próximos a árvores ou torres de transmissão;
Mantenha-se informado através dos canais oficiais da Defesa Civil.
A temperatura na cidade deve variar entre a mínima de 21°C e a máxima de 30°C nas próximas 24 horas.
Em uma ação contínua de combate ao narcotráfico, a Polícia Militar da Bahia, através do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e da CIPE/Chapada, localizou na tarde deste domingo (22/02) cerca de duas toneladas de maconha prontas para o consumo na zona rural de Brotas de Macaúbas.
A apreensão faz parte da Operação Nexus Nordeste 2026 – RENOE, coordenada pela SENASP. A ação integrada reuniu equipes da CIPE-Caatinga, CIPE-Chapada, BOPE, GRAER, CIPT/MO (RONDESP) e 28ª CIPM, em parceria estratégica com a Polícia Federal de Juazeiro.
Após informações sobre uma tentativa de resgate de entorpecentes na região, as equipes intensificaram as buscas em área de difícil acesso. A droga foi encontrada enterrada, acondicionada em sacos plásticos hermeticamente fechados para proteção contra umidade.
Com este novo achado, o balanço parcial da operação na região atinge números expressivos:
3 toneladas de maconha pronta apreendidas;
200 mil pés de maconha erradicados;
R$ 175 milhões de prejuízo estimado ao crime organizado.Além do entupimento logístico do tráfico, a operação resultou na prisão de 10 indivíduos e na apreensão de um arsenal que inclui 4 pistolas, uma submetralhadora, além de 10 veículos (carros e motos) e celulares. Durante as diligências, cinco suspeitos resistiram à intervenção policial e evoluíram a óbito após confronto.
Todo o material e os detidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Juazeiro/BA para a formalização do flagrante e continuidade das investigações.
Fonte: PMBA, uma Força a serviço do cidadão! CIPE-CHAPADA: Lealdade, Honra e Fé!
A força e o talento da zona rural de Macajuba brilharam
longe de casa neste fim de semana. O competidor conhecido como Agrário,
natural da localidade do Bravo, conquistou o primeiro lugar em uma
disputada corrida de cavalo realizada no bairro de Parelheiros na grande São
Paulo, neste domingo (22).
A vitória de Agrário reafirma a tradição dos cavaleiros
macajubenses, que levam o nome do município para as pistas de todo o país. O
título foi celebrado por amigos e familiares que acompanharam a competição e,
rapidamente, a notícia se espalhou pelas redes sociais, gerando uma onda de
parabenizações ao campeão do Bravo.
Para os moradores da localidade, a conquista de Agrário é
motivo de imenso orgulho. "É gratificante ver um filho da nossa terra se
destacando e vencendo em outros estados, mostrando a garra do povo do
Bravo", comentou um conterrâneo.
O Deixa Comigo Macajuba parabeniza Agrário proprietário do
animal e Bêu, o cuidador pela vitória e por representar tão bem as raízes de
Macajuba.
Veja vídeos:
Deixa Comigo Macajuba 14 anos O Blog do Povo Macajubense.
Corte definirá sentenças dos acusados de terem mandado matar a vereadora e Anderson Gomes. Presença virtual dos réus está autorizada
Arte Metrópoles
Quase oito anos depois da quarta-feira chuvosa na qual a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados no centro do Rio de Janeiro, os acusados de terem ordenado o crime e seus cúmplices serão julgados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Corte marcou sessões para a terça (24/2) e a quarta-feira (25/2), que definirão a participação de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); do irmão dele, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; e de Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil carioca, no crime que chocou o Brasil e mereceu protestos internacionais. Os três são acusados de serem os mentores intelectuais do assassinato de Marielle.
A Primeira Turma do STF também analisará as participações de Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar do Rio, e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, nos crimes. Eles são acusados de terem ajudado na orquestração dos assassinatos.
O caso é julgado no STF devido à prerrogativa de foro de Chiquinho Brazão, que tinha mandato de deputado federal quando foi preso pela Polícia Federal, em 2024, na segunda etapa das investigações do caso.
Arte Metrópoles Arte
Se Chiquinho Brazão não estivesse entre os réus, o processo poderia tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em razão da prerrogativa de foro do irmão, Domingos Brazão. Preso, Domingos está afastado do cargo de conselheiro do TCE-RJ, mas segue recebendo salário mensal de R$ 41.845,48.
Como será o julgamento
Ao todo, mais de 30 advogados, além de representantes da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, pediram para acompanhar o julgamento dos mandantes dos assassinatos de Marielle e Anderson. Todos terão espaço reservado no STF.
Moraes autorizou Domingos Brazão, preso na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), e Rivaldo Barbosa, detido na unidade federal de segurança máxima em Mossoró (RN), a acompanharem o julgamento por videoconferência.
O Instituto Marielle reservou lugares no STF para os familiares da ex-vereadora e de Anderson Gomes.
Estarão no STF:
• Anielle Franco, Ministra de Estado, irmã de Marielle;
• Familiares de Marielle Franco (pai, mãe, irmã e filha);
• Agatha Arnaus Reis, viúva de Anderson Gomes;
• Mônica Benício, viúva de Marielle Franco.
O julgamento começa com o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, abrindo a sessão. Na sequência, o ministro Alexandre de Moraes lê o relatório, que é uma espécie de resumo do processo.
Arte Metrópoles infográfico
Após o pronunciamento de Moraes, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, terá 1 hora para sustentar a acusação da PGR. A fala pode se estender por mais 30 minutos, se necessário.
O assistente de acusação, advogado da vítima Fernanda Chaves, única sobrevivente do assassinato, falará por mais 1 hora. Passada essa etapa, será aberto espaço para as sustentações orais dos advogados dos cinco réus. Cada um terá 60 minutos para defender seu cliente.
Em seguida, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, apresenta seu voto. Na sequência, os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino se manifestam. Eles decidem se condenam ou absolvem os acusados e determinam as penas.
A sentença para os cinco acusados é aguardada com forte expectativa pela família de Marielle. A responsabilização, nesse caso, se as provas assim demonstrarem, é carregada de simbolismo, uma vez que parte dos acusados pertencia à elite política carioca na época dos assassinatos e atuou dentro do sistema para impedir a apuração dos crimes.
Em entrevista ao Metrópoles, a filha de Marielle, Luyara Franco, destacou a importância do caso. “Espero que o julgamento seja conduzido com base nas provas. É fundamental que esse processo demonstre que crimes políticos não podem ser relativizados”, afirmou Luyara, que também é diretora-executiva do Instituto Marielle.
Veja vídeo:
Motivação dos assassinatos
De acordo com a denúncia apresentada à Justiça pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, a motivação para os assassinatos de Marielle e Anderson está enraizada em disputas fundiárias da Zona Oeste do Rio de Janeiro, região que é comandada por milícias.
Nas alegações finais ao STF, em maio de 2025, Chateaubriand sustentou as provas obtidas pela Polícia Federal e pediu a condenação dos cinco denunciados. A PGR considera que os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo formaram uma organização criminosa dedicada às atividades de milícia, com a finalidade de obtenção de lucro e consolidação de redutos eleitorais.
Segundo a PGR, entre os objetivos da organização criminosa estava a exploração de atividades imobiliárias ilegais, por meio de práticas de “grilagem”. As ações também tinham como finalidade ampliar o capital político dos Brazão, garantindo redutos eleitorais para a família.
Foto colorido da deputada Marielle Franco discursando na Assembleia Legislativa do Rio. Ela é uma mulher negra de cabelos encaracolados e está vestida de preto
A atuação política de Marielle, marcada pela defesa dos direitos humanos e por denúncias contra milicianos, ameaçava os planos do grupo, o que teria motivado a execução.
“O crime foi praticado mediante promessa de recompensa e por motivo torpe, pois os agentes visavam manter a lucratividade de seus negócios ilícitos. Da execução, resultou perigo comum, caracterizado pelos múltiplos disparos efetuados em via pública, a partir do interior de um veículo, em direção a espaço aberto”, apontou Hindemburgo Chateaubriand Filho.
A procuradoria pede a perda do cargo público dos denunciados e indenização aos familiares das vítimas a título de danos morais e materiais sofridos em decorrência dos crimes.
Polarização política
Em 14 de março de 2018, Marielle Franco deixava um compromisso político no centro do Rio de Janeiro, quando o Chevrolet Agile branco em que estava foi alvejado por 14 tiros de metralhadora. No veículo, além de Marielle e Anderson, viajava a assessora Fernanda Chaves, única sobrevivente do atentado.
À época, já se falava em execução com motivações políticas, hipótese que foi confirmada ao longo das tumultuadas investigações. Cheia de idas e vindas, a apuração dos crimes foi marcada por disputas de competência e troca de acusações entre o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Polícia Federal.
Foto colorida do carro no qual a vereadora Marielle Franco viajava quando foi atingida. Crime aconteceu no centro do Rio de Janeiro, após a vereadora deixar um compromisso público
Em março de 2019, a Polícia Civil do Rio chegou aos nomes dos executores: Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, dois policiais militares ligados às milícias cariocas. Segundo a apuração, Queiroz dirigia o veículo usado para perseguir Marielle no centro do Rio de Janeiro e Lessa efetuou os disparos com uma submetralhadora HK MP5 9mm.
Quando foi detido, Lessa era sargento reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O processo de expulsão da PMRJ foi concluído em 2023. Queiroz, que também foi sargento da corporação, já tinha sido expulso em 2015.
Fotos de Ronnie Lessa e Élcio, responsáveis pela execução de Marielle
Imagem apresentada pela Polícia Civil fala, à época, da prisão de Ronnie e Élcio
A pergunta “Quem matou Marielle?” estava respondida, mas o enredo para explicar o crime seguia incompleto. Quem tinha motivos para mandar matar a vereadora? Após as prisões de Ronnie e Élcio, os familiares das vítimas e os políticos de esquerda trocaram a pergunta para “Quem mandou matar Marielle?”
As mortes de Marielle e Anderson sempre mobilizaram opiniões políticas. Em 2018, em um ato público, o deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil) quebrou uma placa em homenagem à vereadora instalada no centro do Rio de Janeiro, ironizando o culto à imagem da vítima.
No episódio, Amorim estava ao lado do então candidato a deputado federal Daniel Silveira (ex-PTB), que hoje cumpre pena em regime semiaberto por ameaças ao Estado Democrático de Direito e incitação à violência contra ministros do STF.
No campo político à esquerda, eram recorrentes insinuações sobre possíveis implicações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pois, na época do crime, Ronnie Lessa morava no mesmo condomínio que ele tem casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Federalização do caso
Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Jair Bolsonaro. A mudança no Palácio do Planalto deu novo rumo às investigações do caso Marielle. Recém-empossado, o então ministro da Justiça, Flávio Dino anunciou que a Polícia Federal (PF) abriria novo inquérito para investigar os assassinatos.
Vinícius Schmidt/Metrópoles Dino assumiu o Ministério da Justiça prometendo aprofundar as investigações do caso Marielle
A federalização do caso, já na gestão de Andrei Rodrigues na PF, foi o marco que levou à identificação dos acusados de serem os mandantes do crime. Em 2024, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz fecharam acordos de delação premiada, que serviram de base para as investigações que apontaram Chiquinho e Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Fonseca como os mentores da ação.
As colaborações de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz resultaram em benefícios penais, como proteção à família de Lessa e regime de prisão diferenciado. Antes custodiados em presídios federais, ambos passaram a cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Em 31 de janeiro de 2024, Flávio Dino deixou a pasta da Justiça e Segurança Pública para assumir o cargo de ministro do STF. Em 19 de março, o sucessor dele, Ricardo Lewandowski, convocou coletiva de imprensa para informar que o STF tinha homologado a delação de Ronnie Lessa.
Foto colorida do então ministro da Justiça anunciado a homologação da delação premiada dos assassinos de Marielle Franco.
O anúncio sobre a homologação da delação premiada de Lessa foi uma das primeiras agendas de Lewandowski como ministro da Justiça
À época, Lewandowski afirmou: “Essa colaboração premiada, que é um meio de obtenção de provas, traz elementos importantíssimos que nos levam a crer que brevemente teremos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco”.
A surpresa veio num domingo. No dia 24 de março, em operação realizada no Rio de Janeiro, a Polícia Federal prendeu os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa, apontados como mentores intelectuais do crime. Dias depois foram reveladas as participações de Ronald Pereira e Robson Fonseca.
Foto: Breno Esaki/Metrópoles Domingos Brazão desce as escadas do avião da PF em 24 de março de 2024
Com a prisão dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo, a esquerda tentou, mais uma vez, associar a direita ao crime. Segundo líderes do PT e do PSol, o general Braga Netto, hoje ex-ministro de Bolsonaro, teria sido responsável pela indicação de Rivaldo para o cargo de chefe da Polícia Civil fluminense. As suspeitas levantadas contra Bolsonaro nunca foram confirmadas.
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Chiquinho Brazão deixa o IML após exame de corpo de delito
Segundo as investigações da PF, o delegado Rivaldo Barbosa garantiu que as investigações iniciais fossem desviadas, protegendo os verdadeiros mandantes. Ele havia assumido o comando da Polícia Civil do Rio um dia antes do assassinato, em março de 2018, e foi o responsável por indicar o delegado Giniton Lages para acompanhar o caso. Anos depois, Lages seria denunciado pelo MPF por obstrução de justiça.
Considerado um amigo pelas famílias de Marielle e Anderson, Rivaldo teria atrapalhado as apurações ocultando provas, usando testemunhos falsos e apontando suspeitos errados.
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
O delegado Rivaldo Barbosa era considerado como amigo pela família de Marielle Franco
Em maio de 2024, outros dois nomes surgiram como envolvidos nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes no inquérito conduzido pela PF: Ronald Pereira, o major Ronald, e Robson Fonseca, conhecido como Peixe.
Ronald tinha sido assessor pessoal de Domingos Brazão na Assembleia Legislativa do Rio e seguiu na equipe do político quando ele assumiu cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Rio.
Peixe, por sua vez, estava preso desde 2019 após ser alvo de uma das fases anteriores do caso Marielle. O nome dele também tinha alguma notoriedade por envolvimento na morte de quatro jovens na saída de uma festa na Baixada Fluminense, em 2003.
Segundo a PF, tanto major Ronald quanto Peixe integravam a organização criminosa e tiveram funções “bem específicas” na execução do crime. Major Ronald monitorou as atividades de Marielle e forneceu aos executores informações essenciais para o planejamento e a consumação dos assassinatos. Conforme a PF, foi ele quem indicou que Marielle estaria presente na Casa das Pretas, na Lapa, região central do Rio, na noite do crime.
Já Peixe é apontado como intermediador da morte de Marielle. Segundo a PF, teria providenciado a submetralhadora utilizada por Lessa no assassinato da vereadora e de seu motorista.
Acusados alegam inocência
Em outubro de 2024, os cinco réus passaram por interrogatórios dentro da fase de instrução do processo. Chiquinho, Domingos e Rivaldo responderam a perguntas do juiz Airton Vieira, auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, do Ministério Público e de advogados. Em suas falas, os três negaram conhecer Ronnie Lessa – assassino confesso da vereadora – e se declararam inocentes.
Ronald e Peixe também se declararam inocentes e refutaram as alegações das PGR. Ronald negou ter realizado trabalho de monitoramento da rotina de Marielle Franco antes do assassinato da vereadora. Perguntado sobre sua participação no crime, disse que não conhecia a vereadora: “Com todo respeito à família, eu nunca tinha ouvido falar o nome de Marielle”, disse.
O advogado Marcelo Ferreira, responsável pela defesa de Rivaldo Barbosa, pretende demonstrar que as acusações contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio não foram confirmadas durante a instrução criminal. Ferreira sustenta que não há “elementos autônomos e independentes capazes de corroborar as declarações de Ronnie Lessa em sua delação premiada” e que “a legislação brasileira exige que a palavra do colaborador seja acompanhada de provas externas de confirmação, o que não se verificou no caso concreto”.
O advogado de defesa de Chiquinho Brazão, Cléber Lopes, defenderá na tribuna que “inúmeras provas que desmentem todas as premissas centrais da acusação”. Lopes afirma que há “erros fáticos” na apuração e declara que seu cliente é inocente.
A reportagem procurou a defesa do delator Ronnie Lessa, que informou não ter interesse em se manifestar. Os advogados dos outros réus não responderam às mensagens encaminhadas a eles. A versão dos réus exposta na matéria está nos autos da ação penal.
O setor de serviços e tecnologia de Macajuba acaba de ganhar um reforço de peso. Foi inaugurada nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, a Loja Jefinho Antenas e Acessórios, localizada estrategicamente na Rua JJ Seabra, ao lado da Panificadora FAMILLA.
Com o slogan "Você sempre conectado!", a loja chega com uma proposta multisserviços para facilitar a vida dos moradores. Além de uma linha completa de eletrônicos e celulares, Jefinho oferece soluções essenciais para o dia a dia, como:
Instalação e suporte de antenas;
Cópias de chaves rápidas;
Montagem e desmontagem de móveis.
A nova loja promete unir atendimento de qualidade com a conveniência de encontrar diversos serviços em um só lugar.
Local: Rua JJ Seabra (ao lado da Panificadora FAMILLA)
Contato/WhatsApp: (74) 99929-6716 Sua Publicidade vista de verdade no canal mais visto da cidade e da zona rural Deixa Comigo Macajuba.
Restos mortais dos Mamonas serão cremados e plantados em um jardim no Cemitério e Crematório Primaveras, em Guarulhos, cidade natal do grupo
Mamonas Assassinas/ Reprodução/Internet.
Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas – Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli – estão sendo exumados nesta segunda-feira (23/2), no Cemitério Primaveras I, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A ação acontece quase 30 anos após o trágico acidente aéreo que vitimou os cinco no auge da fama, em 2 de março de 1996.
A cerimônia, que começou às 13h, é reservada apenas para os familiares e acontece com os portões do cemitério fechados. O Metrópoles está presente e registrou imagens do local. Veja:
Segundo o familiar de um dos artistas mortos, o propósito é reunir os restos mortais dos músicos, que serão cremados visando à criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas.
Uma parte das cinzas ficará guardada em urna individual, enquanto a outra parte será utilizada para o plantio.
A cerimônia da plantação do jardim acontecerá em outra data ainda não divulgada. O bioparque também será implantado no Cemitério Primaveras, local onde o grupo está sepultado.
Uma sexta vítima da tragédia aérea ocorrida em 1996, o segurança Sérgio Saturnino Porto, também foi enterrado no local. Não há informação se haverá exumação dos restos mortais do homem que atuava como segurança da banda.
Homenagem aos integrantes da banda Mamonas Assassinas em cemitério de Guarulhos:Guilherme Bianchi/ Metrópoles
Integrantes da banda foram enterrados no mesmo cemitério: Guilherme Bianchi/ Metrópoles
Cemitério em Guarulhos em onde foram enterrados os integrantes dos Mamonas Assassinas: Guilherme Bianchi/ Metrópoles
Memorial Mamonas Assassinas
A iniciativa da criação do jardim integra um conceito que propõe uma nova forma de homenagem póstuma, na qual as cerimônias utilizam as cinzas resultantes da cremação junto de sementes de espécies nativas.
Além de um espaço de memória, silêncio e presença em homenagem à banda, o memorial amplia seu alcance para a comunidade. Os moradores do município poderão utilizar as cinzas de seus entes queridos para plantar árvores no Jardim.
“É um lindo projeto em que temos um Memorial Mamonas Assassinas cheio de lembranças boas com fotos. Cada árvore irá representar um artista! [É] algo inovador que, depois de 30 anos, nós, os familiares, resolvemos aderir”, disse Jorge Santana, CEO da marca Mamonas e primo do Dinho. “Para a gente, Mamonas continua sendo um motivo de muito orgulho, onde a memória tem e deve ser preservada.”
“Comoção nacional”: guarulhense relembra luto
“Comoção nacional”, é assim que o guarulhense e motorista de ônibus Eduardo descreveu a morte dos Mamonas Assassinas, em entrevista ao Metrópoles nesta segunda. O fã esteve presente nas homenagens feitas ao grupo em Guarulhos, durante o velório dos músicos e do segurança da banda.
Segundo ele, mais de 100 mil pessoas participaram do velório. “Parou tudo aqui”, afirmou. Veja o que disse o conterrâneo do grupo:
“Faz muita falta. Até hoje ouvimos as músicas deles”, declarou.
Brasil registrou 46 casos da doença, anteriormente conhecida como "varíola dos macacos", em 2026
Feridas da Mpox | Freepik
Dados do Ministério da Saúde apontam que, de 1º de janeiro a 19 de fevereiro de 2026, o Brasil registrou 46 casos confirmados de Mpox, doença anteriormente conhecida como "varíola dos macacos". A maioria, 41 casos, ocorreu no estado de São Paulo.
Um caso é dado como "provável" e outros 98 como suspeitos. Não há óbitos registrados este ano. Desde 2022, a pasta registrou 18 mortes por Mpox no país, de um total de 14.530 casos confirmados e 367 prováveis.
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. É uma doença zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos – principalmente por roedores silvestres infectados. Hoje, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, o contágio acontece principalmente por:
•contato direto com lesões na pele;
•contato com fluidos corporais, como pus e sangue das feridas;
•secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado.
•Também é possível a infecção por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Grupos de risco
Crianças, gestantes e pessoas imunocomprometidas correm risco de apresentar sintomas mais graves e de morte por Mpox. Profissionais de saúde também apresentam risco elevado devido à maior exposição ao vírus.
O vírus pode ser transmitido ao feto ou a um recém-nascido durante o nascimento ou por contato físico precoce. Ainda não se sabe se o Mpox pode ser transmitido pelo leite materno e, por isso, o aleitamento deve ser suspenso caso a mãe teste positivo e o bebê negativo.
Por correrem mais risco que adultos, crianças diagnosticadas com o vírus devem ser monitoradas de perto até que se recuperem.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus e podem chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem poucos dias depois da febre, mas podem aparecer antes.
Os sinais mais comuns são:
•erupções ou lesões na pele;
•febre;
•ínguas (linfonodos inchados);
•dor de cabeça;
•dores no corpo;
•calafrios;
•fraqueza.
Algumas doenças que se manifestam de forma parecida são o sarampo, a herpes e a sífilis. Mas há alguns sinais específicos da Mpox, como a progressão das erupções na pele:
Macular (tom avermelhado em determinada região da pele) → papular (quando as feridas ganham elevações na pele) → vesicular (as bolhas começam a surgir) → pustulosa (lesões se tornam pústulas, com pontas brancas e arredondadas). Depois, as feridas adquirem o caráter de crosta e da descamação
O diagnóstico é realizado por meio do exame de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), podendo também ser utilizado o sequenciamento do material genético presente nas lesões características da enfermidade. A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.
Feridas da Mpox | Reprodução/Journal of Infection
Não há, até o momento, um medicamento específico amplamente disponível para tratar a Mpox. O atendimento é voltado para aliviar os sintomas. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas.
A vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é direcionada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Podem se vacinar:
•pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais;
•profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus;
•pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
Ponte que liga cidade de Iaçu caiu na noite de domingo (22) — Foto: Redes Sociais
Na noite deste domingo, dia 22 de fevereiro, a tranquilidade de Iaçu-BA foi interrompida por um forte temporal que transformou ruas em rios e causou danos à infraestrutura do município. Moradores relataram alagamentos, trovões constantes e relâmpagos que iluminaram o céu por horas, em um cenário de alerta e apreensão.
Localizada a cerca de 30 quilômetros de Itaberaba, Iaçu está situada no portal de entrada da Chapada Diamantina e é banhada pelo Rio Paraguaçu, um dos mais importantes cursos d’água do estado. Justamente por essa característica geográfica, períodos de chuvas intensas costumam elevar o nível dos rios e aumentar o risco de transbordamento.
De acordo com informações preliminares, algumas localidades registraram cerca de 150 milímetros de chuva em durante o período chuvoso, volume considerado extremamente elevado para um curto intervalo de tempo.
Imagens que circulam nas redes sociais chamaram atenção pela força das águas. Um dos registros mais impactantes mostra uma ponte que foi arrastada pela correnteza, enquanto pessoas se aproximam do local por curiosidade, colocando-se em situação de risco. A estrutura atingida fica na estrada BA-046, no povoado do Faustino.
A ponte, que fazia parte de um trecho que estava sendo recentemente asfaltado, era considerada uma obra importante da prefeitura para melhorar o acesso da região. Com a destruição, o tráfego foi interrompido, causando transtornos para moradores e motoristas que utilizam a via diariamente.
Um estudo recém-publicado questiona um antigo mantra da nutrição esportiva: quanto mais ingestão de carboidratos, melhor desempenho.
Para render bem nos exercícios, o corpo precisa de energia. — Foto: unsplash
Durante anos, a nutrição esportiva foi explicada com uma metáfora simples: o músculo era um motor; o glicogênio (a forma como o corpo armazena carboidratos para usá-los como energia rápida), seu combustível; e a fadiga aparecia quando o depósito ficava vazio. Sob essa ótica, a estratégia parecia óbvia: comer muitos carboidratos, encher os depósitos e, se possível, continuar abastecendo durante o exercício. Mais carboidratos = melhor desempenho.
Mas a fisiologia do exercício raramente é tão linear. Uma revisão publicada no final de janeiro, que integra mais de 160 estudos sobre ingestão de carboidratos, metabolismo e desempenho, sugere que a narrativa clássica fica aquém da verdade. O problema não é que os carboidratos “não funcionem”, mas que seu papel principal talvez não seja o que acreditávamos.
O dogma do músculo que fica sem energia
O modelo tradicional se concentra quase que exclusivamente no músculo e se baseia em três suposições:
•O músculo funciona graças ao glicogênio.
•Quando o glicogênio se esgota, surge a fadiga.
•Portanto, é preciso maximizar as reservas de glicogênio e o aporte de carboidratos.
Essa abordagem ganhou força a partir dos anos 1960, quando as biópsias musculares permitiram medir o glicogênio antes e depois do exercício. Observou-se que os atletas com maior quantidade desse tipo de hidrato aguentavam mais tempo em intensidades moderadas a altas, e daí derivou-se a recomendação de “carga de carboidratos” como se fosse uma lei universal.
Mas tinha um detalhe que foi menos contemplado: o que acontecia com a glicose no sangue e com o sistema nervoso central quando esses atletas se aproximavam da exaustão.
A reviravolta: o sangue, o fígado e o cérebro
A revisão atual foca algo muito menor que um músculo, mas muito mais crítico: a pequena reserva de glicose que circula no sangue e o papel do fígado em mantê-la estável.
Nosso sangue contém apenas alguns gramas de glicose a cada momento; não é um depósito, apenas uma “poça” pequena, mas vital. E o cérebro depende desse fluxo contínuo. Quando um esforço prolongado faz com que a glicose no sangue diminua e o fígado não é capaz de produzir o suficiente, o organismo interpreta isso como uma ameaça: se continuar caindo, há risco de danos cerebrais por hipoglicemia.
A resposta do sistema nervoso? Pisar no freio. O cérebro reduz o recrutamento de unidades motoras, diminui a potência e nos obriga a desacelerar ou parar, mesmo que o músculo ainda tenha capacidade para continuar se contraindo. Dessa perspectiva, a fadiga não é tanto um “motor que fica sem gasolina”, mas um sistema de proteção que limita o desempenho para evitar um acidente maior.
Crise energética ou mecanismo de proteção?
Quem já correu uma maratona ou fez uma corrida muito longa conhece a sensação de “bater contra a parede”. Tradicionalmente, isso era atribuído a uma crise energética pura: acabou o glicogênio, acabou tudo.
A visão moderna matiza essa narrativa. A maioria dos estudos que analisam a melhoria do desempenho com a ingestão de carboidratos repete um padrão: no grupo que não os consome, a glicose no sangue cai progressivamente até níveis baixos; enquanto no grupo que os consome, essa queda é atenuada ou desaparece, e o desempenho se mantém por mais tempo.
O benefício, portanto, parece estar menos em “alimentar o músculo” e mais em manter a glicose no sangue em uma zona segura, protegendo a função do sistema nervoso. O bloqueio seria, em grande parte, a ativação desse freio de segurança.
Há um argumento forte a favor dessa interpretação: quando um músculo fica realmente sem a molécula ATP (uma espécie de “moeda energética” que permite as funções vitais das células), o que aparece é uma rigidez extrema, semelhante ao rigor mortis. Isso não é o que se observa em um atleta fatigado: o que se vê é uma queda gradual no desempenho, não um bloqueio mecânico total.
exercício físico — Foto: Freepik
Quantos carboidratos são realmente necessários?
Se a principal função dos carboidratos durante o exercício é manter a glicose estável e evitar a hipoglicemia, a questão deixa de ser “quanto mais posso ingerir” e passa a ser “qual é a dose mínima eficaz para este contexto”.
Aqui surge um dado que questiona muitas recomendações, uma vez que, para esforços prolongados, costuma-se sugerir ingestões elevadas: 60-90 g de carboidratos por hora (ou até mais). Esses intervalos podem ser úteis em contextos muito específicos, como competições muito longas e esportes de elite.
Mas as evidências atuais mostram algo inesperado: em muitas situações, quantidades muito menores produzem efeitos semelhantes. Na verdade, o novo estudo indica que ingerir 15-30 g/h durante exercícios prolongados pode trazer benefícios de desempenho comparáveis a doses muito maiores. A diferença fundamental não está tanto na quantidade absoluta, mas em evitar a queda perigosa da glicose no sangue. Uma vez cumprida essa missão, aumentar a dose nem sempre traz benefícios adicionais.
Isso muda completamente a estratégia: em vez de buscar doses cada vez mais altas (o que pode levar a desconfortos gastrointestinais, dependência psicológica do “gel” de carboidratos e um gasto desnecessário), a abordagem prática se torna mais refinada: encontrar o ponto mínimo em que a glicose se estabiliza e o desempenho se mantém.
Além disso, aumentar a dose acima de certos limites pode ter efeitos paradoxais: reduz a oxidação de gordura, eleva a insulina e, em alguns estudos, acelera o esvaziamento do glicogênio muscular em vez de economizá-lo. Exatamente o oposto do que muitos atletas buscam.
Em suma, os carboidratos atuam como um amortecedor de glicose, não como um combustível ilimitado. Se já freamos a queda, adicionar mais não garante um benefício proporcional.
Exercício físico pode ajudar a tratar a depressão? — Foto: Adobe Stock
A ideia de flexibilidade metabólica
Outro elemento que questiona o dogma dos “carboidratos obrigatórios” são os atletas adaptados a dietas pobres nesses macronutrientes. Neles, foram medidas taxas de oxidação de gordura muito altas, mantendo-se elevadas mesmo em intensidades importantes (acima de 85% do consumo máximo de oxigênio ou VO₂max), com desempenhos semelhantes aos de atletas com dietas ricas em carboidratos em determinados contextos.
Isso não significa que “a gordura é sempre melhor”. Significa que o organismo pode se adaptar e usar mais gordura como combustível, mesmo quando o esforço é intenso. O velho mantra de que “em alta intensidade só se usa carboidratos” não parece ser tão universal quanto se pensava.
O conceito que sustenta essa nova interpretação é a flexibilidade metabólica: a capacidade de mudar de um combustível para outro de acordo com a demanda e a disponibilidade. Uma dieta cronicamente muito rica em carboidratos, sem periodização, pode reduzir os sinais para usar gordura, favorecer a sensação de dependência do gel e tornar o metabolismo mais rígido.
A alternativa não é “zero carboidratos”, mas aprender a periodizar: treinos em que se força o corpo a usar mais gordura e momentos em que se usa carboidratos como ferramenta estratégica.
Da religião dos carboidratos à dose mínima eficaz
Quais são as implicações práticas de tudo isso para quem treina ou compete?
•Primeiro, desmistificar: os carboidratos não são nem inimigos nem deuses. Eles são uma ferramenta. Em vez de pensar “quanto mais, melhor”, convém perguntar:
•Qual é o objetivo prioritário hoje: desempenho máximo imediato ou melhorar a flexibilidade metabólica a médio prazo?
Como o meu corpo responde? Fome, quedas de energia, “falta de força”, desconforto digestivo, sensação de dependência… são sinais valiosos.
Segundo, entender que o limite do desempenho não é decidido apenas pelas fibras musculares. O cérebro, através de sua vigilância constante da glicose e de outros combustíveis, atua como um regulador superior. Quando percebe que o equilíbrio está em risco, ele diminui a potência. Os carboidratos bem utilizados ajudam a ativar esse freio mais tarde, principalmente mantendo a glicose estável, sem encher infinitamente um depósito muscular.
E, em terceiro lugar, lembrar que as recomendações gerais são apenas um ponto de partida. Pessoas com diabetes, tendência à hipoglicemia ou que tomam medicamentos precisam de uma individualização cuidadosa, idealmente supervisionada por um profissional.
O futuro da nutrição esportiva não passa por uma dependência crescente do açúcar, mas por favorecer uma maquinaria metabólica flexível, capaz de usar o que for necessário a cada momento. Os carboidratos continuarão tendo um papel importante, mas cada vez mais como dose mínima eficaz a serviço do cérebro, não como dogma inquestionável a serviço do mito do músculo vazio.
José Miguel Soriano del Castillo não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.