sábado, 17 de julho de 2021

Fazendeiro acusado de ajudar Lázaro Barbosa é solto pela Justiça



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O fazendeiro Elmi Caetano, 74 anos, preso por auxiliar na fuga de Lázaro Barbosa, teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça na sexta-feira (16/7). Ele foi indiciado em junho pelos crimes de favorecimento pessoal — consiste na ajuda prestada para que o autor do delito não seja alcançado pela autoridade pública — e posse ou porte ilegal de arma de fogo.
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Elmi estava detido no presídio público de Águas Lindas de Goiás desde o dia 24 de junho e vai usar tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada ao Correio pela defesa do fazendeiro.

A decisão é assinada pela juíza Luciana Oliveira de Almeida Maia da Silveira. No texto, ela diz não ver perigo na soltura do fazendeiro, que é idoso e tem residência fixa, e ressaltou que a simples suspeita, sem provas de que armas e munições encontradas com Lázaro Barbosa pertencem a Elmi, não seriam suficiente para respaldar o prolongamento da prisão.


"A prisão deve ser substituída por medida mais branda, especialmente por se tratar de réu idoso, com residência fixa, ocupação lícita e sem outras passagens pela seara criminal. Ainda, há nos autos documentos que indicam certa fragilidade na saúde de Elmi, o que deve ser sopesado, considerando que ainda persiste a pandemia do coronavírus", diz a decisão.
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Prisão de Elmi Caetano

O fazendeiro foi detido no dia 24 de junho após desobedecer uma ordem de parada dada por policiais penais, e foi perseguido pelos agentes até ser interceptado. O inquérito policial apontou que Elmi dificultou o trabalho da polícia e impediu a entrada de policiais na propriedade.


Lázaro Barbosa foi encontrado em uma área de mata no bairro Itamaracá, em Águas Lindas de Goiás três dias depois. Na troca de tiros com policiais da força-tarefa montada para capturá-lo, ele foi morto após 20 dias de buscas.

O homem é apontado como o autor do assassinato de quatro pessoas da família Vidal em Ceilândia Norte, no dia 9 de junho. Desde então, estava foragido e se escondeu nos distritos de Edilândia e de Girassol, que pertencem a Cocalzinho. Nesse período, invadiu chácaras, fez pessoas reféns e trocou tiros com a polícia.




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