O caso ocorreu após o homem arremessar um
objeto contra uma viatura; a irmã da vítima alega agressão, enquanto a Polícia
Militar defende que agiu dentro da legalidade.
Uma abordagem policial envolvendo um homem com
problemas mentais gerou polêmica e revolta entre familiares nesta semana. Rose,
irmã de Godoy — que possui laudo médico comprovando sua condição de saúde
mental —, denunciou o que considera um uso excessivo de força por parte de dois
policiais militares durante a contenção de seu irmão.
Segundo o relato de Rose, a confusão começou
após Godoy arremessar um objeto contra uma viatura da polícia. Ela afirma que,
apesar da condição psicológica do irmão ser de conhecimento público e atestada
por laudo, ele teria sido agredido fisicamente pelos agentes durante a
abordagem.
“Ele tem problemas mentais, tem laudo. Não
precisava dessa agressão”, desabafou a irmã, questionando a falta de preparo
para lidar com crises de saúde mental.
Procurada para esclarecer o ocorrido, a 2ª Companhia da
Polícia Militar informou que a guarnição agiu dentro do rigor da lei e das
normas técnicas de imobilização.
Em nota, a corporação rebateu as críticas, pontuando a
responsabilidade dos familiares sobre o paciente. Segundo a PM, a família detém
a tutela de Godoy e não deveria permitir que uma pessoa com tal grau de
instabilidade circule livremente pelas ruas sem supervisão, sob o risco de
agredir terceiros, como crianças, idosos ou pessoas com deficiência.
O Fato aconteceu na sexta-feira (13), ainda segundo a
Polícia dano ao patrimônio do estado que pode inclusive ser de responsabilidade
da família.
O episódio levanta, mais uma vez, o debate sobre como deve
ser o protocolo de segurança em casos que envolvem surtos psicóticos em via
pública. Enquanto a família pede humanização e tratamento diferenciado, as
autoridades reforçam o dever de garantir a ordem e a segurança da coletividade.
O caso segue repercutindo na comunidade local, e a família
estuda medidas para formalizar a reclamação junto aos órgãos de corregedoria.
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