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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Caso Calazar: Cão que sangrava em Nova Cruz é recolhido e sacrificado pela Saúde Municipal



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Narrador Inteligente Ouvir Matéria
O cachorro de rua que comoveu e preocupou os moradores do distrito de Nova Cruz, em Macajuba, teve seu caso encerrado de forma trágica, mas necessária para a saúde pública. Após denúncias de que o animal circulava há dias com ferimentos graves e sangramento contínuo, a equipe de saúde do município realizou o recolhimento do cão. Submetido a exames clínicos, o diagnóstico confirmou que o animal sofria de Calazar (Leishmaniose Visceral), o que levou à decisão pelo seu sacrifício.


O clamor por socorro começou nas imediações das Populares, onde o sofrimento do bicho gerou alerta imediato na comunidade. A ponte entre os moradores e o poder público ocorreu por meio do canal Deixa Comigo Macajuba

Em resposta rápida após a repercussão, o Núcleo de Endemias enviou profissionais ao local para fazer a averiguação. Como nenhum tutor ou responsável foi identificado, o município assumiu os procedimentos padrão para contenção da zoonose.

O que é o Calazar e por que ele acende o alerta?
O Calazar, cujo nome científico é Leishmaniose Visceral, é uma doença infecciosa grave causada por um protozoário. Ela afeta tanto os animais quanto os seres humanos, sendo classificada como uma zoonose de alto impacto na saúde pública.
Como ocorre a transmissão? A contaminação não acontece pelo contato direto com o cachorro (como lambidas, mordidas ou carinho). O parasita é transmitido exclusivamente pela picada do mosquito-palha (flebótomo), que se infecta ao picar um animal doente e depois transmite o protozoário a humanos ou a outros cães.
Tratamento vs. Sacrifício: Atualmente, a legislação brasileira permite o tratamento de cães infectados com medicamentos específicos autorizados. No entanto, o tratamento apenas controla os sintomas e reduz a carga viral (o animal não alcança a cura definitiva). No caso de animais de rua, sem um tutor para arcar com os custos altos e garantir o acompanhamento rigoroso pelo resto da vida, o protocolo de saúde pública prevê a eutanásia para evitar que o cão continue servindo de reservatório para o mosquito e transmita a doença para a população local. 

A ação rápida do Núcleo de Endemias evitou que o mosquito-palha proliferasse a infecção no distrito. A recomendação para os moradores de Nova Cruz é manter os quintais limpos, livres de matéria orgânica acumulada (como folhas e fezes de animais), que é onde o mosquito transmissor se reproduz. 

Açaí Nova Cruz

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